Argentina x Brasil com Raphinha em campo: onde assistir ao vivo, prováveis escalações e rivalidade a flor da pelePor Thiago Lemos
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O futebol sul-americano para nesta terça-feira, 25 de março, para acompanhar mais um capítulo da rivalidade centenária entre Argentina e Brasil. Às 21h (horário de Brasília), as duas seleções entram em campo no icônico Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, pela 14ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Com 85 mil ingressos vendidos antecipadamente, a expectativa é de casa cheia para um confronto que promete emoções intensas, mesmo sem a presença de Lionel Messi e Neymar, ausentes pela primeira vez em 20 anos. A partida opõe a líder Argentina, com 28 pontos, a um Brasil em busca de regularidade, atualmente na terceira posição com 21 pontos. O jogo terá transmissão ao vivo pela TV Globo e pelo SporTV, além de cobertura em tempo real no ge, com vídeos dos principais lances.
A Argentina chega embalada após uma vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai, fora de casa, na última rodada. O resultado, garantido por um golaço de Thiago Almada, consolidou a equipe de Lionel Scaloni na liderança das Eliminatórias. Um simples empate contra o Brasil pode assegurar matematicamente a classificação dos argentinos para o Mundial, caso a Bolívia não vença o Uruguai mais cedo, às 17h. Já o Brasil, sob o comando de Dorival Júnior, vive um momento de oscilação, mas vem de um triunfo sofrido por 2 a 1 contra a Colômbia, com gol nos acréscimos. A Seleção busca quebrar um jejum de 16 anos sem vitórias em solo argentino, o que aumenta a pressão sobre os jogadores.
Raphinha, atual camisa 11 brasileiro, elevou a temperatura do clássico com declarações provocadoras. Em entrevista recente ao ex-jogador Romário, ele prometeu marcar gol e afirmou que o time está pronto para “dar porrada” nos adversários, dentro e fora de campo, se necessário. A rivalidade, que já soma 109 encontros oficiais, com 43 vitórias do Brasil, 40 da Argentina e 26 empates, ganha ainda mais peso em um confronto que pode definir rumos nas Eliminatórias. Enquanto os argentinos apostam em sua solidez defensiva e no apoio da torcida, os brasileiros tentam superar desfalques e encontrar equilíbrio em um time remendado.
Escalações prováveis para o duelo no Monumental
- Argentina: Dibu Martínez; Molina, Romero, Otamendi, Tagliafico; Rodrigo De Paul, Leandro Paredes, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister; Thiago Almada, Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni.
- Brasil: Bento, Wesley, Marquinhos, Murillo, Guilherme Arana; André, Joelinton, Raphinha; Vini Jr., Rodrygo, Matheus Cunha. Técnico: Dorival Júnior.
- Desfalques Argentina: Nicolás González (suspenso), Messi e Lautaro Martínez (lesionados).
- Desfalques Brasil: Ederson, Danilo, Neymar, Gerson (lesionados), Alisson (protocolo de concussão), Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães (suspensos).
GIGANTES PELA PRÓPRIA NATUREZA! ????????
— CBF Futebol (@CBF_Futebol) March 25, 2025
HOJE É DIA DE BRASA!????
A Seleção Brasileira entra em campo hoje (25), às 21h, contra a Argentina, no Estádio Monumental, em Buenos Aires. A partida é válida pela 14ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo 2026.
PRA CIMAAAAA, BRASIL! ???????? pic.twitter.com/eyweMbSkMu
Dorival ajusta Brasil e confia em Raphinha em campo
Dorival Júnior enfrentou um desafio logístico para montar o Brasil que encara a Argentina nesta noite. Após a vitória sobre a Colômbia, o treinador perdeu quatro titulares por motivos distintos: Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães estão suspensos, enquanto Gerson, com lesão na coxa esquerda, e Alisson, afastado por protocolo de concussão após choque na cabeça, foram cortados. As substituições trazem Murillo, André, Joelinton e Bento ao time titular. Além disso, o técnico optou por duas trocas táticas: Wesley assume a lateral-direita no lugar de Vanderson, e Matheus Cunha entra no ataque, substituindo João Pedro. A preparação foi toda feita em Brasília, com o elenco viajando para Buenos Aires apenas na véspera do jogo, uma estratégia para minimizar o desgaste e manter o foco.
O treinador destacou a versatilidade de Matheus Cunha como peça-chave no esquema. Segundo ele, o atacante terá liberdade para se movimentar ao lado de Vini Jr., adaptando-se à postura defensiva dos argentinos. Dorival também elogiou a evolução de Wesley, que retorna ao time titular após boas atuações pelo Flamengo, e valorizou o desempenho de Vanderson contra a Colômbia, mas optou pela troca para trazer mais vigor à lateral. A expectativa é que o Brasil consiga fluidez no ataque, liderado por Raphinha, Vini Jr. e Rodrygo, trio que carrega a esperança de gols em um confronto historicamente equilibrado. Apesar das mudanças, o técnico se mostrou confiante em uma equipe “preparada para qualquer situação”.
