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A noite de 25 de março de 2025 ficará marcada na história do futebol sul-americano. No estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, a Argentina aplicou uma goleada de 4 a 1 sobre o Brasil, em partida válida pela 14ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Com gols de Julián Álvarez, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Giovanni Simeone, a seleção albiceleste não apenas assegurou sua vaga antecipada no Mundial, mas também expôs as fragilidades de um Brasil apático e desorganizado. O resultado disparou a Argentina na liderança da tabela, com 31 pontos, enquanto o Brasil caiu para a quarta posição, somando 21 pontos em 14 jogos. Foi uma exibição de gala que reacendeu a rivalidade histórica entre os dois países, com os torcedores argentinos gritando “olé” ainda no primeiro tempo.

O jogo começou com um ritmo avassalador da Argentina, que abriu o placar logo aos 3 minutos com Julián Álvarez, aproveitando um passe preciso de Thiago Almada. O Brasil, que vinha de uma vitória convincente contra o Peru, não conseguiu reagir. Aos 11 minutos, Enzo Fernández ampliou com um chute colocado, e aos 37, Mac Allister fez o terceiro, consolidando o domínio argentino antes do intervalo. Matheus Cunha descontou para os brasileiros aos 26 minutos da etapa inicial, mas o gol solitário não foi suficiente para mudar o cenário. No segundo tempo, Giovanni Simeone, filho do técnico Diego Simeone, selou a goleada aos 26 minutos, para delírio dos mais de 70 mil torcedores presentes.

Antes mesmo de a bola rolar, a Argentina já tinha motivos para comemorar. A combinação de resultados na rodada, com a vitória da Venezuela sobre o Peru por 1 a 0, garantiu a classificação antecipada da equipe de Lionel Scaloni para a Copa de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. O placar elástico contra o maior rival, porém, transformou a noite em uma celebração ainda mais especial. A imprensa argentina não economizou nos elogios, destacando o “baile histórico” e a “porrada” dada no Brasil, enquanto os brasileiros lamentaram uma derrota que aumenta a pressão sobre o técnico Dorival Júnior e a CBF.

Gols que definiram a noite

A superioridade argentina foi evidente desde o apito inicial. Julián Álvarez, atacante do Manchester City, abriu o marcador em uma jogada que expôs a fragilidade da defesa brasileira, formada por Murillo e Guilherme Arana. O segundo gol veio com Enzo Fernández, volante do Chelsea, que finalizou com precisão após uma troca de passes envolvente. Antes do intervalo, Alexis Mac Allister, do Liverpool, aproveitou uma falha na marcação para fazer o terceiro, deixando o Brasil atordoado. No segundo tempo, Giovanni Simeone, do Napoli, entrou em campo e completou a goleada com um chute cruzado, enquanto Matheus Cunha, do Wolverhampton, marcou o único gol brasileiro em um raro momento de lucidez da seleção.

A torcida argentina, conhecida por sua paixão, transformou o Monumental em um caldeirão. Aos 15 minutos de jogo, com o placar já em 2 a 0, os gritos de “olé” ecoaram pelas arquibancadas, acompanhando cada toque de bola da equipe albiceleste. O Brasil, por sua vez, parecia perdido em campo, com um meio-campo incapaz de conter os avanços adversários e uma defesa que acumulava erros. A diferença técnica e tática entre as duas equipes foi gritante, algo que não passou despercebido pelos torcedores e analistas.

  • Julián Álvarez marcou aos 3 minutos do primeiro tempo.
  • Enzo Fernández ampliou aos 11 minutos da etapa inicial.
  • Alexis Mac Allister fez o terceiro aos 37 minutos do primeiro tempo.
  • Matheus Cunha descontou aos 26 minutos do primeiro tempo para o Brasil.
  • Giovanni Simeone fechou o placar aos 26 minutos do segundo tempo.
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Domínio argentino em campo

A Argentina entrou em campo com uma estratégia bem definida por Lionel Scaloni, técnico que comanda a equipe desde 2018. Mesmo sem Lionel Messi, afastado por lesão, o time mostrou coesão e agressividade. Scaloni apostou em um meio-campo dinâmico, com Fernández e Mac Allister ditando o ritmo, enquanto Álvarez se destacava na frente. A ausência de Messi, que assistiu ao jogo de casa, não comprometeu o desempenho, prova da solidez do elenco campeão mundial em 2022. A equipe soube explorar os espaços deixados pelo Brasil, que não encontrou respostas táticas para frear o adversário.

