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Mix Vale

O Flamengo enfrentou o Central Córdoba na noite desta quarta-feira, 9 de abril de 2025, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da Taça Conmebol Libertadores. O jogo, disputado no Maracanã, começou com o time argentino em vantagem, construída ainda no primeiro tempo com gols de Leonardo Heredia, de pênalti, e José Florentín, em cobrança de falta. Apesar do domínio rubro-negro na posse de bola e nas ações ofensivas, a equipe da casa encontrou dificuldades para furar a retranca adversária. Aos 18 minutos do segundo tempo, Nicolás De La Cruz mudou o panorama com um golaço de falta, batendo direto no ângulo e descontando o placar para 2 a 1. O tento reacendeu as esperanças da torcida, que lotou o estádio com mais de 60 mil presentes, exibindo um mosaico com a mensagem “Pelo Tetra” antes do apito inicial.

A partida marcou a estreia de Filipe Luís como técnico no Maracanã pela Libertadores, trazendo uma carga simbólica ao confronto. O Flamengo chegou embalado após vitória na estreia contra o Deportivo Táchira, enquanto o Central Córdoba, sexto colocado no Campeonato Argentino, buscava surpreender jogando fora de casa. O duelo teve momentos de tensão, com cartões amarelos, lances revisados pelo VAR e chances desperdiçadas de ambos os lados. Até os 19 minutos do segundo tempo, o placar seguia em aberto, com o Rubro-Negro pressionando por um empate e os argentinos tentando segurar a vantagem.

Antes mesmo de a bola rolar, o clima no Rio de Janeiro já era de expectativa, apesar da chuva forte que caiu horas antes do jogo. A torcida rubro-negra compareceu em peso, transformando o Maracanã em um caldeirão. O retorno de Pedro ao banco de reservas, após quase sete meses afastado por lesão, também foi um dos destaques da noite, embora o atacante ainda não tivesse entrado em campo até o momento narrado. O jogo prometia emoções até o fim, com o Flamengo buscando sua segunda vitória na competição e o Central Córdoba tentando consolidar um resultado histórico.

Pressão rubro-negra no início

Nos primeiros minutos, o Flamengo tomou a iniciativa. Logo aos 60 segundos, Plata recuperou a bola no meio-campo, aplicou uma caneta no marcador e acionou Juninho na área. O atacante avançou, mas finalizou em cima do lateral Abascia, desperdiçando a primeira grande chance. A blitz continuou aos 2 minutos, quando Léo Pereira lançou Bruno Henrique, que dominou frente a frente com o goleiro Aguerre, mas deixou a bola escapar. O bandeirinha, na sequência, marcou impedimento.

Aos 9 minutos, Arrascaeta lançou Juninho, que conectou com Bruno Henrique na área. O camisa 27 soltou uma bomba de esquerda, mas a bola passou por cima do travessão, arrancando suspiros da torcida. O domínio era claro: o Flamengo mantinha 70% da posse de bola e pressionava a saída argentina, forçando erros. Aos 14 minutos, De La Cruz cobrou uma falta venenosa na área, e Léo Ortiz desviou de cabeça, obrigando Aguerre a fazer uma defesa segura. A sensação era de que o gol rubro-negro estava maduro, mas a falta de precisão nas finalizações impedia a abertura do placar.

Central Córdoba surpreende com eficiência

Enquanto o Flamengo dominava, o Central Córdoba apostava na velocidade de seus atacantes. Aos 19 minutos, Florentín tentou um drible na área rubro-negra, e a bola bateu no braço de Léo Pereira. Após checagem do VAR, o árbitro chileno Cristian Garay marcou pênalti. Heredia cobrou com categoria aos 23 minutos, deslocando Rossi e abrindo o placar: 1 a 0. O gol silenciou o Maracanã por instantes, mas a torcida logo voltou a empurrar o time.

O Rubro-Negro respondeu com Arrascaeta, que aos 26 minutos deu um chapéu de cabeça em um adversário e chutou forte, mas mandou por cima do gol. Aos 35 minutos, o Flamengo teve uma chance de empatar: Arrascaeta encontrou Bruno Henrique na área, e o atacante caiu após dividida com Moyano. O árbitro marcou pênalti, mas o VAR revisou e apontou falta fora da área, cancelando a penalidade. Antes do intervalo, aos 43 minutos, o Central Córdoba ampliou. Cufré cobrou uma falta na área, e Florentín, livre de marcação, cabeceou para fazer 2 a 0. O apito final do primeiro tempo veio acompanhado de vaias nas arquibancadas.

