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Chevrolet relança Captiva EV no Brasil com motor de 204 cv e design inspirado no Wuling

Chevrolet Captiva
Foto: Chevrolet Captiva - Foto: Divulgação/Chevrolet

A General Motors confirmou o retorno do Chevrolet Captiva ao mercado brasileiro, mas com uma abordagem completamente renovada. Após oito anos de ausência, o SUV médio, que marcou presença entre 2008 e 2017, volta em 2025 como um veículo 100% elétrico. Batizado de Captiva EV, o modelo é baseado no Wuling Starlight S, fabricado pela joint-venture SAIC-GM-Wuling na China, e chega para competir no crescente segmento de SUVs eletrificados. Com motor de 204 cv, bateria de 60 kWh e tecnologias avançadas, o Captiva EV promete ser uma peça-chave na estratégia de eletrificação da Chevrolet no Brasil, onde o mercado de veículos elétricos cresceu 89% em 2024.

O Captiva EV já está no país, com o primeiro lote desembarcado para testes finais de engenharia e homologação. A expectativa é que o SUV esteja nas concessionárias até o fim de 2025, integrando um pacote de cinco novidades que a GM planeja lançar no Brasil ao longo do ano, em celebração aos 100 anos de operações da marca no país. Fabio Rua, vice-presidente da GM América do Sul, destacou a importância do modelo, classificando-o como “estratégico” para a linha global de elétricos da Chevrolet.

A reformulação do Captiva marca uma mudança significativa em relação ao modelo anterior, que utilizava motores a combustão de quatro cilindros ou V6. Agora, o foco é a sustentabilidade, com uma proposta que combina design moderno, espaço interno generoso e tecnologias de ponta, como um pacote de segurança ADAS nível 2 e uma central multimídia de 15,6 polegadas. O SUV elétrico será oferecido na versão Premier, já conhecida em outros modelos da GM, como Onix e Tracker, reforçando a aposta em um posicionamento premium no segmento.

Um SUV elétrico com raízes chinesas

O novo Chevrolet Captiva EV é, na prática, uma adaptação do Wuling Starlight S, um SUV elétrico desenvolvido pela SAIC-GM-Wuling, parceira da GM na China. Essa estratégia de “rebadge” – quando um modelo recebe apenas alterações visuais para adotar a identidade de outra marca – já foi utilizada pela Chevrolet no Spark EUV, outro elétrico confirmado para o Brasil em 2025. No caso do Captiva, as mudanças em relação ao Starlight S são sutis, concentradas principalmente na dianteira, que incorpora a tradicional gravata dourada da Chevrolet, e na traseira, com novos emblemas.

Com 4,74 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,68 metro de altura e 2,80 metros de entre-eixos, o Captiva EV oferece dimensões competitivas no segmento de SUVs médios. Essas medidas garantem espaço interno amplo, ideal para famílias, e um porta-malas com capacidade de 610 litros, expansível com o rebatimento dos bancos traseiros. A carroceria segue o design do Wuling Starlight S, com faróis divididos na dianteira, linhas aerodinâmicas e lanternas LED em formato de “Y” na traseira, conferindo um visual moderno e alinhado às tendências globais.

A plataforma Tianyu D, utilizada pelo Starlight S, foi projetada para otimizar a eficiência energética e o desempenho dos veículos elétricos. No Brasil, o Captiva EV terá que se adaptar aos padrões do Inmetro, que são mais rigorosos que o ciclo chinês CLTC, usado para medir a autonomia do modelo. Enquanto na China o SUV promete 510 km de alcance, no Brasil esse número deve ficar próximo de 350 km, ainda assim competitivo frente a rivais como o BYD Song Plus e o GWM Haval H6.

  • Dimensões generosas: 4,74 m de comprimento e 2,80 m de entre-eixos garantem conforto para até cinco ocupantes.
  • Porta-malas espaçoso: Capacidade de 610 litros, expansível com bancos rebatíveis.
  • Design moderno: Faróis divididos, lanternas LED e linhas aerodinâmicas reforçam a identidade visual.
  • Plataforma eficiente: Base Tianyu D otimiza desempenho e consumo energético.

Motorização e desempenho do Captiva EV

O coração do Chevrolet Captiva EV é um motor elétrico de 150 kW, equivalente a 204 cv, que entrega torque instantâneo de 31,6 kgfm. Essa configuração permite ao SUV acelerar de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos, com velocidade máxima limitada a 175 km/h. A potência é fornecida por uma bateria de 60 kWh do tipo LFP (lítio-ferro-fosfato), conhecida por sua durabilidade e segurança. No ciclo chinês CLTC, a autonomia é de 510 km, mas os testes do Inmetro devem apontar um alcance reduzido, em linha com as condições reais de uso no Brasil.

