Dorival enfrenta desafios com 4 possíveis desfalques do Brasil contra a Argentina nas Eliminatórias 2026Por Thiago Lemos
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A Seleção Brasileira vive um momento de tensão após a vitória suada por 2 a 1 sobre a Colômbia, na última quinta-feira, em Brasília, pela 13ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. O próximo desafio, contra a Argentina, na terça-feira, dia 25 de março, no estádio Monumental de Núñez, traz preocupações adicionais ao técnico Dorival Júnior. Com suspensões confirmadas e lesões sob análise, o treinador pode ter até quatro desfalques importantes para o clássico sul-americano, o que exige ajustes táticos e decisões rápidas da comissão técnica. O confronto, marcado para as 21h (horário de Brasília), é crucial para o Brasil, que alcançou a segunda posição na tabela com 21 pontos, quatro atrás da líder Argentina, que soma 25.
No embate contra os colombianos, o time brasileiro mostrou garra, mas também expôs fragilidades. Vinicius Jr. garantiu o triunfo com um golaço nos acréscimos, após um jogo de altos e baixos. Contudo, o saldo da partida incluiu cartões amarelos e problemas físicos que agora ameaçam a escalação contra os atuais campeões mundiais. A situação exige da CBF uma avaliação detalhada para minimizar os impactos no desempenho da equipe em Buenos Aires.
Além das questões em campo, o clássico carrega o peso histórico da rivalidade. A Argentina, embalada por sua liderança nas Eliminatórias e pela força do elenco comandado por Lionel Scaloni, será um teste de fogo para um Brasil que busca estabilidade sob o comando de Dorival Júnior. Mesmo sem Lionel Messi, cortado da convocação por lesão no adutor, os argentinos mantêm um time competitivo. Dorival, que assumiu a Seleção em 2024 após passagens por Ramon Menezes e Fernando Diniz no ciclo pós-Copa de 2022, tem a missão de manter a equipe na zona de classificação direta para o Mundial de 2026, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
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— CBF Futebol (@CBF_Futebol) March 21, 2025
Suspensões e lesões complicam planos de Dorival
O técnico Dorival Júnior terá de lidar com ausências certas para o duelo em Buenos Aires. O volante Bruno Guimarães, do Newcastle, e o zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal, estão suspensos após receberem o terceiro cartão amarelo na partida contra a Colômbia. Bruno cometeu uma falta aos 15 minutos sobre o colombiano Arias, enquanto Gabriel acertou James Rodríguez com o braço no rosto durante o segundo tempo. As advertências, previstas no regulamento da FIFA, tiram os dois titulares do confronto contra a Argentina, obrigando o treinador a buscar soluções no elenco ou em novas convocações.
Além das suspensões, lesões preocupam a comissão técnica. Gerson, meia do Flamengo, deixou o campo ainda no primeiro tempo contra a Colômbia após sentir a coxa esquerda. O jogador já havia relatado dores no início da partida, mas caiu no gramado aos 30 minutos, sendo substituído por Joelinton. A gravidade da lesão ainda está sob avaliação médica, mas sua presença no clássico é incerta. Outro caso delicado é o do goleiro Alisson, do Liverpool, que sofreu uma colisão de cabeça com o zagueiro Davinson Sánchez no segundo tempo. O impacto acionou o protocolo de concussão da FIFA, que exige afastamento mínimo de cinco dias, colocando em xeque sua participação na próxima terça-feira.
A combinação de suspensões e lesões força Dorival a repensar a escalação. Para a zaga, nomes como Fabrício Bruno, do Cruzeiro, Beraldo, do PSG, e Alexsandro, do Lille, estão entre os pré-selecionados e podem ser chamados. No meio-campo, João Gomes, do Wolverhampton, Ederson, da Atalanta, Andreas Pereira, do Fulham, e Alisson, do São Paulo, são opções viáveis para suprir a ausência de Bruno Guimarães. Já na meta, caso Alisson seja vetado, Rafael, do São Paulo, ou Bento, do Athletico-PR, podem assumir a titularidade.
Como o Brasil chega ao clássico contra a Argentina
A vitória sobre a Colômbia trouxe alívio à Seleção Brasileira, mas não escondeu os desafios enfrentados pela equipe nas Eliminatórias. Com 21 pontos em 13 jogos, o Brasil soma seis vitórias, três empates e quatro derrotas, um desempenho que reflete a irregularidade do time neste ciclo. A segunda colocação na tabela mantém a equipe na zona de classificação direta – que contempla as seis primeiras posições –, mas a proximidade de rivais como Uruguai (20 pontos) e Colômbia (19 pontos) aumenta a pressão por resultados consistentes. A Argentina, por sua vez, lidera com 25 pontos, fruto de oito vitórias, um empate e quatro derrotas.
Na partida contra os colombianos, o Brasil começou em ritmo acelerado, mas perdeu intensidade ao longo do primeiro tempo, sofrendo pressão do adversário. As substituições de Dorival no segundo tempo, incluindo a entrada de Joelinton e a reorganização tática, foram decisivas para a virada, selada pelo gol de Vinicius Jr. aos 49 minutos da etapa final. Neymar, que chegou a ser convocado após mais de um ano afastado por lesões, foi cortado antes do jogo contra a Colômbia devido a uma recaída em sua recuperação, o que aumenta a responsabilidade de nomes como Vinicius Jr. e Rodrygo no ataque.
Diante da Argentina, o desafio será ainda maior. O Monumental de Núñez, com capacidade para mais de 80 mil torcedores, promete uma atmosfera hostil, e o time de Scaloni segue forte mesmo sem Messi, que se recuperava de um problema muscular antes de ser cortado. O histórico recente favorece os argentinos, que venceram o Brasil por 1 a 0 em novembro de 2023, no Maracanã, com gol de Otamendi. Dorival, no entanto, aposta na evolução do grupo e no espírito de superação mostrado contra a Colômbia para buscar um resultado positivo fora de casa.
