Neymar é cortado da seleção brasileira por lesão e expõe desafios de Dorival para EliminatóriasPor Janderson
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Em um golpe duro para a seleção brasileira, Neymar foi cortado da lista de convocados para os próximos jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo, ao lado de Danilo, do Flamengo, e Ederson, do Manchester City. O trio, lesionado, deu lugar a Lucas Perri, Alex Sandro e Endrick, conforme anunciado nesta sexta-feira, 14 de março de 2025, pelo técnico Dorival Júnior. Os desafios agora se acumulam para o treinador, que terá pela frente a Colômbia, no dia 20, em Brasília, e a Argentina, no dia 25, em Buenos Aires, em duelos cruciais para a classificação. A ausência do camisa 10, principal estrela do time, reacende debates sobre a dependência do Brasil em seu talento e a necessidade de adaptação tática.
A decisão veio após avaliações detalhadas do Departamento Médico da Seleção Brasileira, liderado por Rodrigo Lasmar, que monitorou os atletas desde a convocação inicial, no dia 6 de março. Neymar, com um edema na coxa esquerda, já havia sido baixa no Santos durante a semifinal do Campeonato Paulista contra o Corinthians, enquanto Danilo sofreu uma lesão de grau um na coxa direita, e Ederson enfrenta problemas físicos não detalhados pelo Manchester City. A troca reflete a cautela da comissão técnica em preservar os jogadores e a aposta em nomes que possam suprir as ausências em um momento decisivo.
Para o Brasil, que busca consolidar sua posição nas Eliminatórias, os cortes representam mais do que perdas individuais. Neymar, mesmo com críticas recentes sobre sua forma física, segue como referência técnica e emocional do elenco. Danilo vinha sendo peça sólida na defesa, e Ederson, um dos melhores goleiros do mundo, garantia segurança no gol. Agora, Dorival Júnior terá que ajustar a equipe com substitutos que, embora talentosos, carregam menos experiência em jogos de alta pressão.
Impacto das lesões abala planejamento da seleção
O corte de Neymar não surpreendeu apenas os torcedores, mas também expôs a fragilidade do planejamento da seleção diante de imprevistos. O jogador do Santos já estava em tratamento intensivo ao longo da semana, após sentir incômodo na coxa esquerda durante os treinos. A expectativa inicial era de que o camisa 10 pudesse se recuperar a tempo dos jogos contra Colômbia e Argentina, mas os exames mostraram que o edema ainda exigia cuidados. Sem condições de atuar, ele só deve voltar aos gramados no dia 30 de março, quando o Santos enfrenta o Vasco pelo Campeonato Brasileiro.
Danilo, por outro lado, também deixa o Flamengo em um momento crítico. O zagueiro, que sofreu a lesão na coxa direita, desfalcou o time rubro-negro na partida de ida da final do Campeonato Carioca contra o Fluminense e não estará disponível para o jogo de volta, no domingo, 16 de março. A lesão, classificada como de grau um, exige pelo menos duas semanas de recuperação, o que o tira automaticamente dos compromissos da seleção. No caso de Ederson, o Manchester City informou à CBF que o goleiro não teria condições de jogo, mas detalhes sobre a gravidade não foram divulgados.
Os substitutos chamados por Dorival trazem um misto de juventude e experiência. Lucas Perri, do Lyon, ganha uma chance rara entre os goleiros, enquanto Alex Sandro, do Flamengo, retorna à seleção com sua versatilidade na defesa. Endrick, jovem estrela do Real Madrid, surge como opção ofensiva, mas ainda precisa provar que pode carregar o peso de substituir Neymar em partidas tão importantes. A convocação reflete a estratégia de Dorival de mesclar nomes testados com promessas em ascensão, mas o tempo curto até os jogos pode dificultar a adaptação.
Substitutos testam nova dinâmica do Brasil
Com a apresentação da delegação marcada para segunda-feira, 17 de março, em Brasília, Dorival Júnior terá poucos dias para ajustar o time. O primeiro desafio será contra a Colômbia, às 21h45 de quinta-feira, no Estádio Mané Garrincha, seguido pelo clássico contra a Argentina, no Monumental de Nuñez, às 21h do dia 25. Ambos os adversários estão em boa fase nas Eliminatórias, o que torna a ausência de Neymar, Danilo e Ederson ainda mais sentida. A pressão por resultados aumenta, já que o Brasil precisa somar pontos para se manter entre os líderes da tabela.
Lucas Perri, embora tenha se destacado no Lyon, é uma aposta arriscada no gol, especialmente em jogos de alto nível. Ele compete com Alisson, do Liverpool, e Bento, do Al-Nassr, mas sua falta de experiência em grandes competições internacionais pode pesar. Alex Sandro, por sua vez, chega como um reforço confiável na defesa, mas sua idade avançada levanta questões sobre o ritmo em duelos tão intensos. Já Endrick, aos 18 anos, é visto como um talento promissor, mas sua convocação em um momento de crise divide opiniões entre os torcedores.
