Com jogo empatado, Gabigol entra em Cruzeiro x Flamengo no Mineirão pelo BrasileirãoPor Luís Henrique Costa
8 min de leitura
![]() |
No Mineirão lotado, o confronto entre Cruzeiro e Flamengo pelo Campeonato Brasileiro mantém a tensão alta, com o placar empatado em 1 a 1 até os 44 minutos do segundo tempo. Kaio Jorge abriu o marcador para a Raposa, enquanto Arrascaeta igualou para o Rubro-Negro ainda no primeiro tempo. A entrada de Gabigol, ex-ídolo flamenguista, aquece o jogo e agita a torcida celeste.
O Cruzeiro, buscando a terceira vitória consecutiva em casa, pressiona com contra-ataques rápidos. O Flamengo, líder do campeonato, aposta na posse de bola para furar a defesa adversária.
Principais momentos até agora:
- 14’ (1T): Kaio Jorge driblou Léo Pereira e marcou para o Cruzeiro.
- 31’ (1T): Kaio Jorge acertou o travessão, com Rossi salvando o Flamengo.
- 43’ (1T): Arrascaeta empatou com um golaço no ângulo.
- 30’ (2T): Rossi fez duas defesas cruciais contra Matheus Pereira e Kaio Jorge.
- 40’ (2T): Gabigol foi chamado para entrar no jogo.
A partida, marcada por lances ríspidos e substituições estratégicas, segue indefinida, com as duas equipes buscando o gol da vitória.
Entrada de Gabigol
Aos 40 minutos do segundo tempo, Leonardo Jardim, técnico do Cruzeiro, chamou Gabigol para entrar em campo, substituindo um dos jogadores da equipe celeste. O atacante, que deixou o Flamengo no final de 2024, é ovacionado pela torcida cruzeirense, que gritava seu nome desde o aquecimento. Sua presença adiciona um elemento emocional ao jogo, dado seu histórico de gols decisivos pelo Rubro-Negro.
Gabigol, agora com a camisa da Raposa, busca consolidar seu espaço no novo clube. No banco até então, o jogador aguardava a oportunidade de enfrentar seus ex-companheiros. A substituição ocorre em um momento em que o Cruzeiro intensifica a pressão ofensiva, aproveitando a velocidade de seus atacantes.
O Flamengo, por sua vez, respondeu com alterações táticas. Filipe Luís, técnico rubro-negro, promoveu a entrada de jogadores como Bruno Henrique, Luiz Araújo, e Juninho, visando maior agressividade no ataque.
Domínio cruzeirense no segundo tempo
O Cruzeiro voltou do intervalo com uma postura mais agressiva, sufocando a saída de bola do Flamengo. Aos 30 minutos, Matheus Pereira testou Rossi com um chute potente de longa distância, seguido por uma finalização de Kaio Jorge, ambas defendidas pelo goleiro argentino. A blitz celeste, com transições rápidas, colocou a defesa flamenguista em alerta.
Kaio Jorge, autor do gol cruzeirense, continua sendo a principal ameaça. Aos 33 minutos, o atacante recebeu passe de Kaiki e finalizou cruzado, mas a bola passou à esquerda do gol. A torcida, empolgada, empurra o time em busca do segundo gol.
O Flamengo, apesar da posse de bola superior, enfrenta dificuldades para criar chances claras. A defesa do Cruzeiro, liderada por Fabrício Bruno e Villalba, neutraliza as investidas de Pedro e Arrascaeta, que deixaram o campo no segundo tempo.
Linha do tempo dos principais lances
O jogo, até os 44 minutos do segundo tempo, foi marcado por momentos decisivos:
- 14’ (1T): Kaio Jorge abriu o placar após driblar Léo Pereira e chutar forte.
- 31’ (1T): Rossi desviou chute de Kaio Jorge para o travessão, evitando o segundo gol.
- 43’ (1T): Arrascaeta marcou um golaço colocado, empatando para o Flamengo.
- 30’ (2T): Rossi fez defesas consecutivas em chutes de Matheus Pereira e Kaio Jorge.
- 40’ (2T): Gabigol foi chamado para entrar, levantando a torcida cruzeirense.
Esses lances refletem a intensidade da partida, com o Cruzeiro mais perigoso no segundo tempo e o Flamengo resistindo com defesas importantes.
TUDO IGUAL! Arrasca empatou pro Mengão no final da primeira etapa! VAMOS VIRAR, MENGOOOOO! #CRUxFLA #Intervalo pic.twitter.com/M63E39ye9w
— Flamengo (@Flamengo) May 4, 2025
Tensão e cartões amarelos
O jogo tem sido marcado por momentos de atrito. Aos 15 minutos do segundo tempo, Christian, do Cruzeiro, recebeu cartão amarelo após uma trombada em De la Cruz, que precisou de atendimento médico. O lance gerou um princípio de confusão, com Matheus Cunha e Pulgar trocando provocações.
Outros cartões foram distribuídos: Lucas Romero (38’ do 1T) e Lucas Silva (36’ do 2T) pelo Cruzeiro, e De la Cruz (28’ do 2T) pelo Flamengo. A arbitragem, comandada por Wilton Pereira Sampaio, mantém o controle, mas a rivalidade em campo é evidente.