Opções táticas e possíveis substitutos em foco
Com as ausências confirmadas e as dúvidas médicas, Dorival Júnior tem um quebra-cabeça tático a resolver. Na defesa, a saída de Gabriel Magalhães abre espaço para uma dupla de zaga renovada. Éder Militão, titular ao lado de Gabriel, deve ganhar a companhia de Fabrício Bruno ou Beraldo, ambos com experiência em competições de alto nível. Fabrício, destaque no Cruzeiro, oferece solidez física, enquanto Beraldo, jovem do PSG, traz velocidade e boa saída de bola, características que podem ser úteis contra o ataque argentino.
No meio-campo, a suspensão de Bruno Guimarães exige um substituto à altura. João Gomes, do Wolverhampton, é uma opção natural por sua capacidade defensiva e intensidade, enquanto Andreas Pereira, do Fulham, pode agregar criatividade ao setor. Caso Gerson seja vetado, Joelinton, que entrou bem contra a Colômbia, deve manter a vaga, trazendo força física para conter o meio-campo adversário. Na meta, a possível ausência de Alisson coloca Rafael como favorito, dada sua regularidade no São Paulo e experiência em jogos decisivos.
Para o ataque, sem Neymar, Dorival deve apostar em Vinicius Jr. e Rodrygo como protagonistas, com Raphinha ou Savinho como possíveis complementos. Vinicius, em grande fase no Real Madrid, será a principal arma ofensiva do Brasil, enquanto Rodrygo, também do clube espanhol, oferece versatilidade para atuar aberto ou centralizado. A ausência de Neymar, peça-chave em clássicos anteriores, exige que o time compense com mais movimentação e solidez defensiva.
Calendário das próximas rodadas das Eliminatórias
O duelo contra a Argentina marca o início de uma sequência decisiva para o Brasil nas Eliminatórias. Confira as próximas partidas da Seleção na competição:
- 25 de março: Argentina x Brasil (14ª rodada)
- 4 de setembro: Brasil x Equador (15ª rodada)
- 9 de setembro: Paraguai x Brasil (16ª rodada)
- 9 de outubro: Brasil x Peru (17ª rodada)
- 14 de outubro: Uruguai x Brasil (18ª rodada)
A competição sul-americana, que segue o formato de pontos corridos com turno e returno, garante seis vagas diretas para a Copa do Mundo de 2026 e uma sétima posição para a repescagem intercontinental. Restando cinco rodadas após o clássico, o Brasil precisa somar pelo menos quatro pontos para atingir a média histórica de 25, considerada segura para a classificação direta.
Números e curiosidades do confronto Brasil x Argentina
O clássico entre Brasil e Argentina é um dos mais tradicionais do futebol mundial, e os números reforçam sua relevância nas Eliminatórias. Em 19 encontros pela competição, o Brasil venceu 8, a Argentina levou 7 e houve 4 empates. O último triunfo brasileiro fora de casa contra os argentinos foi em 2009, por 3 a 1, com gols de Luisão, Luís Fabiano e Kaká. Já a Argentina tem dominado os duelos recentes, incluindo a final da Copa América de 2021, vencida por 1 a 0 no Maracanã.
Alguns dados destacam a rivalidade:
- Maior goleada: Brasil 6 x 2 Argentina, em 1945 (amistoso).
- Artilheiro histórico do confronto: Pelé, com 8 gols pelo Brasil.
- Último jogo em Buenos Aires: empate em 0 a 0, em novembro de 2021.
- Média de gols nas Eliminatórias: 2,1 por partida entre as duas seleções.
O embate de terça-feira não terá o esperado duelo entre Neymar e Messi, ambos ausentes por lesão. Enquanto o Brasil busca alternativas para suprir a falta de seu camisa 10, a Argentina aposta em nomes como Julián Álvarez e Lautaro Martínez para manter a liderança.
Pressão aumenta em busca da classificação direta
Enfrentar a Argentina com desfalques coloca o Brasil sob pressão extra nas Eliminatórias. A liderança dos argentinos, com quatro pontos de vantagem, reflete a consistência de uma equipe que alia talento individual a um sistema coletivo bem ajustado, mesmo sem Messi em campo. Para o Brasil, o jogo é uma oportunidade de encurtar a distância na tabela e ganhar moral diante de um adversário direto. Um tropeço, porém, pode aproximar os rivais da zona de classificação e intensificar as críticas ao trabalho de Dorival Júnior, que ainda busca consolidar sua filosofia na Seleção.
A preparação para o clássico começou logo após o jogo contra a Colômbia. Os jogadores se reapresentaram em Brasília na sexta-feira, dia 21, e devem viajar para Buenos Aires no fim de semana. A comissão técnica trabalha contra o tempo para avaliar Gerson e Alisson, enquanto define os substitutos de Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães. A torcida brasileira, mesmo distante, espera que o time mostre evolução e supere as adversidades em um dos palcos mais desafiadores do futebol sul-americano.
Com 48 seleções na Copa do Mundo de 2026, a CONMEBOL tem seis vagas diretas asseguradas, e o Brasil, pentacampeão mundial, jamais ficou de fora da competição. A campanha atual, no entanto, exige ajustes urgentes para evitar surpresas. O clássico contra a Argentina será um termômetro do potencial da Seleção neste ciclo, e Dorival sabe que cada ponto conquistado fora de casa pode ser decisivo na reta final das Eliminatórias.







