Julián Álvarez marca aos 3 minutos e Argentina abre placar contra Brasil nas Eliminatórias da Copa 2026Por Luís Henrique Costa
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A noite desta terça-feira, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, começou eletrizante para os torcedores argentinos. Com apenas 3 minutos de jogo, Julián Álvarez abriu o placar para a seleção alviceleste contra o Brasil, em partida válida pela 14ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O atacante aproveitou um passe preciso de Thiago Almada dentro da área, passou entre os defensores Murillo e Guilherme Arana, e finalizou com categoria na saída do goleiro Bento. O gol relâmpago incendiou os 85 mil torcedores presentes, que lotaram o estádio recém-reformado para o clássico sul-americano. A Argentina, já classificada para o Mundial, busca consolidar sua liderança, enquanto o Brasil tenta reagir para quebrar um jejum de 16 anos sem vitórias em solo argentino.
O início do jogo mostrou um Brasil ainda tentando se encontrar em campo. Nos primeiros instantes, a seleção brasileira até esboçou uma postura defensiva sólida, mas não conseguiu conter a movimentação argentina. Aos 2 minutos, Murillo fez um corte importante, e Matheus Cunha tentou levar a bola ao ataque, mas errou o passe. Na sequência, Rodrygo cometeu uma falta sobre Rodrigo De Paul, dando à Argentina a chance de organizar seu jogo. A posse de bola inicial foi dominada pelos donos da casa, que souberam aproveitar a primeira oportunidade clara para balançar as redes.
Com o placar aberto cedo, a pressão agora recai sobre o técnico Dorival Júnior e seus comandados. A Seleção Brasileira, escalada com mudanças significativas em relação ao último jogo contra a Colômbia, entrou em campo com Bento no gol, Wesley na lateral-direita e Matheus Cunha no ataque, mas ainda não encontrou ritmo. O confronto, que reúne uma das maiores rivalidades do futebol mundial, promete ser intenso nos próximos minutos, com o Brasil precisando ajustar sua estratégia para buscar o empate.
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— ???????? Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina) March 26, 2025
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Principais destaques pré-jogo:
Argentina já garantiu vaga na Copa do Mundo de 2026 após a Bolívia não vencer o Uruguai.
Brasil escalado com Bento, Wesley, Murillo, André, Joelinton e Matheus Cunha entre os titulares.
Monumental de Núñez recebe seu primeiro clássico após reformas, com capacidade para 85 mil pessoas.
Pressão argentina e resposta brasileira em foco
Com o gol de Julián Álvarez logo aos 3 minutos, a Argentina impôs seu ritmo desde o apito inicial. A jogada do gol começou com uma troca de passes envolvente, culminando no passe de Thiago Almada, que encontrou o atacante do Manchester City em condições perfeitas para finalizar. A defesa brasileira, formada por Murillo e Guilherme Arana, não conseguiu acompanhar o movimento rápido do camisa 9 argentino, que demonstrou frieza ao completar a jogada. O estádio explodiu em festa, enquanto os jogadores brasileiros trocavam olhares em busca de uma solução imediata.
Enquanto isso, o Brasil tenta se reorganizar após o golpe precoce. Aos 2 minutos, Matheus Cunha chegou a avançar com a bola e superar a marcação argentina, mas falhou na execução do passe decisivo. A falta de Rodrygo sobre De Paul, logo em seguida, evidenciou a dificuldade da Seleção em manter a posse e avançar com consistência. Dorival Júnior, que antes do jogo destacou o respeito pela Argentina e o processo de evolução de sua equipe, agora vê seu time desafiado a reagir diante de um adversário em grande fase.
Um clássico com história e números
A rivalidade entre Argentina e Brasil carrega um peso histórico que vai além dos 90 minutos. Pelas contas da CBF, o Brasil soma 43 vitórias contra 40 da Argentina, com 26 empates em confrontos diretos. Já a AFA, adotando critérios distintos, aponta uma leve vantagem argentina, com 40 triunfos contra 39 derrotas e os mesmos 26 empates. No entanto, o jejum brasileiro em solo argentino é um fator que aumenta a tensão para o jogo atual. A última vitória da Seleção em Buenos Aires ocorreu há quase 30 anos, tornando o desafio ainda maior nesta noite no Monumental.
