Argentina humilha seleção brasileira com 4 a 1 e vira piada nas redes sociaisPor Beatriz
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Na noite de 25 de março, a seleção brasileira sofreu uma derrota acachapante por 4 a 1 para a Argentina, em partida válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, disputada no Estádio Monumental, em Buenos Aires. O resultado, que marcou a pior goleada sofrida pelo Brasil em jogos de qualificatórias para o Mundial, desencadeou uma avalanche de reações nas redes sociais, onde torcedores expressaram frustração e transformaram a humilhação em memes. Julián Álvarez, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Giuliano Simeone foram os responsáveis pelos gols argentinos, enquanto Matheus Cunha anotou o único tento brasileiro, em um jogo que expôs fragilidades táticas e coletivas da equipe comandada por Dorival Júnior. Mesmo sem Lionel Messi, lesionado, a Argentina dominou o confronto, assegurando sua vaga no próximo Mundial antes mesmo de a bola rolar, graças ao empate entre Bolívia e Uruguai horas antes. A combinação de um desempenho irrepreensível dos “hermanos” com a apatia brasileira gerou um cenário perfeito para ironias e críticas virtuais que rapidamente viralizaram.
A partida começou com um gol relâmpago de Álvarez aos quatro minutos, seguido por Fernández ampliando a vantagem logo aos 12, deixando claro o controle argentino desde o início. O Brasil, que entrou em campo com nomes como Vinícius Júnior e Raphinha, não conseguiu reagir, e o placar elástico refletiu a superioridade dos donos da casa.
Torcedores, antes confiantes em uma revanche contra o rival histórico, logo mudaram o tom, direcionando críticas ao técnico Dorival Júnior, que acumula apenas sete vitórias em 16 jogos desde que assumiu o comando em janeiro de 2024, e aos jogadores, que pareciam desconectados em campo.
Enquanto a seleção não se desculpar com esse gato vai ser só ladeira a baixo. #ARGXBRA pic.twitter.com/0VUCKvjmwG
— Brunnices ???? (@Brunnaangelica2) March 26, 2025
Gols que marcaram a noite
Os quatro gols argentinos foram os protagonistas da goleada. Veja como aconteceu:
- Julián Álvarez abriu o placar aos 4 minutos, aproveitando passe de Thiago Almada.
- Enzo Fernández fez o segundo aos 12, finalizando cruzamento de Nahuel Molina.
- Alexis Mac Allister marcou o terceiro aos 37, com um voleio após jogada coletiva.
- Giuliano Simeone fechou a conta aos 71, com um chute forte em ângulo difícil.
Um início avassalador da Argentina
O jogo mal havia começado quando a Argentina já dava sinais de que a noite seria longa para o Brasil. Aos quatro minutos, Julián Álvarez recebeu um passe preciso de Thiago Almada, driblou dois defensores e tocou na saída do goleiro Bento, colocando os donos da casa em vantagem. O estádio, com cerca de 85 mil torcedores, explodiu em festa, enquanto a seleção brasileira parecia atordoada. Oito minutos depois, Enzo Fernández aproveitou um cruzamento rasteiro de Nahuel Molina para ampliar, consolidando a superioridade argentina em apenas 12 minutos de jogo. A defesa brasileira, liderada por Marquinhos, mostrava falhas evidentes, incapaz de conter o ataque adversário mesmo sem a presença de Messi.
A pressão continuou, com a torcida local entoando “olé” a cada passe trocado pelos argentinos. O Brasil, desorganizado, só conseguiu responder aos 26 minutos, quando Matheus Cunha aproveitou um erro de Cristian Romero para diminuir o placar. Mas a esperança durou pouco: aos 37, Alexis Mac Allister marcou o terceiro com um voleio após nova jogada coletiva, silenciando os poucos brasileiros presentes no Monumental.
O técnico Lionel Scaloni, mesmo sem seu principal astro, viu sua equipe executar um plano tático impecável, explorando os espaços deixados pela defesa adversária e neutralizando as tentativas de contra-ataque do Brasil.
“se deixar cair vai ter que jogar futebol”
— biagio (@ecomunaz) March 26, 2025
seleção brasileira: #ARGxBRA
pic.twitter.com/xggyUY9Jnn
Dorival Júnior sob fogo cruzado
Dorival Júnior, que assumiu a seleção brasileira com a missão de renovar o time após a saída de Tite, viu sua situação se complicar ainda mais com a derrota. O treinador, que já enfrentava críticas por resultados inconsistentes, foi alvo de duras avaliações após o jogo. Com apenas 21 pontos em 14 rodadas, o Brasil ocupa a quarta posição nas eliminatórias, longe da liderança argentina, que soma 31 pontos. A diferença no desempenho coletivo entre as duas seleções ficou evidente, e Dorival admitiu a superioridade do rival, pedindo desculpas aos torcedores por uma noite que classificou como “muito difícil”.
A pressão sobre o técnico aumentou com a divulgação de que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) planeja uma reunião na sexta-feira para discutir seu futuro. Ednaldo Rodrigues, presidente da entidade, evitou comentários imediatos, mas o clima entre os fãs é de insatisfação generalizada.
Reações imediatas nas redes sociais
A goleada não passou em branco nas redes sociais, onde torcedores brasileiros e argentinos protagonizaram uma verdadeira guerra de memes e provocações. Raphinha, que antes do jogo prometeu “dar porrada” nos argentinos dentro e fora de campo, tornou-se um dos principais alvos das zoeiras, assim como Vinícius Júnior, criticado por não aparecer nos momentos decisivos. A atuação apática do Brasil foi comparada a outros vexames históricos, como o 7 a 1 contra a Alemanha em 2014, enquanto os argentinos celebraram a supremacia no clássico sul-americano.
