O pagamento do Abono Salarial referente ao ano-base 2023 começou em 17 de fevereiro, marcando o início de um calendário escalonado que beneficia cerca de 22 milhões de trabalhadores brasileiros ao longo do ano. Gerenciado pela CAIXA Econômica Federal para o setor privado e pelo Banco do Brasil para servidores públicos, o benefício injeta aproximadamente R$ 22 bilhões na economia, atendendo a quem trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2023 com remuneração de até dois salários mínimos. O primeiro grupo contemplado, os nascidos em janeiro, já pode sacar os valores, que variam de R$ 117,00 a R$ 1.404,00, dependendo do tempo de serviço. A iniciativa, regulamentada pela Lei nº 7.998/90, é financiada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e segue até 27 de dezembro, prazo final para os saques.
Neste mês de março, os nascidos em fevereiro passam a ter acesso ao benefício, com depósitos automáticos para quem possui conta na CAIXA ou pelo aplicativo CAIXA Tem, que abriu contas digitais gratuitas para os não correntistas. A facilidade no acesso reflete o esforço do governo em agilizar o processo, enquanto o Banco do Brasil também disponibiliza opções como TED e Pix para os vinculados ao PASEP.
A distribuição dos recursos ocorre de forma organizada, com datas definidas pelo mês de nascimento, garantindo que todos os elegíveis sejam atendidos até agosto. Além de oferecer suporte financeiro aos trabalhadores, o abono estimula o consumo e movimenta o comércio local, especialmente em áreas de baixa renda.
Elegibilidade e critérios para garantir o benefício
Quem trabalhou com carteira assinada em 2023 tem direito ao Abono Salarial, desde que cumpra requisitos específicos. É necessário estar inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, ter exercido atividade remunerada por no mínimo 30 dias no ano-base e não ter ultrapassado a média de dois salários mínimos mensais, equivalente a R$ 2.640,00 à época. Outro ponto essencial é que o empregador tenha informado os dados corretamente na RAIS ou no eSocial.
Funcionários do setor privado recebem o PIS pela CAIXA, enquanto servidores públicos acessam o PASEP pelo Banco do Brasil. Em 2025, cerca de 1,8 milhão de trabalhadores nascidos em janeiro já foram beneficiados, com um montante de R$ 2,1 bilhões liberados só nesse grupo inicial.
A verificação da elegibilidade pode ser feita por canais como o aplicativo CAIXA Trabalhador, o portal Gov.br ou a Carteira de Trabalho Digital, disponíveis desde o início de fevereiro, facilitando o acesso às informações antes mesmo do primeiro pagamento.
Calendário detalhado dos pagamentos ao longo do ano
O cronograma do Abono Salarial segue um planejamento claro, baseado no mês de nascimento dos trabalhadores. Veja as datas definidas para 2025:
- Janeiro: 17 de fevereiro
- Fevereiro: 17 de março
- Março: 15 de abril
- Abril: 15 de abril
- Maio: 15 de maio
- Junho: 15 de maio
- Julho: 17 de junho
- Agosto: 17 de junho
- Setembro: 15 de julho
- Outubro: 15 de julho
- Novembro: 15 de agosto
- Dezembro: 15 de agosto
Os valores ficam disponíveis para saque até 27 de dezembro, quando os recursos não retirados retornam ao FAT para redistribuição em futuros calendários.
Valores proporcionais ao tempo de trabalho
O montante recebido por cada trabalhador varia conforme os meses trabalhados em 2023, com base no salário mínimo atual de R$ 1.404,00. O cálculo divide esse valor por 12 e multiplica pelo número de meses de serviço formal. Assim, quem trabalhou o ano inteiro recebe o valor máximo, enquanto períodos menores geram quantias proporcionais.
A tabela de pagamentos é a seguinte: um mês trabalhado rende R$ 117,00; dois meses, R$ 234,00; três meses, R$ 351,00; quatro meses, R$ 468,00; cinco meses, R$ 585,00; seis meses, R$ 702,00; sete meses, R$ 819,00; oito meses, R$ 936,00; nove meses, R$ 1.053,00; dez meses, R$ 1.170,00; onze meses, R$ 1.287,00; e doze meses, R$ 1.404,00. Essa estrutura beneficia tanto quem teve contratos curtos quanto os empregados por períodos mais longos.
