Clássico no Brasileirão Feminino: São Paulo x Corinthians empatam em 1 a 1 com golaço de Dudinha e resposta de JhonsonPor Luís Henrique Costa
15 min de leitura
![]() |
O Centro de Treinamento Marcelo Portugal Gouveia, em Cotia, foi palco de um clássico eletrizante neste sábado, 26 de abril de 2025, pela sétima rodada do Brasileirão Feminino. São Paulo e Corinthians protagonizaram um empate por 1 a 1, com momentos de brilho individual e tensão até o último minuto. Dudinha, com um golaço de fora da área aos 46 minutos do primeiro tempo, abriu o placar para o Tricolor, enquanto Jhonson, aos 42 minutos do segundo tempo, igualou para as Brabas com um chute rasteiro preciso. O jogo, que terminou aos 52 minutos do segundo tempo, refletiu a rivalidade crescente entre as equipes, com lances de perigo, cartões amarelos e uma expulsão no banco corintiano. A partida, assistida por torcedores apaixonados, reforça a força do futebol feminino brasileiro.
O São Paulo, quarto colocado com 13 pontos, buscava manter a invencibilidade como mandante, onde soma duas vitórias e um empate. A equipe, embalada por duas vitórias consecutivas, apostou na velocidade de Dudinha e na experiência de Camilinha para pressionar o Corinthians. Já as Brabas, na quinta posição com 11 pontos, vinham de uma goleada por 8 a 0 sobre o 3B da Amazônia e confiavam na liderança de Gabi Zanotti e na potência de Jhonson. O clássico, o primeiro desde a final da Supercopa Feminina, vencida pelo São Paulo nos pênaltis, trouxe à tona a “lei do ex”, com oito jogadoras que já defenderam o rival em campo.
A rivalidade entre São Paulo e Corinthians no futebol feminino tem ganhado força. Desde a primeira edição do Brasileirão Feminino, as equipes se enfrentaram em jogos decisivos, como a semifinal de 2020, vencida pelo Corinthians, e a final da Supercopa de 2025, conquistada pelo Tricolor. Em Cotia, o público presente criou uma atmosfera vibrante, com cânticos e apoio incondicional. O empate mantém as duas equipes na parte superior da tabela, mas deixa um gosto de “quero mais” para os próximos confrontos.
Empate das Brabas fora de casa no Majestoso pelo Brasileirão.
— Corinthians Futebol Feminino (@SCCPFutFeminino) April 26, 2025
São Paulo 1 🆚 1 Corinthians
⚽ Jhonson#AsBrabas#VaiCorinthians pic.twitter.com/UdbOszQBWa
Principais lances do clássico
O jogo foi marcado por momentos de alta intensidade, com São Paulo e Corinthians criando chances e protagonizando lances decisivos. Abaixo, cinco destaques que definiram o empate em 1 a 1:
- 3º minuto (1T): Dudinha recebeu passe de Aline Milene, invadiu a área e soltou uma bomba, defendida por Nicole, em uma das primeiras chances tricolores.
- 25º minuto (1T): Eudimilla, do Corinthians, desperdiçou uma oportunidade clara após erro de Robinha, chutando para fora cara a cara com Carlinha.
- 46º minuto (1T): Dudinha marcou um golaço. Após carregar da intermediária, a camisa 11 disparou de longe, encobrindo Nicole no ângulo esquerdo.
- 42º minuto (2T): Jhonson empatou para o Corinthians. Pela esquerda, ela cortou Day Silva e bateu rasteiro, vencendo Carlinha.
- 50º minuto (2T): Gabi Zanotti arriscou da entrada da área, mas Carlinha defendeu, garantindo o empate até o apito final.
Táticas e estratégias em campo
O São Paulo, treinado por Thiago Viana, adotou uma postura agressiva desde o início, com marcação alta que dificultou a saída de bola do Corinthians. Dudinha, pela direita, foi a principal arma ofensiva, enquanto Camilinha organizava o meio-campo com passes precisos. A defesa, liderada por Day Silva e Anny, segurou as investidas corintianas, mas sofreu com bolas aéreas, como no escanteio de Andressa Alves aos 21 minutos do primeiro tempo. Substituições como Carol Gil e Késia Senna no segundo tempo reforçaram o ataque, mas o Tricolor não conseguiu ampliar.
O Corinthians, sob o comando de Lucas Piccinato, apostou na experiência de Gabi Zanotti e na velocidade de Jhonson. A equipe enfrentou dificuldades no primeiro tempo, com erros na saída de bola explorados pelo São Paulo. No segundo tempo, mudanças como a entrada de Vic Albuquerque e Érika deram mais dinamismo, culminando no gol de Jhonson. A defesa alvinegra, com Mariza e Thaís Ferreira, foi sólida, mas a lesão de Thaís Regina aos 10 minutos do primeiro tempo obrigou ajustes. O empate veio de uma jogada individual, mostrando a resiliência das Brabas.
