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A Estação Primeira de Mangueira, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, completou 97 anos em 28 de abril de 2025, em uma celebração marcada por emoção, cultura e renovação. No centro das festividades, a atriz Leandra Leal, mangueirense de coração, trouxe sua família para a quadra da escola, reforçando o legado do samba e a conexão com a comunidade. Acompanhada da filha Júlia, de 10 anos, e do bebê Damião, de oito meses, Leandra compartilhou momentos de alegria que ecoaram a essência da agremiação. A data também serviu como palco para a escola refletir sobre sua história de resistência e planejar o futuro, com o Carnaval de 2025 já no horizonte. A Mangueira, fundada em 1928 por nomes como Cartola e Carlos Cachaça, é a segunda maior campeã do carnaval carioca, com 20 títulos, e se prepara para um desfile que promete emocionar na Sapucaí.

Leandra Leal, conhecida por seu amor pelo carnaval, marcou presença na quadra da Mangueira para celebrar o aniversário da escola. A atriz, que é porta-estandarte do Cordão do Bola Preta e uma foliã assumida, levou a filha Júlia para vivenciar a energia da Verde e Rosa. Em uma montagem compartilhada nas redes sociais, Leandra exibiu fotos ao lado do marido, o cineasta Guilherme Burgos, e de Júlia, que apareceu com tranças nas cores da Mangueira – verde e rosa. A imagem capturou o espírito de união familiar e a paixão pela escola, que a atriz faz questão de transmitir às novas gerações. “Mangueira minha escola, parabéns. Sua quadra foi cenário de tantas alegrias na minha vida. Desfilar com a Mangueira é uma emoção gigante e faço questão de passar adiante esse amor”, declarou Leandra, reforçando seu compromisso com a cultura do samba.

A celebração dos 97 anos da Mangueira não foi apenas uma festa, mas um momento de reflexão sobre o impacto cultural da escola. Fundada no Morro da Mangueira, a agremiação se consolidou como um símbolo de resistência negra e de valorização da cultura afro-brasileira. A data foi marcada por eventos na quadra, incluindo apresentações da bateria e da ala musical, sob a direção de Fábio Batista. A escola também aproveitou para destacar seu enredo para o Carnaval de 2025, intitulado “À flor da terra – No Rio da negritude entre dores e paixões”, que abordará a influência dos povos bantus no Rio de Janeiro. A escolha do tema reforça o compromisso da Mangueira com narrativas que celebram a ancestralidade e a luta do povo negro, um traço marcante em sua trajetória.

  • Momentos marcantes da celebração:
    • Leandra Leal e família na quadra, com Júlia exibindo tranças verde e rosa.
    • Apresentações da bateria e ala musical, com direção de Fábio Batista.
    • Homenagem aos fundadores, como Cartola, e à história de resistência da escola.
    • Anúncio de preparativos para o desfile de 2025 na Sapucaí.

Leandra Leal e a tradição do samba na família

Leandra Leal tem uma relação de longa data com o carnaval, sendo uma figura reconhecida tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. Além de sua paixão pela Mangueira, ela é porta-estandarte do Cordão do Bola Preta, um dos blocos mais tradicionais do carnaval carioca, que completou 100 anos em 2018. A atriz, que começou a frequentar o Bola Preta ainda adolescente, já desfilou em 17 edições como porta-estandarte, exceto em 2024, quando estava grávida de Damião. Sua volta ao bloco em 2025, no dia 1º de março, coincidiu com o aniversário do Rio de Janeiro, e Leandra celebrou ao lado de Paolla Oliveira, rainha do bloco. A fantasia de flor preta e branca usada por Leandra no desfile foi um dos destaques, simbolizando sua conexão com a folia e a cidade.

A presença da família de Leandra na quadra da Mangueira reflete sua vontade de manter viva a tradição do samba. Júlia, adotada por Leandra e seu ex-marido Alê Youssef em 2015, quando tinha cerca de um ano, já demonstra interesse pelo carnaval. A menina, hoje com 10 anos, acompanhou a mãe em ensaios e eventos da escola, aprendendo sobre a importância cultural da Mangueira. Leandra, que sempre defendeu a igualdade e a luta contra o preconceito, vê no samba uma forma de educar a filha sobre resistência e identidade. O bebê Damião, fruto do casamento com Guilherme Burgos, também foi introduzido ao universo carnavalesco por meio de um ensaio fotográfico temático, no qual Leandra posou com uma fantasia repleta de acessórios, segurando o filho nos braços.

