VAR decide, Depay perde pênalti, Corinthians e Mirassol empatam em jogo disputadoPor Jeronimo Santos
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O Corinthians entrou em campo sob forte expectativa no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol, para a oitava rodada do Campeonato Brasileiro. A partida, iniciada às 18h30, colocou o Timão frente a frente com o Mirassol, equipe que luta para se afastar da zona de rebaixamento. Até os 38 minutos do primeiro tempo, o jogo seguia equilibrado, com momentos de pressão de ambos os lados, mas sem gols. Um lance capital, envolvendo o VAR e um pênalti perdido por Memphis Depay, agitou os torcedores e definiu o ritmo da etapa inicial.
A atmosfera no estádio refletia a importância do confronto para as duas equipes. O Corinthians, ocupando a oitava posição com dez pontos, buscava a segunda vitória consecutiva para se aproximar do G6. O Mirassol, por outro lado, com sete pontos na 16ª colocação, precisava de um resultado positivo para ganhar fôlego na tabela. A seguir, os principais fatores que moldaram o jogo até o momento:
- Intervenção do VAR: Um toque de mão de Neto Moura, do Mirassol, resultou em pênalti para o Corinthians após revisão do árbitro de vídeo.
- Pênalti perdido: Memphis Depay, principal nome do ataque alvinegro, tentou uma cavadinha, mas parou na defesa do goleiro Walter.
- Equilíbrio tático: Ambas as equipes criaram chances, com o Mirassol apostando em velocidade e o Corinthians em trocas de passes.
Decisão do VAR altera o ritmo
Aos 27 minutos, o jogo ganhou um novo contorno quando o árbitro de vídeo foi acionado para analisar um possível toque de mão de Neto Moura em um chute de Igor Coronado dentro da área. Após alguns instantes de tensão, o árbitro confirmou o pênalti, gerando protestos dos jogadores do Mirassol. A decisão trouxe ânimo ao Corinthians, que viu na cobrança a chance de abrir o placar. Memphis Depay, escalado como cobrador, posicionou-se para a batida, enquanto a torcida alvinegra presente no estádio aguardava em silêncio.
A escolha de Depay por uma cavadinha, no entanto, não foi bem-sucedida. O goleiro Walter, experiente, permaneceu firme no centro do gol e defendeu a cobrança com facilidade. No rebote, o atacante holandês tentou corrigir o erro com um cabeceio, mas a bola foi para fora, frustrando a tentativa do Corinthians. O lance, ocorrido aos 33 minutos, gerou um cartão amarelo para João Victor, do Mirassol, que discutiu com Depay após a jogada.
O impacto da penalidade perdida foi imediato no comportamento das equipes. O Mirassol ganhou confiança e passou a explorar contra-ataques, enquanto o Corinthians buscava se reorganizar para manter a posse de bola. A intervenção do VAR, embora correta, acirrou os ânimos em campo, com os jogadores das duas equipes trocando provocações em alguns momentos.
Chances criadas no ataque
O primeiro tempo foi marcado por momentos de perigo de ambos os lados. O Mirassol, jogando em casa, apostou na velocidade de seus atacantes para surpreender a defesa corintiana. Aos 14 minutos, Iury Castilho recebeu um passe preciso de Fabrício Daniel, driblou a marcação e finalizou rasteiro, mas a bola passou rente à trave de Hugo Souza. O lance, embora anulado por impedimento, mostrou a capacidade do Leão de explorar os espaços deixados pelo Corinthians.
Minutos depois, aos 17 minutos, Iury Castilho voltou a levar perigo. Após receber na área, o atacante abriu espaço e bateu cruzado, mas a bola saiu sem direção. O Mirassol continuou pressionando, especialmente com jogadas pelas laterais. Reinaldo, lateral-esquerdo, foi peça-chave em cruzamentos que buscaram Edson Carioca e outros companheiros na área adversária.
O Corinthians, por sua vez, respondeu com jogadas trabalhadas no meio-campo. Aos 22 minutos, Breno Bidon protagonizou uma boa troca de passes com seus companheiros, chegando à linha de fundo. O volante tentou um passe rasteiro para Memphis Depay, mas a defesa do Mirassol interceptou a jogada. Igor Coronado também teve participação destacada, especialmente aos 27 minutos, quando invadiu a área e finalizou cruzado, forçando uma defesa com os pés de Walter.
Linha do tempo dos principais lances
O confronto entre Mirassol e Corinthians foi intenso desde o apito inicial, com momentos que quase mudaram o placar. Abaixo, os lances mais relevantes até os 38 minutos do primeiro tempo:
- 14’ – Iury Castilho ameaça: O atacante do Mirassol finaliza rasteiro após ganhar na velocidade, mas a jogada é anulada por impedimento.
- 22’ – Troca de passes do Corinthians: Breno Bidon chega à linha de fundo, mas o passe para Memphis é cortado pela defesa adversária.
