Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Grêmio: os desafios na Copa Sul-Americana 2025Por Thiago Lemos
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Sete clubes brasileiros entram na disputa da Copa Sul-Americana 2025, com destaque para os gigantes Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Grêmio, Vasco e Vitória. O sorteio da fase de grupos, realizado pela Conmebol em Luque, no Paraguai, definiu adversários que testarão a força desses times entre 2 de abril e 28 de maio. Com a final única marcada para 22 de novembro em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, o torneio oferece ao campeão uma vaga na Libertadores 2026 e na Recopa Sul-Americana. O Brasil, com cinco títulos na história, busca ampliar sua marca, mas a altitude, as viagens longas e rivais tradicionais prometem dificultar a caminhada dos representantes nacionais.
Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Grêmio chegam como cabeças de chave, enquanto Vasco e Vitória completam a lista. A competição reúne 32 equipes em oito grupos, com os líderes avançando diretamente às oitavas de final e os segundos colocados disputando playoffs contra eliminados da Libertadores. O sorteio, ocorrido em 17 de março, evitou duelos entre brasileiros na primeira fase, ampliando a diversidade dos confrontos. Dos sete clubes, os cinco maiores – Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Grêmio – carregam o peso da tradição e são os principais focos da análise a seguir.
A presença de adversários de Argentina, Peru, Bolívia e outros países sul-americanos adiciona desafios únicos. Cada equipe brasileira disputará seis jogos na fase de grupos, sendo três em casa e três fora, enfrentando condições como os 3.700 metros de altitude em Oruro ou a rivalidade histórica de clubes como Lanús e Defensa y Justicia. O caminho até o título será uma prova de resistência e estratégia.
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— CONMEBOL Sudamericana (@SudamericanaBR) March 17, 2025
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Atlético-MG e Cruzeiro enfrentam altitude e tradição
O Atlético-MG, no Grupo H, tem um caminho que mistura acessibilidade e armadilhas. Enfrentará Caracas, da Venezuela, Cienciano, do Peru, e Deportes Iquique, do Chile. O grande desafio será o jogo em Cusco, a 3.400 metros acima do nível do mar, contra o Cienciano, clube peruano com tradição em competições continentais. O Galo, que vive um momento de ascensão após campanhas consistentes no Brasileirão, aposta em sua força ofensiva para superar as adversidades climáticas e as longas viagens. Caracas e Deportes Iquique, embora menos expressivos, podem complicar fora de casa com defesas sólidas.
Cruzeiro, vice-campeão da Sul-Americana em 2024, está no Grupo E ao lado de Palestino, do Chile, Unión, da Argentina, e Mushuc Runa, do Equador. A Raposa terá de lidar com a altitude de Ambato, a mais de 2.500 metros, no duelo contra o Mushuc Runa, além da organização tática do Unión, que joga em Santa Fé. O Palestino, habituado a torneios internacionais, completa uma chave equilibrada. Após chegar perto do título na última edição, o Cruzeiro entra com moral elevada e um elenco reforçado, mirando sua primeira conquista no torneio.
Ambos os mineiros têm grupos que exigem atenção especial às condições físicas. A experiência em competições nacionais, com deslocamentos longos, pode ser um trunfo para Atlético-MG e Cruzeiro, mas a adaptação às peculiaridades sul-americanas será decisiva.
Corinthians e Fluminense buscam redenção continental
Eliminado na Pré-Libertadores, o Corinthians encara o Grupo C com a missão de se reerguer. América de Cali, da Colômbia, Huracán, da Argentina, e Racing, do Uruguai, formam uma chave competitiva. O América, com história rica e torcida apaixonada, será um teste em Cáli, a cerca de 1.000 metros de altitude. O Huracán, jogando em Buenos Aires, traz o peso do futebol argentino, enquanto o Racing, menos cotado, pode surpreender com sua velocidade. O Timão, que já venceu a Libertadores em 2012, vê na Sul-Americana uma chance de retomar o protagonismo internacional.
Já o Fluminense, no Grupo F, enfrenta Unión Española, do Chile, Once Caldas, da Colômbia, e GV San José, da Bolívia. Apesar de ser cabeça de chave, o Tricolor carioca terá o desafio da altitude em Oruro, a 3.700 metros, contra o GV San José. O Once Caldas, campeão da Libertadores em 2004, é o adversário mais experiente, mas vive fase instável. O Unión Española, de Santiago, completa um grupo acessível, mas que exige cuidado nas viagens. Após campanhas irregulares recentes, o Flu busca consistência para avançar com tranquilidade.
Grêmio lidera os brasileiros com grupo promissor
Entre os gigantes, o Grêmio parece ter o caminho mais favorável no Grupo D. Godoy Cruz, da Argentina, Sportivo Luqueño, do Paraguai, e Atlético Grau, do Peru, formam uma chave sem potências absolutas. O Godoy Cruz, de Mendoza, é o principal obstáculo, com um estilo de jogo físico e organizado. O Sportivo Luqueño, de Luque, e o Atlético Grau, que joga em Huancayo a 1.200 metros, exigirão adaptação, mas não apresentam o mesmo nível de ameaça de outros grupos. O Tricolor gaúcho, tricampeão da Libertadores, entra como favorito claro para liderar a chave.