O legado da Mangueira e seus 97 anos de história

A Estação Primeira de Mangueira, fundada em 28 de abril de 1928, é mais do que uma escola de samba: é um marco da cultura brasileira. Criada por sambistas como Cartola, Carlos Cachaça e Zé Espinguela, a agremiação nasceu no Morro da Mangueira, próximo ao Maracanã, e se tornou um espaço de expressão para a comunidade negra do Rio de Janeiro. Ao longo de quase um século, a Mangueira conquistou 20 títulos no carnaval carioca, incluindo o Super-Campeonato de 1984, na inauguração do Sambódromo. Seu desfile memorável naquele ano, quando a escola retornou pela avenida com uma multidão de foliões, é lembrado como um dos momentos mais icônicos da história do carnaval.

A escola também se destaca por seus sambas-enredo, muitos considerados verdadeiras obras-primas. Em 1988, por exemplo, a Mangueira apresentou um enredo crítico sobre os 100 anos da Lei Áurea, questionando a exclusão social dos negros após a abolição. O samba, composto por Alvinho, Hélio Turco e Jurandir, foi tão impactante que, em 2023, foi declarado hino oficial do Dia Nacional da Consciência Negra no Rio de Janeiro. Outro momento marcante foi o desfile de 2019, que homenageou figuras como Marielle Franco e Dandara, conquistando o título e emocionando o público com sua narrativa sobre heróis marginalizados da história brasileira.

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A Mangueira também é conhecida por sua influência cultural além da Sapucaí. A escola mantém projetos sociais, como a Vila Olímpica, que promove atividades esportivas, e já revelou talentos como o sambista Jamelão, intérprete oficial de 1949 a 2006. Sua quadra, localizada na Rua Visconde de Niterói, é um ponto de encontro para a comunidade, onde ensaios, festas e eventos reforçam o senso de pertencimento. Em 2025, a escola planeja intensificar essas iniciativas, com foco na formação de jovens sambistas e na preservação da memória do samba.

  • Curiosidades sobre a Mangueira:
    • Fundada em 1928, é a segunda maior campeã do carnaval carioca, com 20 títulos.
    • Seu samba de 1988 é hino oficial do Dia da Consciência Negra no Rio de Janeiro.
    • A quadra da escola é um espaço de resistência cultural e comunitária.
    • Jamelão, lendário intérprete, esteve à frente da escola por 57 anos.

O enredo de 2025 e a celebração da negritude

O Carnaval de 2025 será especial para a Mangueira, que desfilará no domingo, 2 de março, como a quarta escola do Grupo Especial. O enredo “À flor da terra – No Rio da negritude entre dores e paixões”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França, promete uma narrativa poderosa sobre a influência dos povos bantus no Rio de Janeiro. A escolha do tema reflete a missão da Mangueira de dar visibilidade a histórias pouco contadas, como a chegada dos bantus pelo Cais do Valongo e sua contribuição para a formação cultural da cidade. O samba-enredo, composto por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Júlio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim, já é aguardado com expectativa pelos torcedores.

A preparação para o desfile envolve meses de trabalho intenso. A quadra da Mangueira tem recebido ensaios regulares, com destaque para a bateria, comandada por mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto, e a comissão de frente, liderada por Lucas Maciel e Karina Dias. A escola também renovou contratos com nomes importantes, como o casal de mestre-sala e porta-bandeira Matheus Oliverio e Cintya Santos, garantindo continuidade em seus segmentos. A presidente Guanayra Firmino, que anunciou sua candidatura à reeleição, enfatizou que a Mangueira terá recursos suficientes para um desfile grandioso, com o objetivo de buscar o 21º título.

O enredo de 2025 também carrega um peso simbólico. Ao abordar a vivência dos povos bantus, a Mangueira reforça sua conexão com a ancestralidade africana e a luta contra o racismo. A narrativa destaca a Pequena África, região do Rio de Janeiro marcada pela presença negra, e celebra a resistência quilombola e a riqueza cultural trazida pelos bantus, como o jongo, a capoeira e o samba. A escola planeja um desfile visualmente impactante, com alegorias e fantasias que traduzam a força e a beleza dessa história.

