Bahia encara Nacional no Uruguai: Ceni cobra melhora fora de casa após empate com SantosPor Thiago Lemos
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O Bahia desembarcou em Montevidéu com uma missão clara: superar o Nacional (URU) nesta quarta-feira, às 19h (horário de Brasília), pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. O empate por 2 a 2 contra o Santos, no último domingo, pela Série A do Campeonato Brasileiro, deixou Rogério Ceni em alerta. Na Vila Belmiro, o Tricolor precisou correr atrás do placar até os instantes finais para evitar a derrota, mas o técnico não escondeu a insatisfação com o desempenho da equipe fora de Salvador. Após uma sequência sólida em casa, o treinador agora cobra evolução longe dos próprios domínios, especialmente diante de um adversário que promete resistência em busca de recuperação na competição continental.
Após o jogo na Baixada Santista, Ceni foi direto ao avaliar a atuação do Bahia. O time abriu o placar, mas sofreu com oscilações no segundo tempo, permitindo ao Santos virar o jogo antes de um gol salvador nos acréscimos garantir o empate. Para o treinador, a incapacidade de manter o nível de atuação ao longo dos 90 minutos foi determinante. Ele destacou a qualidade do gramado da Vila Belmiro como uma condição favorável que não foi aproveitada, apontando que o problema está na execução coletiva fora de casa.
Rogério Ceni também justificou as mudanças no time durante a partida contra o Santos. Com uma agenda cheia, que inclui compromissos no Brasileirão e na Libertadores, o técnico optou por substituições amplas, trocando praticamente todo o meio-campo. Apesar de reconhecer que isso afetou o entrosamento, ele defendeu a estratégia como necessária para preservar os atletas e evitar lesões. O elenco robusto, reforçado com contratações de peso para a temporada, foi pensado justamente para suportar a maratona de jogos, mas o equilíbrio entre rodagem e consistência ainda é um desafio.
Desempenho fora de casa preocupa o treinador
O retrospecto do Bahia como visitante em 2025 reforça as palavras de Ceni. Até o momento, o time disputou 10 jogos fora de Salvador, com quatro vitórias e seis empates, mantendo-se invicto, mas sem o mesmo brilho apresentado na Arena Fonte Nova. A última vitória longe de casa veio em 19 de março, contra o CSA, por 2 a 1, pela Copa do Nordeste. Desde então, os empates contra Vitória, no Barradão, e Santos, na Vila Belmiro, expuseram fragilidades que o treinador quer corrigir antes do duelo em Montevidéu.
Em casa, o Bahia tem sido quase impecável, com uma sequência de 13 vitórias, sete empates e apenas duas derrotas na temporada, somando 23 jogos ao todo. Os 45 gols marcados e os 13 sofridos mostram a força do Tricolor diante de sua torcida, mas os números fora de casa contam uma história diferente: 14 gols a favor e cinco contra, com uma média de 1,4 gol por partida. Para Ceni, a chave está em fazer os bons momentos durarem mais tempo, algo que será testado contra o Nacional.
O confronto com o Santos foi um exemplo claro das dificuldades que o Bahia enfrenta como visitante. Depois de sair na frente, o time perdeu o controle do jogo no segundo tempo, cedendo espaços e sofrendo a virada. O gol de empate, já nos minutos finais, trouxe alívio, mas não aplacou a sensação de que o resultado poderia ter sido melhor. Ceni admitiu que o time não merecia a vitória, mas deixou claro que a busca por consistência fora de casa é urgente, especialmente com a Libertadores em andamento.
Próximo desafio: Nacional em Montevidéu
Diante do Nacional, o Bahia terá pela frente um adversário ferido. Os uruguaios estrearam na Libertadores com uma derrota pesada por 3 a 0 para o Atlético Nacional (COL), em Medellín, e agora buscam a reabilitação diante de sua torcida no Estádio Gran Parque Central. Apesar do tropeço na competição continental, o Nacional vem de uma goleada por 4 a 0 sobre o Miramar Misiones, no último domingo, pelo Torneio Intermedio do Campeonato Uruguaio, o que indica que o time chega com moral renovada para o duelo.
