Dinheiro extra do 13º do INSS chega nesta sexta para aposentados e pensionistas: conheça o cronograma completoPor Janderson
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A antecipação do 13º salário para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a movimentar a economia brasileira. A partir desta sexta-feira, 25 de abril, cerca de 34,2 milhões de segurados recebem a primeira parcela do benefício, uma medida que injeta aproximadamente R$ 73,3 bilhões no mercado. A decisão, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca o sexto ano consecutivo de antecipação do abono natalino, prática iniciada em 2020 para mitigar os impactos econômicos da pandemia de covid-19. O pagamento, que tradicionalmente ocorre no segundo semestre, foi adiantado para abril e maio, trazendo alívio financeiro a milhões de famílias e aquecendo setores como comércio e serviços.
O cronograma de pagamentos segue o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador. Beneficiários que recebem até um salário mínimo (R$ 1.518) têm prioridade, com depósitos iniciando em 24 de abril e se estendendo até 8 de maio. Já os segurados com benefícios acima do piso nacional recebem entre 2 e 8 de maio. A segunda parcela está programada para 26 de maio a 6 de junho, mantendo a mesma lógica de escalonamento. A medida beneficia diretamente aposentados, pensionistas e segurados de auxílios como auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente e auxílio-reclusão, mas exclui grupos como os contemplados pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A consulta ao valor da primeira parcela está disponível desde 17 de abril, por meio do aplicativo Meu INSS, do site oficial ou pela Central 135. Essa antecipação reflete o compromisso do governo federal em apoiar financeiramente os beneficiários do INSS, permitindo que eles planejem melhor suas despesas, como pagamento de contas, compra de medicamentos e itens essenciais. A iniciativa também é vista como um estímulo econômico, já que o volume de recursos movimenta pequenos comércios e serviços em todo o país.
Impacto econômico da antecipação
A injeção de R$ 73,3 bilhões na economia brasileira com a antecipação do 13º salário do INSS é um dos maiores programas de transferência de renda do país. Esse montante beneficia diretamente 34,2 milhões de pessoas, sendo que 70,5% delas, ou cerca de 28,68 milhões, recebem até um salário mínimo. Os outros 11,98 milhões de beneficiários têm rendimentos acima do piso nacional, com 10,6 mil segurados recebendo o teto da Previdência Social, fixado em R$ 8.157,41 para 2025. O impacto econômico é sentido especialmente em municípios menores, onde os benefícios do INSS representam uma parcela significativa da renda local.
A medida também tem reflexos no comércio varejista, que registra aumento nas vendas de bens de consumo, como alimentos, medicamentos e eletrodomésticos, durante o período de pagamento. Pequenos negócios, como padarias, farmácias e lojas de vestuário, costumam reportar maior movimento, já que muitos beneficiários utilizam o dinheiro extra para suprir necessidades básicas ou realizar compras adiadas. Além disso, a antecipação contribui para a redução do endividamento de parte dos segurados, que aproveitam o recurso para quitar dívidas ou evitar empréstimos consignados, cuja oferta tem crescido nos últimos anos.
Quem tem direito ao 13º salário
Nem todos os beneficiários do INSS recebem o 13º salário, mas a maioria dos segurados está contemplada. O abono é garantido para aqueles que, ao longo de 2025, receberam benefícios previdenciários ou assistenciais específicos. Abaixo, os principais grupos elegíveis:
- Aposentados de todos os tipos (por idade, tempo de contribuição, invalidez ou especial);
- Pensionistas por morte;
- Beneficiários de auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
- Segurados que recebem auxílio-acidente;
- Beneficiários de auxílio-reclusão;
- Pessoas em gozo de salário-maternidade, com pagamento proporcional à duração do benefício.
Por outro lado, beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, não têm direito ao 13º salário, pois o benefício é de natureza assistencial, não previdenciária. Da mesma forma, a Renda Mensal Vitalícia (RMV), um benefício extinto mas ainda pago a alguns segurados, também não dá acesso ao abono anual. Para os segurados que começaram a receber benefícios após janeiro, o valor do 13º é calculado proporcionalmente ao tempo de recebimento, garantindo equidade no pagamento.
