Gol de Carrera aos 8 do segundo tempo agita Lanús x Vasco na La FortalezaPor Luís Henrique Costa
11 min de leitura
![]() |
Aos 8 minutos do segundo tempo, Carrera balançou as redes e colocou o Lanús em vantagem contra o Vasco, em um jogo eletrizante pela fase de grupos da Copa Sul-Americana. A partida, disputada no estádio La Fortaleza, em Buenos Aires, marca a estreia do técnico Fernando Diniz no comando do time cruz-maltino, que vive um momento delicado na temporada. O gol argentino veio após uma jogada rápida, com Salvio cruzando para Carrera completar, aproveitando uma falha na defesa vascaína. O jogo, que segue em andamento, mantém a torcida atenta a cada lance.
O Vasco, pressionado por uma sequência de oito jogos sem vitórias, busca reagir no segundo tempo, mas enfrenta dificuldades para impor seu estilo de jogo. A equipe de Diniz tenta explorar a posse de bola, característica do treinador, mas esbarra em erros de passe e na marcação alta do Lanús. Enquanto isso, os argentinos, que lutam pela liderança do grupo, mostram intensidade e aproveitam os espaços deixados pelo adversário.
- Principais momentos até agora:
- Gol de Carrera aos 8 minutos do segundo tempo, após cruzamento de Salvio.
- Chance clara do Lanús no primeiro tempo, com Luiz Gustavo salvando gol de Moreno.
- Cartões amarelos para Hugo Moura, João Victor e Marcelino Moreno no primeiro tempo.
- Vasco desperdiça oportunidades com Coutinho e Nuno Moreira.
O confronto continua com o Vasco precisando de ajustes para reverter o placar e evitar mais um tropeço na competição continental.
Escalação e estratégias iniciais
Lanús entrou em campo com uma formação ofensiva, liderada por Walter Bou e Marcelino Moreno, buscando pressionar o Vasco desde o início. O técnico Mauricio Pellegrino optou por um 4-3-3, explorando a velocidade de Salvio e a criatividade de Moreno no meio-campo. A estratégia deu certo nos primeiros minutos, com o time argentino dominando a posse e criando chances, como o lance aos 25 minutos do primeiro tempo, quando Moreno quase abriu o placar. A defesa vascaína, formada por João Victor e Luiz Gustavo, precisou se desdobrar para conter os avanços adversários.
Por outro lado, o Vasco, escalado no 4-2-3-1, apostou na experiência de Philippe Coutinho e na força física de Vegetti para tentar surpreender. Fernando Diniz, em sua primeira partida, tentou implementar sua filosofia de jogo baseada na troca de passes e na saída de bola trabalhada. No entanto, a equipe encontrou dificuldades para superar a marcação alta do Lanús, especialmente no primeiro tempo, quando Léo Jardim foi pressionado em várias saídas. A falta de entrosamento e os erros de passe, como o de Nuno Moreira aos 7 minutos do segundo tempo, evidenciam os desafios do treinador.
- Escalações confirmadas:
- Lanús: Losada; Méndez, Luciatti, Marcich, Dominguez; Medina, Carrera, Moreno; Salvio, Bou, Acosta.
- Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, João Victor, Luiz Gustavo, Lucas Piton; Hugo Moura, Tchê Tchê; Rayan, Coutinho, Nuno Moreira; Vegetti.
A dinâmica do jogo reflete as intenções táticas de ambos os lados, com o Lanús mais agressivo e o Vasco buscando se adaptar ao novo comando técnico.
RAMARDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
— Club Lanús (@clublanus) May 14, 2025
GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL pic.twitter.com/ZfU6o2prm3
Pressão argentina no primeiro tempo
O primeiro tempo em La Fortaleza foi marcado por um jogo equilibrado, mas com leve domínio do Lanús. A equipe argentina explorou os flancos, especialmente com Marcich pela esquerda e Salvio pela direita, criando dificuldades para os laterais vascaínos. Aos 25 minutos, Marcelino Moreno protagonizou o lance mais perigoso, driblando Léo Jardim após um lançamento longo e finalizando para o gol vazio. Luiz Gustavo, com um esforço impressionante, salvou o Vasco em cima da linha, evitando o que seria o primeiro gol da partida.
