Cavadinha de Memphis Depay no Corinthians vira alvo de debate na mídia europeiaPor Beatriz
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A derrota do Corinthians por 2 a 1 para o Mirassol, no último sábado, trouxe à tona um momento que rapidamente ganhou as manchetes internacionais. Memphis Depay, camisa 10 do Timão, tentou uma cobrança de pênalti no estilo “cavadinha” que resultou em uma defesa tranquila do goleiro Walter. O lance, ocorrido no primeiro tempo, não apenas custou ao Corinthians a chance de abrir o placar, mas também desencadeou uma onda de críticas, especialmente na imprensa europeia. A falha do holandês, que já foi destaque em clubes como Barcelona e Atlético de Madrid, colocou o jogador no centro de uma polêmica que transcendeu as fronteiras do futebol brasileiro.
O erro na cobrança gerou reações imediatas dentro e fora de campo. Jogadores do Mirassol, que seguraram a vitória até o apito final, não esconderam a desaprovação pela ousadia de Depay. Nas redes sociais, o atacante Rafa Silva, atualmente lesionado, publicou um comentário que ganhou destaque global, acusando o holandês de falta de humildade. A repercussão do caso chegou à Europa, onde portais esportivos de peso, como De Telegraaf e VoetbalPrimeur, analisaram o lance e suas consequências.
- Momento do jogo: A cavadinha ocorreu aos 20 minutos do primeiro tempo, com o placar zerado.
- Reação imediata: Jogadores do Mirassol provocaram Depay, que desperdiçou também o rebote.
- Impacto na partida: O Corinthians saiu atrás, mas empatou com assistência de Depay antes do intervalo.
A imprensa holandesa, em particular, não poupou o jogador, que já enfrentava questionamentos por seu desempenho irregular na Série A. O caso expôs as expectativas elevadas sobre o atacante e reacendeu debates sobre sua adaptação ao futebol brasileiro.
Repercussão na Holanda
Na terra natal de Memphis Depay, a cavadinha mal-sucedida foi tema de reportagens detalhadas. O portal VoetbalPrimeur destacou a “arrogância” percebida no gesto do jogador, mencionando que a defesa de Walter foi “humilhante” para o camisa 10. O texto apontou que o erro ampliou as críticas já existentes sobre o desempenho de Depay no Corinthians, onde ele ainda não conseguiu repetir o brilho de sua passagem por clubes europeus.
O jornal De Telegraaf, um dos mais influentes da Holanda, relatou que o jogador desperdiçou não apenas o pênalti, mas também a chance de converter o rebote, o que intensificou as provocações dos adversários. A publicação reconheceu, no entanto, que Depay contribuiu com uma assistência para o gol de Cacá, zagueiro do Corinthians, antes de ser substituído na etapa final. Mesmo assim, o foco permaneceu na falha, que foi descrita como um “momento de constrangimento” para o atleta.
Outro veículo, o SoccerNews, adotou um tom mais severo. Em um artigo intitulado “Memphis deve deixar o Corinthians”, o portal argumentou que o jogador não conseguiu se adaptar ao futebol brasileiro e que sua passagem pelo clube tem sido marcada por inconsistência. A cavadinha, segundo o texto, foi apenas o mais recente capítulo de uma trajetória que não atendeu às expectativas.
- Críticas principais: Falta de consistência na Série A e escolha arriscada na cobrança.
- Menção à torcida: Insatisfação crescente com os resultados do jogador.
- Comparação com o passado: Depay é cobrado por não repetir o desempenho de Lyon e Barcelona.
- Contexto do jogo: O Corinthians perdeu a chance de encostar no G-6 do Brasileirão.
A cobertura holandesa também deu espaço à fala de Rafa Silva, que acusou Depay de criar um “personagem” ao falar sobre humildade e favelas. O comentário, amplificado nas redes sociais, foi interpretado como um reflexo do descontentamento com a postura do jogador.
Fala de Rafa Silva ganha destaque
O atacante Rafa Silva, do Mirassol, tornou-se uma figura central na polêmica ao publicar um texto nas redes sociais que viralizou rapidamente. Afastado dos gramados por lesão, Silva usou sua conta pessoal para expressar decepção com Memphis Depay, afirmando que o holandês perdeu seu respeito. A mensagem, que mencionava a suposta falta de autenticidade do jogador, foi reproduzida por portais como VI.nl e VoetbalPrimeur, que a apresentaram como um exemplo da rejeição ao gesto de Depay no Brasil.
A crítica de Silva focou na narrativa que Depay construiu ao longo de sua carreira, especialmente em entrevistas onde o jogador fala sobre sua conexão com comunidades carentes e sua origem humilde. Para o atacante do Mirassol, a cavadinha foi um sinal de desrespeito, especialmente em um jogo competitivo contra uma equipe menor. O comentário gerou debates nas redes sociais, com torcedores divididos entre os que defenderam a ousadia de Depay e os que concordaram com Silva.