Calendário detalhado dos pagamentos
O cronograma de pagamento do 13º salário do INSS é organizado com base no número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador após o traço. Abaixo, as datas completas para a primeira e segunda parcelas:
Primeira parcela (24 de abril a 8 de maio)
Para quem recebe até um salário mínimo (R$ 1.518):
- Final 1: 24 de abril
- Final 2: 25 de abril
- Final 3: 28 de abril
- Final 4: 29 de abril
- Final 5: 30 de abril
- Final 6: 2 de maio
- Final 7: 5 de maio
- Final 8: 6 de maio
- Final 9: 7 de maio
- Final 0: 8 de maio
Para quem recebe acima de um salário mínimo:
- Finais 1 e 6: 2 de maio
- Finais 2 e 7: 5 de maio
- Finais 3 e 8: 6 de maio
- Finais 4 e 9: 7 de maio
- Finais 5 e 0: 8 de maio

Segunda parcela (26 de maio a 6 de junho)
Para quem recebe até um salário mínimo:
- Final 1: 26 de maio
- Final 2: 27 de maio
- Final 3: 28 de maio
- Final 4: 29 de maio
- Final 5: 30 de maio
- Final 6: 2 de junho
- Final 7: 3 de junho
- Final 8: 4 de junho
- Final 9: 5 de junho
- Final 0: 6 de junho
Para quem recebe acima de um salário mínimo:
- Finais 1 e 6: 2 de junho
- Finais 2 e 7: 3 de junho
- Finais 3 e 8: 4 de junho
- Finais 4 e 9: 5 de junho
- Finais 5 e 0: 6 de junho
Os beneficiários podem consultar as datas exatas e os valores a receber pelo aplicativo Meu INSS, pelo site oficial ou pela Central 135, que opera de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para evitar fraudes, é necessário informar o CPF e responder a perguntas de segurança durante o atendimento telefônico.
Histórico da antecipação
A antecipação do 13º salário do INSS começou em 2020, durante a pandemia de covid-19, como uma medida emergencial para apoiar financeiramente os segurados em um momento de crise econômica. Naquele ano, o governo federal liberou as duas parcelas entre abril e maio, uma decisão repetida em 2021, ainda sob os efeitos da pandemia. Em 2022, ano eleitoral, a antecipação foi mantida, e a prática continuou nos anos seguintes, consolidando-se como uma estratégia para aquecer a economia no primeiro semestre. Em 2023 e 2024, os pagamentos também ocorreram entre abril e maio, e, em 2025, a medida foi oficializada por decreto assinado pelo presidente Lula em 3 de abril.
A mudança no calendário tradicional, que previa pagamentos em agosto e dezembro, foi bem recebida por sindicatos de aposentados e pensionistas, que há anos reivindicavam a antecipação de pelo menos uma das parcelas. Durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, a pressão de centrais sindicais resultou em adiantamentos parciais, mas foi no governo de Jair Bolsonaro que a antecipação do 13º salário para o primeiro semestre tornou-se lei, com datas fixadas para o meio e o final do ano. A continuidade da política em 2025 reforça o compromisso do governo atual com os beneficiários do INSS, mas também levanta debates sobre a sustentabilidade fiscal da medida no longo prazo.
Benefícios para os segurados
A antecipação do 13º salário traz alívio financeiro para milhões de brasileiros que dependem dos benefícios do INSS para cobrir despesas básicas. Muitos segurados utilizam o dinheiro extra para pagar contas de energia, água e gás, adquirir medicamentos de uso contínuo ou realizar pequenas reformas em suas residências. Para outros, o recurso é uma oportunidade de investir em bens duráveis, como eletrodomésticos, ou de presentear familiares, especialmente em datas comemorativas como o Dia das Mães, que coincide com o período de pagamento da segunda parcela.
