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A final da Copa do Rei de 2025, disputada no Estádio La Cartuja, em Sevilha, segue eletrizante aos 37 minutos do primeiro tempo, com o Barcelona liderando o Real Madrid por 1 a 0, graças ao golaço de Pedri. Um momento crucial ocorreu aos 34 minutos, quando Jude Bellingham marcou para o Real Madrid, mas o gol foi anulado por impedimento, frustrando os merengues e mantendo a vantagem catalã. O jogo, o primeiro encontro entre os rivais em uma final da competição desde 2014, é marcado por intensidade, com o Barcelona dominando as ações ofensivas e o Real Madrid buscando reagir. A atmosfera no estádio, com 26.031 torcedores de cada lado ocupando 40% da capacidade, reflete a rivalidade histórica do El Clásico. Polêmicas extracampo, lesões de jogadores importantes e cartões amarelos para Carlo Ancelotti e Aurélien Tchouaméni adicionam drama à partida, transmitida para mais de 135 países.

O Barcelona impôs seu estilo desde o início, com Lamine Yamal e Raphinha explorando as pontas e Pedri comandando o meio-campo. O gol de Pedri, aos 28 minutos, veio após uma jogada brilhante de Yamal, que rolou a bola para o meia acertar um chute indefensável no ângulo de Thibaut Courtois. Antes disso, Yamal já havia assustado com um chute rasteiro aos 18 minutos, e Raphinha testou Courtois com um chute cruzado aos 30 minutos. O Real Madrid, que teve sua primeira chance clara aos 22 minutos com Fran García, ganhou ânimo com a jogada de Bellingham, mas o impedimento esfriou a reação. A ausência de Kylian Mbappé no time titular, devido a uma lesão no tornozelo, limita o ataque merengue, que depende de Vinícius Júnior e Rodrygo.

A tensão também se reflete na arbitragem. Aos 25 minutos, Carlo Ancelotti recebeu um cartão amarelo por reclamações, seguido por Tchouaméni, advertido aos 30 minutos por uma falta dura em Dani Olmo. O jogo, iniciado às 17h (horário de Brasília), mantém o Barcelona em vantagem, apesar da ausência de Robert Lewandowski, com Ferran Torres liderando o ataque. A torcida, dividida igualmente, cria um espetáculo vibrante, com ingressos esgotados a preços entre 72 e 270 euros.

Polêmicas extracampo intensificam rivalidade

A véspera da final foi marcada por uma controvérsia envolvendo a arbitragem. Ricardo de Burgos Bengoetxea, árbitro do jogo, deu uma entrevista coletiva na sexta-feira, emocionando-se ao responder às críticas do Real Madrid sobre sua atuação em partidas anteriores. O clube merengue, por meio de sua TV oficial, questionou a imparcialidade do juiz, apontando supostos erros em jogos contra o Barcelona. A tensão levou o Real Madrid a emitir um comunicado negando rumores de que boicotaria a final, confirmando sua presença em campo.

O Real Madrid também optou por não enviar representantes ao jantar oficial da Federação Espanhola de Futebol, realizado na sexta-feira em Sevilha, e não liberou Carlo Ancelotti nem jogadores para a coletiva pré-jogo. A decisão, vista como protesto contra a arbitragem, gerou críticas na imprensa espanhola. Enquanto isso, o Barcelona, comandado por Hansi Flick, manteve o foco, com o treinador destacando a importância de dedicar uma possível vitória aos 26.031 torcedores que viajaram a Sevilha, muitos em trens (3.300) e ônibus (1.022).

Fora do estádio, a rivalidade entre torcidas também marcou o dia. Confrontos entre ultras do Barcelona e a polícia local resultaram na prisão de um torcedor, enquanto torcedores do Real Madrid se envolveram em tumultos perto de La Cartuja. As autoridades reforçaram a segurança no entorno do estádio, que tem capacidade para 57.600 pessoas, mas foi configurado para receber cerca de 65.000 espectadores, com fan zones específicas: a do Barcelona na bancada sul, próxima à Avenida Carlos III, e a do Real Madrid no estacionamento do Parque do Alamillo.

Lesões moldam estratégias dos times

As lesões têm sido um fator determinante na final. Pelo Barcelona, a ausência de Robert Lewandowski, lesionado na coxa durante uma vitória por 4 a 3 contra o Celta Vigo, é um desafio significativo. O artilheiro da La Liga, com 25 gols na temporada, ficará fora por cerca de três semanas, forçando Hansi Flick a escalar Ferran Torres como referência no ataque. Outros desfalques incluem Alejandro Balde, Marc Casado e Marc Bernal, limitando as opções no meio-campo e na defesa.