Rogério Ceni reconheceu a força do Nacional em casa. Mesmo após a troca de treinador – Martín Lasarte deixou o comando às vésperas da estreia na Libertadores, dando lugar ao interino Martín Ligüera –, o clube uruguaio mantém uma postura agressiva em Montevidéu. Tricampeão da competição (1971, 1980 e 1988), o Nacional é conhecido por dificultar a vida dos adversários em seu estádio, e Ceni prevê uma “batalha gigantesca” para o Bahia voltar com um bom resultado.
O técnico do Bahia também destacou a importância de competir em alto nível nas duas frentes: Brasileirão e Libertadores. Com um elenco qualificado, o objetivo é brigar por vitórias em ambas as competições, mas o duelo no Uruguai será um teste de fogo. A derrota do Nacional na estreia pode ser um fator motivacional extra para os uruguaios, que contam com nomes experientes como Nico López, ex-Internacional, e Gonzalo Carneiro, ex-São Paulo, além do chileno Eduardo Vargas, conhecido no futebol brasileiro por passagens por Grêmio e Atlético-MG.
- Fatores que podem influenciar o jogo contra o Nacional:
- Recuperação do Nacional após goleada no torneio local.
- Força do time uruguaio jogando em Montevidéu.
- Desgaste do Bahia após maratona de jogos no Brasil.
- Necessidade de Ceni ajustar o time para atuar fora de casa.
Bahia na temporada: força em casa, ajustes fora
O Bahia vive uma temporada de altos e baixos em 2025. Com 23 jogos disputados até agora, o time acumula 13 vitórias, oito empates e apenas duas derrotas, alcançando um aproveitamento de 69,7%. Líder em gols entre os clubes da Série A, com 43 tentos marcados, o Tricolor também ostenta uma defesa sólida, com apenas 11 gols sofridos. Esses números refletem o trabalho de Rogério Ceni, que está à frente do time há quase dois anos e já conquistou o Campeonato Baiano contra o Vitória, além de garantir vaga na fase de grupos da Libertadores.
Fora de casa, porém, os desafios são evidentes. Apesar da invencibilidade como visitante, o Bahia tem pecado na regularidade, dependendo de momentos de superação para evitar derrotas, como nos empates contra Vitória e Santos. A média de 0,5 gol sofrido por jogo fora de Salvador é um ponto positivo, mas a produção ofensiva cai em relação aos jogos na Arena Fonte Nova, onde o time se sente mais à vontade para impor seu estilo.
Rogério Ceni, conhecido por sua obsessão por resultados, enxerga no duelo com o Nacional uma oportunidade de dar um salto. Uma vitória em Montevidéu não só traria três pontos importantes no Grupo F da Libertadores – que conta ainda com Internacional e Atlético Nacional – como também reforçaria a confiança do elenco para os próximos compromissos fora de casa. O treinador sabe que, para sonhar alto na competição continental, o Bahia precisa deixar de ser apenas um mandante dominante e se tornar um visitante temido.
Preparação para o duelo no Uruguai
Na véspera do embarque para Montevidéu, o Bahia treinou em Salvador, ajustando os últimos detalhes para o confronto. Ceni deve manter a base que vem atuando na temporada, mas as trocas feitas contra o Santos indicam que ele pode optar por preservar alguns titulares desgastados. Nomes como Luciano Rodríguez, autor de um gol contra o Internacional na estreia da Libertadores, e Gilberto, que também já balançou as redes na competição, são peças-chave no ataque tricolor.
A torcida do Bahia também se mobilizou para o jogo. Pacotes de viagem foram oferecidos para os torcedores acompanharem o time no Uruguai, com opções que incluem voo com a delegação, hospedagem no mesmo hotel dos jogadores e ingressos para o setor visitante. A presença dos tricolores no Gran Parque Central pode ser um incentivo extra para o time, que busca seu primeiro triunfo fora de casa na Libertadores 2025.