Por outro lado, o Brasil de Dorival Júnior viveu uma noite para esquecer. Contratado em janeiro de 2024 para substituir Fernando Diniz, o treinador ainda não conseguiu dar identidade à seleção. Com apenas sete vitórias em 16 jogos sob seu comando, Dorival viu sua equipe ser dominada em todos os setores. O meio-campo, formado por André e Gerson, foi facilmente superado, enquanto os atacantes Raphinha e Vinicius Jr. pouco produziram. A derrota por 4 a 1 é a mais elástica sofrida pelo Brasil contra a Argentina desde 1964, quando perdeu por 5 a 1 em um amistoso, e a primeira vez que cedeu quatro gols em uma mesma partida nas Eliminatórias.

A pressão sobre Dorival Júnior aumentou após o jogo. Apesar de o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, ter reafirmado publicamente o apoio ao técnico, nos bastidores já se fala em uma possível troca de comando. A torcida brasileira, frustrada com o desempenho irregular nas Eliminatórias, também pede mudanças. A goleada em Buenos Aires foi um golpe duro, especialmente após o empate com o Uruguai e a vitória sobre o Peru, que haviam trazido um leve otimismo à seleção.

Raphinha e a provocação que não se concretizou

Antes da partida, Raphinha, atacante do Barcelona, havia prometido “porrada” contra a Argentina em uma entrevista descontraída ao canal de Romário no YouTube. A declaração, que viralizou e repercutiu amplamente na imprensa argentina, acabou servindo de combustível para os rivais. Em campo, porém, o Brasil não conseguiu cumprir a promessa. Raphinha, envolvido em uma confusão com Nicolás Tagliafico ainda no primeiro tempo, recebeu cartão amarelo e não conseguiu brilhar, enquanto a Argentina respondeu com futebol e gols.

A provocação de Raphinha foi destaque nas manchetes argentinas após o jogo. O jornal Clarín classificou o resultado como uma “porrada histórica”, ironizando as palavras do brasileiro. Já o Olé destacou o “baile” dado pela seleção de Scaloni, afirmando que o Brasil foi “humilhado” em pleno Monumental. A vitória foi ainda mais simbólica por ocorrer em casa, com a torcida exibindo a taça da Copa do Mundo de 2022 durante o aquecimento, uma resposta direta às falas do adversário. O contraste entre a promessa de Raphinha e o desempenho em campo virou piada entre os torcedores argentinos.

Repercussão na imprensa

A goleada gerou reações intensas nos dois países. Na Argentina, os jornais celebraram o feito com entusiasmo. O La Nación descreveu o jogo como “perfume de felicidade”, apontando que foi a melhor atuação da equipe desde a conquista no Catar. O Olé foi além, chamando o 4 a 1 de “inesquecível” e exaltando o domínio tático sobre o Brasil. Já o Clarín focou na ironia da provocação de Raphinha, destacando como a Argentina “dançou” com facilidade contra o rival.

No Brasil, a imprensa foi implacável. Palavras como “vergonha”, “paliza” e “humilhação” dominaram as manchetes. A derrota foi vista como um reflexo da crise que a seleção atravessa, com críticas ao desempenho dos jogadores e à falta de evolução sob o comando de Dorival Júnior. O resultado também reacendeu o debate sobre a ausência de Neymar, que, lesionado, assistiu ao jogo de longe, assim como Messi. Sem seus maiores astros, os dois times mostraram realidades opostas: a Argentina sólida e o Brasil em busca de rumo.

Cronologia de uma rivalidade

A história entre Argentina e Brasil nas Eliminatórias é repleta de momentos marcantes:

  • 1964: Brasil sofre derrota de 5 a 1 para a Argentina em amistoso, a pior até então.
  • 2005: Argentina vence por 3 a 1 em Buenos Aires nas Eliminatórias.
  • 2021: Jogo suspenso por questões sanitárias no Brasil, sem gols.
  • 2023: Argentina bate Brasil por 1 a 0 no Maracanã, com gol de Otamendi.
  • Março de 2025: Goleada de 4 a 1 no Monumental, recorde em Eliminatórias.

Essa sequência mostra como a Argentina tem levado vantagem nos últimos encontros, especialmente em casa.