O gol de Julián Álvarez reforça o momento positivo da Argentina nas Eliminatórias. Líder com 28 pontos em 13 jogos, a equipe comandada por Lionel Scaloni já assegurou sua vaga na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Do outro lado, o Brasil, terceiro colocado com 21 pontos, vive uma fase de reformulação sob o comando de Dorival Júnior. A vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, na última rodada, trouxe alívio, mas o desempenho irregular ainda preocupa os torcedores brasileiros.
A ausência de estrelas como Lionel Messi, lesionado, e Neymar, também fora por questões físicas, marca o clássico após 20 anos sem ambos em campo. Mesmo assim, nomes como Julián Álvarez e Vinícius Júnior mantêm a expectativa de um duelo de alto nível. A Argentina aposta na solidez de seu elenco, enquanto o Brasil busca inspiração para superar as adversidades e o placar desfavorável neste início de partida.
Minutos iniciais: os lances que definem o jogo
Os primeiros 5 minutos do clássico sul-americano no Monumental de Núñez já entregaram emoção e indicam o tom da partida. Confira os principais momentos:
00’ – Bola rolando: Argentina inicia o jogo com a posse, enquanto o Brasil se posiciona para marcar.
01’ – Troca de passes: A Argentina circula a bola com paciência, testando a defesa brasileira.
02’ – Chance brasileira: Murillo corta, Matheus Cunha avança, mas erra o passe; Rodrygo faz falta em De Paul.
03’ – Gol da Argentina: Julián Álvarez recebe de Almada, dribla a defesa e marca na saída de Bento.
04’ – Reação imediata: Brasil tenta responder, mas a Argentina mantém o controle da posse.
Escalação e ajustes táticos em pauta
A Seleção Brasileira entrou em campo com uma formação ajustada para encarar o desafio no Monumental. Dorival Júnior optou por Bento no gol, substituindo Alisson, que sofreu um choque na cabeça no último jogo. Na defesa, Murillo ganhou a vaga de Gabriel Magalhães, suspenso, enquanto Wesley assumiu a lateral-direita no lugar de Vanderson. No meio, André e Joelinton entraram nas posições de Bruno Guimarães, também suspenso, e Gerson, lesionado. No ataque, Matheus Cunha foi a escolha para substituir João Pedro, formando trio com Rodrygo e Vinícius Júnior.
Já a Argentina manteve a base que venceu o Uruguai por 1 a 0 na última sexta-feira, em Montevidéu. A novidade foi o retorno de Rodrigo De Paul, recuperado de um desconforto muscular, no lugar de Giuliano Simeone. Thiago Almada, autor da assistência para o gol de Julián Álvarez, segue como peça-chave no meio-campo, enquanto o ataque conta com a velocidade e precisão do camisa 9. A solidez defensiva, liderada por Otamendi, é outro trunfo dos donos da casa neste início de jogo.
O impacto das mudanças brasileiras ainda é incerto. O gol sofrido logo aos 3 minutos expôs fragilidades na marcação, especialmente na dupla Murillo e Arana, que não conseguiu conter Álvarez. A torcida argentina, em êxtase com o placar, pressiona ainda mais, enquanto o Brasil precisa encontrar formas de equilibrar o jogo e explorar os espaços deixados pela defesa adversária.
Ambiente elétrico no Monumental de Núñez
Com capacidade para 85 mil torcedores, o Estádio Monumental de Núñez vive uma noite especial. Os ingressos, esgotados antecipadamente, refletem a paixão pelo clássico entre Argentina e Brasil. O estádio, que passou por reformas recentes, recebe seu primeiro grande teste com casa cheia desde a conclusão das obras. A torcida argentina ocupa quase todo o espaço, já que os brasileiros compraram poucos ingressos, ao custo de R$ 1.700 cada, e a polícia local liberou parte do setor visitante para os donos da casa.
