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O Red Bull Bragantino venceu o Cruzeiro por 1 a 0 no Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro Série A 2025, no domingo, 20 de abril, às 20h30. O gol de Jhon Jhon, marcado aos 11 minutos após erro do goleiro Cássio, definiu o placar. No entanto, o destaque negativo da partida foi a atuação de Gabigol, que entrou no segundo tempo e não conseguiu evitar as críticas da torcida cruzeirense, frustrada com o desempenho do atacante. Com o resultado, o Bragantino chegou aos 10 pontos, enquanto o Cruzeiro, ainda sem vencer fora de casa, estacionou nos 7.

O jogo começou com o Cruzeiro tentando impor seu ritmo, controlando a posse de bola nos primeiros minutos. Porém, o Bragantino, comandado por Fernando Seabra, rapidamente equilibrou as ações. Um erro de Cássio, que tentou afastar a bola e entregou para Eduardo Sasha, resultou no gol de Jhon Jhon, que finalizou com precisão. O tento precoce deu ao Massa Bruta a confiança para dominar o primeiro tempo, enquanto o Cruzeiro lutava para criar chances.

Aos 30 minutos, uma polêmica marcou o jogo. Lucas Silva caiu na área pedindo pênalti, mas tocou a bola com a mão. Na sequência, Matheus Pereira foi derrubado, mas o VAR confirmou a infração do volante cruzeirense, anulando qualquer possibilidade de penalidade. A decisão gerou reclamações dos jogadores e da torcida da Raposa, que viu o time terminar o primeiro tempo sem ameaçar o goleiro Cleiton.

Momentos que definiram o jogo

  • Gol de Jhon Jhon: O meia aproveitou falha de Cássio para abrir o placar aos 11 minutos.
  • Polêmica no VAR: Revisão anulou possível pênalti para o Cruzeiro no primeiro tempo.
  • Eficiência do Bragantino: Com 42% de posse, o Massa Bruta criou mais chances (20 finalizações).
  • Cruzeiro sem criatividade: Apenas duas das 12 finalizações da Raposa levaram perigo.

Gabigol no centro das críticas

Gabigol, principal reforço do Cruzeiro para 2025, começou o jogo no banco de reservas pela terceira vez consecutiva, decisão do técnico Leonardo Jardim que já vinha gerando debates. Substituindo Christian no intervalo, o atacante teve 45 minutos para mudar o rumo da partida, mas sua atuação foi amplamente criticada. Com apenas 18 toques na bola e nenhuma finalização, Gabigol passou despercebido, frustrando os torcedores que esperavam um impacto maior do ex-ídolo do Flamengo.

A torcida cruzeirense, presente em peso no Nabi Abi Chedid, não poupou o jogador. Nas redes sociais, comentários como “Gabigol está irreconhecível” e “não justifica o investimento” dominaram as discussões. Apesar de ter sete gols em 13 jogos na temporada, sendo cinco no Campeonato Mineiro, o atacante ainda não encontrou seu espaço no esquema tático de Jardim, que exige intensa movimentação e participação na construção das jogadas.

A escolha de deixar Gabigol no banco também foi questionada. Parte da torcida acredita que o jogador precisa de mais minutos para recuperar a confiança, enquanto outros defendem que sua escalação como titular poderia mudar a dinâmica do ataque. Leonardo Jardim, pressionado pelos resultados, terá de lidar com o desafio de integrar o atacante ao time, especialmente em um momento em que o Cruzeiro enfrenta dificuldades fora de casa.

A força de Jhon Jhon no Bragantino

Enquanto Gabigol enfrentava críticas, Jhon Jhon brilhava pelo Red Bull Bragantino. O meia de 22 anos, formado nas categorias de base do clube, foi o destaque da partida. Além do gol, ele demonstrou qualidade técnica, com 85% de precisão nos passes e três desarmes, sendo peça central no esquema de Fernando Seabra. Sua atuação reforça o potencial do jovem, que já desperta interesse de clubes europeus.

O Bragantino, mesmo com menos posse de bola (42%), foi mais eficiente. Jogadores como Eduardo Sasha, Juninho Capixaba e Matheus Fernandes contribuíram para manter a solidez do time, que neutralizou as investidas do Cruzeiro no segundo tempo. A vitória consolidou a boa fase do Massa Bruta, que agora soma três jogos sem derrota, incluindo triunfos sobre Botafogo (1 a 0) e Sport (1 a 0).

Ataque cruzeirense em xeque

O segundo tempo trouxe um Cruzeiro mais agressivo, mas sem efetividade. Aos 50 minutos, o zagueiro Villalba quase empatou ao cabecear no travessão após uma sequência de escanteios. No entanto, a falta de criatividade no ataque foi evidente. Matheus Pereira, principal articulador da equipe, teve atuação discreta, com apenas uma finalização. As entradas de Dudu e Dinenno, este último retornando após quase oito meses, também não surtiram efeito.

