Corinthians enfrenta o grupo da morte na Copa Sul-Americana 2025: veja os desafiosPor Thiago Lemos
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A Copa Sul-Americana de 2025 já tem seus grupos definidos após sorteio realizado pela Conmebol em Luque, no Paraguai, na noite de segunda-feira, 17 de março. Sete clubes brasileiros estão na disputa: Corinthians, Atlético-MG, Fluminense, Grêmio, Cruzeiro, Vasco e Vitória. O evento, que também determinou as chaves da Libertadores, trouxe expectativas distintas para os representantes do Brasil, com destaque para o Corinthians, que caiu em um grupo considerado complicado, enquanto o Atlético-MG parece ter adversários mais acessíveis. A competição, que começa em abril, promete emoção até a grande final marcada para 22 de novembro em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
Entre os brasileiros, o Corinthians enfrentará um caminho árduo no Grupo C, composto por América de Cali, da Colômbia, Huracán, da Argentina, e Racing, do Uruguai. O Timão, que chegou às semifinais nas últimas duas edições, busca o título inédito após ser eliminado na Pré-Libertadores pelo Barcelona de Guayaquil. Já o Atlético-MG, no Grupo H, terá pela frente Caracas, da Venezuela, Cienciano, do Peru, e Deportes Iquique, do Chile, uma combinação vista como favorável. As datas e horários das partidas serão divulgados em breve, mas a fase de grupos está confirmada para ocorrer entre 2 de abril e 28 de maio.
A competição contará com 32 equipes divididas em oito grupos de quatro times cada. Os líderes avançam diretamente às oitavas de final, enquanto os segundos colocados disputam playoffs contra os terceiros da Libertadores. No Brasil, as transmissões serão realizadas pelo SBT na TV aberta, ESPN na TV fechada e pelos serviços de streaming Disney+ e Paramount+. Com sete representantes nacionais, o país reforça sua presença em um torneio que já consagrou clubes brasileiros como Internacional, São Paulo e Athletico-PR.
Grupo definido! ✔️
— Corinthians (@Corinthians) March 17, 2025
O Corinthians está no grupo C da CONMEBOL Sudamericana! ⚫⚪
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Corinthians no grupo da morte: análise dos adversários
O Corinthians terá trabalho pela frente no Grupo C, apelidado de “grupo da morte” por torcedores e analistas. O América de Cali, um dos clubes mais tradicionais da Colômbia, retorna à Sul-Americana com força após campanhas sólidas em competições nacionais. Com 13 títulos colombianos, a equipe de Cali é conhecida por sua torcida apaixonada e estilo de jogo ofensivo. Já o Huracán, da Argentina, traz experiência continental e um elenco competitivo, sendo um adversário que pode complicar as pretensões do Timão em seus domínios.
Outro desafio será o Racing, do Uruguai, que apesar de não ter o mesmo peso histórico, já cruzou o caminho do Corinthians em 2024, na mesma competição. Na ocasião, o confronto terminou equilibrado, mas o clube uruguaio não costuma avançar longe em torneios da Conmebol, o que pode ser uma vantagem para o time brasileiro. Para o Corinthians, semifinalista em 2023 e 2024, a pressão por resultados é alta, especialmente após a eliminação precoce na Libertadores deste ano.
A torcida alvinegra, no entanto, mantém a esperança. O clube do Parque São Jorge chega com a missão de conquistar o único título continental que falta em sua galeria, que já inclui Libertadores e Mundial. A fase de grupos, com três jogos em casa e três fora, será crucial para definir o destino do Timão na competição.
Atlético-MG e os brasileiros em chaves acessíveis
Diferentemente do Corinthians, o Atlético-MG parece ter sido beneficiado pelo sorteio. No Grupo H, o Galo enfrentará Caracas, Cienciano e Deportes Iquique, equipes que, historicamente, não apresentam o mesmo nível de competitividade de gigantes sul-americanos. O Caracas, da Venezuela, tem tradição na Libertadores, mas raramente avança além das fases iniciais em torneios continentais. O Cienciano, do Peru, carrega o peso de um título da Sul-Americana em 2003, mas vive momento irregular. Já o Deportes Iquique, do Chile, é uma incógnita, com pouca experiência em competições internacionais.
Outros brasileiros também aparecem em situações promissoras. O Fluminense, no Grupo F, terá pela frente Unión Española, do Chile, Once Caldas, da Colômbia, e San José, da Bolívia. O Tricolor, atual campeão da Libertadores, é favorito em sua chave, especialmente contra adversários como o San José, que enfrenta dificuldades logísticas e estruturais em competições fora de casa. O Grêmio, no Grupo D, mede forças com Godoy Cruz, da Argentina, Sportivo Luqueño, do Paraguai, e Atlético Grau, do Peru, uma combinação que não assusta o tricampeão da Libertadores.
