VAR frustra Real Madrid ao anular pênalti de Mbappé contra Arsenal na Champions LeaguePor Luís Henrique Costa
13 min de leitura
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O Santiago Bernabéu vibrava com a esperança de uma virada épica na tarde de 16 de abril, quando Real Madrid e Arsenal se enfrentaram pelo jogo de volta das quartas de final da Champions League. Com o Arsenal liderando por 3 a 0 no placar agregado, após a vitória no jogo de ida em Londres, os merengues precisavam de uma atuação extraordinária para alcançar as semifinais. Aos 22 minutos, a torcida explodiu quando Mbappé caiu na área após disputa com Declan Rice, e o árbitro marcou pênalti. No entanto, após longa análise do VAR, a decisão foi revertida aos 27 minutos devido a um impedimento de Rodrygo, frustrando os planos do Real Madrid. O jogo, que permanecia sem gols aos 29 minutos do primeiro tempo, continuava intenso e repleto de emoções.
A partida começou com o Real Madrid impondo pressão desde o apito inicial. Empurrados por uma torcida ensurdecedora, os donos da casa adiantaram a marcação, buscando sufocar a saída de bola do Arsenal. Vinicius Junior e Mbappé, principais armas ofensivas, tentavam romper a defesa inglesa, enquanto os Gunners respondiam com a velocidade de Saka e Martinelli nos contra-ataques. O duelo, disputado lance a lance, mostrava o equilíbrio entre as duas equipes, com faltas duras e chances criadas de ambos os lados.
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O clima no estádio era de pura tensão. A derrota no Emirates Stadium colocava o Real Madrid em uma situação delicada, precisando de pelo menos três gols para levar o jogo à prorrogação ou quatro para se classificar diretamente. A torcida, ciente do desafio, transformava o Bernabéu em um caldeirão, enquanto o Arsenal, sob o comando de Mikel Arteta, mantinha a postura calma, controlando o ritmo e explorando os espaços deixados pelos merengues.
Início eletrizante no Bernabéu
O jogo começou com alta voltagem. Logo no primeiro minuto, Mbappé puxou um contra-ataque, mas o gol de Vinicius Junior foi anulado por impedimento. A jogada evidenciava a intenção do Real Madrid de buscar o gol rapidamente para inflamar a torcida. O Arsenal, por sua vez, não se intimidou. Aos 5 minutos, Saka quase abriu o placar com um chute cruzado que passou perto da trave de Courtois, mostrando que os Gunners estavam prontos para responder.
Aos 3 minutos, Alaba recebeu cartão amarelo por uma falta dura em Saka, sinalizando a abordagem física do Real Madrid para conter as investidas do Arsenal. A partida seguia pegada, com duelos intensos no meio-campo, onde Bellingham enfrentava Partey, e o jovem Lewis-Skelly, do Arsenal, mostrava personalidade ao parar Rodrygo com uma falta tática aos 18 minutos. O jogo era um espetáculo de intensidade, com as duas equipes disputando cada bola com máxima dedicação.
Real Madrid are given a penalty of their own but it's ruled out after a lengthy VAR check.
— Arsenal (@Arsenal) April 16, 2025
⚪️ 0-0 ⚫️ (28)
Courtois, um dos pilares do Real Madrid, foi exigido cedo. Aos 7 minutos, ele fez uma defesa crucial em um chute de Saka, que driblou Alaba e finalizou com perigo. A solidez do goleiro belga dava confiança aos merengues, enquanto a defesa do Arsenal, liderada por Saliba e Kiwior, neutralizava as jogadas de Vinicius Junior e Rodrygo pelas pontas. O equilíbrio tático entre os times mantinha o placar zerado, mas a promessa de grandes momentos permanecia.