Enquanto isso, o Nacional chega embalado pela goleada no campeonato local. O técnico interino Martín Ligüera, que assumiu após a saída de Lasarte, teve pouco tempo para implementar mudanças antes da estreia contra o Atlético Nacional, mas o resultado positivo no fim de semana dá sinais de que o time pode estar encontrando seu rumo. A pressão por uma vitória em casa será grande, e o Bahia precisará estar atento desde o apito inicial.
Histórico do Bahia na Libertadores
O Bahia tem uma história marcante na Copa Libertadores. Conhecido como “O Pioneiro” por ser o primeiro clube brasileiro a disputar a competição, em 1960, após o título nacional de 1959, o Tricolor está em sua quarta participação no torneio. A melhor campanha veio em 1989, quando chegou às quartas de final, mas foi eliminado pelo Internacional – adversário que voltou a cruzar seu caminho na estreia deste ano, com um empate por 1 a 1 na Arena Fonte Nova.
Em casa, o Bahia mantém uma invencibilidade histórica na Libertadores, com sete jogos sem derrotas na Arena Fonte Nova. Fora de casa, porém, o cenário é diferente. Na edição atual, o time busca repetir o sucesso de 1989, mas sabe que precisa melhorar seu desempenho como visitante para avançar às oitavas de final. O Grupo F, com Nacional, Internacional e Atlético Nacional, é considerado um “grupo da morte”, e cada ponto conquistado fora de Salvador será crucial.
A estreia contra o Internacional, na semana passada, mostrou um Bahia competitivo, mas que ainda oscila. O empate em casa foi um resultado aceitável, mas a derrota do Nacional para o Atlético Nacional na mesma rodada abriu uma oportunidade para o Tricolor assumir a liderança do grupo com uma vitória em Montevidéu. Para isso, Ceni aposta na experiência de jogadores como David Luiz e na juventude de promessas como Luciano Rodríguez.
Calendário do Bahia na Libertadores
O duelo contra o Nacional é apenas o segundo de uma sequência exigente na fase de grupos da Libertadores. Confira os próximos jogos do Bahia na competição:
- 24 de abril, 21h30: Bahia x Atlético Nacional (Arena Fonte Nova)
- 7 de maio, 19h: Bahia x Nacional (Arena Fonte Nova)
- 28 de maio, 19h: Internacional x Bahia (Beira-Rio)
Antes de voltar a campo pela Libertadores, o Bahia terá outro compromisso pelo Brasileirão, enfrentando o clássico contra o Vitória, no próximo domingo, em Salvador. A maratona de jogos exige do elenco tricolor uma gestão cuidadosa, algo que Ceni já sinalizou estar priorizando com as rotações no time.
Nacional: um adversário em transformação
Do outro lado, o Nacional vive um momento de instabilidade. A saída de Martín Lasarte, após uma sequência ruim no Campeonato Uruguaio, abalou o clube às vésperas da estreia na Libertadores. A goleada sofrida para o Atlético Nacional em Medellín expôs fragilidades defensivas, mas a vitória por 4 a 0 sobre o Miramar Misiones no fim de semana trouxe alívio e confiança para o elenco comandado por Martín Ligüera.
O Nacional aposta em sua tradição para se impor em casa. Com três títulos da Libertadores no currículo, o clube uruguaio tem um elenco experiente, com destaque para Eduardo Vargas, que já marcou gols decisivos em competições internacionais. Nico López, com passagem marcante pelo Internacional, e Gonzalo Carneiro, ex-São Paulo, completam o trio ofensivo que pode dar trabalho à defesa do Bahia.
A torcida do Nacional também promete fazer sua parte. O Gran Parque Central, com capacidade para cerca de 34 mil pessoas, deve estar lotado para o jogo, criando um ambiente hostil para o Bahia. A pressão por uma vitória após a derrota na estreia será um fator extra para os uruguaios, que precisam somar pontos em casa para manter viva a esperança de classificação.
