INSS inicia pagamento do 13º para 34,2 milhões de beneficiáriosPor Maria
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A antecipação do décimo terceiro salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a movimentar a economia brasileira. A partir de 2 de maio, aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios que recebem acima do salário mínimo iniciaram o recebimento da primeira parcela. O processo, que segue um calendário escalonado baseado no Número de Inscrição Social (NIS), beneficia cerca de 34,2 milhões de segurados. A medida, anunciada pelo governo federal, prevê a injeção de R$ 73,3 bilhões na economia.
O pagamento para quem ganha o salário mínimo, fixado em R$ 1.518 em 2025, teve início em 24 de abril. A segunda parcela está programada para o período entre 26 de maio e 6 de junho, também seguindo a ordem do NIS. A antecipação, que ocorre pelo sexto ano consecutivo, reflete uma estratégia para estimular o consumo e o comércio.
- Volume de beneficiários: 34,2 milhões de segurados do INSS.
- Valor injetado: R$ 73,3 bilhões em duas parcelas.
- Período de pagamento: Primeira parcela de 24 de abril a 8 de maio; segunda de 26 de maio a 6 de junho.
A consulta ao benefício está disponível desde 16 de abril, por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135, garantindo acesso amplo aos segurados.
Calendário de pagamento varia por renda
O cronograma de pagamento do décimo terceiro do INSS é organizado com base no dígito final do NIS e no valor do benefício. Para quem recebe até um salário mínimo, os depósitos começaram em 24 de abril e seguem até 30 de abril para a primeira parcela. Já os segurados com benefícios superiores ao mínimo têm pagamentos escalonados entre 2 e 8 de maio. A segunda parcela, para ambos os grupos, será liberada entre 26 de maio e 6 de junho.
A estrutura do calendário busca evitar sobrecarga nos sistemas bancários e facilitar o planejamento financeiro dos beneficiários. Por exemplo, segurados com NIS final 1 e 6, que recebem acima do mínimo, terão a primeira parcela creditada em 2 de maio, enquanto aqueles com final 5 e 0 recebem em 8 de maio.
Quem tem direito ao benefício
Nem todos os segurados do INSS recebem o décimo terceiro salário. Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios, como auxílio-doença e auxílio-acidente, estão entre os contemplados. No entanto, quem recebe benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou a Renda Mensal Vitalícia, não tem direito ao pagamento extra, conforme determina a legislação previdenciária.
- Benefícios elegíveis: Aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente.
- Exceções: Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Renda Mensal Vitalícia.
- Cálculo proporcional: Segurados que começaram a receber após janeiro têm valores ajustados.
Cerca de 70,5% dos segurados, ou 28,68 milhões de pessoas, ganham até um salário mínimo, enquanto 11,98 milhões recebem valores superiores, incluindo 10,6 mil que atingem o teto previdenciário de R$ 8.157,41.
Histórico de antecipações
A prática de antecipar o décimo terceiro do INSS começou em 2020, durante a pandemia de covid-19, como medida para mitigar os efeitos econômicos da crise. Nos anos seguintes, o governo manteve a antecipação, com pagamentos realizados entre abril e junho. Em 2025, a decisão foi formalizada por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril, consolidando a estratégia como uma política recorrente.
O pagamento antecipado tem impacto direto no comércio, especialmente em setores como varejo e serviços, que registram aumento na demanda. A injeção de R$ 73,3 bilhões é distribuída em duas parcelas, sendo a primeira equivalente a 50% do valor do benefício na maioria dos casos.

Como consultar o 13º
Os segurados podem verificar os detalhes do pagamento por meio de canais oficiais do INSS. O aplicativo Meu INSS, disponível para smartphones e tablets, permite acesso rápido às datas e valores. Alternativamente, o site gov.br/meuinss oferece a mesma funcionalidade. Para quem prefere atendimento telefônico, o número 135 está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.
O acesso ao serviço exige a apresentação do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e a confirmação de dados pessoais. A digitalização dos serviços tem ampliado a autonomia dos beneficiários, reduzindo a necessidade de deslocamento a agências físicas.
- Canais de consulta: Aplicativo Meu INSS, site gov.br/meuinss, telefone 135.
- Horário de atendimento telefônico: Segunda a sábado, das 7h às 22h.
- Documentos necessários: CPF e informações pessoais para validação.
Benefícios por incapacidade temporária
Os segurados que recebem auxílio por incapacidade temporária, anteriormente conhecido como auxílio-doença, também têm direito ao décimo terceiro. Contudo, o valor é calculado proporcionalmente ao período de recebimento do benefício. Por exemplo, quem esteve afastado por apenas parte do ano receberá um montante ajustado, diferente dos aposentados e pensionistas, que geralmente recebem 50% do valor integral na primeira parcela.
Essa regra garante equidade no pagamento, considerando a duração do benefício. O INSS orienta os segurados a consultar o extrato no Meu INSS para confirmar os valores depositados.