Antes do apito inicial, o clima já era de festa. Durante o aquecimento, De Paul e Paredes mantiveram a tradição de comer balas no gramado, gesto que animou os torcedores nas arquibancadas. O hino argentino, entoado em uníssono, ecoou pelo estádio, seguido pelo Hino Nacional Brasileiro, recebido com respeito, mas sem o mesmo volume. A presença maciça da torcida alviceleste é um fator que pode pesar no decorrer da partida, especialmente com o gol precoce de Julián Álvarez.
Calendário das Eliminatórias: o que está em jogo
A 14ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 na América do Sul marca um momento crucial para as seleções. Veja os jogos programados:
Bolívia x Uruguai – Já encerrado, com resultado que garantiu a vaga argentina.
Argentina x Brasil – Em andamento, às 21h, no Monumental de Núñez.
Próxima rodada (data a definir): Brasil enfrenta o Equador, enquanto a Argentina encara a Venezuela.
Fim da fase única: Setembro de 2025, com as seis primeiras equipes classificadas diretamente.
Playoff: Sétima colocada disputa vaga em torneio interconfederal.
Para o Brasil, o jogo é uma chance de encostar na vice-liderança e ganhar confiança na caminhada rumo ao Mundial. A Argentina, por sua vez, quer manter a invencibilidade em casa e ampliar sua vantagem na tabela.
Desafios brasileiros e força argentina
Tomar um gol aos 3 minutos coloca o Brasil em uma posição delicada. A equipe de Dorival Júnior, que já vinha de atuações irregulares nas Eliminatórias, agora precisa correr atrás do prejuízo contra um adversário que vive seu auge. A Argentina, campeã mundial em 2022 e líder isolada da competição, mostra consistência mesmo sem Lionel Messi, ausente por lesão. Julián Álvarez, com seu faro de gol, é a prova de que o elenco alviceleste tem profundidade e qualidade para manter o domínio.
No lado brasileiro, os pendurados André, Joelinton, Matheus Cunha, Raphinha, Rodrygo e Vinícius Júnior precisam ter cuidado para não levar cartão amarelo e desfalcar o time na próxima rodada. A entrada de Wesley, lateral do Flamengo, traz uma nova dinâmica à lateral-direita, mas o entrosamento com a defesa ainda é uma incógnita. O gol sofrido expôs a necessidade de ajustes rápidos, algo que Dorival destacou antes do jogo ao falar sobre o “processo” de evolução da Seleção.
A promessa de Raphinha, que antes do duelo declarou que o Brasil daria “porrada” na Argentina, ainda não se concretizou em campo. Pelo contrário, é a seleção alviceleste que começou ditando o ritmo. O clássico, que reúne tradição, rivalidade e talento, segue aberto, com o Brasil buscando uma resposta para igualar o placar e manter vivas as esperanças de quebrar o tabu em Buenos Aires.
Detalhes que aquecem o clássico
O confronto entre Argentina e Brasil sempre carrega ingredientes extras. Antes do jogo, Dorival Júnior elogiou o trabalho de Lionel Scaloni, destacando o momento “bonito” da Argentina e o processo de reconstrução pelo qual o Brasil passa. A ausência de Messi e Neymar, algo raro em 20 anos, não diminuiu a expectativa, com outros nomes prontos para brilhar. A arbitragem, comandada pelo colombiano Andres Rojas, também está sob os holofotes, com o VAR à disposição para lances polêmicos.
A torcida argentina, com bandeiras e cânticos, transformou o Monumental em um caldeirão. A presença de poucos brasileiros nas arquibancadas, devido ao alto custo dos ingressos, reforça a vantagem psicológica dos donos da casa. Enquanto isso, o Brasil aposta na qualidade de Vinícius Júnior e Rodrygo para tentar virar o jogo e evitar que o placar de 1 a 0 se mantenha até o intervalo.
Curiosidades do clássico:
Última vitória brasileira no Monumental foi em 1995, por 1 a 0.
Argentina não perde em casa nas Eliminatórias desde 2016.
Julián Álvarez soma 10 gols em 35 jogos pela seleção.