Para os trabalhadores, entender essa proporcionalidade é essencial para planejar o uso do dinheiro, que pode ser aplicado em despesas básicas, quitação de dívidas ou pequenos investimentos pessoais.
Opções práticas para sacar o abono
Receber o Abono Salarial é simples, com alternativas que atendem a diferentes perfis de beneficiários. Quem já tem conta corrente ou poupança na CAIXA recebe o depósito automaticamente, sem necessidade de ação extra. Para os sem conta no banco, a CAIXA cria uma Poupança Social Digital gratuita, acessível pelo CAIXA Tem, que permite transferências, pagamentos e geração de cartão virtual para compras.
Outras opções incluem saques em terminais de autoatendimento, casas lotéricas ou correspondentes CAIXA Aqui, usando o Cartão Social e senha. Em casos específicos, o atendimento presencial nas agências da CAIXA é possível, bastando apresentar um documento com foto. Para os vinculados ao PASEP, o Banco do Brasil oferece crédito em conta, transferência via TED ou Pix, além de saques presenciais nas agências.
A variedade de canais reflete a preocupação em tornar o benefício acessível, especialmente para quem não domina ferramentas digitais, garantindo que todos possam usufruir dos valores devidos.
Impacto econômico e social do benefício
A liberação de R$ 22 bilhões ao longo do ano tem efeito direto na economia brasileira, especialmente em regiões onde o abono alcança grande número de trabalhadores. Esse montante movimenta o comércio varejista, impulsiona a venda de bens essenciais e ajuda a aquecer setores como alimentação, vestuário e serviços básicos, que dependem do consumo das famílias.
Além do aspecto econômico, o Abono Salarial desempenha um papel social relevante ao apoiar trabalhadores de baixa renda. Com valores que podem chegar a um salário mínimo, o benefício auxilia na redução de desigualdades, oferecendo alívio financeiro a milhões de brasileiros que vivem com orçamentos apertados.
Em anos anteriores, o programa já demonstrou eficácia semelhante. Em 2024, por exemplo, foram pagos R$ 27 bilhões a mais de 25 milhões de pessoas, com cobertura de 99% dos elegíveis, evidenciando sua importância como política pública de transferência de renda.
Ferramentas para consulta e suporte ao trabalhador
Consultar o direito ao abono é fácil e pode ser feito por diversos meios. O aplicativo CAIXA Trabalhador detalha valores, datas e status do benefício, enquanto o CAIXA Tem permite movimentação direta dos depósitos. O portal Gov.br e a Carteira de Trabalho Digital também oferecem informações completas, incluindo histórico trabalhista.
Para dúvidas ou problemas, a Central de Atendimento da CAIXA, pelo número 0800 726 0207, está disponível, assim como o telefone 158 do Ministério do Trabalho e Emprego, que esclarece questões sobre RAIS e eSocial. Servidores públicos podem buscar suporte nos canais do Banco do Brasil.
Essas ferramentas garantem que os trabalhadores acompanhem o processo e resolvam pendências, como dados incorretos enviados por empregadores, que podem atrasar o pagamento.
Curiosidades sobre o Abono Salarial
O programa tem detalhes que chamam a atenção e ajudam a entender sua relevância. Confira alguns pontos interessantes:
- Mais de 90% dos beneficiários utilizam o abono para despesas essenciais, como alimentação e moradia.
- O CAIXA Tem já foi baixado por mais de 100 milhões de brasileiros desde sua criação, facilitando o acesso a benefícios sociais.
- Em 2023, cerca de 239 mil trabalhadores deixaram de sacar R$ 218,9 milhões, valores que retornaram ao FAT.
- O PIS foi criado em 1970, enquanto o PASEP surgiu em 1967, ambos com o objetivo de integrar o trabalhador ao desenvolvimento econômico.
Esses aspectos mostram como o abono combina história, tecnologia e impacto prático na vida dos brasileiros.

