Granada não detonada gera pânico no Morro do Fubá após confronto entre facções no RioPor Carolina Costa
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Tiroteios intensos ecoaram pelo Morro do Fubá, em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira, 14 de maio de 2025. Moradores relataram momentos de tensão enquanto facções rivais, identificadas como Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), disputavam o controle da comunidade. O confronto deixou a população em pânico, com registros de uma granada lançada que não explodiu, intensificando o medo na região. A descoberta do artefato explosivo no início da tarde de quinta-feira, 15 de maio, mobilizou forças policiais especializadas.
A operação para neutralizar o explosivo envolveu o Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), unidade de elite da Polícia Civil. Escolas e creches da região suspenderam atividades, e moradores foram orientados a permanecer em segurança. A situação expôs a fragilidade da segurança pública em áreas dominadas por grupos criminosos. Abaixo, os principais desdobramentos do caso:
🚨AGORA: A CORE, elite da Polícia Civil, está no Morro do Fubá (TCP). Uma granada lançada por bandidos do Comando Vermelho não explodiu e moradores estão apavorados. #BalançoGeralRJ
— Tino Junior (@tinojunior) May 15, 2025
📽️ Reprodução/Record Rio pic.twitter.com/xbdP3sHYON
- A granada foi localizada com a ajuda de moradores, que indicaram o ponto exato onde o artefato foi abandonado.
- Policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) reforçaram o patrulhamento na comunidade.
- A creche local foi esvaziada como medida preventiva, sem registros de feridos.
A violência no Morro do Fubá reflete um cenário recorrente em comunidades cariocas, onde disputas territoriais entre facções geram impactos diretos na rotina da população. A presença do explosivo elevou o nível de alerta, com autoridades reforçando a necessidade de ações integradas para conter a criminalidade.
Conflitos armados intensificam insegurança
A guerra entre Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro no Morro do Fubá não é um evento isolado. Confrontos entre essas facções têm se intensificado na Zona Norte do Rio, especialmente em comunidades como Cascadura e Campinho. Na noite de 14 de maio, moradores relataram disparos contínuos, que começaram por volta das 20h e se estenderam até a madrugada. A violência obrigou muitos a se abrigarem em casa, enquanto outros buscavam informações em tempo real por meio de redes sociais.
O uso de uma granada, embora não detonada, marcou um novo patamar na escalada da violência. Artefatos explosivos são raros em conflitos urbanos no Rio, mas sua presença indica a sofisticação armamentista das facções. Segundo relatos de moradores, o explosivo foi lançado durante uma tentativa do Comando Vermelho de invadir o território controlado pelo TCP. A falha na detonação evitou uma tragédia, mas deixou a comunidade em estado de alerta.
Ação policial e resposta imediata
A Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) foi acionada logo após a identificação do artefato, por volta das 13h de quinta-feira. Policiais especializados em desarmamento de explosivos chegaram ao Morro do Fubá com equipamentos de alta tecnologia, incluindo robôs para manipulação de objetos perigosos. A granada, descrita como um modelo de fabricação artesanal, foi detonada de forma controlada pelo Esquadrão Antibombas, evitando riscos à população.
A operação contou com o apoio do 9º BPM, que intensificou o patrulhamento na região. Durante a ação, ruas de acesso à comunidade foram temporariamente bloqueadas, e moradores receberam orientações para evitar circulação em áreas próximas ao local do explosivo. A Polícia Civil informou que investigações estão em andamento para identificar os responsáveis pelo artefato e mapear a dinâmica do confronto.
- Principais medidas tomadas pelas autoridades:
- Isolamento da área onde a granada foi encontrada.
- Uso de equipamentos especializados para neutralização do explosivo.
- Reforço no policiamento para evitar novos confrontos.
- Abertura de inquérito para apurar a origem do artefato.
Impacto na rotina da comunidade
A violência no Morro do Fubá alterou drasticamente a rotina dos moradores. Uma creche local, situada próxima ao ponto onde a granada foi encontrada, foi esvaziada por precaução. Pais correram para buscar seus filhos, enquanto professores relatavam o clima de tensão. Escolas da região também suspenderam aulas, afetando centenas de estudantes.
Comerciantes da área relataram prejuízos, já que muitos decidiram fechar as portas durante a operação policial. O transporte público, incluindo linhas de ônibus que passam por Cascadura, sofreu atrasos devido às restrições de acesso impostas pela polícia. Moradores utilizaram redes sociais para compartilhar vídeos e relatos, denunciando a insegurança e pedindo providências das autoridades.
A suspensão das atividades escolares e comerciais reforça o impacto da violência na vida cotidiana. Para muitas famílias, a incerteza sobre a retomada da normalidade permanece, enquanto o medo de novos confrontos persiste.
Histórico de disputas no Morro do Fubá
O Morro do Fubá é uma das comunidades da Zona Norte do Rio marcadas por disputas entre facções. Nos últimos anos, o Terceiro Comando Puro consolidou o controle da região, mas tentativas de invasão pelo Comando Vermelho têm sido frequentes. Em 2024, pelo menos três grandes confrontos foram registrados na comunidade, resultando em mortes e apreensões de armas.