Na imprensa brasileira, a fala de Silva também foi amplamente comentada. Portais como Globo Esporte e UOL Esporte destacaram a repercussão do caso, apontando que o episódio expôs tensões culturais no futebol brasileiro, onde gestos como a cavadinha podem ser interpretados como provocação. A polêmica reforçou a pressão sobre Depay, que já enfrenta críticas por sua adaptação ao Corinthians.
Cobertura na Espanha
Na Espanha, onde Memphis Depay jogou por Barcelona e Atlético de Madrid, o jornal AS dedicou uma matéria à “noite nefasta” do holandês contra o Mirassol. O texto descreveu a cavadinha como um erro “evitável” que contribuiu para a derrota do Corinthians, um resultado que afastou o clube das primeiras posições da Série A. A publicação também mencionou a confusão após o pênalti, quando jogadores do Mirassol confrontaram Depay, gerando um princípio de tumulto.
O AS destacou que o Corinthians vive um momento delicado na temporada, com resultados abaixo do esperado e uma torcida cada vez mais impaciente. A matéria apontou que Depay, contratado como uma das grandes apostas do clube, ainda não conseguiu se firmar como protagonista. Apesar de momentos de brilho, como a assistência para o gol de Cacá, o jogador tem sido alvo de cobranças por sua irregularidade.
- Contexto do jogo: O Corinthians buscava a terceira vitória consecutiva no Brasileirão.
- Desempenho de Depay: Além da assistência, o jogador teve atuação discreta no ataque.
- Pressão no elenco: A derrota intensificou as críticas ao técnico e aos reforços.
A cobertura espanhola também mencionou o próximo compromisso do Corinthians, contra o Racing, pela Copa Sul-Americana, destacando que o jogo em Montevidéu será uma oportunidade para Depay responder às críticas em campo.
Histórico de cavadinhas no futebol
A cavadinha, embora arriscada, é uma técnica que já marcou a história do futebol. Jogadores como Antonín Panenka, que deu nome ao estilo, e Zinedine Zidane, com sua cobrança na final da Copa do Mundo de 2006, popularizaram o gesto. No Brasil, nomes como Neymar e Djalminha também são associados à técnica, que exige precisão e frieza.
No caso de Memphis Depay, a escolha pela cavadinha não é novidade. Durante sua passagem pelo Lyon, o holandês converteu cobranças semelhantes, demonstrando confiança em momentos decisivos. No entanto, o contexto do jogo contra o Mirassol, com o Corinthians pressionado por resultados, tornou o erro mais significativo. A imprensa europeia comparou a falha com outros momentos em que Depay foi criticado por escolhas ousadas, como dribles desnecessários em partidas equilibradas.
A técnica da cavadinha, segundo analistas, depende de fatores como a leitura do goleiro e a execução precisa. No lance de sábado, Walter, goleiro do Mirassol, permaneceu parado, facilitando a defesa. A decisão de Depay foi vista como um risco desnecessário, especialmente em um campeonato tão disputado quanto o Brasileirão.
- Origem da cavadinha: Antonín Panenka, na Eurocopa de 1976, criou o estilo.
- Jogadores famosos: Zidane, Neymar e Totti são conhecidos por cobranças bem-sucedidas.
- Riscos da técnica: A falha pode custar a confiança do jogador e da torcida.
- Contexto brasileiro: O gesto é visto como provocação em jogos competitivos.
Reação da torcida corintiana
A torcida do Corinthians, conhecida por sua paixão e exigência, não deixou o erro de Memphis Depay passar despercebido. Nas redes sociais, hashtags como #ForaMemphis e #CavadinhaFail ganharam força após o jogo, com torcedores criticando a postura do jogador. Alguns, no entanto, defenderam o holandês, argumentando que a ousadia faz parte de seu estilo e que a assistência para o gol de Cacá mostrou seu potencial.
Na Neo Química Arena, onde o jogo foi realizado, o clima após o pênalti foi de frustração. A torcida, que esperava uma vitória para consolidar a recuperação do time no Brasileirão, vaiou Depay ao ser substituído no segundo tempo. A derrota para o Mirassol, uma equipe que luta contra o rebaixamento, ampliou a insatisfação com o desempenho geral do elenco.
A relação de Depay com os torcedores tem sido marcada por altos e baixos. Desde sua chegada, em 2024, o jogador alternou momentos de protagonismo, como gols decisivos no Campeonato Paulista, com atuações apagadas na Série A. A cavadinha, para muitos, simbolizou a dificuldade do holandês em entender o peso de vestir a camisa do Corinthians.
MEMPHIS DEPAY COBRA O PÊNALTI DE CAVADINHA
— DataFut (@DataFutebol) May 10, 2025
E PERDE! DEFESA DO WALTER!
pic.twitter.com/MmYJeL4YFL
Desempenho de Depay no Corinthians
Memphis Depay chegou ao Corinthians em agosto de 2024, após rescindir com o Atlético de Madrid. A contratação foi anunciada como um marco para o clube, que buscava um nome de peso para liderar o ataque. No Campeonato Paulista, o holandês mostrou lampejos de qualidade, marcando três gols e dando duas assistências em sete jogos. A torcida, inicialmente empolgada, viu no jogador a esperança de dias melhores.