A recarga do Captiva EV é outro destaque. Em carregadores de corrente contínua (DC) com tecnologia de carga rápida, o SUV pode ir de 30% a 80% de carga em apenas 20 minutos. Já em carregadores de corrente alternada (AC) de 6,6 kW, a recarga completa leva cerca de 10 horas, ideal para uso doméstico ou em estações de baixa potência. A GM também confirmou que o modelo elétrico será a única opção disponível no Brasil, descartando, por ora, a variante híbrida plug-in (PHEV) oferecida na China, que combina um motor 1.5 a gasolina com um elétrico.

O desempenho do Captiva EV o posiciona como um concorrente direto de modelos como o BYD Song Plus, o GWM Haval H6 e o Galaxy EX5, da joint-venture Renault-Geely. A estratégia da GM é clara: oferecer um SUV elétrico com preço competitivo, tecnologia avançada e um nome já conhecido pelo público brasileiro, facilitando sua aceitação em um mercado onde os elétricos ainda enfrentam barreiras como custo elevado e infraestrutura limitada de recarga.

Nova Captiva - Foto: Divulgação/Chevrolet
Nova Captiva – Foto: Divulgação/Chevrolet

Tecnologia e segurança de ponta

O interior do Chevrolet Captiva EV é um dos seus principais atrativos, com um painel praticamente idêntico ao do Wuling Starlight S, mas adaptado com a identidade visual da Chevrolet. O destaque é a combinação de um quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas e uma central multimídia de 15,6 polegadas, que centraliza funções como navegação, entretenimento e ajustes do veículo. O sistema suporta reconhecimento de voz e atualizações remotas por nuvem, garantindo que o SUV permaneça atualizado com as últimas funcionalidades.

A segurança é outro ponto forte. O Captiva EV conta com um pacote ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) de nível 2, que inclui recursos como controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem autônoma de emergência, alerta de tráfego traseiro, assistente de permanência em faixa e monitoramento de pontos cegos. Além disso, o SUV é equipado com airbags duplos, sistema antibloqueio de freios (ABS) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD), atendendo aos padrões de segurança exigidos no Brasil.

O conforto interno também foi pensado para atender famílias. Os bancos traseiros rebatíveis na proporção 4/6 podem ser ajustados em até 127 graus, aumentando a versatilidade do espaço. O modelo oferece 23 compartimentos de armazenamento e, com os bancos traseiros rebatidos, o porta-malas pode chegar a 1.768 litros, ideal para viagens longas ou transporte de itens volumosos. A presença de ar-condicionado automático de dupla zona e acabamentos em couro fosco elevam a sensação de sofisticação.

  • Central multimídia avançada: Tela de 15,6 polegadas com reconhecimento de voz e atualizações por nuvem.
  • Segurança ADAS nível 2: Inclui ACC, frenagem autônoma e alerta de tráfego traseiro.
  • Espaço versátil: Porta-malas expansível até 1.768 litros e 23 compartimentos de armazenamento.
  • Conforto premium: Bancos ajustáveis e ar-condicionado de dupla zona.

Estratégia de mercado e concorrência

A chegada do Chevrolet Captiva EV ao Brasil faz parte de um investimento de R$ 7 bilhões anunciado pela GM para o período entre 2024 e 2028, com foco na eletrificação e na renovação de seu portfólio. Além do Captiva EV e do Spark EUV, a marca planeja atualizar modelos como Onix e Tracker e lançar outros três veículos até o fim de 2025. A escolha do nome Captiva, já consolidado no mercado brasileiro, é uma jogada estratégica para atrair consumidores familiarizados com o modelo, que vendeu 61.397 unidades no país entre 2008 e 2017.

O segmento de SUVs médios elétricos no Brasil é cada vez mais disputado. O Captiva EV terá que enfrentar concorrentes estabelecidos, como o BYD Song Plus, que lidera as vendas de híbridos plug-in, e o GWM Haval H6, conhecido por sua combinação de tecnologia e preço competitivo. Outros modelos, como o Galaxy EX5 e o Omoda E5 EV, também estão no radar, intensificando a competição. A GM aposta no design global do Captiva, aliado a um pacote tecnológico robusto, para conquistar uma fatia significativa desse mercado.

