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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) optou pela demissão de Dorival Júnior como técnico da Seleção Brasileira, encerrando um ciclo que começou em janeiro de 2024. A decisão será formalizada na tarde desta sexta-feira, 28 de março, durante uma reunião na sede da entidade, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Ednaldo Rodrigues e do diretor de seleções, Rodrigo Caetano. O anúncio marca o fim de uma passagem de 15 meses, interrompida por resultados aquém do esperado, com a goleada de 4 a 1 sofrida para a Argentina, na terça-feira, 25, em Buenos Aires, sendo o estopim. Dorival, que tinha contrato até a Copa do Mundo de 2026, deixa o comando após 16 jogos, com sete vitórias, sete empates e duas derrotas.

Contratado para substituir Fernando Diniz, Dorival Júnior assumiu a Seleção após uma passagem bem-sucedida pelo São Paulo, onde conquistou a Copa do Brasil em 2023. A expectativa era de que ele trouxesse estabilidade e resultados consistentes ao time nacional, mas a campanha nas Eliminatórias e na Copa América de 2024 não correspondeu às ambições da CBF. Atualmente, o Brasil ocupa a quarta posição nas Eliminatórias, com 21 pontos, atrás de Argentina, Colômbia e Uruguai. A derrota para os argentinos, na 14ª rodada, expôs fragilidades táticas e aumentou a pressão por mudanças no comando técnico.

A reunião desta sexta-feira foi convocada para avaliar o trabalho de Dorival, mas o cenário já apontava para sua saída. Ednaldo Rodrigues busca entender os problemas enfrentados pela equipe, enquanto Rodrigo Caetano, no cargo desde fevereiro de 2024, deve liderar a transição para um novo treinador. A goleada no estádio Más Monumental, em Buenos Aires, foi vista como um marco negativo, agravando a percepção de que o projeto de Dorival não vingou, apesar de alguns momentos positivos ao longo de sua gestão.

  • Jogos: 16 partidas sob o comando de Dorival Júnior.
  • Gols: 25 marcados e 17 sofridos pela Seleção.
  • Eliminatórias: Brasil em 4º lugar com 21 pontos.

Trajetória de Dorival na Seleção Brasileira

Dorival Júnior chegou à Seleção Brasileira com um currículo sólido, acumulado em clubes como Flamengo e São Paulo. Sua estreia ocorreu em março de 2024, em amistosos preparatórios, e ele assumiu oficialmente as Eliminatórias em andamento. Ao todo, foram 16 partidas, com um aproveitamento de 54,2%, resultado de sete vitórias, sete empates e duas derrotas. O ataque marcou 25 gols, enquanto a defesa sofreu 17, números que refletem uma equipe irregular, capaz de bons momentos, mas vulnerável em jogos decisivos.

A Copa América de 2024, disputada nos Estados Unidos, foi um dos pontos baixos de sua passagem. O Brasil avançou na fase de grupos, mas caiu nas quartas de final contra o Uruguai, em uma eliminação nos pênaltis que frustrou a torcida. Nas Eliminatórias, a Seleção oscilou entre vitórias convincentes e tropeços inesperados, culminando na goleada de 4 a 1 para a Argentina. O jogo em Buenos Aires, válido pela 14ª rodada, expôs falhas defensivas e falta de resposta tática, o que pesou na decisão da CBF.

Pressão aumenta após derrota em Buenos Aires

A goleada sofrida para a Argentina na terça-feira, 25 de março, no estádio Más Monumental, foi o golpe final para Dorival Júnior. O Brasil entrou em campo precisando de um resultado positivo para se aproximar da liderança das Eliminatórias, mas saiu humilhado com um placar de 4 a 1. A partida, marcada por erros defensivos e pouca criatividade ofensiva, foi acompanhada por mais de 70 mil torcedores no estádio e milhões de telespectadores, ampliando a repercussão negativa do resultado.

A derrota deixou o Brasil com 21 pontos, na quarta posição das Eliminatórias, atrás da Argentina (28 pontos), Colômbia (23) e Uruguai (22). Os seis primeiros colocados garantem vaga direta na Copa de 2026, enquanto o sétimo disputa uma repescagem mundial. Apesar da posição ainda confortável, o desempenho em campo gerou críticas da torcida e da imprensa, que questionaram as escolhas de Dorival e sua capacidade de liderar a Seleção em um momento de renovação.

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Reunião decisiva na CBF

A sexta-feira, 28 de março, tornou-se o dia decisivo para o futuro de Dorival Júnior. A reunião na sede da CBF, no Rio de Janeiro, foi marcada para a parte da tarde, com Ednaldo Rodrigues e Rodrigo Caetano à frente das discussões. O objetivo inicial era analisar os problemas do trabalho do treinador, mas a decisão pela demissão já estava encaminhada, sem perspectiva de continuidade. A goleada para a Argentina acelerou o processo, transformando o encontro em um marco de ruptura.

Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF desde 2022, enfrenta seu primeiro grande teste na gestão da Seleção. A escolha de Dorival, em janeiro de 2024, foi uma aposta em um técnico experiente, mas os resultados não atenderam às expectativas. Rodrigo Caetano, diretor de seleções, terá a missão de buscar um substituto que traga nova energia ao time, com nomes como Jorge Jesus e Renato Gaúcho já sendo ventilados entre torcedores e jornalistas.

Desempenho de Dorival em números

Sob o comando de Dorival, a Seleção Brasileira disputou 16 jogos oficiais. Foram sete vitórias, sete empates e duas derrotas, com um aproveitamento de pouco mais da metade dos pontos possíveis. Na Copa América, a eliminação para o Uruguai nas quartas de final, após empate sem gols e derrota nos pênaltis, foi um revés significativo. Nas Eliminatórias, o Brasil venceu jogos importantes, mas tropeços e a goleada recente pesaram contra o treinador.

  • Vitórias: 7 em 16 jogos disputados.
  • Empates: 7, mostrando regularidade, mas falta de contundência.
  • Derrotas: 2, com destaque para a goleada de 4 a 1 contra a Argentina.

O impacto da goleada argentina

O jogo contra a Argentina, na terça-feira, foi um divisor de águas. Realizado no estádio Más Monumental, o Brasil viu os rivais abrirem o placar cedo e ampliarem a vantagem ao longo da partida. O único gol brasileiro não foi suficiente para evitar a derrota por 4 a 1, que ecoou como uma das piores atuações da Seleção sob Dorival. A torcida, que lotou as redes sociais com críticas, apontou falhas na escalação e na estratégia adotada pelo treinador.

A rivalidade histórica com a Argentina deu ainda mais peso ao resultado. A goleada, assistida por mais de 70 mil pessoas no estádio, foi a segunda derrota de Dorival no comando, mas a mais expressiva. O desempenho defensivo, que sofreu 17 gols em 16 jogos, voltou a ser questionado, assim como a falta de consistência contra adversários de alto nível.

Nomes cotados para o futuro da Seleção

Com a saída de Dorival Júnior, a CBF já enfrenta especulações sobre seu substituto. Jorge Jesus, atualmente no Al-Hilal, da Arábia Saudita, é apontado como um dos favoritos, graças ao sucesso no Flamengo em 2019. Renato Gaúcho, sem clube desde sua saída do Grêmio, também ganha força entre torcedores, que pedem um nome com identificação nacional. Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, já foi sondado anteriormente, mas segue focado em seu clube.

A escolha do novo treinador será crucial para o restante das Eliminatórias e a preparação para a Copa de 2026. Com 12 rodadas ainda pela frente, a CBF tem tempo para ajustar o rumo da Seleção, mas a pressão por resultados imediatos é alta. A reunião desta sexta-feira não deve definir o sucessor, mas abrirá caminho para negociações nos próximos dias.

Cronologia da passagem de Dorival

Dorival Júnior assumiu a Seleção em janeiro de 2024, estreando em março com amistosos. Em julho, enfrentou a Copa América, sendo eliminado nas quartas. Nas Eliminatórias, comandou 14 rodadas até a goleada de 4 a 1 para a Argentina, em 25 de março de 2025. Sua saída foi decidida em 28 de março, após 15 meses no cargo.

  • Janeiro 2024: Assinatura do contrato até 2026.
  • Julho 2024: Eliminação na Copa América contra o Uruguai.
  • Março 2025: Goleada argentina e demissão marcada para o dia 28.

Repercussão entre torcedores e próximos passos

A demissão de Dorival gerou reações mistas. Nas redes sociais, parte da torcida lamentou o fim do ciclo, reconhecendo o esforço do treinador, enquanto outros celebraram a mudança, exigindo um nome de peso para a Seleção. A goleada para a Argentina inflamou o debate, com memes e críticas dominando as plataformas digitais. A CBF, agora, precisa agir rápido para manter o Brasil competitivo nas Eliminatórias.

O próximo jogo da Seleção está marcado para junho, dando à entidade dois meses para definir o novo técnico. A posição atual, com 21 pontos, ainda garante vaga direta na Copa, mas a distância para a líder Argentina, com 28, preocupa. A escolha do substituto será acompanhada de perto por milhões de torcedores ansiosos por uma retomada de protagonismo.

Curiosidades sobre a era Dorival

A passagem de Dorival trouxe alguns fatos marcantes. Ele foi o primeiro técnico a assumir a Seleção direto de um título nacional recente, a Copa do Brasil de 2023 com o São Paulo. A goleada de 4 a 1 para a Argentina foi a pior derrota em Eliminatórias desde 2021. Além disso, seus 54,2% de aproveitamento são inferiores aos de antecessores como Tite.

  • Título recente: Copa do Brasil 2023 antes da Seleção.
  • Pior derrota: 4 a 1 contra a Argentina em 2025.
  • Aproveitamento: 54,2% em 16 jogos oficiais.

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