A medida também é vista como uma forma de reduzir a dependência de empréstimos consignados, que têm taxas de juros mais acessíveis, mas podem comprometer a renda mensal dos beneficiários. Nos últimos anos, o INSS registrou um aumento na procura por crédito consignado, especialmente entre aposentados e pensionistas que enfrentam dificuldades financeiras. Com a antecipação do 13º salário, muitos segurados conseguem evitar dívidas ou quitar parcelas pendentes, melhorando sua saúde financeira.
Como consultar o valor do 13º salário
Os beneficiários do INSS podem verificar os valores e as datas de pagamento do 13º salário de forma prática e segura. O aplicativo Meu INSS, disponível para smartphones e tablets, é a ferramenta mais utilizada para esse fim. Por meio da plataforma, é possível acessar o extrato de pagamento, que detalha o valor da primeira parcela e a data de depósito. O site oficial do INSS também oferece a mesma funcionalidade, exigindo apenas o login com CPF e senha.
Para quem não tem acesso à internet, a Central 135 é uma alternativa acessível. O atendimento telefônico funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, e exige que o beneficiário informe o CPF e responda a perguntas de segurança para confirmar a identidade. A consulta é gratuita e permite esclarecer dúvidas sobre o pagamento, como o valor do benefício, possíveis descontos na segunda parcela (como Imposto de Renda, quando aplicável) e o cronograma de depósitos.
Cuidados com fraudes e informações falsas
O INSS tem alertado os beneficiários sobre a circulação de informações falsas relacionadas ao 13º salário. Nos últimos anos, mensagens em redes sociais e aplicativos de mensagem têm disseminado rumores sobre um suposto “14º salário” ou uma “folha extra” do 13º salário, o que não tem qualquer fundamento. O instituto reforça que não há previsão de pagamentos adicionais além do 13º salário e que os segurados devem desconfiar de comunicações que solicitam dados pessoais ou depósitos bancários.
Para evitar fraudes, o INSS recomenda que os beneficiários consultem apenas canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS, o site gov.br/meuinss ou a Central 135. Além disso, o instituto orienta que os segurados não compartilhem informações pessoais, como CPF, número do benefício ou senhas, com terceiros. Casos de tentativa de golpe devem ser denunciados às autoridades competentes, como a Polícia Federal ou o Ministério Público.
Impacto nos municípios brasileiros
Os benefícios pagos pelo INSS, incluindo o 13º salário, têm um impacto significativo na economia de cerca de 70% dos municípios brasileiros, especialmente nas cidades menores, onde a renda proveniente da Previdência Social é uma das principais fontes de recursos. Em muitos desses locais, os pagamentos do INSS sustentam o comércio local, gerando empregos e movimentando a economia. A antecipação do 13º salário amplifica esse efeito, já que o dinheiro extra chega em um momento estratégico do ano, antes de datas comerciais importantes como o Dia das Mães.
Em regiões como o Nordeste e o Norte, onde a dependência dos benefícios previdenciários é mais acentuada, a antecipação do 13º salário contribui para a redução da desigualdade regional. Os recursos injetados pelo INSS ajudam a manter pequenos negócios em operação, como mercados, farmácias e lojas de roupas, além de apoiar a contratação de trabalhadores temporários durante períodos de maior movimento. Essa dinâmica reforça a importância da Previdência Social como um dos pilares da economia brasileira.
Desafios da antecipação
Embora a antecipação do 13º salário seja amplamente celebrada, a medida também traz desafios. Um dos principais é o impacto no orçamento dos beneficiários no segundo semestre, quando não haverá pagamentos adicionais. Sindicatos de aposentados, como o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), alertam que os segurados devem usar o dinheiro extra com consciência, evitando gastos impulsivos que possam comprometer as finanças no final do ano. A ausência do abono natalino em dezembro, período tradicionalmente marcado por despesas com festas e presentes, pode representar um desafio para muitos beneficiários.
Outro ponto de atenção é a sustentabilidade fiscal da antecipação no longo prazo. A medida, embora eficaz para estimular a economia, exige planejamento orçamentário por parte do governo federal, especialmente em um contexto de aumento do déficit previdenciário. Especialistas apontam que a continuidade da antecipação dependerá da capacidade do governo de equilibrar as contas públicas sem comprometer outros programas sociais.