Perfil dos beneficiários
Dos 34,2 milhões de segurados contemplados, a maioria é composta por aposentados e pensionistas. Dados de fevereiro de 2025 indicam que 28,68 milhões recebem até o salário mínimo, enquanto 11,98 milhões têm benefícios acima desse valor. O teto previdenciário, de R$ 8.157,41, é pago a 10,6 mil segurados, representando uma parcela pequena, mas significativa, do total.
A distribuição dos beneficiários reflete a estrutura da Previdência Social, com maior concentração de pagamentos no piso nacional. A antecipação do décimo terceiro beneficia especialmente regiões com alta densidade de segurados, como Sudeste e Sul.
Impacto econômico da antecipação
A liberação de R$ 73,3 bilhões em 2025 deve impulsionar diversos setores da economia. O varejo, por exemplo, espera aumento nas vendas de bens de consumo, como alimentos, eletrodomésticos e vestuário. Pequenos comércios, especialmente em cidades do interior, também se beneficiam, já que muitos segurados utilizam o recurso extra para despesas do dia a dia.
O pagamento em duas parcelas amplia o efeito econômico, distribuindo o impacto ao longo de algumas semanas. A primeira parcela, liberada entre abril e maio, coincide com períodos de maior movimentação comercial, como o Dia das Mães.
- Setores beneficiados: Varejo, serviços, pequenos comércios.
- Valor total injetado: R$ 73,3 bilhões.
- Distribuição temporal: Parcelas em abril/maio e maio/junho.
Regras para novos beneficiários
Quem passou a receber benefícios do INSS após janeiro de 2025 terá o décimo terceiro calculado de forma proporcional. Essa regra se aplica tanto a aposentadorias quanto a auxílios temporários. O cálculo considera o número de meses em que o segurado esteve ativo no sistema, garantindo que o pagamento seja justo e alinhado ao período de contribuição.
O INSS disponibiliza orientações detalhadas no aplicativo Meu INSS, permitindo que os segurados compreendam os valores depositados. A transparência no processo é essencial para evitar dúvidas e reclamações.
Canais de atendimento
Além do aplicativo e do site, o INSS mantém o telefone 135 como uma opção acessível para consultas. O serviço é especialmente útil para idosos que enfrentam dificuldades com ferramentas digitais. O atendimento exige a validação de dados pessoais, como CPF e nome completo, para garantir a segurança das informações.
O investimento em canais digitais tem reduzido a procura por atendimento presencial, mas as agências do INSS seguem disponíveis para casos específicos, como revisão de benefícios ou esclarecimentos complexos.
Regionalização dos pagamentos
A distribuição dos beneficiários varia entre as regiões do Brasil. O Sudeste concentra o maior número de segurados, com destaque para São Paulo e Minas Gerais, que juntos respondem por quase 40% do total. O Nordeste, por sua vez, tem crescido em número de beneficiários, impulsionado por programas de formalização do trabalho.
A antecipação do décimo terceiro tem efeito mais pronunciado em cidades menores, onde os recursos do INSS representam uma parcela significativa da economia local. Lojistas dessas regiões já se preparam para o aumento na circulação de dinheiro.
- Regiões com mais beneficiários: Sudeste, Nordeste, Sul.
- Impacto local: Cidades pequenas dependem mais dos recursos do INSS.
- Estados destaque: São Paulo, Minas Gerais, Bahia.
Benefícios assistenciais excluídos
A legislação previdenciária exclui os beneficiários de programas assistenciais, como o BPC, do recebimento do décimo terceiro. Essa regra gera debates entre especialistas, mas segue inalterada em 2025. O BPC, voltado para idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, atende cerca de 5 milhões de pessoas, que não serão contempladas pelo pagamento extra.
A exclusão reflete a natureza assistencial do benefício, que não está vinculado a contribuições previdenciárias. O INSS reforça a importância de os beneficiários compreenderem as regras para evitar expectativas frustradas.
Digitalização dos serviços
A consulta ao décimo terceiro pelo aplicativo Meu INSS reflete o avanço na digitalização dos serviços previdenciários. Desde 2020, o INSS tem investido em plataformas online para reduzir a burocracia e facilitar o acesso dos segurados. O site gov.br/meuinss também oferece funcionalidades como extratos de pagamento e agendamento de serviços.
O telefone 135 segue como alternativa para quem não utiliza ferramentas digitais, garantindo inclusão. A combinação de canais digitais e analógicos tem ampliado o alcance do INSS, especialmente em regiões remotas.
- Ferramentas digitais: Aplicativo Meu INSS, site gov.br/meuinss.
- Acessibilidade: Telefone 135 para inclusão de idosos e áreas remotas.
- Serviços disponíveis: Consulta de extratos, agendamento, esclarecimentos.
Perspectiva histórica
A antecipação do décimo terceiro do INSS tornou-se uma prática consolidada desde 2020. Durante a pandemia, a medida foi essencial para apoiar milhões de famílias afetadas pela crise econômica. Nos anos seguintes, a antecipação foi mantida como forma de estimular a economia em períodos estratégicos, como o primeiro semestre.
Em 2025, o governo optou por manter o calendário de abril a junho, alinhado às datas de 2024. A decisão reflete a prioridade em aquecer o consumo e apoiar o comércio em um cenário de recuperação econômica.