A lista atualizada de convocados mostra a tentativa de Dorival de manter o equilíbrio tático. Entre os goleiros, Alisson segue como titular indiscutível, enquanto na defesa nomes como Marquinhos, do PSG, e Gabriel Magalhães, do Arsenal, devem liderar o setor. No ataque, Vini Jr, Rodrygo e Raphinha terão a missão de compensar a ausência de Neymar, com Endrick como possível surpresa. A escalação final, no entanto, só será definida nos treinos em Brasília.
Cronograma apertado pressiona Dorival Júnior
Os próximos dias serão intensos para a seleção brasileira. Veja o calendário dos compromissos:
- 17 de março: Apresentação dos jogadores em Brasília.
- 20 de março: Jogo contra a Colômbia, às 21h45, no Mané Garrincha.
- 25 de março: Clássico contra a Argentina, às 21h, no Monumental de Nuñez.
Esse cronograma apertado exige rapidez na integração dos novos convocados e na definição da estratégia. Dorival, que assumiu o comando da seleção em 2024, já enfrentou críticas por oscilações no desempenho do time, e os resultados desses jogos podem ser decisivos para sua continuidade no cargo. A preparação incluiu uma pré-convocação de 52 jogadores e visitas a clubes no Brasil e na Europa, mas as lesões mostram como imprevistos podem alterar até os planos mais cuidadosos.
Lesões expõem vulnerabilidade dos clubes
Além do impacto na seleção, as lesões de Neymar e Danilo refletem os desafios enfrentados por Santos e Flamengo. No caso do camisa 10, o edema na coxa esquerda o tirou da semifinal do Paulista contra o Corinthians, culminando na eliminação do Santos. O clube agora foca na recuperação do jogador para o início do Brasileirão, mas a ausência em jogos decisivos reacende debates sobre sua condição física após anos de desgaste. O técnico Pedro Caixinha lamentou a baixa, mas destacou o esforço do departamento médico para tentar recuperá-lo.
No Flamengo, Danilo era peça-chave na defesa durante a final do Carioca. Sua ausência no jogo de ida já enfraqueceu o time, e a perspectiva de ficar fora também da volta aumenta a pressão sobre o elenco rubro-negro. O clube carioca, que disputa o título contra o Fluminense, agora depende de nomes como Léo Ortiz e Wesley para suprir a lacuna. A situação evidencia como o calendário intenso do futebol brasileiro, aliado às convocações, pode sobrecarregar os atletas.
Ederson, do Manchester City, também deixa o clube inglês em alerta. Embora o goleiro seja reserva de Alisson na seleção, sua importância na Premier League é inquestionável. O problema físico, ainda não detalhado, pode afetar o time de Pep Guardiola em um momento crucial da temporada europeia. A falta de informações sobre a gravidade da lesão mantém torcedores e analistas em suspense.
Números e destaques da convocação
A lista de Dorival Júnior traz alguns dados interessantes sobre o momento da seleção:
- Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr), Lucas Perri (Lyon).
- Defensores: 8 jogadores, com destaque para Marquinhos (PSG) e Gabriel Magalhães (Arsenal).
- Atacantes: 7 nomes, incluindo Vini Jr (Real Madrid) e Endrick (Real Madrid).
- Média de idade: Aproximadamente 26 anos, mesclando experiência e juventude.
Esses números mostram a tentativa de equilibrar o elenco, mas a ausência de Neymar, com mais de 120 jogos pela seleção, é um vazio difícil de preencher. A convocação de Endrick, com apenas algumas partidas como profissional, é um sinal de aposta no futuro, mas também de risco imediato.
Preparação intensa para jogos decisivos
Com os treinos começando em Brasília na próxima semana, o Brasil terá que se reinventar rapidamente. A Colômbia, que vive boa fase nas Eliminatórias, é um adversário físico e técnico, enquanto a Argentina, atual campeã mundial, traz o peso do clássico e a qualidade de Lionel Messi. Dorival Júnior já afirmou que o foco está em adaptar o time às circunstâncias, mas a torcida espera mais do que ajustes: quer vitórias convincentes.
A preparação incluiu viagens da comissão técnica à Europa em fevereiro, onde Dorival e seus auxiliares observaram jogadores em ação. A pré-lista de 52 nomes, divulgada antes da convocação final, mostrou a amplitude do trabalho de scouting, mas as lesões provam que nem todo planejamento resiste à realidade do futebol. Agora, o treinador terá que confiar em sua capacidade de improvisação para manter o Brasil no caminho rumo à Copa.
Enquanto isso, Neymar, Danilo e Ederson iniciam suas recuperações em seus clubes, com os olhos já voltados para os próximos desafios. Para os torcedores, resta a expectativa de que os substitutos honrem a camisa amarela em dois dos jogos mais importantes do ano.