Valor proporcional para novos beneficiários
Os segurados que começaram a receber benefícios do INSS após janeiro de 2025 têm direito ao 13º salário, mas o valor é calculado proporcionalmente ao tempo de recebimento. Por exemplo, um beneficiário que passou a receber aposentadoria em março terá direito a 10/12 do valor total do abono, enquanto alguém que começou em junho receberá 7/12. Essa regra garante que todos os segurados sejam contemplados, independentemente da data de concessão do benefício.
No caso de benefícios temporários, como o auxílio por incapacidade temporária, o cálculo do 13º salário considera a duração do benefício. Se o auxílio for encerrado antes de 31 de dezembro, o valor do abono será proporcional ao período em que o segurado esteve ativo. Para beneficiários que se aposentaram a partir de junho, o 13º salário é pago em parcela única entre novembro e dezembro, junto com o benefício mensal.
Reajuste do salário mínimo e teto do INSS
A partir de 1º de janeiro de 2025, o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.518, impactando diretamente os benefícios do INSS. Aposentados e pensionistas que recebem o piso nacional já têm seus pagamentos alinhados ao novo valor, enquanto os segurados com benefícios acima do mínimo receberam reajustes proporcionais com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O teto do INSS para 2025 foi fixado em R$ 8.157,41, valor máximo que pode ser pago a um beneficiário.
O reajuste do salário mínimo e do teto do INSS reflete a política de valorização dos benefícios previdenciários, mas também gera debates sobre o impacto nas contas públicas. Para os beneficiários, o aumento representa um pequeno alívio em meio à alta dos preços de itens básicos, como alimentos e medicamentos. No entanto, sindicatos de aposentados continuam cobrando revisões mais robustas nos benefícios, argumentando que o INPC não acompanha integralmente a inflação percebida pelos idosos.
Dicas para aproveitar o 13º salário
A chegada do 13º salário é uma oportunidade para os beneficiários do INSS organizarem suas finanças e planejarem o uso do dinheiro extra. Abaixo, algumas sugestões para aproveitar o recurso de forma consciente:
- Quitar dívidas: Priorize o pagamento de contas atrasadas ou parcelas de empréstimos consignados para reduzir juros e aliviar o orçamento mensal.
- Reservar para emergências: Guarde uma parte do valor para despesas inesperadas, como consultas médicas ou reparos domésticos.
- Planejar compras: Aproveite promoções do comércio, mas evite gastos impulsivos que possam comprometer as finanças no futuro.
- Investir em saúde: Use o dinheiro para comprar medicamentos de uso contínuo, realizar exames ou consultas preventivas.
- Evitar empréstimos desnecessários: Com o dinheiro extra, avalie se é realmente necessário contratar novos consignados, que podem comprometer a renda mensal.
Planejar o uso do 13º salário é essencial para garantir que o benefício traga alívio financeiro sem gerar desequilíbrios no orçamento familiar.
Perspectivas para o futuro
A antecipação do 13º salário do INSS em 2025 reforça o papel da Previdência Social como um dos principais instrumentos de distribuição de renda no Brasil. A medida, que beneficia milhões de brasileiros, também destaca a importância de políticas públicas voltadas para a proteção social, especialmente em um contexto de desafios econômicos e sociais. Para os beneficiários, o dinheiro extra representa uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida, seja por meio do pagamento de contas, da compra de bens essenciais ou da realização de pequenos projetos pessoais.
O governo federal já sinalizou que a antecipação do 13º salário pode se tornar uma prática permanente, mas a decisão dependerá de avaliações fiscais e econômicas nos próximos anos. Enquanto isso, os segurados do INSS continuam a contar com o apoio do abono natalino para enfrentar as despesas do dia a dia, reforçando a relevância do sistema previdenciário para a estabilidade financeira de milhões de famílias brasileiras.







