Pedro Bial celebra 60 anos da TV Globo com nova temporada do Conversa com Bial a partir de 21 de abril
A nona temporada do Conversa com Bial estreia em 21 de abril de 2025, marcando o início das celebrações dos 60 anos da TV Globo, completados em 26 de abril. O programa, comandado por Pedro Bial, dedica sua primeira semana a uma programação especial que resgata a história da emissora, com foco em dramaturgia, música e jornalismo. De segunda a sexta-feira, o talk show recebe personalidades que moldaram a televisão brasileira, prometendo histórias inéditas, bastidores curiosos e homenagens que conectam gerações. A temporada mantém o formato com plateia, gravado em São Paulo, e aposta em entrevistas que exploram a influência cultural da Globo, reforçando sua relevância no cenário nacional.
A estreia destaca os 40 anos de Roque Santeiro, novela que revolucionou a teledramaturgia brasileira. Regina Duarte, intérprete da icônica Viúva Porcina, e a jornalista Laura Mattos, autora de um livro sobre a censura enfrentada pela trama, participam de um bate-papo que promete revelar detalhes pouco conhecidos do público. A semana segue com temas como representatividade negra, roteiros de novelas, trilhas sonoras e os desafios do jornalismo na era digital, trazendo nomes como Lázaro Ramos, Ney Matogrosso e William Bonner.
O Conversa com Bial, exibido de segunda a sexta às 23h45 no GNT e após o Jornal da Globo na TV Globo, reforça sua vocação multiplataforma. Além da TV aberta e fechada, o programa está disponível no Globoplay e em formato de podcast, ampliando o alcance das discussões. A direção de Fellipe Awi e Mairo Fischer, com produção de Anelise Franco e direção de gênero de Mariano Boni, garante um tom intimista e dinâmico, características que consolidaram o talk show como um espaço de reflexão e entretenimento.
Uma semana de celebração
A abertura da temporada coincide com o marco histórico dos 60 anos da TV Globo, fundada em 1965 por Roberto Marinho. A emissora, que se tornou referência em produção audiovisual na América Latina, é celebrada pelo programa com uma abordagem que conecta passado e presente. A escolha de dedicar a primeira semana a temas centrais da história da Globo reflete a intenção de homenagear não apenas a trajetória da emissora, mas também seu impacto na cultura brasileira. Desde novelas que marcaram época até o jornalismo que acompanha as transformações do país, o Conversa com Bial promete um mergulho profundo nos bastidores.
Na segunda-feira, o foco em Roque Santeiro resgata uma das produções mais emblemáticas da Globo. Exibida originalmente em 1985, a novela enfrentou a censura do regime militar em sua primeira versão, planejada para 1975. A conversa com Regina Duarte e Laura Mattos explora como a trama, escrita por Dias Gomes, conquistou o público com sua crítica social e personagens inesquecíveis. A discussão também aborda o contexto político da época, destacando o papel da televisão como veículo de resistência cultural.
Na terça-feira, Lázaro Ramos traz à tona a importância da representatividade negra na TV. O ator, que acumula papéis marcantes em produções como Senhora do Destino e Cobras & Lagartos, reflete sobre os avanços na inclusão e os desafios que ainda persistem. Sua participação promete um diálogo sensível sobre o impacto da televisão na formação de narrativas mais diversas, com destaque para projetos recentes que reforçam sua influência como artista e produtor.
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- Temas da primeira semana:
- Segunda (21/4): 40 anos de Roque Santeiro, com Regina Duarte e Laura Mattos.
- Terça (22/4): Representatividade negra na TV, com Lázaro Ramos.
- Quarta (23/4): A arte de escrever novelas, com Alessandra Poggi, Rosane Svartman e Walcyr Carrasco.
- Quinta (24/4): Música nas novelas, com Ney Matogrosso.
- Sexta (25/4): Telejornalismo na era digital, com William Bonner.
O legado de Roque Santeiro
A escolha de abrir a temporada com Roque Santeiro não é por acaso. A novela, que alcançou índices recordes de audiência, permanece como um marco na história da televisão brasileira. Com uma trama que misturava humor, crítica social e elementos do realismo fantástico, a obra de Dias Gomes capturou o espírito de uma nação em transição após o fim da ditadura militar. Regina Duarte, que viveu a exuberante Viúva Porcina, relembra os desafios de dar vida a uma personagem tão complexa, enquanto Laura Mattos detalha os bastidores da produção, incluindo a proibição da primeira versão pelo regime militar.
