A noite de quarta-feira, 9 de abril, transformou o MASP, em São Paulo, em um palco vibrante para a música nacional. Diversos artistas se reuniram no museu para a cerimônia de anúncio dos indicados ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, um evento que marcou a história da premiação ao realizar, pela primeira vez, uma celebração dedicada exclusivamente a essa revelação. A dupla Chitãozinho e Xororó, ícones do sertanejo, foi o grande destaque da noite, sendo homenageada com interpretações de suas canções por nomes da nova geração, como Marina Sena, Jota.Pê e Juliana Linhares. Em sua 32ª edição, o prêmio, que já reconheceu mais de 1.500 artistas ao longo de quase quatro décadas, apresentou os concorrentes em 18 categorias, abrangendo gêneros que vão do rap ao samba, do rock ao reggae. A cerimônia de premiação está agendada para 4 de junho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, prometendo mais uma noite de celebração da diversidade musical do país.
Artistas de peso marcaram presença no evento, que aconteceu no recém-inaugurado Edifício Pietro Maria Bardi, novo prédio do MASP. A escolha do local reforça o caráter cultural da premiação, que busca unir arte e música em um ambiente icônico da capital paulista. Durante a noite, o público assistiu a performances emocionantes que revisitaram o repertório de Chitãozinho e Xororó, enquanto os nomes indicados eram anunciados, gerando expectativa para a grande final.
Além da homenagem à dupla sertaneja, a cerimônia trouxe novidades significativas. Três iniciativas inéditas voltadas ao fomento da classe artística foram apresentadas: Incubadora de Talentos da Música, Te Vejo no Palco e Música é Negócio. Esses projetos, frutos de uma parceria entre o prêmio e o BTG Pactual, prometem apoiar artistas em diferentes estágios de suas carreiras, oferecendo desde suporte audiovisual até cursos de gestão e empreendedorismo musical.
Entre os indicados, nomes como Emicida, Alcione, Liniker e Alceu Valença despontam como representantes de uma música brasileira rica e plural. Confira abaixo os concorrentes em algumas das principais categorias:
- Rap & Trap: BNegão, Duquesa, Emicida, Mv Bill, Yago Oproprio
- Raízes: Alceu Valença, Dona Onete, Elba Ramalho, Joelma, Samba de Coco Raízes de Arcoverde
- Rock: Black Pantera, Carne Doce, CPM22, Fresno, João Gordo
Uma noite de celebração no MASP
Realizado pela primeira vez como um evento autônomo, o anúncio dos indicados ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira reuniu um público seleto no MASP, na Avenida Paulista. A escolha de São Paulo como palco dessa revelação reflete a importância da cidade como polo cultural e musical. O evento, que começou às 19h, trouxe um clima de festa e reverência, com artistas da nova geração subindo ao palco para interpretar sucessos de Chitãozinho e Xororó. Marina Sena, com seu carisma característico, Jota.Pê, trazendo sua sensibilidade única, e Juliana Linhares, com uma voz marcante, foram alguns dos destaques das apresentações.
A dupla homenageada, Chitãozinho e Xororó, encerrou a noite com uma participação especial, emocionando os presentes. Com mais de 40 anos de carreira, os irmãos paranaenses são reconhecidos como pilares do sertanejo moderno, gênero que ajudaram a popularizar e transformar em um dos mais influentes da música brasileira. A homenagem reflete o compromisso do prêmio em celebrar não apenas os talentos emergentes, mas também os ícones que moldaram a identidade sonora do país.
O evento também serviu como vitrine para as iniciativas de fomento anunciadas. O projeto Te Vejo no Palco, por exemplo, vai selecionar 30 artistas nos próximos cinco anos, oferecendo suporte para gravações audiovisuais de alta qualidade. Já o Música é Negócio focará em educação, com cursos sobre gestão de carreira, marketing digital e direitos autorais, visando transformar a criatividade dos músicos em negócios sustentáveis.