- 27’ – Coronado cria chance: Igor Coronado invade a área e chuta cruzado, forçando defesa de Walter. O lance gera a revisão do VAR.
- 30’ – Pênalti marcado: Após análise, o árbitro confirma toque de mão de Neto Moura, dando ao Corinthians a chance de abrir o placar.
- 33’ – Memphis perde o pênalti: A cavadinha de Depay é defendida por Walter, e o rebote termina em cabeceio para fora.
Pressão do Mirassol nas laterais
O Mirassol demonstrou organização tática ao explorar as laterais do campo. Lucas Ramon, pela direita, e Reinaldo, pela esquerda, foram responsáveis por cruzamentos que levaram perigo à área do Corinthians. Aos 6 minutos, Lucas Ramon encontrou espaço e cruzou, mas Cacá afastou o perigo. Mais tarde, aos 24 minutos, Reinaldo cobrou um escanteio rasteiro que quase resultou em gol, com Iury Castilho desviando a bola perto da trave.
A estratégia do time da casa passava por pressionar a saída de bola do Corinthians, dificultando a transição do Timão. Em pelo menos duas ocasiões, aos 12 e 16 minutos, o Mirassol recuperou a posse ao interceptar passes de Matheuzinho e outros defensores alvinegros. Essa pressão, no entanto, também expôs a defesa do Leão, que precisou se reorganizar rapidamente para conter as investidas do Corinthians.
Edson Carioca, atacante do Mirassol, foi outro destaque no primeiro tempo. Aos 35 minutos, ele recebeu na entrada da área, driblou a marcação e finalizou rasteiro, conquistando um escanteio após desvio da defesa corintiana. A jogada reforçou a confiança do time da casa, que buscava o gol antes do intervalo.
Organização defensiva do Corinthians
Apesar da pressão inicial do Mirassol, o Corinthians mostrou solidez na defesa. Cacá e Félix Torres formaram uma dupla segura, neutralizando cruzamentos e antecipando jogadas dos atacantes adversários. Hugo Souza, goleiro alvinegro, não precisou fazer defesas difíceis, mas esteve atento em lances como o de Iury Castilho, aos 14 minutos, que passou perto do gol.
Matheuzinho, pela lateral direita, teve dificuldades em alguns momentos, especialmente na marcação de Reinaldo. Ainda assim, o jogador contribuiu com subidas ao ataque, como aos 9 minutos, quando Raniele sofreu falta após passe do lateral. Angileri, na esquerda, também foi importante, participando de jogadas ofensivas e ajudando na recomposição defensiva.
A organização tática do Corinthians, sob o comando de Dorival Júnior, priorizou a posse de bola e a paciência na construção das jogadas. Mesmo com a dificuldade em criar chances claras, o Timão manteve o controle em momentos-chave, especialmente após a defesa do pênalti por Walter, que poderia ter desestabilizado a equipe.
Momentos de tensão em campo
O jogo não foi marcado apenas por lances técnicos, mas também por momentos de atrito. O cartão amarelo para João Victor, aos 34 minutos, após discussão com Memphis Depay, foi um reflexo do clima acirrado. A decisão do VAR, que gerou o pênalti, também causou reclamações por parte do Mirassol, com jogadores como Neto Moura demonstrando insatisfação.
Outro instante de tensão ocorreu aos 7 minutos, quando Romero sofreu falta de Reinaldo após roubar a bola no meio-campo. O lance, embora não tenha gerado cartão, aumentou a rivalidade entre as equipes, com os jogadores do Corinthians cobrando mais firmeza na arbitragem. A torcida presente no estádio, embora em menor número para o Corinthians, também reagiu aos lances polêmicos, criando um ambiente de pressão.
Participação de Igor Coronado
Igor Coronado foi um dos nomes mais ativos do Corinthians no primeiro tempo. O meia, escalado para criar jogadas no setor ofensivo, esteve envolvido em pelo menos três lances de perigo. Aos 5 minutos, ele tentou um passe para Memphis que resultou em escanteio. Aos 19 minutos, buscou Angileri na esquerda, mas a jogada foi interrompida pela defesa do Mirassol.
O momento mais decisivo de Coronado veio aos 27 minutos, quando invadiu a área e chutou cruzado, gerando o toque de mão que resultou no pênalti. A movimentação do jogador, aliada à sua capacidade de driblar e encontrar espaços, foi essencial para o Corinthians manter a posse de bola e criar oportunidades.
Foco do Mirassol no contra-ataque
O Mirassol, sob o comando de Rafael Guanaes, apostou em transições rápidas para surpreender o Corinthians. Jogadores como Fabrício Daniel e Iury Castilho foram fundamentais nesse aspecto, explorando a velocidade para superar a marcação alvinegra. Aos 21 minutos, Edson Carioca foi lançado por Reinaldo, mas a jogada foi interrompida por impedimento.