Dudinha: o brilho do golaço tricolor
Dudinha, aos 22 anos, foi a grande protagonista do São Paulo. Seu golaço aos 46 minutos do primeiro tempo, um chute de fora da área que encobriu Nicole, demonstrou técnica e ousadia. A atacante, que soma três gols no Brasileirão Feminino, já havia criado perigo aos 3 minutos, com uma finalização defendida pela goleira corintiana. Sua velocidade e capacidade de decisão foram cruciais para o Tricolor, que dominou boa parte do primeiro tempo. Dudinha, revelada na base são-paulina, consolida-se como uma das promessas do futebol feminino.
A atuação de Dudinha não se limitou ao gol. Ela participou ativamente das jogadas ofensivas, sofrendo uma falta que rendeu cartão amarelo a Gi Fernandes aos 31 minutos do primeiro tempo. Sua saída aos 44 minutos do segundo tempo, dando lugar a Duda Serrana, foi aplaudida pelos torcedores em Cotia. A camisa 11, que já enfrentou o Corinthians na final da Supercopa, mostrou que cresce em clássicos.
Jhonson: a resposta corintiana no fim
Jhonson, atacante do Corinthians, salvou as Brabas com um gol aos 42 minutos do segundo tempo. Após receber pela esquerda, ela cortou Day Silva e bateu rasteiro, sem chances para Carlinha. O gol, seu segundo no Brasileirão Feminino, veio em um momento de pressão corintiana, que buscava o empate desde o início do segundo tempo. Jhonson, que entrou aos 18 minutos do segundo tempo, trouxe frescor ao ataque e foi decisiva com sua movimentação.
Além do gol, Jhonson criou outras chances, como um cruzamento aos 19 minutos do segundo tempo, afastado pela defesa tricolor. Sua atuação, porém, foi marcada por um cartão amarelo aos 39 minutos, por uma falta tática. A atacante, conhecida por sua potência física, reforça a importância das substituições de Piccinato, que mudaram o ritmo do Corinthians na reta final.
- Dudinha (São Paulo): Golaço aos 46 minutos do 1T e chance perigosa aos 3 minutos.
- Jhonson (Corinthians): Gol de empate aos 42 minutos do 2T e cruzamento aos 19 minutos.
- Camilinha (São Paulo): Organizou o meio-campo e criou chances, como aos 48 minutos do 1T.
- Gabi Zanotti (Corinthians): Liderou o meio, com chutes aos 20 minutos do 1T e 50 minutos do 2T.
- Carlinha (São Paulo): Fez defesas importantes, como nos chutes de Duda Sampaio e Gabi Zanotti.
Arbitragem e momentos de tensão
A arbitragem, comandada por uma equipe feminina, teve trabalho para controlar o clássico. O jogo registrou quatro cartões amarelos: Bia Menezes (São Paulo, 38’ 1T), Gi Fernandes (Corinthians, 31’ 1T), Mariza (Corinthians, 1’ 2T) e Késia Senna (São Paulo, 45’ 2T). Um momento polêmico ocorreu aos 17 minutos do primeiro tempo, quando Kemelli, goleira reserva do Corinthians, foi expulsa por reclamação no banco, em uma decisão rara. A árbitra também precisou intervir aos 23 minutos do primeiro tempo, após um desentendimento entre Day Silva e Gabi Zanotti, resolvido sem punições.
A intensidade do jogo gerou outras paradas, como o atendimento a Thaís Regina, do Corinthians, aos 10 minutos do primeiro tempo, e a Yaya, aos 46 minutos do segundo tempo, que sofreu um corte na boca e dores no joelho. Apesar das tensões, a arbitragem manteve o controle, garantindo que o foco permanecesse no futebol. O acréscimo de seis minutos no segundo tempo refletiu as interrupções, mas o empate foi justo pelo equilíbrio em campo.
Atmosfera em Cotia
O CT Marcelo Portugal Gouveia, casa do São Paulo, recebeu um público animado, com torcedores tricolores em maioria, mas com presença significativa de corintianos. A rivalidade, marcada por cânticos e faixas, criou um clima de clássico, mesmo em um centro de treinamento. O gol de Dudinha, aos 46 minutos do primeiro tempo, levou os são-paulinos ao delírio, enquanto o empate de Jhonson, aos 42 minutos do segundo tempo, foi celebrado com emoção pelos alvinegros. A ausência de transmissão ao vivo na TV aberta limitou o alcance, mas a cobertura em redes sociais, com lives e posts, manteve os fãs conectados.
