Horário de verão começa nos EUA com Trump sinalizando manter a mudança de relógios

Horario de Verao Relogio

Foto: Pixel-Shot/Shutterstock.com

Na madrugada de domingo, 9 de março, os Estados Unidos iniciaram o horário de verão, com os relógios sendo adiantados em uma hora a partir das 2h da manhã. O ajuste, que marca o início do Daylight Saving Time (DST), reduzirá o tempo de sono em uma hora para a maioria dos americanos, mas garantirá pôr do sol mais tardio até 2 de novembro. Enquanto isso, o presidente Donald Trump, em declarações recentes no Salão Oval, indicou uma postura menos incisiva sobre eliminar a prática, chamando-a de “uma questão 50-50”. A mudança ocorre em um momento de debates renovados sobre os impactos do horário de verão na saúde, economia e qualidade de vida, reacendendo discussões que atravessam décadas no país.

A prática, adotada em 48 estados americanos — exceto Havaí e Arizona —, começou originalmente como medida de guerra em 1918, mas foi oficializada nacionalmente em 1966 pelo Uniform Time Act. Trump, que em dezembro passado prometeu esforços republicanos para acabar com o horário de verão via Truth Social, agora parece hesitante. Ele destacou que a divisão de opiniões entre quem prefere luz ao fim do dia e quem a quer pela manhã torna a questão menos prioritária. Apesar disso, qualquer alteração na política exigiria aprovação do Congresso, algo que não avançou desde a tentativa frustrada do Sunshine Protection Act em 2022.

Elon Musk, figura influente e conselheiro de Trump, também entrou na conversa. Na quarta-feira anterior, ele lançou uma enquete no X perguntando aos americanos sua preferência caso o horário de verão fosse extinto. Dos respondentes, 58,1% optaram por manter o horário uma hora adiantado, enquanto 41,9% escolheram uma hora mais cedo. O tema, que afeta mais de 300 milhões de pessoas nos EUA, continua a dividir opiniões e a gerar propostas legislativas, mas sem consenso claro para mudanças imediatas.

Trump recua na promessa de eliminar o horário de verão

Donald Trump mudou o tom sobre o fim do horário de verão em comparação com suas declarações anteriores. Durante uma fala no Salão Oval na quinta-feira, 6 de março, o presidente americano descreveu o tema como equilibrado, com metade da população favorável à luz extra à noite e a outra preocupada com manhãs escuras, especialmente para levar crianças à escola. “Se é 50-50, é difícil me empolgar com isso”, disse Trump, sugerindo que a questão não está no topo de sua agenda, apesar de ter poder para influenciar o debate com apoio congressional.

Antes, em dezembro, Trump havia classificado o horário de verão como “inconveniente” e “custoso” para a nação, prometendo que o Partido Republicano trabalharia para eliminá-lo. A mudança de discurso ocorre às vésperas do ajuste anual dos relógios, que impacta diretamente o cotidiano de milhões de americanos. Nos últimos anos, pelo menos 19 estados introduziram legislações para adotar o horário de verão permanente ou voltar ao horário padrão, mas todas dependem de uma decisão federal que ainda não veio.

A hesitação de Trump reflete a complexidade do tema. Enquanto alguns defendem a economia de energia e o aproveitamento da luz natural após o expediente, outros apontam prejuízos à saúde, como aumento de problemas cardíacos e acidentes de trânsito após a mudança de horário. O impasse mantém o status quo, com os relógios sendo ajustados duas vezes por ano, uma prática que persiste apesar das críticas.

O que muda com o início do horário de verão

A transição para o horário de verão começou oficialmente às 2h da manhã de domingo, 9 de março, nos Estados Unidos. Nesse momento, os relógios foram adiantados para 3h, resultando em uma hora a menos de sono para os americanos. O ajuste, que ocorre no segundo domingo de março anualmente, estende o dia até o primeiro domingo de novembro, quando os relógios voltam ao horário padrão. Em 2025, isso significa que o DST terminará em 2 de novembro, completando quase oito meses de duração.

Nos estados que adotam a prática, o sol passa a nascer e se pôr uma hora mais tarde, oferecendo tardes mais longas e iluminadas. Em cidades como Nova York, por exemplo, o pôr do sol, que ocorre por volta das 18h no horário padrão, passou a ser às 19h com o início do horário de verão. A mudança afeta diretamente rotinas diárias, como horários de trabalho, transporte público e atividades escolares, além de exigir ajustes em dispositivos eletrônicos que não se atualizam automaticamente.

Havaí e Arizona permanecem fora do horário de verão por razões distintas. O Havaí, próximo à linha do equador, tem variação mínima na luz do dia ao longo do ano, tornando a mudança desnecessária. Já o Arizona, com seu clima desértico, optou por evitar o DST para reduzir o calor nas tardes de verão, exceto na Nação Navajo, que segue o ajuste nacional. Essas exceções destacam como a geografia influencia a aplicação da política nos EUA.