Memes com frases como “Dibu fazendo joguinhos” e “Vinícius não viu a bola” inundaram plataformas como X e Instagram, acompanhados de imagens irônicas de jogadores brasileiros cabisbaixos e argentinos em festa. A torcida rival não perdeu a chance de lembrar que, mesmo sem Messi, a Argentina conseguiu um resultado histórico.
O que dizem os números da partida
A superioridade argentina foi além do placar. A posse de bola ficou em 58% para os donos da casa, contra 42% do Brasil, que finalizou apenas cinco vezes ao gol, acertando duas. Já a Argentina chutou 14 vezes, com sete no alvo, demonstrando eficiência e controle. O Brasil cometeu 18 faltas, contra 12 dos argentinos, refletindo a dificuldade em acompanhar o ritmo imposto pelo adversário.
Desde 2019, a seleção brasileira não vence a Argentina, acumulando agora quatro derrotas consecutivas no confronto direto. O 4 a 1 é a maior goleada sofrida pelo Brasil em eliminatórias, superando o 4 a 0 contra o Uruguai em 1920, em um contexto bem diferente do futebol moderno.
Cronograma das próximas rodadas
As eliminatórias seguem em setembro, e o Brasil terá pouco tempo para se recuperar. Confira as próximas datas:
- 4 de setembro: Brasil x Equador, em casa.
- 9 de setembro: Paraguai x Brasil, fora de casa.
- 9 de outubro: Chile x Brasil, fora de casa.
- 14 de outubro: Brasil x Peru, em casa.
Pressão sobre a CBF e Dorival
A derrota em Buenos Aires colocou a gestão da CBF em xeque. Ednaldo Rodrigues, que prometeu uma nova era para o futebol brasileiro, agora enfrenta a missão de decidir o destino de Dorival Júnior. O treinador, que já passou por clubes como Flamengo e São Paulo, não conseguiu implementar um estilo de jogo consistente na seleção, e os resultados recentes — sete vitórias, três empates e seis derrotas — pesam contra ele.
Jogadores como Marquinhos, capitão da equipe, também assumiram parte da responsabilidade, afirmando que o problema não está apenas no comando técnico, mas no desempenho coletivo. A torcida, porém, parece ter perdido a paciência, exigindo mudanças drásticas para evitar novos vexames antes da Copa de 2026.
a seleção brasileira jogando com essa energia pic.twitter.com/BsImRqaEWU
— BBBelissima (@BBBelissima) March 26, 2025
Memes que bombaram na internet
A criatividade dos torcedores transformou a goleada em um festival de zoeiras. Veja alguns exemplos que viralizaram:
- Imagem de Raphinha com a legenda: “Prometeu porrada e levou um baile”.
- Foto de Vinícius Júnior com a frase: “Cadê o brilho da joia do Real Madrid?”.
- Montagem de Dorival Júnior com o texto: “Plano tático: assistir ao show argentino”.
Impacto histórico da goleada
O 4 a 1 entra para a história como um marco negativo para o Brasil, que tem cinco títulos mundiais, mas vive um jejum de conquistas desde 2002. Para a Argentina, atual campeã do mundo, o resultado reforça sua hegemonia recente no continente, com 15 títulos da Copa América e uma campanha impecável nas eliminatórias. A ausência de Messi, que assistiu ao jogo de casa por causa de uma lesão na coxa, não fez diferença, evidenciando a força do elenco comandado por Lionel Scaloni.
A rivalidade entre as duas seleções, uma das mais intensas do futebol mundial, ganhou um novo capítulo, com os argentinos ampliando sua vantagem em confrontos diretos desde 2019. O Brasil, que já foi referência no esporte, agora busca respostas para evitar que a derrota se torne um símbolo de declínio.
Desempenho dos jogadores em foco
Entre os brasileiros, Matheus Cunha foi o único a deixar sua marca, aproveitando um erro defensivo para dar um breve alívio ao placar. Vinícius Júnior, cotado como um dos melhores do mundo, teve atuação discreta, com poucas chances criadas. Raphinha, que provocou os argentinos antes do jogo, também não conseguiu brilhar, sendo substituído no segundo tempo. Na defesa, Marquinhos e Murillo falharam em momentos cruciais, enquanto Bento, no gol, não pôde evitar o massacre.
Do lado argentino, Julián Álvarez, do Atlético de Madrid, foi o destaque, abrindo o placar e liderando o ataque. Enzo Fernández, do Chelsea, e Alexis Mac Allister, do Liverpool, mostraram entrosamento perfeito, enquanto Giuliano Simeone, filho de Diego Simeone, coroou a noite com seu primeiro gol pela seleção principal.
Galvão Bueno se estivesse narrando esse jogo hoje… #ARGxBRA pic.twitter.com/KckN4CgdvC
— Fifalizado (@Fifalizado_) March 26, 2025
A torcida argentina em êxtase
Os 85 mil torcedores no Monumental vibraram a cada gol, transformando o estádio em um caldeirão de festa e provocações. A Argentina, que já havia garantido a vaga no Mundial antes do apito inicial, celebrou não apenas a classificação, mas também a supremacia sobre o maior rival. Jogadores como Fernández e Álvarez dedicaram a vitória à torcida, destacando o orgulho de vencer por 4 a 1 em um clássico tão emblemático.
A festa se estendeu às ruas de Buenos Aires, com bandeiras e cânticos ecoando pela cidade, enquanto os brasileiros, em silêncio, voltavam para casa tentando digerir mais um revés histórico.