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A influência de Leandra Leal no carnaval carioca

Leandra Leal não é apenas uma espectadora do carnaval; ela é uma protagonista ativa na folia carioca. Sua trajetória como porta-estandarte do Cordão do Bola Preta começou aos 20 anos, e desde então, ela se tornou um símbolo do bloco. Em 2025, sua participação no desfile do Bola Preta foi marcada por uma fantasia que homenageava as cores do bloco, preta e branca, e por sua energia contagiante ao lado de Paolla Oliveira. A atriz também esteve presente em outros momentos do carnaval, como os ensaios da Mangueira e eventos na quadra, onde interagiu com a comunidade e reforçou sua ligação com o samba.

A dedicação de Leandra ao carnaval vai além dos desfiles. Em entrevistas, ela já defendeu a importância de fantasias autênticas no carnaval, criticando tendências que imitam festivais como Burning Man ou Coachella. Para a atriz, o carnaval é uma oportunidade de expressão cultural e de conexão com as raízes brasileiras. Sua postura gerou debates nas redes sociais, mas também reforçou sua autenticidade como foliã. Leandra também utiliza sua visibilidade para promover causas sociais, como a luta contra o preconceito, um valor que ela associa ao espírito do samba.

A presença de Leandra na Mangueira tem inspirado outras celebridades a se engajarem no carnaval. Em 2019, por exemplo, a vitória da escola, com o enredo sobre Marielle Franco, foi celebrada por nomes como Camila Pitanga, Taís Araujo e Bruno Gagliasso. A participação de artistas na folia não apenas amplia a visibilidade das escolas, mas também reforça a relevância cultural do carnaval como espaço de resistência e celebração. Para 2025, a expectativa é que mais famosos se juntem à Mangueira, atraídos pelo enredo afrocentrado e pela força da agremiação.

  • Contribuições de Leandra Leal ao carnaval:
    • Porta-estandarte do Cordão do Bola Preta há 17 anos.
    • Presença constante na quadra da Mangueira, com a família.
    • Defesa da autenticidade das fantasias e da cultura carnavalesca.
    • Inspiração para outras celebridades se engajarem no samba.

O impacto cultural da Mangueira no Rio de Janeiro

A Mangueira transcende o carnaval e se posiciona como um pilar cultural do Rio de Janeiro. Sua quadra é um espaço de convivência, onde moradores do Morro da Mangueira e de outras regiões se reúnem para celebrar o samba e a identidade negra. A escola também mantém iniciativas educacionais e esportivas, como a Vila Olímpica, que oferece atividades para jovens da comunidade. Esses projetos reforçam o papel da Mangueira como agente de transformação social, promovendo inclusão e oportunidades em uma região marcada por desigualdades.

A influência da Mangueira também se reflete na música brasileira. Sambistas como Cartola, Nelson Sargento e Dona Zica, todos ligados à escola, deixaram um legado que ultrapassa o carnaval. As composições de Cartola, por exemplo, são consideradas patrimônios da música popular brasileira, com canções como “As rosas não falam” e “O mundo é um moinho” que continuam a emocionar gerações. A escola também foi palco para o surgimento de outros talentos, como Jamelão, cuja voz marcou época no samba-enredo.

Em 2025, a Mangueira planeja intensificar sua presença cultural com eventos na quadra e parcerias com instituições. A temporada 2024/2025 do projeto “Uma noite no Palácio” tem reunido escolas coirmãs, como a Portela, em encontros que celebram a história do samba. Esses eventos atraem turistas e moradores, movimentando a economia local e reforçando a importância do carnaval como patrimônio imaterial. A escola também está investindo na formação de novos sambistas, com oficinas de percussão e dança para crianças e jovens.

Preparativos para o Carnaval de 2025

O Carnaval de 2025 será um marco para o Rio de Janeiro, com uma novidade na organização dos desfiles do Grupo Especial. Pela primeira vez, as escolas se apresentarão em três noites – domingo, segunda e terça-feira –, garantindo mais visibilidade para cada agremiação. A Mangueira, que fechará a noite de domingo, tem se preparado intensamente para o desfile. Os ensaios técnicos na Sapucaí, previstos para começar em janeiro, serão fundamentais para ajustar o desempenho da bateria, da harmonia e da comissão de frente.