O que esperar do jogo em Montevidéu
Às 19h desta quarta-feira, o apito inicial no Gran Parque Central marcará o início de um duelo que pode definir os rumos de Bahia e Nacional no Grupo F. Para o Tricolor, uma vitória seria um passo importante para consolidar sua posição na chave e mostrar que o time pode, sim, competir fora de casa. Para o Nacional, os três pontos são essenciais para apagar a má impressão da estreia e reacender a confiança na campanha.
Rogério Ceni sabe que o jogo não será fácil. A qualidade do adversário, somada ao fator casa, exige do Bahia uma postura sólida desde o início. O treinador deve cobrar de seus jogadores a mesma intensidade vista nos melhores momentos em Salvador, mas com mais consistência ao longo da partida. A capacidade de aproveitar as chances criadas e de se defender bem será decisiva.
O Bahia chega ao Uruguai com um elenco talentoso e um técnico experiente, mas também com a pressão de provar que pode ser mais do que um time forte apenas em casa. O Nacional, por sua vez, quer usar a força de sua torcida e a recuperação no campeonato local como combustível para surpreender. O confronto promete ser equilibrado, com os dois times buscando afirmação na Libertadores.
Impacto de uma vitória para o Bahia
Uma vitória em Montevidéu teria reflexos imediatos para o Bahia. Além dos três pontos, o resultado daria ao time uma vantagem no Grupo F, especialmente após o empate na estreia contra o Internacional e a derrota do Nacional na primeira rodada. Com o Atlético Nacional liderando a chave após a goleada sobre os uruguaios, o Bahia precisa somar pontos fora de casa para não depender apenas de seus jogos na Arena Fonte Nova.
Fora de campo, o triunfo também traria um impulso moral. A torcida, que acompanha o time de perto – seja em Salvador, seja viajando ao Uruguai –, espera ver um Bahia mais seguro como visitante. O trabalho de Rogério Ceni, que transformou o Tricolor em uma máquina em casa, ganharia ainda mais credibilidade com um resultado positivo em um palco tão desafiador quanto o Gran Parque Central.
O jogo também pode ser um divisor de águas na temporada. Com o Brasileirão em andamento e a Libertadores como principal objetivo, o Bahia precisa mostrar que tem elenco e estratégia para brigar nas duas frentes. Uma derrota ou um novo empate fora de casa manteria as dúvidas sobre o desempenho do time em território adversário, enquanto uma vitória abriria caminho para uma campanha mais ambiciosa.
- Possíveis destaques do Bahia no jogo:
- Luciano Rodríguez: jovem atacante com faro de gol.
- Gilberto: experiência em jogos decisivos.
- David Luiz: liderança na defesa.
- Rogério Ceni: ajustes táticos para surpreender o Nacional.
Contexto do Grupo F na Libertadores
O Grupo F da Libertadores 2025 reúne equipes de peso, e cada rodada promete emoção. O Atlético Nacional lidera com três pontos após a goleada sobre o Nacional, enquanto Bahia e Internacional têm um ponto cada após o empate na estreia. O Nacional, zerado, corre contra o tempo para se recuperar. A próxima rodada, com Bahia x Atlético Nacional e Internacional x Nacional, pode embolar ainda mais a classificação.
A força do grupo é inegável. O Internacional, bicampeão da competição (2006 e 2010), é um dos favoritos à vaga nas oitavas. O Atlético Nacional, com títulos em 1989 e 2016, mostrou na estreia que segue competitivo. O Nacional, tricampeão, tem tradição, mas precisa reagir. O Bahia, como azarão, quer aproveitar suas chances para surpreender e avançar.
Com apenas duas rodadas disputadas, o cenário ainda está aberto. O Bahia sabe que os jogos fora de casa contra Nacional e Internacional serão decisivos, mas o duelo em Montevidéu é o primeiro teste real de sua capacidade de pontuar longe de Salvador. Rogério Ceni, com sua experiência como jogador e treinador, tem a missão de guiar o Tricolor por esse caminho cheio de obstáculos.