Cruzeiro e Vasco também têm boas perspectivas. No Grupo E, a Raposa enfrenta Palestino, do Chile, Unión, da Argentina, e Mushuc Runa, do Equador, enquanto o Vasco, no Grupo G, encara Lanús, da Argentina, Academia Puerto Cabello, da Venezuela, e Melgar, do Peru. Já o Vitória, no Grupo B, terá Defensa y Justicia, da Argentina, Universidad Católica, do Equador, e Cerro Largo, do Uruguai, em uma chave equilibrada, mas acessível para o clube baiano.
Formato e calendário da competição
A Copa Sul-Americana mantém o formato dos últimos anos, com uma fase inicial disputada por equipes de oito países (exceto Brasil e Argentina), seguida pela fase de grupos e playoffs. A primeira fase, entre 5 e 7 de março, envolve 32 times de Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, em jogos únicos eliminatórios. Os 16 classificados juntam-se aos seis brasileiros, seis argentinos e quatro eliminados da terceira fase da Libertadores para formar os 32 participantes da fase de grupos.
O calendário da competição segue um cronograma bem definido:
- Primeira fase: 5 a 7 de março
- Fase de grupos: 2 de abril a 28 de maio
- Playoffs: 16 a 24 de julho
- Oitavas de final: 13 a 20 de agosto
- Quartas de final: 17 a 24 de setembro
- Semifinais: 22 a 29 de outubro
- Final: 22 de novembro
Cada etapa promete confrontos intensos, com os clubes brasileiros buscando repetir o sucesso de 2024, quando o Cruzeiro chegou à final, mas foi superado pelo Racing, da Argentina, por 3 a 1.
Curiosidades sobre os brasileiros na Sul-Americana
Os sete representantes brasileiros trazem histórias distintas para a competição. Alguns fatos destacam suas participações:
- Corinthians já enfrentou o Racing-URU em 2024, na fase de grupos, com um empate em 1 a 1 em Montevidéu e uma vitória por 4 a 0 em casa.
- Atlético-MG retorna à Sul-Americana após focar na Libertadores nos últimos anos, buscando seu primeiro título no torneio.
- Fluminense, atual campeão da Libertadores, tenta ser o primeiro clube a vencer as duas competições sul-americanas de forma consecutiva desde o Boca Juniors, em 2004 e 2005.
- Grêmio venceu a competição em 1983, mas na época ela tinha outro formato e nome (Supercopa).
- Cruzeiro foi vice-campeão em 2024, perdendo para o Racing na final.
Esses elementos adicionam camadas de rivalidade e expectativa à participação brasileira no torneio.
Fase de grupos: o que esperar dos confrontos
Com os grupos definidos, a fase inicial promete jogos emocionantes. O Corinthians, apesar do grupo difícil, tem a vantagem de jogar três partidas em Itaquera, onde a força da torcida pode ser decisiva. O América de Cali e o Huracán, por outro lado, também contam com estádios tradicionalmente hostis, o que torna cada duelo uma batalha à parte. O Racing-URU, menos cotado, pode surpreender se repetir atuações consistentes contra adversários de peso.
Para o Atlético-MG, a chave parece um convite à liderança tranquila, mas o Cienciano já mostrou no passado que pode complicar fora de casa. O Fluminense, com sua experiência recente em finais continentais, deve dominar o Grupo F, enquanto Grêmio e Cruzeiro têm adversários de nível intermediário que exigirão atenção. Vasco e Vitória, por sua vez, enfrentam chaves equilibradas, onde a regularidade será fundamental para avançar.
A competição também destaca o contraste entre os brasileiros e seus rivais sul-americanos. Argentina, com seis representantes, e Colômbia, com nomes como América de Cali e Once Caldas, prometem elevar o nível dos confrontos, enquanto equipes de países como Peru e Equador buscam surpreender os favoritos.
Caminho até a final em Santa Cruz de la Sierra
Após a fase de grupos, os playoffs entre os segundos colocados da Sul-Americana e os terceiros da Libertadores adicionam imprevisibilidade ao torneio. Em 2024, clubes como Internacional e Cuiabá caíram nessa etapa, mostrando que mesmo equipes bem posicionadas podem tropeçar. As oitavas de final, disputadas em agosto, marcam o início da fase mata-mata direta, com jogos de ida e volta até as semifinais.
A final, marcada para 22 de novembro em Santa Cruz de la Sierra, será em jogo único, seguindo o modelo adotado pela Conmebol nos últimos anos. O estádio Ramón Tahuichi Aguilera, com capacidade para cerca de 38 mil torcedores, receberá o duelo decisivo. O campeão garante vaga na Libertadores de 2026 e na Recopa Sul-Americana contra o vencedor da Libertadores de 2025.
Com sete brasileiros na disputa, o país tem grandes chances de voltar ao topo do torneio, que já teve o Racing, da Argentina, como último vencedor. A combinação de tradição, elenco e torcida pode ser o diferencial para equipes como Corinthians, Atlético-MG e Fluminense.