A escola também está focada na produção de fantasias e alegorias, que já estão em construção no barracão da Cidade do Samba. O carnavalesco Sidnei França, que estreia no Rio de Janeiro após uma carreira bem-sucedida em São Paulo, tem trabalhado para criar um desfile visualmente marcante. A pesquisa para o enredo, conduzida por França e sua equipe, incluiu estudos sobre a cosmologia bantu e a história da Pequena África, garantindo fidelidade à narrativa. A expectativa é que o desfile combine elementos tradicionais do carnaval com inovações estéticas, mantendo a essência da Mangueira.

A comunidade da Mangueira está mobilizada para o desfile, com alas comunitárias ensaiando semanalmente. A escola conta com o apoio de cerca de 3.500 componentes, entre passistas, baianas e membros da bateria. A presidente Guanayra Firmino destacou a importância da participação popular, afirmando que o sucesso da Mangueira depende do envolvimento de todos. A escola também tem buscado patrocinadores para garantir os recursos necessários, especialmente após os desafios financeiros enfrentados por muitas agremiações nos últimos anos.

  • Calendário de preparativos da Mangueira para 2025:
    • Janeiro: Início dos ensaios técnicos na Sapucaí.
    • Fevereiro: Finalização de fantasias e alegorias no barracão.
    • 2 de março: Desfile da Mangueira no domingo de Carnaval.
    • Março: Apuração dos resultados e festa na quadra.

A conexão de Leandra Leal com a comunidade mangueirense

A relação de Leandra Leal com a Mangueira vai além de sua participação nos desfiles. A atriz tem uma conexão profunda com a comunidade, frequentando a quadra em eventos como feijoadas e ensaios. Em 2021, por exemplo, ela esteve presente em uma feijoada ao lado do marido e da filha, interagindo com moradores e sambistas. Sua presença é vista como um apoio à cultura local, especialmente em um contexto de desafios econômicos para as escolas de samba.

Leandra também utiliza sua plataforma para dar visibilidade às pautas defendidas pela Mangueira, como a valorização da cultura negra e a luta contra o racismo. Em 2019, quando a escola homenageou Marielle Franco, a atriz foi uma das vozes que celebraram a vitória, destacando a importância do enredo para o momento político do Brasil. Sua postura engajada inspira outros artistas a se aproximarem do carnaval, reforçando o papel das escolas como espaços de resistência cultural.

A participação de Leandra na Mangueira também tem um impacto pessoal. A atriz já revelou que o samba é uma fonte de alegria e renovação em sua vida, especialmente após momentos desafiadores, como a gravidez e o puerpério. Levar a filha Júlia e o bebê Damião para a quadra é, para ela, uma forma de compartilhar essa paixão e ensinar valores de comunidade e resistência. A imagem de Júlia com tranças verde e rosa, durante a celebração dos 97 anos da Mangueira, simboliza essa transmissão geracional do amor pelo samba.

O futuro da Mangueira e o centenário em 2028

A Mangueira olha para o futuro com otimismo, planejando seu centenário em 2028. A escola já começou a organizar eventos e projetos para marcar a data, incluindo exposições sobre sua história e parcerias com instituições culturais. A presidente Guanayra Firmino destacou que o centenário será uma oportunidade de celebrar as conquistas da Mangueira e reforçar seu compromisso com a comunidade. A escola também planeja lançar um livro sobre sua trajetória, reunindo depoimentos de sambistas e imagens históricas.

Para 2025, a Mangueira busca consolidar sua posição como uma das principais escolas do carnaval carioca. O enredo afrocentrado, aliado ao talento de Sidnei França e à força da comunidade, cria grandes expectativas para o desfile. A escola também está investindo na renovação de seus quadros, com a formação de jovens em áreas como percussão, dança e confecção de fantasias. Essas iniciativas visam garantir a continuidade do legado da Mangueira para as próximas gerações.

A celebração dos 97 anos, com a presença de Leandra Leal e sua família, foi um reflexo do espírito da Mangueira: uma escola que une passado, presente e futuro. A imagem da atriz ao lado de Júlia e Damião, em meio à quadra lotada, simboliza a força do samba como ferramenta de conexão e resistência. Enquanto se prepara para o Carnaval de 2025, a Mangueira reafirma sua missão de contar histórias que transformam, emocionam e inspiram.

  • Projetos futuros da Mangueira:
    • Planejamento do centenário em 2028, com exposições e livro.
    • Formação de jovens sambistas em oficinas de percussão e dança.
    • Parcerias com instituições para promover a cultura do samba.
    • Fortalecimento de projetos sociais, como a Vila Olímpica.

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