Gabigol, em especial, foi alvo de análises detalhadas. Sua movimentação limitada e a dificuldade em se posicionar na área adversária contrastam com o desempenho que o consagrou no Flamengo, onde marcou 144 gols em 264 jogos. No Cruzeiro, o atacante ainda busca se adaptar ao estilo de jogo de Leonardo Jardim, que prioriza a posse de bola e a troca de passes. A pressão sobre o jogador cresce a cada partida, e o jogo contra o Vasco, no dia 27 de abril, será crucial para sua redenção.

Números da partida

  • Finalizações: Bragantino 20, Cruzeiro 12 (xG de 1,8 contra 0,9).
  • Toques de Gabigol: Apenas 18 em 45 minutos, sem finalizações.
  • Ações na área: Bragantino 35, Cruzeiro 21.
  • Defesas de Cássio: Três, incluindo chute forte de Andrés Hurtado aos 22 minutos.

O peso de jogar fora de casa

A derrota para o Red Bull Bragantino expôs as fragilidades do Cruzeiro como visitante. Em três jogos fora de casa no Brasileirão 2025, a Raposa soma duas derrotas (3 a 0 para o Internacional e 1 a 0 para o Bragantino) e um empate (0 a 0 com o São Paulo). A dificuldade em pontuar longe do Mineirão preocupa, especialmente após a eliminação nas semifinais do Mineiro e os tropeços na Copa Sul-Americana.

Leonardo Jardim enfrenta pressão para ajustar o time. Apesar de reforços como Gabigol, Dudu e Matheus Pereira, a equipe ainda não encontrou consistência. A vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, na rodada anterior, trouxe alívio, mas o revés em Bragança Paulista reacendeu as críticas. A ausência de jogadores como João Marcelo e Matheus Henrique, lesionados, também limita as opções do técnico.

A fortaleza do Nabi Abi Chedid

O Estádio Nabi Abi Chedid tem sido um trunfo para o Red Bull Bragantino. Em 2025, o time segue invicto em casa, com duas vitórias e um empate em três jogos. A torcida, com cerca de 6 mil presentes contra o Cruzeiro, criou uma atmosfera intimidadora, apoiando o time do início ao fim. O gramado de alta qualidade e a estratégia agressiva de Fernando Seabra tornam o estádio um desafio para os adversários.

O próximo compromisso do Bragantino é contra o Santos, no dia 27 de abril, às 20h30, na Vila Belmiro. Seabra deve manter a base titular, com Cleiton, Andrés Hurtado, Rodríguez, Pedro Henrique, Juninho Capixaba, Fabinho, Matheus Fernandes e Jhon Jhon. Lucas Barbosa, com dores no joelho, é dúvida e será avaliado.

O trabalho de Fernando Seabra

Fernando Seabra tem transformado o Red Bull Bragantino em uma equipe competitiva. Contratado após o Paulistão 2024, o treinador trouxe organização tática e confiança. Sua aposta em jovens como Jhon Jhon e Agustín Sant’Anna, combinada à experiência de Eduardo Sasha, tem rendido resultados. O time soma três jogos sem sofrer gols no Brasileirão, reflexo da solidez defensiva implementada por Seabra.

A estratégia contra o Cruzeiro foi pressionar a saída de bola e explorar contra-ataques. O gol de Jhon Jhon nasceu de uma pressão alta, forçando o erro de Cássio. No segundo tempo, Seabra ajustou o time para neutralizar a pressão adversária, garantindo a vitória. O técnico já é cotado para clubes maiores, mas seu foco está em manter o Bragantino no topo da tabela.

Desafios de Gabigol no Cruzeiro

A trajetória de Gabigol no Cruzeiro tem sido marcada por altos e baixos. Com sete gols em 13 jogos, o atacante começou bem no Mineiro, mas seu desempenho no Brasileirão é aquém do esperado. A comparação com sua passagem pelo Flamengo, onde era protagonista, é inevitável. No Cruzeiro, ele enfrenta um esquema tático diferente e a concorrência de jogadores como Dinenno e Rafael Bilu.

A pressão sobre Gabigol também reflete o investimento feito pelo clube. Sua contratação foi anunciada como um marco para 2025, mas a falta de regularidade levanta dúvidas. Leonardo Jardim defende o jogador, destacando sua dedicação nos treinos, mas a torcida exige mais. O jogo contra o Vasco será uma oportunidade para Gabigol responder às críticas em campo.

Perspectivas para o Brasileirão

O Red Bull Bragantino, com 10 pontos, está a dois pontos do G-4 e reforça sua posição como candidato a protagonista na Série A. A consistência defensiva e a eficiência no ataque, liderada por Jhon Jhon, são trunfos do time. O duelo contra o Santos será um teste importante para manter a sequência positiva.

Para o Cruzeiro, a derrota aumenta a pressão sobre Leonardo Jardim e Gabigol. A equipe precisa encontrar soluções para os jogos fora de casa e melhorar a criação ofensiva. O confronto com o Vasco, no Mineirão, é uma chance de recuperação, mas a torcida espera uma resposta imediata, especialmente do atacante, que segue no centro das atenções.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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