Botafogo ajusta escalação para estrear na Libertadores contra Universidad de ChilePor Thiago Lemos
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O Botafogo inicia sua caminhada na Libertadores 2025 nesta quarta-feira, dia 2 de abril, enfrentando a Universidad de Chile, em Santiago, às 21h30 (horário de Brasília). Atual campeão da competição, o time carioca chega ao Estádio Nacional do Chile com a missão de defender o título conquistado em 2024, mas terá que superar desafios inesperados. Após um empate sem gols contra o Palmeiras na estreia do Campeonato Brasileiro, no último domingo, o técnico Renato Paiva perdeu dois titulares importantes: o atacante Savarino e o zagueiro Bastos, ambos com problemas físicos. A ausência da dupla força mudanças na escalação, testando a profundidade do elenco alvinegro logo no primeiro jogo da fase de grupos. A partida marca o retorno do Glorioso à competição continental, trazendo expectativas altas após um ano histórico, mas também sob o peso de um início de temporada irregular.
Com a lesão de Savarino, que sentiu a coxa durante o duelo no Allianz Parque, Matheus Martins surge como o substituto natural. O jovem atacante, de 21 anos, entrou no segundo tempo contra o Palmeiras e agora terá a chance de mostrar seu valor em um palco internacional. Já a vaga de Bastos, que voltou a sentir dores no treino antes do Brasileirão, deve ser ocupada por Jair, alterando a dupla de zaga ao lado de Alexander Barboza. Renato Paiva, que assumiu o comando do Botafogo em fevereiro, após um período de instabilidade, terá seu primeiro grande teste na competição que consagrou o clube no ano anterior. A preparação para o jogo foi intensa, com foco em ajustes táticos e na adaptação dos novos reforços ao estilo de jogo proposto pelo treinador português.
A reformulação do elenco para 2025 trouxe mudanças significativas ao Botafogo. Foram mais de 16 saídas, incluindo nomes como Thiago Almada e Luiz Henrique, e a chegada de dez novos jogadores, como o uruguaio Gonzalo Mastriani e o meia Santi Rodríguez. Apesar das conquistas do Brasileirão e da Libertadores em 2024, o time não conseguiu manter o ritmo no início deste ano, sendo eliminado precocemente do Campeonato Carioca e perdendo a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana. A estreia na Libertadores, portanto, é vista como uma oportunidade de redenção e de reafirmar a força do projeto da SAF (Sociedade Anônima de Futebol), liderado por John Textor, que garantiu estabilidade financeira com cerca de R$ 100 milhões em receitas asseguradas para a temporada.
Desfalques mudam planos de Renato Paiva
Renato Paiva precisou agir rápido para ajustar o Botafogo às ausências de Savarino e Bastos. O atacante venezuelano, peça-chave no esquema ofensivo, deixou o campo aos 70 minutos contra o Palmeiras após uma arrancada frustrada. Exames apontaram uma suspeita de lesão muscular na coxa, e ele não viajou com a delegação para o Chile. Bastos, por sua vez, já vinha de um histórico de problemas físicos e sentiu dores novamente antes da estreia no Brasileirão, ficando de fora da lista de relacionados. As baixas obrigam o treinador a mexer em setores cruciais do time, testando a versatilidade de um elenco que ainda busca entrosamento após as mudanças do início do ano.
Matheus Martins, que entrou no lugar de Savarino no último jogo, é a aposta para manter a velocidade e a criatividade no ataque. O jogador, contratado em 2024 por R$ 60 milhões, foi decisivo nas conquistas do ano passado, mas ainda não deslanchou em 2025, com atuações abaixo do esperado. Contra a Universidad de Chile, ele terá a chance de provar seu valor ao lado de Igor Jesus e Artur, formando um trio ofensivo que Paiva espera ser eficiente. Na defesa, Jair assume a responsabilidade de substituir Bastos, trazendo juventude à zaga ao lado de Barboza, enquanto Vitinho e Alex Telles completam as laterais.
Como o Botafogo chega à Libertadores
Após um 2024 mágico, com os títulos do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, o Botafogo enfrentou turbulências no início de 2025. A saída de Artur Jorge, técnico responsável pelas conquistas, para o Al-Rayyan, do Catar, deixou o clube sem comando por quase dois meses. Durante esse período, os interinos Carlos Leiria e Cláudio Caçapa não conseguiram evitar as eliminações no Carioca, na Supercopa e na Recopa. A chegada de Renato Paiva, em fevereiro, trouxe nova esperança, mas os resultados iniciais ainda não refletem o potencial do elenco reformulado. O empate contra o Palmeiras, embora sem gols, mostrou sinais de evolução, com uma defesa sólida e boas trocas de passe no meio-campo.