O Real Madrid também enfrenta problemas. Kylian Mbappé, principal reforço da temporada, começou no banco devido a uma lesão no tornozelo sofrida na eliminação para o Arsenal na Liga dos Campeões. Ferland Mendy pediu substituição aos 8 minutos, com dores na virilha, sendo substituído por Fran García. A lista de desfalques merengues inclui David Alaba e Eduardo Camavinga, lesionados na vitória por 1 a 0 sobre o Getafe pela La Liga. Essas baixas obrigam Carlo Ancelotti a improvisar, com Federico Valverde em uma função mais recuada e Raúl Asencio na zaga.

Apesar dos desfalques, as escalações mostram força. O Barcelona entrou com Wojciech Szczesny; Jules Koundé, Ronald Araujo, Pau Cubarsí, Gerard Martín; Frenkie de Jong, Pedri, Fermín López; Lamine Yamal, Raphinha e Ferran Torres. O Real Madrid alinhou Thibaut Courtois; Lucas Vázquez, Antonio Rüdiger, Raúl Asencio, Fran García; Federico Valverde, Aurélien Tchouaméni; Rodrygo, Jude Bellingham, Vinícius Júnior; e Kylian Mbappé, inicialmente no banco.

  • Desfalques do Barcelona: Robert Lewandowski (coxa), Alejandro Balde, Marc Casado, Marc Bernal (lesionados).
  • Desfalques do Real Madrid: Kylian Mbappé (banco, tornozelo), David Alaba, Eduardo Camavinga (lesionados), Ferland Mendy (substituído aos 8 minutos).
  • Impacto tático: Barcelona aposta na velocidade de Yamal e na visão de Pedri, enquanto Real confia na solidez de Tchouaméni e na criatividade de Bellingham.

Minuto a minuto: os lances que marcam a final

O Barcelona dominou grande parte dos primeiros 37 minutos, mas o Real Madrid mostrou sinais de reação. Abaixo, os principais momentos da partida:

  • 8’: Ferland Mendy sente dores na virilha e é substituído por Fran García.
  • 15’: Raphinha cruza rasteiro para Ferran Torres, mas Valverde intercepta. A bola toca a mão de Valverde, mas o árbitro não marca pênalti, considerando o braço em posição natural.
  • 18’: Lamine Yamal corta para dentro pela direita e chuta rasteiro, com a bola passando rente à trave de Courtois.
  • 28’: Pedri recebe passe de Lamine Yamal e acerta um belo chute de primeira no ângulo, marcando o 1 a 0 para o Barcelona.
  • 34’: Jude Bellingham marca após passe de Ceballos, mas o gol é anulado por impedimento.

O caminho até a final: uma jornada desafiadora

O Barcelona chegou à final com uma campanha sólida na Copa do Rei. Na semifinal, enfrentou o Atlético de Madrid em dois jogos intensos. O primeiro terminou em empate por 4 a 4 no Camp Nou, com muitos gols e reviravoltas. No jogo de volta, no Metropolitano, uma vitória por 1 a 0, com gol de Ferran Torres, garantiu a classificação. A equipe de Hansi Flick demonstrou resiliência, especialmente considerando as lesões que afetaram o elenco. A vaga na final marcou o retorno do Barcelona à decisão após quatro anos, desde o título de 2021 contra o Athletic Bilbao.

O Real Madrid enfrentou um caminho igualmente desafiador. Na semifinal, mediu forças com a Real Sociedad em dois jogos equilibrados. Venceu o primeiro por 1 a 0 e empatou o segundo em 4 a 4, em San Sebastián, com atuações decisivas de Thibaut Courtois e gols de Vinícius Júnior e Rodrygo. A classificação reforçou a confiança do time, que busca seu 21º título na competição, mas a eliminação na Liga dos Campeões para o Arsenal e críticas a Carlo Ancelotti aumentaram a pressão.

Os times já se enfrentaram duas vezes nesta temporada, com domínio do Barcelona. Na Supercopa da Espanha, em janeiro, os catalães venceram por 5 a 2, com destaque para Lamine Yamal e Dani Olmo. Em outubro, pela La Liga, o Barcelona goleou por 4 a 0 no Santiago Bernabéu, consolidando Hansi Flick como favorito. Ancelotti, porém, destacou que finais têm dinâmica própria, e o Real Madrid costuma crescer em momentos decisivos.

A rivalidade histórica do El Clásico

Barcelona e Real Madrid já se enfrentaram 18 vezes em finais da Copa do Rei, com o Real Madrid vencendo 11 contra 7 do Barcelona. A última final entre os dois foi em 2014, quando os merengues venceram por 2 a 1, com gols de Ángel Di María e Gareth Bale. O Barcelona, no entanto, é o maior campeão da competição, com 31 títulos, seguido por Athletic Bilbao (24) e Real Madrid (20).