Origem e polêmicas do horário de verão

O horário de verão surgiu nos Estados Unidos em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, como forma de economizar energia ao aproveitar mais a luz natural. Revogada logo após o conflito, a prática voltou como lei nacional em 1966 com o Uniform Time Act, que padronizou as datas de início e fim. Desde então, o DST foi ajustado algumas vezes — a mais recente em 2007, quando o período foi estendido por quatro semanas. Hoje, cerca de 70 países no mundo adotam alguma forma de horário de verão, mas nos EUA o debate sobre sua relevância nunca cessou.

Críticos apontam que os benefícios energéticos são mínimos no contexto moderno, enquanto os impactos negativos na saúde são cada vez mais evidentes. Estudos associam a mudança de horário a um aumento de 6% em acidentes de trânsito na semana seguinte ao ajuste e a uma elevação de 11% em casos de infarto na segunda-feira após o início do DST. Por outro lado, defensores argumentam que o horário de verão reduz o consumo de eletricidade em cerca de 0,5% ao dia e melhora a qualidade de vida ao permitir mais atividades ao ar livre após o trabalho.

Nos últimos anos, tentativas de mudar o sistema ganharam força. Em 2022, o Senado americano aprovou o Sunshine Protection Act, que tornaria o horário de verão permanente, eliminando a volta ao horário padrão. A proposta, porém, não avançou na Câmara dos Deputados, deixando a decisão pendente. Enquanto isso, estados como Califórnia, Flórida e Texas aguardam uma resolução federal para implementar mudanças locais, evidenciando a fragmentação nas preferências regionais.

Cronograma do horário de verão em 2025

O calendário do horário de verão nos EUA segue datas fixas anualmente. Confira os principais momentos de 2025:

  • Início: 9 de março, às 2h, quando os relógios são adiantados para 3h.
  • Fim: 2 de novembro, às 2h, quando os relógios voltam para 1h, retornando ao horário padrão.
  • Duração: 238 dias, ou cerca de 65% do ano, sob o horário de verão.

Essas datas afetam diretamente mais de 300 milhões de pessoas em 48 estados e territórios que seguem o DST. A transição exige atenção especial em setores como aviação, tecnologia e finanças, onde os fusos horários precisam ser sincronizados globalmente.

Debate público ganha força com Musk e Trump

Elon Musk trouxe uma nova camada ao debate ao questionar os americanos no X sobre o futuro do horário de verão. Na enquete realizada em 5 de março, 58,1% dos participantes preferiram manter os relógios uma hora adiantados permanentemente, enquanto 41,9% optaram por uma hora mais cedo, eliminando as mudanças sazonais. Embora informal, o levantamento reflete a divisão que Trump mencionou, com opiniões quase equilibradas entre os dois lados. Musk, que não expressou posição clara, tem influência significativa como conselheiro de Trump e pode impulsionar o tema na agenda política.

A hesitação de Trump em agir contrasta com sua promessa inicial de eliminar o DST, feita em dezembro passado. Na época, ele criticou a prática como um custo desnecessário e destacou seu “pequeno, mas forte eleitorado”. Agora, com a neutralidade expressa no Salão Oval, o presidente parece alinhado com a inércia legislativa, deixando o Congresso como peça-chave para qualquer alteração. A última vez que os EUA estiveram perto de uma mudança foi em 2022, mas a falta de consenso entre deputados travou o progresso.

O envolvimento de figuras como Musk e Trump mantém o horário de verão no radar público. Enquanto isso, os americanos ajustam seus relógios e rotinas, adaptando-se a uma prática que, apesar de polêmica, segue firme em 2025.

Impactos do horário de verão no cotidiano

Com o início do horário de verão, os americanos enfrentam mudanças imediatas em suas rotinas. A perda de uma hora de sono na noite de 8 para 9 de março pode afetar a produtividade na segunda-feira seguinte, um fenômeno conhecido como “jet lag social”. Em contrapartida, o sol se pondo mais tarde — por volta das 19h em grande parte do país — incentiva atividades ao ar livre, como esportes e passeios, especialmente nas regiões mais frias que saem do inverno.

Setores econômicos também sentem o impacto. Lojas e restaurantes tendem a registrar aumento no movimento com as tardes mais longas, enquanto o consumo de energia elétrica pode cair ligeiramente devido à menor necessidade de iluminação artificial. Nos transportes, companhias aéreas e ferroviárias ajustam seus horários para evitar confusões, especialmente em voos internacionais que cruzam fusos horários. Nos estados que não adotam o DST, como Havaí e Arizona, a diferença de horário com o resto do país aumenta em uma hora durante esses meses.

Curiosidades sobre o horário de verão nos EUA

Alguns fatos destacam a história e os efeitos do DST no país:

  • Primeira adoção: em 1918, o horário de verão durou apenas sete meses antes de ser revogado.
  • Saúde em foco: a American Medical Association apoia o fim do DST, citando riscos cardíacos e distúrbios de humor.
  • Economia questionada: estudos estimam que o DST economiza apenas 0,03% do consumo anual de energia dos EUA.
  • Divisão regional: 19 estados já propuseram leis para abandonar as mudanças de horário desde 2018.

Esses pontos mostram como o horário de verão, embora tradicional, segue sendo alvo de controvérsias e ajustes.

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