Principais lances do primeiro tempo em tópicos

  • Aos 1 minuto: Juninho chuta em cima de Abascia após passe de Plata, perdendo chance clara.
  • Aos 9 minutos: Bruno Henrique finaliza por cima após lançamento de Arrascaeta.
  • Aos 23 minutos: Heredia converte pênalti e abre o placar para o Central Córdoba.
  • Aos 26 minutos: Arrascaeta acerta chapéu e chuta, mas bola vai para fora.
  • Aos 43 minutos: Florentín cabeceia livre em falta cobrada por Cufré e amplia para 2 a 0.

Reação rubro-negra no segundo tempo

O segundo tempo começou com substituições no Flamengo: Wesley entrou no lugar de Varela, e Gerson substituiu Juninho. Logo aos 60 segundos, Wesley lançou Plata na área, que cabeceou com perigo, mas Aguerre espalmou. O time da casa seguia pressionando, e aos 5 minutos, Wesley tentou novo passe para Bruno Henrique. A bola desviou em Cufré e quase enganou o goleiro argentino, que reagiu a tempo.

Aos 6 minutos, o Central Córdoba respondeu. Angulo foi lançado em profundidade, ficou cara a cara com Rossi e tentou uma cobertura, mas o goleiro rubro-negro defendeu com o peito. O jogo ficou aberto, com chances dos dois lados. Aos 15 minutos, o momento de brilho: De La Cruz cobrou uma falta direto para o gol, no ângulo, sem chances para Aguerre. O placar passou a 2 a 1, e o Maracanã explodiu em festa. Foi o terceiro gol do uruguaio com a camisa do Flamengo, reacendendo a esperança de uma virada.

Destaques táticos da partida

A superioridade do Flamengo na posse de bola era evidente, com 408 passes completados até o intervalo, contra 105 do Central Córdoba. A equipe de Filipe Luís apostava em transições rápidas e jogadas pelas laterais, com Alex Sandro e Wesley sendo peças-chave. Por outro lado, o time argentino se fechava em um 4-3-3 defensivo, explorando contra-ataques com Angulo e Heredia. A retranca, however, mostrava sinais de desgaste após o gol de De La Cruz, com o Flamengo intensificando a pressão nos minutos seguintes.

O número de finalizações também refletia o domínio rubro-negro: 14 contra 5 dos argentinos, sendo 6 no gol e 6 para fora. A defesa do Central Córdoba, liderada por Abascia e Rivero, segurava as investidas, mas o gol de falta expôs a fragilidade de Aguerre em bolas aéreas. A partida seguia equilibrada em disciplina, com 6 faltas cometidas pelo Flamengo e 10 pelo Central Córdoba, além de cartões amarelos distribuídos para Pulgar, Galván e Heredia.

O impacto de De La Cruz

Nicolás De La Cruz vinha sendo um dos pilares do meio-campo rubro-negro na temporada. Sua visão de jogo e precisão em bolas paradas já haviam aparecido em outras partidas, mas o golaço contra o Central Córdoba elevou seu status. Aos 14 minutos do segundo tempo, antes do gol, ele já havia sofrido uma falta dura, mostrando sua importância no controle do ritmo. O chute no ângulo, aos 18 minutos, foi o ponto alto de uma atuação que combinava técnica e garra, características que o tornaram peça essencial no esquema de Filipe Luís.

O uruguaio ainda participava ativamente na construção ofensiva, com passes que abriam a defesa adversária. Sua parceria com Arrascaeta, outro destaque criativo, dava ao Flamengo opções para tentar o empate. A torcida, que já o adotou como ídolo, vibrava a cada toque na bola, especialmente após o gol que recolocou o time no jogo. Até os 19 minutos, o meia seguia buscando espaços, enquanto o Central Córdoba tentava se reorganizar.

Momentos de tensão e oportunidades perdidas

O jogo teve seus momentos de nervosismo. Aos 10 minutos do segundo tempo, Wesley e Perelló se estranharam após uma falta, com o argentino demorando para levantar, numa clara tentativa de ganhar tempo. O árbitro não cedeu à pressão dos jogadores do Central Córdoba, que pediam cartão. Aos 12 minutos, Bruno Henrique avançou em alta velocidade, mas foi parado por uma falta na intermediária, interrompendo uma jogada promissora.