Polêmicas com pênaltis agitam a partida
Aos 9 minutos, o jogo ganhou contornos dramáticos. Após um escanteio do Arsenal, a arbitragem revisou um possível pênalti de Asencio sobre Merino. A penalidade foi confirmada, e Saka assumiu a responsabilidade. O atacante, porém, tentou uma cavadinha e viu Courtois defender com facilidade, para delírio da torcida merengue. O lance reforçou a confiança do Real Madrid, que passou a pressionar ainda mais.
Aos 22 minutos, o Bernabéu explodiu novamente. Lucas Vázquez cruzou, e Mbappé caiu após disputa com Rice. O árbitro François Letexier marcou pênalti, mas a decisão foi imediatamente enviada ao VAR. Após cinco minutos de análise, que incluiu revisão de um possível impedimento de Mbappé e interferência de Rodrygo, o pênalti foi anulado aos 27 minutos. A torcida do Real Madrid, que já comemorava a chance de abrir o placar, ficou em silêncio, enquanto o Arsenal respirava aliviado.
- 1’ – Gol anulado do Real Madrid: Mbappé desvia chute de Vinicius Junior, mas está em impedimento.
- 5’ – Saka leva perigo: Atacante do Arsenal chuta cruzado e quase marca.
- 7’ – Courtois brilha: Saka dribla Alaba e finaliza, mas o goleiro faz grande defesa.
- 10’ – Arsenal desperdiça pênalti: Saka tenta cavadinha, e Courtois defende.
- 27’ – Pênalti anulado: VAR identifica impedimento de Rodrygo e cancela penalidade de Mbappé.
Arsenal mantém compostura sob pressão
Mesmo enfrentando a pressão do Real Madrid, o Arsenal se mostrava organizado. Mikel Arteta, ciente da vantagem construída no jogo de ida, orientava seus jogadores a manterem a calma e explorarem os contra-ataques. A ausência de nomes como Jorginho, Gabriel Magalhães e Havertz não abalava o time, que contava com a liderança de Ödegaard e a versatilidade de Rice no meio-campo.
Saka, principal referência ofensiva dos Gunners, era uma ameaça constante. Recuperado de uma lesão que o afastou por meses, o jovem atacante infernizava a defesa merengue, especialmente Alaba, que já tinha cartão amarelo. Martinelli, pela esquerda, também criava problemas, embora Valverde e Asencio conseguissem conter algumas de suas jogadas. A solidez defensiva do Arsenal frustrava o Real Madrid, que buscava formas de furar o bloqueio.
O Real Madrid, por outro lado, sentia a falta de Camavinga, suspenso após expulsão no jogo de ida. Tchouaméni, escalado no meio-campo, tinha dificuldades para neutralizar a movimentação de Ödegaard e Partey, enquanto Modric, apesar da experiência, não conseguia impor o ritmo habitual. A torcida, no entanto, seguia como um combustível extra, especialmente após a defesa de Courtois no pênalti de Saka, que reacendeu a esperança de uma virada.
Desafios táticos de Carlo Ancelotti
Carlo Ancelotti enfrentava um desafio monumental. A necessidade de marcar pelo menos três gols exigia um equilíbrio delicado entre ataque e defesa. O treinador italiano apostava na velocidade de Vinicius Junior e Mbappé, mas a falta de criatividade no meio-campo limitava as chances criadas. Bellingham, escalado em uma posição mais avançada, tentava conectar as jogadas, mas esbarrava na marcação firme do Arsenal.
Aos 19 minutos, Bellingham criou a melhor chance do Real Madrid até então, avançando pela esquerda e chutando rasteiro. A bola cruzou a área, mas Rodrygo não conseguiu alcançá-la. O lance mostrava o potencial ofensivo dos merengues, mas também a dificuldade em finalizar. Ancelotti, na beira do campo, gesticulava constantemente, pedindo mais intensidade e precisão.