O Brasileirão Feminino tem crescido em visibilidade, e jogos como esse reforçam seu apelo. Torcedores compartilharam vídeos do golaço de Dudinha nas redes, com a hashtag #BrasileiraoFeminino ganhando destaque. A presença de famílias e crianças em Cotia, incentivada pela entrada gratuita, mostra o potencial de engajamento do futebol feminino, que atrai cada vez mais apoio.
Números e contexto do confronto
O empate por 1 a 1 reflete o equilíbrio entre São Paulo e Corinthians. O Tricolor teve 12 finalizações, contra 10 do Corinthians, mas apenas quatro de cada lado foram no alvo. O São Paulo liderou em posse de bola (52%), enquanto o Corinthians foi mais eficiente em bolas aéreas, com cinco escanteios contra três do rival. Ambas as equipes cometeram 14 faltas, mostrando a intensidade física do jogo. O Brasileirão Feminino, em sua sétima rodada, tem média de 2,8 gols por partida, e o clássico seguiu a tendência de placares apertados.
Historicamente, São Paulo e Corinthians se enfrentaram 12 vezes no Brasileirão Feminino, com seis vitórias corintianas, três tricolores e três empates. A final da Supercopa de 2025, vencida pelo São Paulo nos pênaltis, foi o último encontro, o que aumentou a expectativa para o jogo em Cotia. O empate mantém o São Paulo na quarta posição, com 14 pontos, e o Corinthians na quinta, com 12, mas a briga pelo G-4 segue acirrada.
Impacto do empate na tabela
O resultado em Cotia tem implicações para a classificação do Brasileirão Feminino. O São Paulo, com 14 pontos, perde a chance de encostar no líder, mas mantém a invencibilidade em casa. A equipe, que venceu Palmeiras e Cruzeiro nas últimas rodadas, agora foca na próxima partida, fora de casa, para consolidar sua posição no G-4. O desempenho de Dudinha e a solidez de Carlinha são sinais positivos, mas a falta de eficiência no ataque, com chances desperdiçadas por Camilinha e Giovanna Crivelari, é um ponto a melhorar.
O Corinthians, com 12 pontos, segue na cola do São Paulo, mas o empate freia sua ascensão após a goleada sobre o 3B da Amazônia. A equipe, atual campeã, depende de jogadoras como Gabi Zanotti e Jhonson para manter a regularidade. O gol no fim mostra resiliência, mas a lesão de Thaís Regina e a expulsão de Kemelli podem impactar o vestiário. As Brabas agora se preparam para enfrentar o Flamengo, buscando recuperar o ritmo.
Destaques individuais além dos gols
Além de Dudinha e Jhonson, outras jogadoras brilharam em Cotia. Camilinha, do São Paulo, foi essencial no meio-campo, criando chances como o chute aos 48 minutos do primeiro tempo. Carlinha, goleira tricolor, fez defesas cruciais, como nos chutes de Duda Sampaio e Gabi Zanotti. Pelo Corinthians, Gabi Zanotti liderou com experiência, arriscando chutes e sofrendo faltas importantes. Vic Albuquerque, que entrou no segundo tempo, trouxe dinamismo, enquanto Duda Sampaio quase marcou em uma cobrança de falta aos 7 minutos do segundo tempo.
O clássico também destacou a “lei do ex”. Jogadoras como Andressa Alves, que defendeu o São Paulo em 2020, e Camilinha, ex-Corinthians, enfrentaram seus antigos clubes com motivação extra. A presença de oito atletas com passagem pelo rival, quatro de cada lado, adicionou um tempero especial ao jogo, com duelos intensos e provocações sutis em campo.
Curiosidades do clássico
O confronto entre São Paulo e Corinthians no Brasileirão Feminino é repleto de histórias que enriquecem a rivalidade:
- O São Paulo venceu o Corinthians nos pênaltis na final da Supercopa Feminina de 2025, no Morumbi, conquistando seu primeiro título nacional.
- Dudinha marcou seu terceiro gol no Brasileirão Feminino, sendo o segundo contra o Corinthians em clássicos.
- O Corinthians tem a melhor média de gols do campeonato, com 3,2 por jogo, mas foi contido pela defesa tricolor.
- Carlinha, goleira do São Paulo, soma cinco defesas em clássicos contra o Corinthians desde 2023.
- O CT de Cotia sediou três jogos do São Paulo no Brasileirão Feminino 2025, todos sem derrota.