A censura enfrentada por Roque Santeiro reflete um período em que a televisão começava a testar os limites da liberdade de expressão. A versão original, gravada em 1975, foi vetada antes da estreia, obrigando a Globo a reformular o projeto anos depois. O sucesso da novela, quando finalmente exibida, consolidou a emissora como um espaço de inovação narrativa. A discussão no programa destaca como a trama influenciou gerações de roteiristas e atores, mantendo-se relevante até hoje.
O impacto cultural de Roque Santeiro também é explorado sob a perspectiva de seu elenco estelar, que incluía nomes como José Wilker, Lima Duarte e Yoná Magalhães. A novela não apenas entreteve, mas também provocou reflexões sobre poder, religião e corrupção, temas que continuam atuais. A participação de Laura Mattos, autora de Herói Mutilado – Roque Santeiro e os Bastidores da Censura à TV na Ditadura, adiciona uma camada histórica à conversa, conectando a produção ao contexto político da época.
Representatividade na tela
Lázaro Ramos, convidado da terça-feira, traz uma perspectiva essencial sobre a evolução da representatividade negra na televisão brasileira. Com uma carreira que atravessa novelas, séries e cinema, o ator se consolidou como uma voz influente na luta por narrativas mais inclusivas. No Conversa com Bial, ele compartilha experiências pessoais e profissionais, destacando papéis que marcaram sua trajetória, como o Foguinho de Cobras & Lagartos, e projetos recentes, como a série Sob Pressão.
A discussão sobre representatividade negra ganha relevância em um momento em que a televisão brasileira busca ampliar a diversidade em suas produções. Lázaro reflete sobre conquistas, como o aumento de protagonistas negros em novelas, e aponta desafios, como a necessidade de mais roteiristas e diretores negros nos bastidores. Sua participação também aborda o papel da Globo em promover mudanças, citando iniciativas como o programa de formação de talentos para profissionais negros.
A conversa com Bial promete ser um momento de introspecção e celebração, destacando como a televisão pode ser um agente de transformação social. Lázaro Ramos, que também é escritor e diretor, enfatiza a importância de narrativas que reflitam a pluralidade do Brasil, inspirando novas gerações de artistas. O diálogo reforça a relevância do Conversa com Bial como um espaço para debates que vão além do entretenimento, abordando questões estruturais da sociedade.
A arte de contar histórias
Na quarta-feira, o programa reúne três gigantes da teledramaturgia: Alessandra Poggi, Rosane Svartman e Walcyr Carrasco. Cada um com um estilo único, os autores compartilham os segredos por trás da criação de novelas que conquistam milhões de brasileiros. Poggi, conhecida por tramas leves e contemporâneas como Bom Sucesso, fala sobre a construção de personagens próximos ao público. Svartman, que assinou sucessos como Totalmente Demais, destaca a importância de narrativas que mesclam humor e emoção. Carrasco, responsável por fenômenos como Chocolate com Pimenta e O Cravo e a Rosa, revela como equilibra folhetins clássicos com temáticas atuais.
Escrever novelas é uma tarefa que exige sensibilidade para captar o espírito de uma época. Os três autores discutem os desafios de dialogar com diferentes públicos, desde jovens conectados às redes sociais até espectadores fiéis ao formato tradicional. A conversa também explora a renovação do gênero, com a incorporação de temas como sustentabilidade, diversidade e tecnologia nas tramas mais recentes. A troca de experiências promete oferecer um panorama rico sobre o presente e o futuro das novelas.
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A influência das novelas na cultura brasileira é inegável. Dados apontam que mais de 90% dos brasileiros já assistiram a uma novela, e a Globo lidera a produção do gênero na América Latina. A discussão no Conversa com Bial destaca como o trabalho de roteiristas como Poggi, Svartman e Carrasco contribui para manter as novelas como um dos pilares da identidade cultural do país.
- Nomes por trás das novelas:
- Alessandra Poggi: Autora de Bom Sucesso e Cheias de Charme.
- Rosane Svartman: Responsável por Totalmente Demais e Malhação: Sonhos.
- Walcyr Carrasco: Criador de Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea e Verdades Secretas.