O Arsenal, por sua vez, jogava com inteligência. Arteta orientava seus jogadores a segurarem a bola no campo de ataque, aliviando a pressão do Real Madrid. A estratégia funcionava, com o time inglês conseguindo escapar da marcação alta dos merengues em vários momentos. Lewis-Skelly, improvisado na lateral esquerda, se destacava pela coragem, enquanto Saliba era um pilar na defesa, vencendo duelos contra Mbappé.
Momentos que definiram o primeiro tempo
O primeiro tempo foi marcado por lances que agitaram o Santiago Bernabéu. Além das polêmicas envolvendo pênaltis, outros momentos merecem destaque pela sua relevância no contexto da partida.
- 3’ – Alaba recebe cartão amarelo: Falta dura em Saka mostra a abordagem agressiva do Real Madrid.
- 10’ – Asencio é advertido: Zagueiro leva amarelo por agarrar Merino, gerando o pênalti do Arsenal.
- 15’ – Vinicius Junior tenta pela ponta: Brasileiro chuta para fora, mas ganha escanteio.
- 19’ – Bellingham cria chance: Meia avança e chuta rasteiro, mas Rodrygo não completa.
- 20’ – Saliba neutraliza Mbappé: Zagueiro do Arsenal vence disputa com o francês.
Real Madrid intensifica pressão
Com o jogo se aproximando dos 30 minutos, o Real Madrid aumentava a pressão. A torcida, que lotava o Bernabéu, cantava incessantemente, tentando empurrar o time para o ataque. Vinicius Junior, apesar de algumas jogadas individuais frustradas, seguia sendo a principal arma dos merengues pela esquerda. Aos 15 minutos, ele tentou uma jogada pela ponta, mas foi desarmado por Timber, que se mostrava seguro na lateral direita do Arsenal.
Mbappé, determinado a deixar sua marca após a polêmica do pênalti anulado, alternava momentos de brilho com dificuldades. O francês, que havia sido expulso em um jogo recente da La Liga, buscava espaços, mas esbarrava na marcação de Saliba. A anulação do pênalti, embora frustrante, não diminuía a vontade do Real Madrid, que continuava pressionando em busca do primeiro gol.
O Arsenal, no entanto, permanecia firme. A equipe inglesa, que não chega às semifinais da Champions League há 16 anos, jogava com maturidade. Arteta, na beira do campo, pedia calma, enquanto Ödegaard organizava o meio-campo. A solidez defensiva dos Gunners era um obstáculo para o Real Madrid, que precisava encontrar formas de superar a barreira inglesa.
Contexto da competição
O confronto entre Real Madrid e Arsenal é um dos mais aguardados das quartas de final da Champions League. O vencedor enfrentará o Paris Saint-Germain, que eliminou o Aston Villa, na semifinal. A outra vaga será decidida entre Barcelona, que passou pelo Borussia Dortmund, e o vencedor de Inter de Milão x Bayern de Munique. A competição, com final marcada para 30 de maio em Munique, promete emoções até o último minuto.
O Real Madrid, maior campeão da Champions League com 14 títulos, busca manter sua hegemonia. A derrota por 3 a 0 no jogo de ida, porém, colocou o time em uma situação delicada. O Arsenal, sob o comando de Arteta, vive um momento de ascensão e sonha em voltar a brilhar na Europa após anos de ausência nas fases finais.
A arbitragem, liderada pelo francês François Letexier, tem sido protagonista. A decisão de anular o pênalti de Mbappé, com apoio do VAR Jérôme Brisard, gerou debates no estádio. Lances como esse podem definir o rumo do jogo e a classificação para a próxima fase.
Impacto dos desfalques
Os dois times entraram em campo com ausências significativas. No Real Madrid, a suspensão de Camavinga e as lesões de Lunin, Militão e Mendy limitavam as opções de Ancelotti. Lucas Vázquez, improvisado na lateral direita, tinha a difícil missão de conter Martinelli, enquanto Asencio, jovem zagueiro, enfrentava a pressão de substituir titulares experientes.