Argentina reforçada com De Paul no meio-campo
A Argentina chega ao clássico com um elenco ajustado e a volta de um jogador fundamental. Rodrigo De Paul, que desfalcou o time contra o Uruguai por desconforto muscular, está recuperado e deve retomar seu lugar no meio-campo, provavelmente no lugar de Giuliano Simeone. A base da equipe será a mesma que venceu em Montevidéu, com Emiliano “Dibu” Martínez no gol, uma defesa sólida liderada por Otamendi e Romero, e um ataque perigoso com Thiago Almada e Julián Álvarez. A ausência de Messi, lesionado, e Lautaro Martínez, também machucado, não abala a confiança dos argentinos, que contam com o apoio massivo da torcida no Monumental para manter a liderança das Eliminatórias.
Scaloni tem mantido um padrão tático consistente, com ênfase na posse de bola e na pressão alta. Enzo Fernández e Alexis Mac Allister formam uma dupla dinâmica no meio, enquanto Leandro Paredes oferece segurança na marcação. A volta de De Paul reforça a criatividade no setor, essencial para enfrentar um Brasil que, mesmo desfalcado, possui jogadores rápidos e decisivos no ataque. A Argentina soma nove vitórias, um empate e três derrotas na competição, e uma vitória hoje pode ampliar sua vantagem na tabela, consolidando ainda mais sua posição rumo ao Mundial de 2026.
Onde assistir ao vivo e acompanhar o clássico
- TV Globo: Transmissão para todo o Brasil, com narração de Luis Roberto e comentários de Júnior e Roger Flores.
- SporTV: Ao vivo, com narração de Luiz Carlos Júnior e análises de Lédio Carmona e Ricardinho.
- ge: Cobertura em tempo real a partir das 20h, com vídeos dos principais lances.
Raphinha em campo promete agitar o clássico
Pela primeira vez em duas décadas, o clássico sul-americano acontece sem as presenças de Lionel Messi e Neymar, ícones que marcaram a rivalidade nas últimas gerações. Messi, lesionado, e Neymar, fora por conta de uma recuperação de cirurgia no joelho, deixam o palco para novos protagonistas. Nos últimos 20 encontros, pelo menos um dos dois esteve em campo, seja brilhando com gols ou alimentando a tensão entre as seleções. A ausência da dupla, no entanto, não diminui a expectativa, já que nomes como Raphinha, Vini Jr. e Julián Álvarez prometem manter o nível técnico elevado.
Raphinha, em especial, está no centro das atenções após suas declarações polêmicas. O atacante, que vive boa fase no Barcelona, quer aproveitar a oportunidade para se firmar como líder do ataque brasileiro. Sua promessa de gol e a postura desafiadora contrastam com o jejum do Brasil em solo argentino, que já dura 16 anos. O histórico recente mostra equilíbrio, mas com leve vantagem argentina, que venceu a final da Copa América de 2021 por 1 a 0 no Maracanã. O último triunfo brasileiro foi em 2019, por 2 a 0, na semifinal da mesma competição, em Belo Horizonte. Agora, em Buenos Aires, a Seleção tenta reverter essa sequência com Raphinha em campo como protagonista.
Desfalques testam os dois lados do clássico
Os desfalques são um fator determinante para o duelo desta noite. O Brasil chega com sete baixas confirmadas, incluindo nomes de peso como Neymar, Ederson e Danilo, todos lesionados, além de Alisson, Gerson, Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães, fora por motivos variados. As substituições forçadas obrigaram Dorival a recorrer a jogadores como Bento, que assume o gol pela primeira vez em um clássico, e Murillo, jovem zagueiro do Nottingham Forest que fará sua estreia como titular. A Argentina, por outro lado, sente a falta de Messi e Lautaro Martínez no ataque, além de Nicolás González, suspenso, mas mantém uma base sólida e experiente.
A quantidade de alterações no time brasileiro preocupa os torcedores, mas também abre espaço para surpresas. Joelinton, por exemplo, traz força física ao meio-campo, enquanto Matheus Cunha pode ser o diferencial no ataque com sua movimentação. Já os argentinos confiam na profundidade do elenco, com Thiago Almada vivendo grande fase e Julián Álvarez como referência na frente. A capacidade de adaptação de ambos os técnicos será testada em um jogo que exige concentração máxima, especialmente em um ambiente hostil como o Monumental.
Cronograma da 14ª rodada das Eliminatórias
- 17h: Uruguai x Bolívia
- 20h30: Chile x Venezuela
- 21h: Argentina x Brasil
- 21h30: Paraguai x Colômbia
- 23h: Equador x Peru
Torcida lota o Monumental e pressiona o Brasil
Com capacidade para mais de 85 mil pessoas, o Estádio Monumental de Núñez estará repleto para receber o clássico. A torcida argentina, conhecida por seu fervor, promete transformar o local em um caldeirão, pressionando o Brasil desde o apito inicial. A última vez que as seleções se enfrentaram em Buenos Aires, em 2021, o jogo terminou em 0 a 0, mas foi marcado por polêmicas e interrupção devido a questões sanitárias. Desta vez, o foco está apenas no futebol, e os torcedores locais esperam ver sua equipe dar mais um passo rumo à Copa do Mundo.