A reformulação do elenco foi planejada para rejuvenescer o time e manter a competitividade. A média de idade caiu de 26,6 para 26 anos, e o clube agora conta com 19 jogadores com experiência na Libertadores, contra apenas sete no início de 2024. Entre os reforços, destaque para Gonzalo Mastriani, emprestado pelo Athletico-PR, e Santi Rodríguez, que chegaram para suprir as saídas de peças como Júnior Santos, artilheiro da última Libertadores. Apesar das perdas, a base campeã foi mantida, com nomes como John, Gregore e Marlon Freitas ainda no elenco, garantindo continuidade ao projeto vitorioso.
Escalação definida para o duelo no Chile
Com as mudanças forçadas, a provável escalação do Botafogo para enfrentar a Universidad de Chile é: John; Vitinho, Jair, Barboza e Alex Telles; Gregore; Patrick de Paula, Marlon Freitas, Artur e Matheus Martins; Igor Jesus. O esquema tático deve seguir o 4-1-4-1 utilizado contra o Palmeiras, com Gregore como âncora no meio-campo e liberdade para os meias avançarem. Paiva aposta em transições rápidas e na solidez defensiva para segurar a pressão do time chileno, que joga em casa com o apoio da torcida.
- John: Goleiro titular e um dos remanescentes de 2024, traz segurança ao gol.
- Vitinho e Alex Telles: Laterais experientes, com Telles sendo um dos líderes do elenco.
- Jair e Barboza: Dupla de zaga jovem, mas com potencial para se firmar.
- Gregore: Volante essencial na proteção à defesa e na saída de bola.
- Matheus Martins: Substituto de Savarino, com a missão de brilhar no ataque.
Desafios do grupo A na Libertadores
O Botafogo está no Grupo A da Libertadores 2025, ao lado de Universidad de Chile, Estudiantes (Argentina) e Carabobo (Venezuela). Como cabeça de chave, o time carioca entra como favorito à classificação, mas os adversários prometem dificuldades. A Universidad de Chile, primeiro desafio, tem tradição no futebol sul-americano e conta com o fator casa na estreia. O Estudiantes, com histórico de títulos na competição, é outro concorrente forte, enquanto o Carabobo, embora menos cotado, pode surpreender. A experiência do elenco alvinegro, com 19 atletas já rodados na Libertadores, será um trunfo para navegar por essa fase inicial.
A campanha do Botafogo na Libertadores do ano passado foi marcada pelo coletivo, com destaque para Thiago Almada e Luiz Henrique, ambos negociados na virada do ano. Agora, o time busca novos protagonistas. Renato Paiva, que já comandou o Independiente del Valle na competição, eliminando gigantes como o Grêmio, traz bagagem para lidar com os desafios. O treinador português enfatizou a imprevisibilidade da Libertadores, destacando que o sucesso depende de respeito a todos os adversários e de uma postura cautelosa em cada partida.
Calendário da fase de grupos
O Botafogo terá uma agenda cheia nas próximas semanas, conciliando Libertadores e Brasileirão. Confira as datas dos jogos da fase de grupos:
- 1ª rodada: 1 a 3 de abril – Universidad de Chile x Botafogo (Estádio Nacional do Chile).
- 2ª rodada: 8 a 10 de abril – Botafogo x Carabobo (Estádio Nilton Santos).
- 3ª rodada: 22 a 24 de abril – Estudiantes x Botafogo (Estádio Jorge Luis Hirschi).
- 4ª rodada: 6 a 8 de maio – Carabobo x Botafogo (Estádio Misael Delgado).
- 5ª rodada: 13 a 15 de maio – Botafogo x Estudiantes (Estádio Nilton Santos).
- 6ª rodada: 27 a 29 de maio – Botafogo x Universidad de Chile (Estádio Nilton Santos).
Após a estreia no Chile, o time retorna ao Rio de Janeiro para enfrentar o Juventude, no sábado, dia 5 de abril, pela segunda rodada do Brasileirão. A maratona de jogos exigirá do elenco uma preparação física e mental à altura do atual campeão da América.
Reformulação e expectativas para 2025
A temporada 2025 começou com uma reformulação drástica no Botafogo. Além das 16 saídas, o clube investiu em contratações estratégicas para manter o nível competitivo. A diretoria, liderada por Thairo Arruda, CEO da SAF, planejou as trocas para renovar o grupo e valorizar ativos, mirando resultados em campo e no mercado. Dos titulares de 2024, apenas Thiago Almada e Luiz Henrique deixaram o time, mas as reposições, como Artur e Santi Rodríguez, trouxeram frescor ao elenco. A média de idade mais baixa reflete a aposta em jovens talentos, como Matheus Martins e Jair, que agora têm a chance de se destacar.