A importação do Captiva EV diretamente da China, sem nacionalização de componentes, pode impactar seu preço final, ainda não divulgado. No mercado chinês, o Wuling Starlight S é vendido por valores entre R$ 79.348 e R$ 103.200, mas impostos e custos logísticos devem elevar o preço no Brasil. A GM ainda não confirmou se o modelo será produzido localmente, embora haja especulações sobre o uso da antiga fábrica da Troller para futura manufatura de elétricos no país.

Cronograma de lançamento e expectativas

O Chevrolet Captiva EV está em fase final de testes no Brasil, com o primeiro lote já desembarcado para ajustes de engenharia e homologação. A GM planeja lançar o SUV até o fim de 2025, mas o cronograma exato ainda não foi revelado. A seguir, um overview do processo de chegada do modelo:

  • Abril de 2025: Primeiro lote do Captiva EV desembarca no Brasil para testes.
  • Meados de 2025: Conclusão dos testes de engenharia e homologação pelo Inmetro.
  • Fim de 2025: Lançamento oficial do Captiva EV nas concessionárias, na versão Premier.
  • 2026: Possível expansão da linha com novas versões ou ajustes baseados na recepção do mercado.

A expectativa é que o Captiva EV chegue às lojas com preços competitivos, aproveitando a força do nome Chevrolet e a crescente demanda por veículos elétricos no Brasil. A marca também planeja intensificar a comunicação sobre o modelo, com campanhas nas redes sociais e eventos para apresentar suas tecnologias ao público.

Impacto no mercado de elétricos no Brasil

O retorno do Captiva como um SUV elétrico reflete a aceleração da transição energética no setor automotivo brasileiro. Em 2024, as vendas de veículos eletrificados (elétricos e híbridos) cresceram 89%, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), impulsionadas pela maior oferta de modelos e pela conscientização ambiental. A GM, que já havia lançado o Bolt EV no Brasil, agora amplia sua aposta com o Captiva EV e o Spark EUV, mirando consumidores que buscam opções mais acessíveis em comparação com marcas premium como Tesla e Audi.

A infraestrutura de recarga, porém, permanece um desafio. Embora o número de eletropostos no Brasil tenha crescido, com cerca de 3.500 pontos em 2024, a distribuição ainda é desigual, concentrada em grandes centros urbanos. A GM terá que trabalhar em parcerias para facilitar o acesso à recarga, além de oferecer suporte técnico especializado para os proprietários do Captiva EV. A durabilidade da bateria LFP, que suporta milhares de ciclos de carga, é um argumento favorável, mas o custo de manutenção e reposição de componentes importados pode pesar no longo prazo.

O Captiva EV também chega em um momento de transformação na percepção dos consumidores brasileiros sobre veículos chineses. Marcas como BYD e GWM já conquistaram credibilidade, e a parceria com a Wuling reforça a confiança na qualidade do produto. A GM aposta que o design global, aliado ao nome Captiva, ajudará a superar eventuais resistências, posicionando o SUV como uma opção familiar, tecnológica e sustentável.

Versão Premier e diferenciais no segmento

A escolha da versão Premier para o Captiva EV indica que a GM quer posicionar o SUV como um produto premium dentro do segmento de elétricos acessíveis. Essa variante, já utilizada em modelos como Onix e Tracker, traz acabamentos mais refinados e um pacote de equipamentos completo, diferenciando o Captiva de concorrentes com versões de entrada mais simples. A presença de tecnologias como a central multimídia de 15,6 polegadas e o ADAS nível 2 reforça essa proposta, enquanto o espaço interno generoso e o porta-malas versátil atendem às necessidades de famílias.

O Captiva EV também se beneficia da experiência da Wuling no mercado chin de elétricos, onde o Starlight S já é um modelo consolidado. A adaptação para o mercado brasileiro incluiu ajustes no design e na interface do sistema multimídia, garantindo que o SUV esteja alinhado com as expectativas dos consumidores locais. A GM realizou testes extensivos para adaptar o veículo às condições das estradas brasileiras, que variam de rodovias bem pavimentadas a vias com buracos e irregularidades, garantindo durabilidade e conforto.

A versão Premier também deve incluir detalhes exclusivos, como rodas de liga leve de 18 polegadas, faróis LED automáticos e acabamentos cromados, que elevam o apelo visual do SUV. A GM ainda não detalhou todos os itens de série, mas a expectativa é que o Captiva EV traga diferenciais como conectividade com Apple CarPlay e Android Auto, além de um sistema de som premium, para competir com rivais que já oferecem esses recursos.