Na Série A, no entanto, o cenário mudou. Em 12 partidas, Depay marcou apenas dois gols e acumulou quatro assistências, números considerados modestos para um atleta de seu currículo. A adaptação ao futebol brasileiro, com seu ritmo intenso e marcação pesada, tem sido um obstáculo. Além disso, a pressão por resultados em um clube como o Corinthians, que vive uma fase de reconstrução, aumentou as cobranças sobre o jogador.
A cavadinha contra o Mirassol não foi o primeiro momento de controvérsia. Em jogos anteriores, Depay foi criticado por segurar a bola em excesso e por escolhas que priorizavam o individualismo. O técnico do Corinthians, cujo nome não foi mencionado nas reportagens, tem defendido o jogador, mas a paciência da torcida parece estar se esgotando.
- Números na Série A: 2 gols, 4 assistências em 12 jogos.
- Comparação com o Paulista: 3 gols e 2 assistências em 7 jogos.
- Expectativas iniciais: Depay era visto como o líder do ataque corintiano.
- Adaptação: Ritmo e intensidade do futebol brasileiro são desafios.
Contexto do jogo contra o Mirassol
O confronto entre Corinthians e Mirassol, válido pela 26ª rodada do Brasileirão, era visto como uma oportunidade para o Timão encostar no pelotão de cima da tabela. Com 35 pontos, o clube almejava a zona de classificação para a Libertadores. O Mirassol, por sua vez, lutava para se afastar da zona de rebaixamento, com 28 pontos. A Neo Química Arena, com cerca de 30 mil torcedores, criou um ambiente de pressão para os dois lados.
O jogo começou equilibrado, com o Corinthians controlando a posse de bola. A marcação de um pênalti, após falta na área, parecia o momento ideal para o Timão abrir o placar. A escolha de Depay pela cavadinha, no entanto, mudou o rumo da partida. O Mirassol, confiante após a defesa de Walter, cresceu no jogo e abriu o placar ainda no primeiro tempo.
O Corinthians empatou com um gol de cabeça de Cacá, aproveitando cruzamento de Depay. Na etapa final, porém, o Mirassol virou o jogo com um gol de contra-ataque, explorando falhas na defesa corintiana. A derrota foi um golpe para o Timão, que agora enfrenta uma semana decisiva com jogos pela Copa Sul-Americana e um clássico contra o Santos.
Próximos desafios do Corinthians
O Corinthians tem dois compromissos importantes nos próximos dias. Na quinta-feira, o time viaja a Montevidéu para enfrentar o Racing, em jogo válido pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. A partida é crucial para as pretensões do clube na competição, que representa uma chance de título na temporada. Depay, que tem sido titular nas partidas internacionais, deve estar em campo.
No domingo, o Timão recebe o Santos na Neo Química Arena, em um clássico que promete ser disputado. O rival, que também vive momento irregular, é um adversário direto na briga por posições na tabela. A torcida corintiana, ainda frustrada com a derrota para o Mirassol, deve lotar o estádio, aumentando a pressão sobre o elenco e, especialmente, sobre Memphis Depay.
A sequência de jogos será um teste para a recuperação do holandês. Após a polêmica da cavadinha, o jogador terá a oportunidade de responder às críticas com atuações convincentes. O técnico do Corinthians, segundo relatos, planeja manter Depay entre os titulares, confiando em sua experiência para liderar o ataque.
- Jogo contra o Racing: Oitavas de final da Copa Sul-Americana, em Montevidéu.
- Clássico contra o Santos: Válido pela 27ª rodada do Brasileirão.
- Papel de Depay: Espera-se que o holandês seja decisivo nos dois confrontos.
- Pressão da torcida: A Neo Química Arena deve receber mais de 40 mil torcedores no clássico.
Debate cultural no futebol brasileiro
A cavadinha de Memphis Depay reacendeu discussões sobre os códigos não escritos do futebol brasileiro. No Brasil, gestos como esse são frequentemente interpretados como provocação, especialmente quando realizados contra equipes menores ou em momentos de equilíbrio. A fala de Rafa Silva, que mencionou a necessidade de “respeito” no futebol brasileiro, reflete uma visão comum entre jogadores e torcedores.
O caso também expôs diferenças culturais entre o futebol europeu e o brasileiro. Na Europa, a cavadinha é vista como uma demonstração de habilidade e confiança, desde que bem executada. No Brasil, o contexto do jogo e a rivalidade influenciam a percepção do gesto. Para muitos, a escolha de Depay foi um sinal de desconhecimento do ambiente competitivo do Brasileirão.
A polêmica não é isolada. Outros jogadores estrangeiros, como Juanfran e Diego Costa, enfrentaram críticas semelhantes ao tentar gestos ousados em seus primeiros meses no Brasil. A adaptação a esses códigos culturais é um desafio adicional para atletas que chegam de ligas estrangeiras.