Diversidade musical em 18 categorias
A lista de indicados ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira reflete a riqueza de gêneros que compõem o cenário nacional. São 18 categorias que contemplam desde o rap pulsante de Emicida e Mv Bill até o samba tradicional de Alcione e Martinho da Vila, passando pelo rock visceral de Black Pantera e Fresno. A premiação também abre espaço para o instrumental, com nomes como Hermeto Pascoal e Yamandú Costa, e para o pop contemporâneo, representado por Céu e Liniker.
Cada categoria traz cinco indicados, totalizando 90 artistas e projetos na disputa. A seleção foi feita por uma curadoria especializada, que analisou milhares de inscrições recebidas de todo o Brasil. No ano passado, o prêmio registrou um recorde de mais de 12 mil artistas inscritos, número que reforça sua relevância como plataforma de visibilidade para músicos de diferentes regiões e estilos.
Aqui estão algumas das categorias e seus indicados:
- Samba: Alcione, Jorge Aragão, Mart’nália, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho
- Pop: Céu, Liniker, Melly, Os Garotin, Tássia Reis
- Reggae: Armandinho, Dasplanta, Mukambu, Nubia, Planta e Raiz
Homenagem a Chitãozinho e Xororó
Chitãozinho e Xororó não são apenas os homenageados desta edição, mas também símbolos de uma trajetória que atravessa gerações. Nascidos em Astorga, no Paraná, os irmãos José Lima Sobrinho e Durval de Lima começaram a carreira nos anos 1970 e logo se tornaram referência no sertanejo. Hits como “Fio de cabelo” e “Evidências” marcaram época e continuam a ecoar em festas e rádios pelo país.
Durante o evento no MASP, as interpretações de suas músicas por artistas como Marina Sena e Jota.Pê trouxeram um olhar fresco sobre o repertório da dupla. A participação especial dos irmãos no encerramento da noite foi um momento de conexão entre o passado e o presente da música brasileira, unindo veteranos e novatos em um mesmo palco.
A escolha da dupla como destaque desta edição sublinha o impacto do sertanejo na cultura nacional. Com mais de 37 milhões de discos vendidos, Chitãozinho e Xororó ajudaram a levar o gênero das raízes rurais para os grandes centros urbanos, influenciando gerações de artistas e consolidando um legado que vai além das fronteiras do Brasil.
Os projetos de fomento à música
Além de revelar os indicados, a noite no MASP trouxe o anúncio de três iniciativas que prometem fortalecer o cenário musical brasileiro. O projeto Incubadora de Talentos da Música visa identificar e apoiar novos artistas, oferecendo recursos para o desenvolvimento de suas carreiras. Já o Te Vejo no Palco focará na produção de conteúdo audiovisual, permitindo que músicos registrem suas performances com qualidade profissional.
O terceiro projeto, Música é Negócio, terá um caráter educativo. Por meio de uma plataforma online, artistas terão acesso a cursos ministrados por especialistas em temas como finanças, contratos e estratégias digitais. A ideia é capacitar músicos para que gerenciem suas carreiras de forma autônoma e profissional, transformando talento em resultados concretos.
Essas iniciativas são parte de uma parceria estratégica com o BTG Pactual, que assumiu os naming rights do prêmio e se posiciona como um apoiador de longo prazo da música brasileira. André Kliousoff, CMO do banco, destacou a importância de investir na cultura: “O Brasil tem uma das expressões musicais mais ricas do mundo, e queremos contribuir para que novos talentos floresçam”.
Categorias em destaque
A amplitude do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira fica evidente na variedade de suas categorias. Em “Rap & Trap”, por exemplo, artistas como Emicida e Duquesa representam a força do gênero no cenário atual, enquanto “Raízes” traz nomes como Alceu Valença e Dona Onete, que preservam tradições com um toque de modernidade.
No rock, bandas como Black Pantera e Fresno mostram a vitalidade de um estilo que continua a se reinventar. Já na categoria instrumental, a presença de Hermeto Pascoal e Amaro Freitas destaca a sofisticação da música brasileira sem palavras. Veja mais indicados:
- Instrumental: Amaro Freitas, Carlos Malta, Hamilton de Holanda Trio, Hermeto Pascoal, Yamandú Costa
- Lançamento de Pop: Céu – “Novela”, Liniker – “Caju”, Melly – “Amaríssima”
A força dos lançamentos
As categorias de “Lançamento” celebram os trabalhos mais recentes dos artistas indicados. Em “Lançamento de Rap & Trap”, destaque para Criolo, Dino d’Santiago e Amaro Freitas com “Esperança”, uma colaboração que une ritmos brasileiros e africanos. No samba, Zeca Pagodinho marca presença com “Zeca Pagodinho 40 Anos (Ao Vivo)”, celebrando sua longa trajetória.