O Vasco, por sua vez, teve momentos de brilho, mas não conseguiu converter as chances em gol. Aos 24 minutos, Coutinho iniciou uma boa jogada, que terminou com um chute perigoso de fora da área, defendido por Losada. A equipe cruz-maltina também tentou explorar os contra-ataques, com Rayan e Nuno Moreira pelas pontas, mas a falta de precisão nos passes prejudicou as investidas. A troca de cartões amarelos, com Hugo Moura e João Victor pelo Vasco e Moreno pelo Lanús, deu um tom mais quente ao confronto.
Momentos-chave da partida
A linha do tempo do jogo até os 14 minutos do segundo tempo revela a intensidade do confronto entre Lanús e Vasco. Abaixo, os principais lances que marcaram a partida:
- 2 minutos (1T): Vasco tenta primeira descida, mas falta de Rayan em Marcich interrompe o lance.
- 25 minutos (1T): Marcelino Moreno dribla Léo Jardim e quase marca, mas Luiz Gustavo salva na linha.
- 37 minutos (1T): Hugo Moura recebe cartão amarelo por falta em Moreno, que também é advertido.
- 8 minutos (2T): Gol do Lanús, com Carrera completando cruzamento de Salvio após falha de Marcich.
- 12 minutos (2T): João Victor recebe cartão amarelo por puxar Moreno em contra-ataque.
Esses momentos mostram como o Lanús soube aproveitar as brechas defensivas do Vasco, enquanto o time brasileiro luta para encontrar seu ritmo sob o comando de Diniz.
Desafios táticos do Vasco
A estreia de Fernando Diniz no Vasco expõe os desafios de implementar um estilo de jogo mais elaborado em um time que vive uma crise de resultados. A sequência de oito jogos sem vitórias pesa sobre os jogadores, que demonstram insegurança em momentos cruciais. No primeiro tempo, a saída de bola trabalhada, uma marca do treinador, foi testada pela marcação alta do Lanús, resultando em erros como o de Léo Jardim aos 34 minutos. A falta de entrosamento também ficou evidente em jogadas como a de Nuno Moreira, que desperdiçou uma chance clara aos 39 minutos do primeiro tempo.
No segundo tempo, o Vasco tentou reagir após o gol de Carrera, mas a desorganização defensiva e os erros de passe continuaram. Coutinho, principal articulador do time, não conseguiu repetir o brilho de outros momentos da carreira, errando passes simples, como aos 7 minutos do segundo tempo. A torcida vascaína, mesmo à distância, espera que Diniz consiga ajustar a equipe ao longo da partida para buscar pelo menos o empate.
Força do Lanús em casa
O Lanús, jogando em La Fortaleza, mostra por que é um adversário difícil na Copa Sul-Americana. Com uma média de 4,6 finalizações por jogo na competição, o time argentino mantém a pressão ofensiva, especialmente com Moreno e Salvio. A eliminação recente nos pênaltis para o Boca Juniors, pelo Apertura, parece não ter abalado a confiança da equipe, que busca garantir a liderança do grupo com uma vitória. A torcida, presente em bom número, empurra o time e cria um ambiente hostil para o Vasco.
A consistência defensiva do Lanús também é um destaque. Luciatti e Dominguez formam uma dupla de zaga sólida, que neutralizou as investidas de Vegetti no primeiro tempo. O goleiro Losada, seguro em jogadas aéreas, foi fundamental para manter o placar zerado até o gol de Carrera. A combinação de organização tática e apoio da torcida faz do Lanús um adversário que exige paciência e precisão do Vasco.
- Números do Lanús na Sul-Americana:
- 9 pontos em 5 jogos, líder do grupo.
- Média de 2 escanteios por partida.
- 3 cartões amarelos por jogo, indicando intensidade na marcação.
Atuações individuais em destaque
Alguns jogadores têm se destacado no confronto, para o bem ou para o mal. Pelo lado do Lanús, Marcelino Moreno é o motor do time, com dribles e passes que desestabilizam a defesa vascaína. Sua chance aos 25 minutos do primeiro tempo mostrou o quanto ele pode ser decisivo. Salvio, com o cruzamento preciso para o gol de Carrera, também merece menção. Pelo Vasco, Luiz Gustavo foi crucial ao salvar o gol de Moreno, mas a atuação de Coutinho tem deixado a desejar, com erros que comprometem a criação ofensiva.
A arbitragem também tem papel importante, com decisões que geraram reclamações de ambos os lados. Os cartões amarelos aplicados no primeiro tempo, especialmente para Hugo Moura e João Victor, mostram um jogo pegado, com faltas duras e momentos de tensão, como o bate-boca entre João Victor e Carrera aos 21 minutos.