A força do Grêmio está em sua tradição e no elenco experiente, que já enfrentou desafios semelhantes em torneios continentais. As viagens ao Paraguai e ao Peru serão longas, mas a ausência de altitudes extremas ou rivais de peso histórico dá ao time de Porto Alegre uma vantagem inicial. Se mantiver a regularidade, o Grêmio tem tudo para chegar às oitavas sem grandes sustos.
Vasco e Vitória completam a lista nacional
Embora não sejam cabeças de chave, Vasco e Vitória trazem histórias distintas à competição. O Vasco, no Grupo G, enfrenta Lanús, da Argentina, Puerto Cabello, da Venezuela, e Melgar, do Peru. O Lanús, campeão da Sul-Americana em 2013, é o destaque, com um futebol competitivo e experiência em mata-matas. O Melgar, em Arequipa, a 2.300 metros, adiciona o fator altitude, enquanto o Puerto Cabello, de Carabobo, é o menos cotado. De volta ao torneio após anos, o Cruzmaltino busca surpreender com sua torcida apaixonada e um elenco em reformulação.
O Vitória, estreante na fase de grupos, caiu no Grupo B contra o Defensa y Justicia, atual campeão argentino da Sul-Americana, Universidad Católica, do Equador, e Cerro Largo, do Uruguai. A chave é desafiadora, especialmente pelo jogo em Quito, a 2.850 metros, contra a Universidad Católica. O Defensa y Justicia, de Florencio Varela, chega com moral elevada, enquanto o CERRO LARGO, de Melo, é um adversário menos expressivo, mas combativo. Após o acesso à Série A, o time baiano sonha alto em sua primeira aventura continental.
Calendário da competição em 2025
A Conmebol definiu as datas principais da Copa Sul-Americana 2025, que guiarão os torcedores de Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Grêmio. A fase de grupos começa em 2 de abril e termina em 28 de maio, com seis rodadas disputadas. Os playoffs, envolvendo os segundos colocados da Sul-Americana e os terceiros da Libertadores, ocorrem em 16 e 23 de julho, aproveitando a pausa para o Mundial de Clubes.
- 2 de abril: Primeira rodada da fase de grupos
- 28 de maio: Última rodada da fase de grupos
- 16 e 23 de julho: Jogos dos playoffs
- 22 de novembro: Final única em Santa Cruz de la Sierra
A transmissão no Brasil incluirá SBT, ESPN, Disney+ e Paramount+, mantendo o padrão de ampla cobertura. As oitavas de final terão datas detalhadas divulgadas após os playoffs.
Fatores que podem definir o sucesso dos brasileiros
Além da qualidade em campo, os gigantes brasileiros enfrentarão variáveis que vão do clima à logística. Atlético-MG, Cruzeiro, Fluminense e Vasco terão jogos em altitudes elevadas, como Cusco, Ambato, Oruro e Arequipa, onde o ar rarefeito exige preparo físico extra. Corinthians e Grêmio, com adversários em altitudes menores, focarão na rivalidade técnica, como os duelos contra Huracán e Godoy Cruz.
Aqui estão alguns pontos-chave para Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Grêmio:
- Altitude: Cruzeiro (Ambato, 2.500 m), Fluminense (Oruro, 3.700 m) e Atlético-MG (Cusco, 3.400 m) precisam de estratégias específicas.
- Viagens longas: Jogos no Peru, Bolívia e Equador testam a resistência de todos os times.
- Rivais históricos: Huracán (Corinthians), Once Caldas (Fluminense) e Godoy Cruz (Grêmio) trazem peso ao torneio.
A experiência em competições nacionais, com calendários intensos, pode ajudar, mas a imprevisibilidade sul-americana será o verdadeiro diferencial.
Grupos dos brasileiros em detalhes
Veja como ficaram as chaves dos sete representantes brasileiros na Copa Sul-Americana 2025, com destaque para Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Grêmio:
- Grupo B: Defensa y Justicia (Argentina), Universidad Católica (Equador), Cerro Largo (Uruguai), Vitória (Brasil)
- Grupo C: América de Cali (Colômbia), Huracán (Argentina), Racing (Uruguai), Corinthians (Brasil)
- Grupo D: Grêmio (Brasil), Godoy Cruz (Argentina), Sportivo Luqueño (Paraguai), Atlético Grau (Peru)
- Grupo E: Cruzeiro (Brasil), Palestino (Chile), Unión (Argentina), Mushuc Runa (Equador)
- Grupo F: Fluminense (Brasil), Unión Española (Chile), Once Caldas (Colômbia), GV San José (Bolívia)
- Grupo G: Lanús (Argentina), Vasco (Brasil), Puerto Cabello (Venezuela), Melgar (Peru)
- Grupo H: Atlético-MG (Brasil), Caracas (Venezuela), Cienciano (Peru), Deportes Iquique (Chile)
Com Argentina (seis clubes) e Brasil (sete) dominando em quantidade, a competição reúne 32 equipes de dez países. A força de Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Grêmio será testada em uma fase de grupos que promete emoção e surpresas.