Apesar do início irregular, com eliminações no Carioca, na Supercopa e na Recopa, o Botafogo mostrou sinais de evolução no empate contra o Palmeiras. A defesa, liderada por John, segurou o ataque adversário, enquanto o meio-campo, com Gregore e Marlon Freitas, ditou o ritmo do jogo. Renato Paiva, em pouco mais de um mês no comando, já implementou um estilo de jogo baseado em posse de bola e transições rápidas, mas o entrosamento ainda é um trabalho em andamento. A estreia na Libertadores será um termômetro para medir o progresso do time.
Pressão por resultados imediatos
Com o status de campeão da Libertadores, o Botafogo entra em 2025 sob forte pressão. A torcida, que lotou o Nilton Santos na campanha histórica de 2024, espera um time competitivo desde o início. As eliminações nos primeiros torneios do ano geraram críticas, mas o empate contra o Palmeiras, um dos favoritos ao título do Brasileirão, trouxe alento. Renato Paiva, acostumado a desafios em competições sul-americanas, sabe que precisa de resultados rápidos para consolidar sua posição e ganhar a confiança dos alvinegros.
O jogo contra a Universidad de Chile é o primeiro passo nessa jornada. O adversário chileno, que já venceu a Copa Sul-Americana em 2011, tem um elenco experiente e deve apostar na força da torcida no Estádio Nacional. Para o Botafogo, a partida é uma chance de mostrar que as mudanças no elenco e na comissão técnica podem levar o time de volta ao topo. Matheus Martins, em especial, carrega a expectativa de ser o diferencial no ataque, enquanto a defesa, com Jair estreando na competição, precisará se manter sólida fora de casa.
Números que sustentam o favoritismo
O Botafogo chega à Libertadores com credenciais impressionantes. Em 2024, o time conquistou o Brasileirão e a Libertadores com uma campanha marcada por consistência e poder ofensivo. Júnior Santos, artilheiro da última edição com 10 gols, saiu, mas o elenco atual ainda tem potencial. Dos 19 jogadores com experiência na competição, nomes como Alex Telles, Gregore e Marlon Freitas trazem bagagem de sobra. Além disso, o clube é o terceiro brasileiro que mais exportou jogadores nos últimos cinco anos, com 58 negociações, o que reflete sua força no mercado internacional.
A estabilidade financeira também é um diferencial. Com R$ 100 milhões garantidos para 2025, o Botafogo tem condições de manter um elenco competitivo e investir em infraestrutura. A holding multiclubes de John Textor, que inclui Lyon e Crystal Palace, amplia a visibilidade do Glorioso no cenário global, atraindo olhares para a campanha na Libertadores. O desafio agora é transformar esses números em vitórias em campo, começando pelo duelo no Chile.
Curiosidades sobre a estreia
A estreia na Libertadores traz alguns fatos interessantes sobre o Botafogo e seus adversários:
- O Botafogo venceu a Libertadores em 2024 sem perder nenhum jogo fora de casa na fase de grupos.
- A Universidad de Chile não chega às oitavas da competição desde 2018.
- Renato Paiva já enfrentou times chilenos na Libertadores, com o Independiente del Valle, e tem retrospecto positivo.
- Matheus Martins marcou dois gols decisivos na campanha do título de 2024, ambos como reserva.
Esses detalhes mostram que o confronto no Estádio Nacional do Chile tem tudo para ser equilibrado, mas o Botafogo leva vantagem pela experiência recente e pelo momento de ascensão após um início de ano difícil.
Próximos passos do Glorioso
Passada a estreia, o Botafogo terá pouco tempo para respirar. No sábado, dia 5 de abril, o time enfrenta o Juventude, no Nilton Santos, pela segunda rodada do Brasileirão. Na semana seguinte, entre 8 e 10 de abril, recebe o Carabobo, da Venezuela, na segunda rodada da Libertadores. A sequência de jogos será um teste de fogo para o elenco, que precisará conciliar as duas competições sem perder o foco. Renato Paiva já destacou a importância de rodar o grupo para evitar desgaste, mas a pressão por vitórias deve limitar as experiências nas primeiras rodadas.
O objetivo do Botafogo é claro: avançar às oitavas da Libertadores como líder do Grupo A e brigar pelo topo do Brasileirão. A estreia contra a Universidad de Chile é apenas o começo de uma temporada que promete ser intensa, com o Mundial de Clubes no horizonte e a chance de consolidar o clube como uma potência no futebol sul-americano. Com ajustes na escalação e a confiança renovada, o Glorioso quer mostrar que segue no caminho da glória.