Ritmo intenso no segundo tempo
O segundo tempo começou com o Lanús mais agressivo, aproveitando o ímpeto da torcida e os erros do Vasco. O gol de Carrera, aos 8 minutos, foi resultado de uma jogada bem construída, com Bou fazendo o pivô e Salvio explorando a velocidade. A falha de Marcich, que furou a bola, permitiu que Carrera chegasse livre para finalizar. O Vasco, por sua vez, tentou responder com jogadas pelos lados, mas Paulo Henrique e Lucas Piton não conseguiram superar a marcação argentina.
Aos 12 minutos, João Victor recebeu mais um cartão amarelo, aumentando a pressão sobre a defesa vascaína. O time de Diniz agora precisa lidar com a desvantagem no placar e a necessidade de evitar mais punições. A torcida do Lanús, empolgada com o gol, mantém o estádio vibrando, enquanto o Vasco busca formas de reorganizar seu meio-campo para criar chances.
Cenário do grupo na Sul-Americana
O confronto entre Lanús e Vasco é decisivo para as pretensões de ambos na fase de grupos. O Lanús, com 9 pontos, lidera o Grupo G e pode garantir o primeiro lugar com uma vitória, evitando o playoff contra equipes eliminadas da Libertadores. O Vasco, com 6 pontos, está em segundo lugar e depende de um bom resultado para manter viva a chance de classificação direta. A pressão é maior para os brasileiros, que enfrentam um momento de instabilidade na temporada.
- Classificação do Grupo G:
- Lanús: 9 pontos, 5 jogos.
- Vasco: 6 pontos, 5 jogos.
- Demais equipes do grupo com 4 e 3 pontos, respectivamente.
A partida segue aberta, com o Lanús em vantagem, mas o Vasco ainda tem tempo para buscar a reação.
Histórico recente entre as equipes
Lanús e Vasco já se enfrentaram em competições sul-americanas no passado, com jogos equilibrados e resultados apertados. No confronto mais recente, pela Sul-Americana de 2012, o Vasco levou a melhor em um duelo decidido nos pênaltis. Desta vez, o contexto é diferente, com o Lanús jogando em casa e o Vasco sob nova direção técnica. O histórico, no entanto, mostra que os confrontos entre essas equipes costumam ser disputados até o último minuto.
A rivalidade continental, mesmo que não tão frequente, adiciona um tempero extra ao jogo. Jogadores como Moreno, pelo Lanús, e Coutinho, pelo Vasco, têm a responsabilidade de liderar suas equipes em um duelo que pode definir o rumo na competição. A torcida argentina, conhecida por sua paixão, transforma La Fortaleza em um caldeirão, desafiando o psicológico dos jogadores vascaínos.
Papel da torcida e ambiente do jogo
O estádio La Fortaleza, casa do Lanús, é conhecido por sua atmosfera vibrante. Com capacidade para cerca de 47 mil torcedores, o local está bem preenchido para o jogo contra o Vasco, com a torcida argentina cantando e pressionando desde o apito inicial. O apoio dos torcedores tem sido um fator importante para o Lanús, que costuma crescer em jogos decisivos em casa. A médiaSyuzo, pela direita, cruza rasteiro na área, e Carrera, bem posicionado, completa para as redes, abrindo o placar para o Lanús aos 8 minutos do segundo tempo. O Vasco, agora, precisa correr atrás do prejuízo para evitar mais um resultado negativo na competição.
O Vasco, por outro lado, sente o peso da ausência de uma torcida numerosa a seu favor. Longe de São Januário, os jogadores dependem da liderança de Diniz e da experiência de nomes como Coutinho e Vegetti para buscar a virada. A torcida vascaína, mesmo à distância, acompanha o jogo com ansiedade, esperando que o novo treinador consiga mudar o rumo da equipe.
- Fatores que influenciam o ambiente:
- Torcida do Lanús cria um ambiente hostil, com cânticos e pressão constante.
- Estádio La Fortaleza com boa ocupação, cerca de 70% da capacidade.
- Jogadores do Vasco enfrentam dificuldades com a adaptação ao campo e ao clima argentino.
O jogo continua em andamento, e cada lance é crucial para definir o futuro de ambas as equipes na Copa Sul-Americana.