Os lançamentos refletem a produção musical intensa do último ano, com álbuns e singles que capturam tanto a inovação quanto a tradição. Em “Lançamento de Rock”, Pitty aparece com “ACNXX Ao Vivo em Salvador”, enquanto Ana Carolina revisita Cássia Eller em “Ana Canta Cássia – Vol. 1 (Ao Vivo)”.
O que esperar da premiação
Marcada para 4 de junho, a cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro será o ponto alto da 32ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira. O local, conhecido por sua arquitetura imponente e acústica excepcional, já foi palco de edições anteriores e promete receber um público ansioso para conhecer os vencedores.
A expectativa é grande, especialmente por conta da diversidade dos indicados. Com gêneros tão distintos competindo, o evento deve atrair fãs de diferentes estilos musicais, além de profissionais da indústria e imprensa especializada. A transmissão ao vivo, que costuma acompanhar as cerimônias, também ampliará o alcance da premiação.
Os vencedores serão escolhidos por um júri especializado, que avalia critérios como originalidade, impacto cultural e qualidade técnica. A curadoria rigorosa é um dos pilares do prêmio, garantindo que os premiados representem o melhor da música brasileira atual.
Um marco na história do prêmio
Criado em 1987 por Zé Maurício Machline, o Prêmio da Música Brasileira tem uma trajetória de 36 anos celebrando a arte sonora do país. Ao longo de suas 31 edições anteriores, já homenageou gigantes como Tom Jobim, Elis Regina, Gilberto Gil e Rita Lee, consolidando-se como uma das principais premiações do setor.
A parceria com o BTG Pactual, iniciada este ano, marca uma nova fase. Com o banco assumindo os naming rights por pelo menos cinco anos, a premiação ganha fôlego para expandir suas ações e alcançar ainda mais artistas. Zé Maurício Machline, idealizador do evento, celebrou o momento: “São mais de 40 anos dedicados à música, e agora temos a chance de fazer ainda mais”.
A edição atual também se destaca pelo número recorde de inscrições. Com quase 15 mil artistas participantes em 2024, o prêmio reflete a efervescência do cenário musical brasileiro, que continua a se renovar e surpreender.
Calendário da premiação
O Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira segue um cronograma bem definido:
- Anúncio dos indicados: 9 de abril, no MASP, São Paulo
- Cerimônia de premiação: 4 de junho, no Theatro Municipal, Rio de Janeiro
- Início das iniciativas de fomento: Segundo semestre do ano, com editais para os projetos Te Vejo no Palco e Música é Negócio
Esse calendário reflete o compromisso da organização em manter a premiação como um evento contínuo, que vai além de uma única noite de gala. As iniciativas de fomento, em especial, devem movimentar o cenário musical ao longo dos próximos meses.
Nomes que brilham na lista
Entre os indicados, alguns nomes chamam atenção pela consistência de suas carreiras. Emicida, por exemplo, concorre em “Rap & Trap” e “Lançamento de Rap & Trap” com “Acabou, mas tem…”, um trabalho que mistura reflexão social e beats inovadores. Alcione, a Marrom, aparece em “Samba” e “Lançamento de Samba” com “Marra de Feroz”, reforçando seu reinado no gênero.
Liniker, que transita entre o pop e a MPB, é outro destaque, concorrendo com “Caju” na categoria de lançamentos. Já Alceu Valença, eterno representante das raízes nordestinas, disputa com “Bicho Maluco Beleza – É Carnaval”, um projeto que celebra o frevo e o carnaval pernambucano.
A lista completa traz ainda surpresas, como a presença de Joelma em “Raízes”, mostrando a força da música paraense, e de Black Pantera em “Rock”, com seu som pesado e engajado. Esses nomes evidenciam a pluralidade que o prêmio busca valorizar.