Aos 20 minutos, Christian, já advertido, chegou duro em Bruno Henrique, mas escapou de uma segunda punição. Matheus Pereira, tentando acalmar o companheiro, pediu foco para evitar expulsões.
Substituições táticas
Ambas as equipes fizeram mudanças significativas no segundo tempo. Pelo Cruzeiro, Gabigol e Eduardo entraram aos 42 minutos, substituindo Wanderson e Matheus Pereira, respectivamente. As alterações visam manter a intensidade ofensiva, com Gabigol trazendo experiência em momentos decisivos.
O Flamengo, por sua vez, promoveu uma série de substituições aos 37 minutos: Juninho, Luiz Araújo e Varela entraram no lugar de Arrascaeta, Gerson e Wesley. Antes, Michael substituiu Pedro (21’ do 2T) e Bruno Henrique entrou no lugar de Everton Cebolinha (9’ do 2T), que saiu com dores no tornozelo.
As mudanças refletem estratégias distintas: o Cruzeiro busca velocidade e poder de decisão, enquanto o Flamengo tenta reorganizar o meio-campo e reforçar a defesa.
Números do jogo até o momento
O equilíbrio da partida é evidente em alguns dados até os 44 minutos:
- Posse de bola: Flamengo 56%, Cruzeiro 44%.
- Finalizações: Cruzeiro 9 (5 no gol), Flamengo 6 (3 no gol).
- Escanteios: Flamengo 4, Cruzeiro 2.
- Cartões amarelos: Cruzeiro 3 (Lucas Romero, Lucas Silva, Christian), Flamengo 1 (De la Cruz).
- Faltas cometidas: Cruzeiro 10, Flamengo 8.
O Cruzeiro tem sido mais eficiente nas finalizações, enquanto o Flamengo mantém maior controle da bola.
Pressão da torcida
A torcida do Cruzeiro transforma o Mineirão em um caldeirão. Desde o pré-jogo, os torcedores celestes lotaram as arquibancadas, com bandeiras e cânticos que ecoam pelo estádio. O pedido por Gabigol, ouvido aos 18 minutos do segundo tempo, reflete a expectativa por sua entrada.
Os flamenguistas, embora em menor número, também marcam presença, apoiando o líder do campeonato. A atmosfera, carregada de rivalidade, intensifica a disputa em campo, com a torcida cruzeirense vibrando a cada lance ofensivo.
Antes da partida, a festa nas ruas de Belo Horizonte incluiu fogos e cânticos tradicionais, destacando a importância do jogo para a campanha do Cruzeiro no G-4.
Atuações individuais
Kaio Jorge é o destaque do Cruzeiro, com um gol e várias chances criadas. O atacante, em grande fase, desafia constantemente a defesa flamenguista, especialmente Léo Pereira. Matheus Pereira também brilha, com chutes perigosos e visão de jogo, embora tenha saído no final do segundo tempo.
Pelo Flamengo, Rossi é o nome do jogo, com defesas cruciais que mantêm o empate. Arrascaeta, antes de ser substituído, foi decisivo com o gol de empate, enquanto De la Cruz tenta articular o meio-campo, apesar do cartão recebido.
Cássio, no gol cruzeirense, mostra segurança, com defesas importantes, como no cabeceio de Bruno Henrique aos 41 minutos. A experiência do goleiro é vital para a solidez defensiva da Raposa.
Estratégias em campo
O Cruzeiro, sob o comando de Leonardo Jardim, adota uma marcação alta que dificulta a transição do Flamengo. A equipe explora contra-ataques com Wanderson e Kaio Jorge, enquanto Matheus Pereira organiza as jogadas no meio. A entrada de Gabigol reforça o ataque, buscando um gol que pode recolocar a Raposa no G-4.
O Flamengo, liderado por Filipe Luís, prioriza a posse de bola e a paciência na construção das jogadas. As substituições no segundo tempo visam recuperar o controle do meio-campo, mas a equipe ainda peca na finalização. A defesa, com Léo Ortiz e Alex Sandro, enfrenta dificuldades contra a velocidade cruzeirense.
Arbitragem sob pressão
Wilton Pereira Sampaio, árbitro da partida, enfrenta um jogo disputado e com lances polêmicos. O VAR, comandado por Wagner Reway, foi acionado em momentos como a trombada de Christian em De la Cruz, mas não gerou decisões controversas até agora.
A torcida acompanha cada marcação com atenção, especialmente após lances de tensão, como a discussão entre Matheus Cunha e Pulgar. A arbitragem mantém a partida sob controle, mas a intensidade exige vigilância constante.
Rivalidade histórica
Cruzeiro e Flamengo têm um histórico de confrontos equilibrados. Nos últimos cinco jogos pelo Brasileirão, o Flamengo venceu três, com um empate e uma vitória cruzeirense. No Mineirão, however, a Raposa leva vantagem, com duas vitórias nos últimos três jogos como mandante.
O reencontro com Gabigol e Fabrício Bruno, ex-jogadores do Flamengo, adiciona um tempero extra. Ambos, agora defendendo o Cruzeiro, enfrentam o antigo clube em um momento crucial da temporada.