A estratégia do Leão também incluiu pressionar a saída de bola do Corinthians, como visto aos 12 e 16 minutos, quando Matheuzinho e outros defensores perderam a posse sob marcação intensa. Gabriel, meia do Mirassol, tentou organizar o jogo no meio-campo, mas esbarrou na falta de precisão em alguns cruzamentos, como aos 11 minutos, quando a bola saiu pela linha de fundo.
Arbitragem sob os holofotes
A atuação do árbitro e do VAR foi um dos pontos centrais do primeiro tempo. A decisão de marcar o pênalti, após revisão aos 27 minutos, foi tecnicamente correta, mas gerou debate entre os jogadores do Mirassol. A checagem, que durou cerca de três minutos, interrompeu o ritmo do jogo e aumentou a pressão sobre a arbitragem.
Além do lance do pênalti, outras decisões, como o cartão amarelo para João Victor e a marcação de faltas em jogadas disputadas, mantiveram o árbitro no centro das atenções. A torcida do Mirassol, majoritária no estádio, também demonstrou insatisfação em alguns momentos, especialmente após a confirmação da penalidade.
Escalações e estratégias iniciais
O Corinthians entrou em campo com uma formação que priorizava a solidez defensiva e a criação pelo meio. Dorival Júnior escalou Hugo Souza; Matheuzinho, Félix Torres, Cacá e Angileri; Raniele, Maycon, André Carrillo e Breno Bidon; Igor Coronado, Memphis Depay e Yuri Alberto. A escolha por Coronado e Bidon no meio-campo visava maior controle da posse de bola, enquanto Depay e Yuri Alberto eram as apostas para finalizar as jogadas.
O Mirassol, por sua vez, optou por uma postura mais agressiva em casa. Rafael Guanaes escalou Walter; Lucas Ramon, João Victor, Jemmes e Reinaldo; Neto Moura, Danielzinho e Gabriel; Edson Carioca, Fabrício Daniel e Cristian Renato. A velocidade de Edson Carioca e Fabrício Daniel foi explorada desde o início, com Reinaldo e Lucas Ramon apoiando pelas laterais.
- Corinthians: Foco na posse de bola e trocas de passes, com Coronado e Bidon como articuladores.
- Mirassol: Pressão na saída de bola e contra-ataques rápidos, liderados por Iury Castilho e Edson Carioca.
- Ajustes táticos: O Corinthians buscou corrigir a transição defensiva após sofrer pressão, enquanto o Mirassol reforçou a marcação no meio-campo.
Ambiente no estádio
O Estádio José Maria de Campos Maia recebeu um público expressivo, com predominância de torcedores do Mirassol. A torcida local incentivou o time desde os minutos iniciais, especialmente após as chances criadas por Iury Castilho e Edson Carioca. Os corintianos, embora em menor número, marcaram presença com cânticos e apoio ao time, especialmente após o pênalti marcado.
O clima quente, típico do interior de São Paulo, não afetou o ritmo dos jogadores, que mantiveram intensidade alta nos primeiros 38 minutos. A transmissão do jogo, exclusiva pelo Amazon Prime, trouxe narração de Rômulo Mendonça e comentários de Rafael Oliveira e Luana Maluf, destacando a importância do confronto para as pretensões de ambas as equipes no Brasileirão.
Destaques individuais
Memphis Depay, apesar do pênalti perdido, foi uma peça ativa no ataque do Corinthians. O holandês buscou jogadas pela esquerda e participou de triangulações com Coronado e Angileri. No Mirassol, Iury Castilho se destacou pela movimentação e finalizações, enquanto Reinaldo foi fundamental na criação de jogadas pelas laterais.
Walter, goleiro do Mirassol, também merece menção pela defesa crucial no pênalti, que manteve o placar zerado. No Corinthians, Cacá e Félix Torres mostraram segurança na defesa, enquanto Igor Coronado foi o principal articulador das jogadas ofensivas.
- Memphis Depay: Tentou liderar o ataque, mas parou na defesa de Walter no pênalti.
- Iury Castilho: Criou as principais chances do Mirassol com velocidade e finalizações.
- Walter: Decisivo ao defender a cobrança de Depay, garantindo o empate momentâneo.
- Igor Coronado: Protagonista no lance do pênalti e nas jogadas de criação do Corinthians.
Equilíbrio mantém o placar zerado
Aos 38 minutos, o jogo seguia sem gols, com as duas equipes criando chances, mas esbarrando na falta de precisão nas finalizações. O Mirassol continuou apostando em jogadas rápidas pelas laterais, enquanto o Corinthians buscava controlar o ritmo com trocas de passes no meio-campo. A defesa do pênalti por Walter, aos 33 minutos, foi o momento de maior impacto, dando ao time da casa a chance de se reorganizar.
O Corinthians, mesmo após o erro de Depay, manteve a posse de bola e tentou pressionar nos minutos finais do primeiro tempo. O Mirassol, por sua vez, explorou contra-ataques, com Edson Carioca e Iury Castilho levando perigo em jogadas individuais. O equilíbrio tático e a intensidade das duas equipes indicavam que o jogo permanecia aberto para o restante da partida.