Aos 17 minutos, Perelló teve a chance de ampliar para os argentinos. Heredia o encontrou livre na área, mas o atacante chutou cruzado para fora, longe do gol de Rossi. A resposta veio no minuto seguinte, com o golaço de De La Cruz. O Flamengo, mesmo com o placar adverso, mantinha a postura ofensiva, enquanto o Central Córdoba recuava, apostando em erros do adversário para contra-atacar.

Cronologia dos principais eventos até o momento

  • Pré-jogo: Torcida exibe mosaico “Pelo Tetra” e lota o Maracanã com mais de 60 mil pessoas.
  • Aos 23 minutos do 1º tempo: Heredia marca de pênalti e abre o placar para o Central Córdoba.
  • Aos 43 minutos do 1º tempo: Florentín amplia com gol de cabeça em cobrança de falta.
  • Intervalo: Flamengo vai para o vestiário sob vaias, com derrota parcial de 2 a 0.
  • Aos 18 minutos do 2º tempo: De La Cruz acerta o ângulo em cobrança de falta e faz 2 a 1.

O que vem pela frente

Com o placar em 2 a 1 aos 19 minutos do segundo tempo, o Flamengo intensificava a busca pelo empate. A entrada de Gerson no início da etapa final trouxe mais dinâmica ao meio-campo, enquanto Plata e Bruno Henrique continuavam sendo ameaças constantes. O Central Córdoba, por sua vez, tentava segurar a vantagem, mas a pressão rubro-negra crescia a cada minuto. O retorno de Pedro, ainda no banco, era uma carta na manga que Filipe Luís poderia usar para tentar mudar o rumo da partida.

O jogo seguia aberto, com o Flamengo precisando converter seu volume ofensivo em gols. A torcida, mesmo após as vaias no intervalo, voltava a cantar alto, empurrando o time. O Central Córdoba, com um jogador a menos em intensidade física, corria o risco de ceder espaços. A partida, até aquele momento, mostrava um confronto de estilos: o domínio técnico e territorial do Flamengo contra a eficiência e organização defensiva dos argentinos.

Números que contam a história

Os dados da partida até o intervalo revelavam a superioridade rubro-negra em alguns aspectos. Foram 9 escanteios conquistados pelo Flamengo, contra apenas 1 do Central Córdoba, evidenciando a pressão no campo de ataque. A equipe da casa acertou 86% dos passes, enquanto os argentinos tiveram 68% de precisão. Defensivamente, Rossi fez 2 defesas importantes, contra 7 de Aguerre, que se destacava como um dos melhores em campo pelo lado argentino.

A disciplina também chamava atenção: o Flamengo cometeu 6 faltas e levou 1 cartão amarelo (Pulgar), enquanto o Central Córdoba fez 10 faltas e recebeu 3 cartões (Heredia, Moyano e Galván). As chances perdidas, however, pesavam contra o Rubro-Negro, que teve 6 finalizações para fora e apenas 6 no gol, contra 4 no alvo dos argentinos, sendo duas convertidas. O gol de De La Cruz era o primeiro passo para reverter esse cenário.

A força da torcida e o clima no Maracanã

Antes do jogo, a torcida rubro-negra já dava o tom da noite. Mais de 60 mil torcedores lotaram o Maracanã, exibindo um mosaico com a mensagem “Pelo Tetra”, referência ao sonho do quarto título da Libertadores. Apesar da chuva que caiu no Rio de Janeiro durante o dia, o público não se intimidou e compareceu em massa, transformando o estádio em um caldeirão. O gesto antirracista feito pelos jogadores no centro do campo, parte do protocolo da Conmebol, também marcou o pré-jogo.

No intervalo, as vaias refletiram a frustração com o placar de 2 a 0, mas o gol de De La Cruz trouxe a torcida de volta ao jogo. O apoio das arquibancadas seguia intenso, com cânticos ecoando a cada ataque. A presença maciça da Nação Rubro-Negra era um fator extra para pressionar o Central Córdoba, que sentia o peso de jogar fora de casa contra um adversário empurrado por sua torcida.

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