O El Clásico carrega uma rivalidade que transcende o futebol, com raízes históricas e culturais. Para o Barcelona, a vitória seria um passo rumo ao “Triplete” (La Liga, Copa do Rei e Liga dos Campeões), conquistado em 2009 e 2015. Para o Real Madrid, o jogo é uma chance de salvar uma temporada marcada por altos e baixos, incluindo a eliminação precoce na Liga dos Campeões.

  • Histórico em finais da Copa do Rei: Real Madrid 11 x 7 Barcelona.
  • Última final entre os dois: 2014, vitória do Real Madrid por 2 a 1.
  • Maiores campeões: Barcelona (31 títulos), Athletic Bilbao (24), Real Madrid (20).

Expectativas para o restante do primeiro tempo

Com 37 minutos jogados, o Barcelona mantém a vantagem de 1 a 0 e o controle do jogo. O gol de Pedri, com assistência de Lamine Yamal, dá confiança aos catalães, que continuam pressionando. O Real Madrid, apesar do gol anulado de Bellingham, mostra sinais de reação, com Vinícius Júnior e Rodrygo buscando espaços. A entrada de Fran García no lugar de Mendy coloca o lateral sob pressão contra um inspirado Yamal.

No Barcelona, Ferran Torres tem a responsabilidade de liderar o ataque sem Lewandowski, enquanto Dani Olmo, com sua movimentação, pode ser decisivo. Para o Real Madrid, a possível entrada de Kylian Mbappé no segundo tempo é uma arma guardada por Ancelotti. O francês, mesmo sem estar 100%, tem 32 gols na temporada e pode mudar o rumo do jogo. A arbitragem, sob comando de Ricardo de Burgos Bengoetxea, segue sob escrutínio após os cartões e o lance polêmico de Valverde.

A torcida, dividida igualmente no estádio, mantém a atmosfera vibrante. A final da Copa do Rei é mais do que uma disputa por um troféu: é um capítulo crucial na rivalidade mais famosa do futebol, com implicações que vão além do placar.

Impacto da final no futebol espanhol

A final da Copa do Rei tem peso significativo para o futebol espanhol. Uma vitória consolidaria a recuperação do Barcelona sob Hansi Flick, que assumiu um clube em crise financeira e o transformou em uma potência. A liderança na La Liga, com 66 pontos, e a vaga nas semifinais da Liga dos Campeões reforçam o momento positivo.

O Real Madrid, segundo colocado na La Liga com 63 pontos, precisa do título para recuperar a confiança de torcedores e diretoria. A temporada tem sido marcada por críticas a Ancelotti, e uma derrota para o maior rival poderia intensificar rumores sobre sua saída. O título seria o terceiro do Real na temporada, após a Supercopa da UEFA e a Copa Intercontinental da FIFA.

O resultado também pode influenciar o próximo confronto entre os dois, marcado para 11 de maio, pela La Liga, no Estádio Montjuïc. Com apenas três pontos separando os times na tabela, o aspecto psicológico será crucial.

Curiosidades da final da Copa do Rei

A final de 2025 é repleta de histórias que enriquecem o confronto:

  • Estádio La Cartuja: Sede da final de 2024, quando o Athletic Bilbao venceu o Mallorca nos pênaltis.
  • Audiência global: O jogo é transmitido para mais de 135 países, consolidando a Copa do Rei como um torneio de grande alcance.
  • Jovem estrela: Lamine Yamal, com 17 anos, é o jogador mais jovem em campo e já tem 10 gols e 3 assistências na temporada.
  • Rivalidade histórica: Este é o 260º confronto oficial entre Barcelona e Real Madrid, com 105 vitórias do Real, 102 do Barcelona e 52 empates.
  • Tensão arbitral: As críticas do Real Madrid a Ricardo de Burgos Bengoetxea reacenderam debates sobre a arbitragem na Espanha.

A dinâmica do jogo até o momento

O Barcelona segue controlando a posse de bola e criando as melhores chances, enquanto o Real Madrid tenta se reorganizar após o gol anulado de Bellingham. A conexão entre Yamal e Pedri tem sido o destaque, com os jovens mostrando maturidade em um palco grandioso. A defesa do Real, liderada por Antonio Rüdiger e Raúl Asencio, enfrenta dificuldades para conter o ataque catalão, especialmente pelas pontas.

A arbitragem continua sendo um ponto sensível. Os cartões para Ancelotti e Tchouaméni, além da decisão de não marcar pênalti no lance de Valverde, geraram reclamações. O gol anulado de Bellingham, por impedimento, reacendeu a tensão, e qualquer erro nos próximos minutos pode ampliar a polêmica. Com o placar em 1 a 0, o jogo promete mais emoções, e o Real Madrid precisará de criatividade para superar a desvantagem.

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