  • Acabamento premium: Detalhes em couro fosco e cromados na versão Premier.
  • Conectividade avançada: Suporte a Apple CarPlay, Android Auto e atualizações remotas.
  • Rodas exclusivas: Liga leve de 18 polegadas com design diferenciado.
  • Som de alta qualidade: Sistema de áudio otimizado para o mercado brasileiro.

Investimento e futuro da GM no Brasil

O lançamento do Captiva EV é apenas uma parte do plano ambicioso da GM para o Brasil. Com um investimento de R$ 7 bilhões até 2028, a marca pretende renovar sua linha de veículos, com foco em eletrificação e tecnologias conectadas. Além do Captiva e do Spark EUV, a GM planeja atualizar o Onix, que segue como um dos carros mais vendidos do país, e o Tracker, que lidera o segmento de SUVs compactos. Esses lançamentos coincidem com o centenário da GM no Brasil, celebrado em 2025, e reforçam o compromisso da marca com o mercado local.

A produção local de veículos elétricos é outro tema em discussão. Embora o Captiva EV seja importado da China, a GM avalia a possibilidade de fabricar elétricos no Brasil, aproveitando instalações como a antiga fábrica da Troller, adquirida pela marca. A nacionalização reduziria custos e tornaria os modelos mais competitivos, especialmente em um mercado sensível a preços. Por enquanto, a importação direta garante agilidade no lançamento, mas a estratégia de longo prazo pode incluir a manufatura local para atender à crescente demanda por elétricos.

A GM também está investindo em parcerias para expandir a infraestrutura de recarga no Brasil. Embora a marca ainda não tenha anunciado acordos específicos, é provável que colabore com empresas de energia e operadores de eletropostos para facilitar o uso do Captiva EV. Essas iniciativas são cruciais para o sucesso do modelo, especialmente em regiões fora do eixo Sul-Sudeste, onde a rede de recarga ainda é limitada.

Recepção inicial e desafios

A divulgação do Captiva EV nas redes sociais da Chevrolet gerou grande repercussão, com milhares de interações e comentários positivos. Consumidores destacaram o design moderno, o espaço interno e a proposta elétrica como pontos fortes, mas também expressaram preocupações com o preço e a disponibilidade de peças de reposição, já que o modelo é importado. A GM terá que trabalhar na comunicação para esclarecer esses pontos, além de oferecer garantias robustas para conquistar a confiança do público.

Um dos desafios será superar o estigma associado a veículos chineses, mesmo com a chancela da Chevrolet. Embora marcas como BYD e GWM já tenham pavimentado o caminho, alguns consumidores ainda associam produtos chineses a menor qualidade. A GM aposta no nome Captiva, que tem uma base fiel de proprietários no Brasil, para contornar essa barreira, mas o sucesso dependerá de uma combinação de preço competitivo, pós-venda eficiente e campanhas de marketing bem executadas.

Outro obstáculo é a infraestrutura de recarga, que, apesar de estar em expansão, ainda não cobre todo o território nacional. A GM pode se inspirar em estratégias de concorrentes, como a BYD, que firmou parcerias com shoppings e postos de combustível para instalar eletropostos. Oferecer carregadores domésticos ou descontos em estações de recarga também pode ser um diferencial para atrair compradores.

O que esperar do Captiva EV em 2025

O Chevrolet Captiva EV chega ao Brasil em um momento de transformação do mercado automotivo, com a eletrificação ganhando força e os consumidores buscando opções que combinem sustentabilidade, tecnologia e praticidade. A escolha de um nome conhecido, aliado a um projeto global testado no mercado chinês, posiciona o SUV como uma aposta segura da GM para recuperar espaço no segmento de SUVs médios, onde perdeu terreno após a descontinuação do Captiva em 2017.

A versão Premier deve atrair consumidores que buscam um veículo familiar com acabamento premium e tecnologias avançadas, mas o preço será um fator decisivo. Se a GM conseguir posicionar o Captiva EV abaixo de rivais como o BYD Song Plus, que custa cerca de R$ 270 mil na versão híbrida, o modelo tem potencial para se destacar. A autonomia de aproximadamente 350 km, embora inferior aos 510 km do ciclo chinês, é suficiente para uso urbano e viagens curtas, especialmente com a possibilidade de recarga rápida.

A GM também planeja eventos de lançamento em grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, para apresentar o Captiva EV ao público. Esses eventos devem incluir test-drives e demonstrações das tecnologias do SUV, como o sistema ADAS e a central multimídia. A marca também pode aproveitar o centenário no Brasil para oferecer promoções ou condições especiais de financiamento, aumentando o apelo do modelo.