Pressão sobre o Brasil

A derrota em Buenos Aires expôs problemas crônicos na seleção brasileira. Desde a saída de Tite, após a Copa de 2022, o time não encontrou consistência. Dorival Júnior, que assumiu com a missão de reerguer a equipe, enfrenta críticas por não conseguir impor um padrão de jogo. A falta de organização tática, somada à dependência de Vinicius Jr., que não rendeu o esperado, deixou o Brasil vulnerável contra um adversário bem treinado. A torcida, que já cobrava resultados após o empate com o Uruguai, agora questiona a continuidade do treinador.

O desempenho nas Eliminatórias reflete essa instabilidade. Com 21 pontos em 14 rodadas, o Brasil está na quarta posição, mas a distância para a zona de playoffs, ocupada pela Venezuela com 15 pontos, é incômoda. A goleada sofrida contra a Argentina foi a terceira derrota na competição, algo raro na história da seleção, que tradicionalmente domina o qualifying sul-americano. A CBF, pressionada por resultados, pode considerar mudanças antes das próximas rodadas, previstas para setembro de 2025.

Argentina rumo a 2026

Enquanto o Brasil enfrenta turbulências, a Argentina vive um momento de glória. A classificação antecipada para a Copa de 2026, confirmada antes do jogo, foi coroada com uma atuação de gala contra o maior rival. Lionel Scaloni, que assumiu o comando em um período de crise em 2018, transformou a seleção em uma máquina eficiente, com ou sem Messi em campo. A base campeã mundial, com nomes como Álvarez, Fernández e Mac Allister, mostra que o futuro da equipe está garantido.

A vitória por 4 a 1 não foi apenas um resultado expressivo, mas também um recado. A Argentina chega ao Mundial como uma das favoritas, com um elenco jovem e experiente que combina talento e disciplina tática. O Monumental, palco de tantas conquistas, viu mais uma noite histórica, com a torcida celebrando cada gol como se fosse uma final. A exibição da taça do Catar antes do jogo, em resposta à provocação de Raphinha, foi o toque final em uma festa que já entrou para a memória do futebol argentino.

Detalhes do massacre em campo

A goleada teve momentos que definiram o domínio argentino. O primeiro gol, aos 3 minutos, mostrou a velocidade de execução da equipe, com Almada encontrando Álvarez em um espaço mal protegido pela defesa brasileira. O segundo, de Fernández, veio de uma troca de passes que envolveu cinco jogadores, evidenciando a superioridade tática. Mac Allister, no terceiro, aproveitou um erro de posicionamento de Murillo, enquanto Simeone, no quarto, finalizou uma jogada coletiva no segundo tempo. O Brasil, mesmo com o gol de Cunha, não conseguiu ameaçar de forma consistente.

A posse de bola argentina chegou a 58% no primeiro tempo, com 12 finalizações contra apenas 4 do Brasil. A diferença no número de passes completos também impressionou: 320 da Argentina contra 210 dos brasileiros na etapa inicial. Esses dados mostram como a equipe de Scaloni controlou o jogo do início ao fim, enquanto o Brasil se limitava a tentativas isoladas, muitas vezes interrompidas por erros individuais.

Um clássico de contrastes

O confronto no Monumental destacou as realidades opostas das duas seleções. A Argentina, mesmo sem Messi, apresentou um futebol coletivo e eficaz, com jogadores que se entendem dentro e fora de campo. Scaloni, em seu sétimo ano no comando, construiu uma equipe que sabe vencer com ou sem seu maior astro. Já o Brasil, sem Neymar, pareceu perdido, com um elenco talentoso, mas sem coesão. A ausência dos dois craques, que podem estar em seus últimos anos de seleção, sugere que o futuro da rivalidade dependerá de novas gerações.

A torcida argentina não deixou o momento passar em branco. Além dos gritos de “olé”, faixas e cânticos celebraram a vitória sobre o rival histórico. A exibição da taça da Copa do Mundo antes do jogo, uma ideia da AFA em resposta à fala de Raphinha, foi um gesto simbólico que incendiou as arquibancadas. Para os brasileiros, restou o silêncio e a frustração de uma derrota que ecoará por meses.

Fatos que marcaram o jogo

Alguns detalhes da partida reforçam sua importância:

  • Primeira vez que o Brasil sofre 4 gols em uma partida das Eliminatórias.
  • Maior derrota para a Argentina desde 1964, quando perdeu por 5 a 1.
  • Argentina mantém invencibilidade contra o Brasil em casa desde 2005.
  • Scaloni chega a 50 vitórias como técnico da seleção em 73 jogos.

Esses números mostram o peso do resultado e o domínio argentino na noite de 25 de março.

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