O Arsenal, por sua vez, sentia a falta de Jorginho, peça-chave no meio-campo, além de Calafiori, Gabriel Magalhães, Tomiyasu, Havertz e Gabriel Jesus. Apesar disso, a escalação com jovens como Lewis-Skelly e jogadores em grande fase, como Saka e Rice, dava confiança ao time. A capacidade de Arteta em extrair o melhor de um elenco desfalcado era evidente.
A dinâmica do jogo refletia essas ausências. O Real Madrid dependia muito de momentos individuais de Vinicius Junior e Mbappé, enquanto o Arsenal apostava no coletivo. A troca de passes rápidos e a movimentação constante dos Gunners dificultavam a vida dos merengues, que precisavam de maior inspiração no meio-campo.
Expectativa para o restante do jogo
Com o placar zerado aos 29 minutos, o jogo segue em aberto. A anulação do pênalti de Mbappé deu um novo fôlego ao Arsenal, que agora busca manter a vantagem sem ceder espaços. O Real Madrid, por outro lado, precisa manter a pressão e encontrar formas de superar a defesa inglesa. Um gol dos merengues pode mudar o cenário, forçando o Arsenal a sair mais para o jogo e abrindo brechas para contra-ataques.
A torcida do Real Madrid, conhecida por sua capacidade de empurrar o time em momentos difíceis, continua sendo um fator determinante. O Bernabéu, com sua atmosfera única, pode ser o diferencial para uma eventual virada. No entanto, o Arsenal, com sua organização tática e jogadores em grande fase, não parece disposto a ceder facilmente.
Jogadores como Courtois, que já salvou o Real Madrid em momentos cruciais, e Saka, que apesar do pênalti perdido segue sendo uma ameaça, podem ser decisivos. O duelo tático entre a experiência de Ancelotti e a juventude de Arteta também adiciona um elemento extra ao confronto.
Trajetória na Champions League
A campanha de Real Madrid e Arsenal na Champions League 2024/2025 reflete o equilíbrio do confronto. O Real Madrid avançou às quartas de final após eliminar o Atlético de Madrid nos pênaltis, em um jogo emocionante. Já o Arsenal passou pelo PSV com um placar agregado de 9 a 3, mostrando força ofensiva e consistência defensiva.
- Fase de grupos: Real Madrid terminou entre os líderes, com média de 6,9 finalizações por jogo.
- Oitavas de final: Arsenal dominou o PSV, enquanto o Real Madrid sofreu contra o Atlético.
- Jogo de ida: Arsenal venceu por 3 a 0, com dois gols de Rice e um de Merino.
- Média de cartões: Real Madrid acumula 2,3 amarelos por jogo, contra 1,7 do Arsenal.
- Finalizações: Arsenal tem 91,6% de aproveitamento nas finalizações em mata-matas, maior marca desde 2008/09.
O que está em jogo no Bernabéu
A partida no Santiago Bernabéu vai além da classificação para as semifinais. Para o Real Madrid, é uma questão de manter a tradição de protagonismo na Champions League. Uma eliminação nas quartas de final seria um golpe duro para o clube, que vive uma temporada irregular na La Liga. Para o Arsenal, a chance de voltar às semifinais após 16 anos representa a consolidação de um projeto que vem ganhando força sob o comando de Arteta.
O confronto também coloca frente a frente algumas das maiores estrelas do futebol mundial. Mbappé, Vinicius Junior e Bellingham, do lado do Real Madrid, enfrentam Saka, Ödegaard e Martinelli, do Arsenal. Cada jogada individual pode ser decisiva, especialmente em um jogo que exige do Real Madrid uma postura ofensiva e do Arsenal uma defesa sólida.
Com o jogo ainda em andamento, o Bernabéu permanece em ebulição. A anulação do pênalti de Mbappé foi um revés para o Real Madrid, mas a partida está longe de estar decidida. A bola continua rolando, e a emoção promete não acabar tão cedo.