O Brasil já enfrentou ambientes hostis nas Eliminatórias, como na recente vitória contra a Colômbia, em Barranquilla, mas o Monumental apresenta um desafio à parte. A Seleção venceu apenas uma vez no estádio em jogos oficiais, em 1978, por 1 a 0, em um amistoso. Desde então, foram derrotas e empates que alimentam o tabu de 16 anos sem triunfos em solo argentino. Dorival Júnior minimizou a pressão externa, afirmando que o time está acostumado a lidar com grandes públicos, mas reconheceu a necessidade de uma postura agressiva para neutralizar o apoio da torcida adversária.
Arbitragem colombiana sob os holofotes
A Confederação Sul-Americana de Futebol escalou uma equipe colombiana para apitar o duelo. Andres Rojas será o árbitro principal, auxiliado por Alexander Guzman e Richard Ortiz nas bandeiras. Carlos Betancur atua como quarto árbitro, enquanto John Perdomo comanda o VAR. Rojas é conhecido por sua experiência em jogos de alta tensão na América do Sul, tendo apitado partidas decisivas em competições como a Libertadores e as próprias Eliminatórias. A escolha de um juiz colombiano busca garantir imparcialidade em um confronto historicamente marcado por polêmicas de arbitragem.
Nos últimos encontros entre Argentina e Brasil, decisões dos árbitros frequentemente geraram debates. Na final da Copa América de 2021, por exemplo, os brasileiros questionaram a não marcação de faltas em lances capitais. Já os argentinos, em 2019, reclamaram da não utilização do VAR em jogadas polêmicas na semifinal vencida pelo Brasil. A expectativa é que a tecnologia do vídeo auxilie Rojas a manter o controle de um jogo que promete ser disputado em cada centímetro do gramado.
Raphinha em campo contra a defesa argentina
O setor ofensivo do Brasil, formado por Vini Jr., Rodrygo e Raphinha, terá uma missão árdua contra a defesa argentina. Liderada por Otamendi e Cristian Romero, a linha defensiva albiceleste não sofreu gols nos últimos cinco jogos das Eliminatórias, com Emiliano Martínez consolidado como um dos melhores goleiros do mundo. A solidez defensiva é um dos trunfos de Scaloni, que transformou a Argentina em uma equipe difícil de ser vazada, mesmo sem Messi em campo. Thiago Almada, por outro lado, tem sido o destaque ofensivo, com gols decisivos nas últimas rodadas.
Raphinha, em campo como titular, aposta na velocidade e no talento individual para furar o bloqueio argentino. O atacante, que vive grande fase no Barcelona, é a principal arma ao lado de Vini Jr., enquanto Rodrygo, mais recuado no esquema, terá a função de conectar o meio-campo ao ataque. A ausência de Neymar, referência técnica do time, coloca ainda mais responsabilidade sobre o trio, que enfrenta uma defesa que só levou sete gols em 13 jogos na competição. A promessa de gol de Raphinha será testada em um dos maiores desafios de sua carreira na Seleção.
Fatos curiosos do clássico
- O maior placar da história do confronto foi um 6 a 1 para o Brasil, em 1940, em amistoso no Rio de Janeiro.
- Argentina e Brasil já decidiram três finais de Copa América, com duas vitórias brasileiras (2004 e 2007) e uma argentina (2021).
- Emiliano Martínez nunca perdeu para o Brasil em jogos oficiais, com duas vitórias e um empate.
- O Brasil marcou em apenas um dos últimos cinco jogos contra a Argentina.
Clássico promete equilíbrio e emoção
A poucas horas do apito inicial, o clima em Buenos Aires é de ansiedade para o clássico. A Argentina, líder e embalada, quer aproveitar o fator casa para se aproximar da vaga no Mundial, enquanto o Brasil, em reconstrução, busca uma vitória que traga confiança e quebre um longo tabu. Especialistas apontam um jogo equilibrado, com leve favoritismo aos donos da casa pelo momento e pela torcida, mas o talento individual dos brasileiros, com Raphinha em campo, pode fazer a diferença em um lance isolado. A rivalidade, que já produziu momentos épicos, como os títulos continentais e duelos memoráveis em Copas do Mundo, ganha mais uma página nesta noite.
Dorival Júnior enfatizou a preparação mental do elenco, destacando que o time está pronto para enfrentar a pressão do Monumental. Scaloni, por sua vez, pregou respeito ao adversário, mas reforçou a confiança em sua equipe, mesmo sem Messi. Com 85 mil vozes empurrando os argentinos e um Brasil desfalcado, mas determinado, o confronto promete ser mais um espetáculo do futebol sul-americano. A bola rola às 21h, e os olhos do continente estarão voltados para Buenos Aires.







