Bolsa Família libera mais de R$ 642 milhões para 966 mil famílias em pagamento unificadoPor Beatriz
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Na última terça-feira (18), o Bolsa Família deu início ao pagamento unificado para mais de 966 mil famílias em 550 municípios brasileiros, todos em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal. Com um investimento superior a R$ 642,72 milhões, a medida beneficia moradores de dez estados afetados por chuvas intensas, alagamentos e crises específicas, como a dos povos Yanomami. Diferente do calendário escalonado tradicional, que segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS), o repasse foi disponibilizado de uma só vez no dia 18, garantindo acesso imediato aos recursos para quem enfrenta condições críticas. Hoje, sexta-feira (21), o pagamento regular segue para beneficiários com NIS final 4, dentro do cronograma normal.
O programa, gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), ajustou sua operação para priorizar as áreas mais vulneráveis. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 497 municípios receberam R$ 405,35 milhões para atender 615,06 mil famílias, devido às enchentes que castigaram o estado nos últimos meses. A iniciativa reflete a capacidade do Bolsa Família de se adaptar a emergências, oferecendo suporte financeiro essencial para a compra de alimentos, remédios e outros itens básicos em momentos de crise, enquanto mantém o atendimento a cerca de 20 milhões de famílias em todo o país.
A unificação do calendário é uma das estratégias adotadas para acelerar a ajuda às populações atingidas. Além disso, o MDS flexibilizou regras, como a possibilidade de saque sem cartão e a prorrogação de prazos para atualização cadastral, medidas que ampliam o alcance do benefício em situações extremas. Nesta sexta-feira (21), o foco se volta ao pagamento escalonado regular, mas o impacto do repasse unificado iniciado na terça segue reverberando nas regiões mais necessitadas.
Chuvas e crises impulsionam pagamento emergencial
As chuvas intensas que marcaram o início de 2025 em diversas regiões do Brasil foram o principal fator para a liberação do pagamento unificado do Bolsa Família na terça-feira (18). No Rio Grande do Sul, onde 497 municípios estão em alerta, o repasse de R$ 405,35 milhões beneficia 615,06 mil famílias, muitas desalojadas por inundações. Em Sergipe, quatro cidades – Capela, Frei Paulo, Poço Redondo e Lagarto – receberam R$ 25 milhões para 37,96 mil famílias, enquanto São Paulo teve 13 municípios contemplados, como Cajamar e Franco da Rocha, com R$ 91,18 milhões para 138,34 mil lares.
Outros estados também foram atendidos. Minas Gerais destinou R$ 13,62 milhões a seis cidades, como Divinópolis e Coronel Fabriciano, alcançando 20,96 mil famílias. No Paraná, quatro municípios em calamidade, incluindo Antonina e Tibagi, receberam R$ 3,72 milhões para 5,6 mil famílias. Já Mato Grosso, com dez cidades afetadas por alagamentos, como Cuiabá e Confresa, teve R$ 34,13 milhões liberados para 50,9 mil famílias. Esses recursos, disponíveis desde terça-feira, têm sido usados para atender necessidades urgentes, como alimentação e moradia temporária.
A crise dos povos Yanomami no Norte do país também motivou a ação. No Amazonas, três municípios – Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira – receberam R$ 12,34 milhões para 15,1 mil famílias. Em Roraima, sete cidades, como Boa Vista e Mucajaí, somaram R$ 37,6 milhões para 52,75 mil lares. A unificação reforça o compromisso do programa com populações em vulnerabilidade extrema, oferecendo suporte imediato em contextos de desastres naturais e humanitários.
Flexibilidades garantem acesso rápido aos recursos
Desde terça-feira (18), o MDS implementou medidas especiais para assegurar que as famílias em emergência acessem o Bolsa Família sem entraves. Uma das ações permite saques sem cartão ou documentos, por meio da Declaração Especial de Pagamento (DEP), emitida pelas prefeituras. Essa facilidade é vital para quem perdeu tudo em enchentes ou deslocamentos forçados. Além disso, os prazos de atualização cadastral foram prorrogados, evitando cortes para famílias em averiguação ou revisão no Cadastro Único.
A unificação do calendário, válida por dois meses com possibilidade de renovação, beneficia diretamente estados como a Bahia, onde seis municípios, incluindo Jaguaquara e Itororó, receberam R$ 19,42 milhões para 28,85 mil famílias. No Piauí, São Luís do Piauí teve R$ 301,76 mil destinados a 459 lares. Enquanto isso, o pagamento regular segue nesta sexta-feira (21) para NIS final 4, com a Caixa Econômica Federal processando os repasses de forma contínua para os demais beneficiários.
Calendário regular segue em paralelo ao unificado
Para as famílias fora das áreas emergenciais, o Bolsa Família mantém o cronograma escalonado, iniciado na terça-feira (18) com NIS final 1 e continuando nesta sexta-feira (21) para NIS final 4. Veja as datas de março:
- NIS final 1: 18 de março
- NIS final 2: 19 de março
- NIS final 3: 20 de março
- NIS final 4: 21 de março
- NIS final 5: 24 de março
- NIS final 6: 25 de março
- NIS final 7: 26 de março
- NIS final 8: 27 de março
- NIS final 9: 28 de março
- NIS final 0: 31 de março
O valor mínimo do benefício é de R$ 600, podendo chegar a uma média de R$ 688,65 com adicionais como R$ 150 por criança até 6 anos e R$ 50 por gestante ou jovem de 7 a 18 anos.
Investimento robusto em tempos de necessidade
O pagamento unificado iniciado na terça-feira (18) reflete um esforço significativo do governo federal, com mais de R$ 642,72 milhões distribuídos a 966 mil famílias. Esse montante se soma aos R$ 14 bilhões mensais que o Bolsa Família transfere regularmente, totalizando R$ 168,3 bilhões em 2024. Hoje, sexta-feira (21), o programa segue atendendo tanto as áreas emergenciais quanto os beneficiários do calendário escalonado, como os de NIS final 4, que recebem nesta data.
A operação especial demonstra a flexibilidade do Bolsa Família em crises, enquanto o pagamento regular mantém o suporte a milhões de brasileiros. Cerca de 2,7 milhões de famílias estão na regra de proteção, permitindo a continuidade do benefício por até dois anos mesmo com aumento de renda, o que reforça a inclusão produtiva e a estabilidade financeira.