A música que embala as novelas
Ney Matogrosso, convidado da quinta-feira, traz ao programa sua relação única com as trilhas sonoras de novelas. Reconhecido como o artista vivo com mais canções em aberturas de produções da Globo, ele relembra sucessos como “Poema”, tema de Coração Alado, e “Rosa de Hiroshima”, de O Salvador da Pátria. Sua voz inconfundível e estilo performático marcaram época, transformando trilhas sonoras em peças fundamentais para a memória afetiva do público.
A música nas novelas é mais do que um complemento narrativo; ela ajuda a definir a identidade das tramas. Ney Matogrosso compartilha histórias dos bastidores, como a escolha de suas canções para aberturas e a interação com diretores e produtores. Ele também reflete sobre a evolução da música popular brasileira e sua conexão com a televisão, um meio que amplificou o alcance de artistas como ele.
O impacto das trilhas sonoras vai além da ficção. Um levantamento da Globo indica que 70% dos brasileiros associam músicas específicas a novelas que assistiram, evidenciando o poder emocional dessas produções. A participação de Ney no programa celebra não apenas sua carreira, mas também o papel da música como elo entre a televisão e o público.
Jornalismo na era digital
William Bonner, âncora do Jornal Nacional, encerra a semana de estreia com uma reflexão sobre os rumos do telejornalismo. Com mais de 35 anos de carreira na Globo, ele compartilha os desafios de manter a credibilidade em um cenário marcado pela desinformação e pela transformação no consumo de notícias. A conversa aborda desde sua trajetória no principal telejornal do país até as mudanças tecnológicas que redefiniram o jornalismo.
A era digital trouxe novas dinâmicas para a profissão. Bonner discute como o Jornal Nacional se adaptou às redes sociais, onde notícias circulam em tempo real, e ao aumento do consumo de conteúdos em plataformas digitais. Ele também aborda a responsabilidade de combater fake news, um problema que afeta a confiança do público na mídia. Sua experiência como editor-chefe do JN oferece um olhar privilegiado sobre o papel do jornalismo em tempos de polarização.
O telejornalismo da Globo, que começou com programas como Telejornal Esso e evoluiu para formatos como o Jornal Nacional, é um dos pilares da emissora. Bonner destaca como a tecnologia, como o uso de inteligência artificial para análise de dados, tem auxiliado na cobertura jornalística, ao mesmo tempo em que exige um compromisso ético redobrado.
Cronograma da temporada
A nona temporada do Conversa com Bial promete manter o ritmo intenso ao longo de 2025, com uma programação que combina entretenimento e reflexão. Além da semana de estreia, o programa planeja episódios temáticos ao longo do ano, incluindo uma série especial sobre os 60 anos da Globo. Abaixo, um panorama dos primeiros dias:
- 21 de abril: Estreia com Regina Duarte e Laura Mattos, celebrando Roque Santeiro.
- 22 de abril: Lázaro Ramos discute representatividade negra na TV.
- 23 de abril: Alessandra Poggi, Rosane Svartman e Walcyr Carrasco falam sobre roteiros de novelas.
- 24 de abril: Ney Matogrosso relembra trilhas sonoras de novelas.
- 25 de abril: William Bonner reflete sobre o telejornalismo na era digital.
- Ao longo de 2025: Série especial sobre os 60 anos da Globo, com participação de nomes como Adriana Esteves, Gloria Pires e Renata Sorrah.
O impacto cultural da Globo
Os 60 anos da TV Globo representam mais do que uma efeméride; eles simbolizam a construção de uma identidade audiovisual brasileira. Desde sua fundação, a emissora produziu mais de 300 novelas, 50 mil horas de jornalismo e incontáveis programas de entretenimento. O Conversa com Bial, ao dedicar sua estreia a esse marco, reforça a relevância da Globo como um espelho da sociedade brasileira, capaz de narrar suas conquistas e desafios.
A temporada de 2025 do programa também reflete a evolução do formato talk show no Brasil. Pedro Bial, que já comandou o Big Brother Brasil e o Na Moral, consolidou o Conversa com Bial como um espaço de diálogo profundo, mas acessível. A presença da plateia, retomada em 2024, adiciona calor humano às entrevistas, enquanto a exibição multiplataforma garante maior alcance.
A semana de estreia, com nomes como Regina Duarte, Lázaro Ramos e William Bonner, é apenas o começo de uma temporada que promete explorar a riqueza da história da Globo. A emissora, que já enfrentou desafios como a censura na ditadura e a concorrência das plataformas de streaming, continua a se reinventar, e o Conversa com Bial é parte dessa renovação.

