Linha do tempo da temporada 2025
O clássico é parte de uma temporada intensa para São Paulo e Corinthians no Brasileirão Feminino. Abaixo, os principais momentos até abril de 2025:
- Fevereiro 2025: São Paulo venceu o Corinthians nos pênaltis na final da Supercopa Feminina, com defesa decisiva de Carlinha.
- Março 2025: Corinthians goleou o 3B da Amazônia por 8 a 0, com três gols de Gabi Zanotti.
- Abril 2025: São Paulo derrotou o Palmeiras por 2 a 1, com gol de Dudinha, na quinta rodada.
- 20 de abril 2025: Corinthians empatou com o Flamengo em 2 a 2, com Jhonson marcando no fim.
- 26 de abril 2025: São Paulo e Corinthians empataram em 1 a 1 em Cotia, com gols de Dudinha e Jhonson.
Impacto do futebol feminino
O empate em Cotia reflete o crescimento do futebol feminino no Brasil. O Brasileirão Feminino, em sua décima edição, tem atraído mais patrocinadores e público, com média de 1,2 mil torcedores por jogo. A rivalidade entre São Paulo e Corinthians, clubes com tradição no masculino, eleva a visibilidade da modalidade. Jogadoras como Dudinha, de 22 anos, e Gabi Zanotti, de 39, mostram a mistura de juventude e experiência que impulsiona a competição.
Nas redes sociais, o jogo gerou engajamento, com vídeos do golaço de Dudinha viralizando. A hashtag #BrasileiraoFeminino acumulou milhares de menções, e perfis oficiais dos clubes compartilharam lances em tempo real. A ausência de transmissão na TV aberta, porém, foi criticada por torcedores, que pedem maior investimento em mídia. Eventos como o clássico em Cotia reforçam a necessidade de mais apoio para consolidar o futebol feminino.
Momentos perdidos e chances criadas
O São Paulo criou mais chances no primeiro tempo, com 12 finalizações, mas apenas quatro no alvo. Além do gol de Dudinha, destaque para o chute de Robinha aos 41 minutos, defendido por Nicole, e a cabeçada de Giovanna Crivelari aos 40 minutos, que saiu por cima. Camilinha, aos 48 minutos, também desperdiçou uma oportunidade. No segundo tempo, o Tricolor caiu de ritmo, com um escanteio mal aproveitado aos 13 minutos.
O Corinthians, com 10 finalizações, foi mais eficiente no fim. Eudimilla perdeu uma chance clara aos 25 minutos do primeiro tempo, enquanto Duda Sampaio, aos 18 minutos, e Gabi Zanotti, aos 20 minutos, ameaçaram a meta de Carlinha. No segundo tempo, Jaqueline isolou um chute aos 36 minutos, mas Jhonson compensou com o gol de empate. As Brabas exploraram bem as laterais, com Vic Albuquerque e Andressa Alves criando perigo.
Contexto da rivalidade
A rivalidade entre São Paulo e Corinthians no futebol feminino é recente, mas intensa. Desde a entrada do São Paulo na Série A1, em 2019, os clubes se enfrentaram em momentos decisivos, como a semifinal do Brasileirão de 2020 e a final da Supercopa de 2025. O Corinthians, com quatro títulos nacionais, é uma potência, mas o São Paulo, com a Supercopa e o vice-campeonato brasileiro de 2021, tem crescido. O empate em Cotia é o terceiro em 12 confrontos, mostrando equilíbrio.
O clássico também reflete a evolução tática do futebol feminino. O São Paulo, com sua marcação alta, e o Corinthians, com transições rápidas, apresentaram um jogo de alto nível. A presença de jogadoras experientes, como Gabi Zanotti, e jovens, como Dudinha, simboliza a renovação da modalidade, que atrai cada vez mais atenção de torcedores e investidores.
Perspectivas para as equipes
O empate mantém São Paulo e Corinthians na briga pelo G-4, mas expõe desafios. O Tricolor precisa melhorar a eficiência no ataque, especialmente com Giovanna Crivelari, que desperdiçou chances. A solidez de Carlinha e a liderança de Camilinha são trunfos, mas a equipe deve ajustar a defesa em bolas paradas, exploradas pelo Corinthians. A próxima partida, fora de casa, será um teste para a invencibilidade.
O Corinthians, por sua vez, mostrou resiliência, mas precisa corrigir erros na saída de bola, como o de Thaís Regina no primeiro tempo. A entrada de Jhonson e Vic Albuquerque no segundo tempo foi acertada, mas a expulsEo futebol feminino brasileiro segue em ascensão, e jogos como o clássico em Cotia são prova disso. A rivalidade entre São Paulo e Corinthians, intensificada pelo empate em 1 a 1, promete novos capítulos emocionantes na temporada.