A localização estratégica do Morro do Fubá, próximo a vias como a Avenida Dom Hélder Câmara, facilita o acesso de grupos criminosos, tornando a área um ponto de tensão constante. A presença de armas de alto calibre e, agora, de explosivos artesanais, evidencia o desafio enfrentado pelas forças de segurança. Investigações apontam que o tráfico de drogas é o principal motivador dos conflitos, com facções disputando pontos de venda.
- Fatos relevantes sobre a região:
- O Morro do Fubá abriga cerca de 10 mil moradores, segundo estimativas.
- A comunidade enfrenta problemas crônicos, como falta de saneamento e infraestrutura.
- Confrontos entre facções ocorrem pelo menos uma vez por trimestre.
- A proximidade com outras comunidades dominadas por facções rivais aumenta a tensão.
Tecnologia no combate a explosivos
A neutralização da granada no Morro do Fubá destacou o papel da tecnologia nas operações policiais. O Esquadrão Antibombas da CORE utiliza equipamentos avançados, como robôs controlados remotamente e scanners de raio-X, para avaliar e desarmar artefatos. Esses dispositivos permitem que os agentes atuem com maior segurança, minimizando riscos para a equipe e a população.
No caso do Morro do Fubá, o robô foi essencial para a manipulação da granada, que apresentava instabilidade devido à sua fabricação artesanal. Técnicos da CORE explicaram que explosivos desse tipo, embora menos potentes que modelos militares, podem causar danos significativos em áreas densamente povoadas. A detonação controlada foi realizada em um perímetro isolado, garantindo a segurança dos moradores.
O uso de tecnologia também se estende à inteligência policial. Drones e câmeras de monitoramento têm sido empregados para mapear áreas de conflito, embora sua eficácia seja limitada em comunidades com ruas estreitas e de difícil acesso.
Reação dos moradores e redes sociais
A descoberta da granada gerou uma onda de relatos nas redes sociais. Moradores do Morro do Fubá usaram plataformas como o X para compartilhar vídeos dos tiroteios e da operação policial. Muitos expressaram indignação com a violência recorrente, enquanto outros pediam maior presença do Estado na comunidade.
Um vídeo postado por um jornalista local mostrou o momento em que moradores indicavam o local do explosivo aos policiais, destacando a colaboração da comunidade. Outros registros capturaram o som dos disparos na noite de quarta-feira, com legendas que denunciavam o impacto psicológico da violência. A hashtag #BalançoGeralRJ ganhou destaque, impulsionada por programas de TV que cobriram o caso em tempo real.
- Principais temas abordados nas redes:
- Pedidos por mais segurança e políticas públicas.
- Críticas à falta de investimentos em infraestrutura na comunidade.
- Relatos de medo e traumas causados pelos tiroteios.
- Elogios à atuação rápida do Esquadrão Antibombas.
Ações preventivas em comunidades
A violência no Morro do Fubá reacende o debate sobre medidas preventivas em áreas dominadas por facções. Programas de ocupação policial, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), tiveram resultados mistos no passado. Atualmente, a Polícia Militar aposta em operações pontuais e no reforço de batalhões locais para conter conflitos.
Além do policiamento, iniciativas sociais têm sido implementadas em Cascadura. Projetos de inclusão, como oficinas culturais e cursos profissionalizantes, buscam oferecer alternativas aos jovens, reduzindo a influência do tráfico. Organizações não governamentais também atuam na região, promovendo atividades educativas e apoio psicológico para moradores afetados pela violência.
A integração entre segurança pública e políticas sociais é vista como essencial para reduzir a criminalidade a longo prazo. No entanto, a falta de recursos e a complexidade dos conflitos armados continuam sendo obstáculos.
Armas e explosivos no crime organizado
O uso de granadas artesanais, como a encontrada no Morro do Fubá, reflete a evolução do armamento utilizado por facções. Nos últimos anos, a Polícia Civil apreendeu diversos explosivos em operações no Rio, muitos fabricados com materiais improvisados, como pólvora e peças metálicas. Esses artefatos são frequentemente usados para intimidar rivais ou dificultar ações policiais.
Investigações apontam que o acesso a esse tipo de armamento ocorre por meio de redes de contrabando, que abastecem o crime organizado com materiais provenientes de outros estados ou países. A granada do Morro do Fubá, segundo peritos, apresentava características típicas de fabricação caseira, mas com potencial destrutivo suficiente para causar vítimas em um raio de vários metros.
- Características dos explosivos artesanais:
- Baixo custo de produção, utilizando materiais acessíveis.
- Instabilidade, aumentando o risco de acidentes.
- Uso em confrontos para causar pânico ou danos estruturais.
- Difícil rastreamento, complicando investigações policiais.
Operações policiais na Zona Norte
A Zona Norte do Rio tem sido palco de operações frequentes contra o tráfico de drogas. Além do Morro do Fubá, comunidades como Jacarezinho, Manguinhos e Complexo da Maré registraram ações policiais em 2025. Essas operações visam desarticular pontos de venda de entorpecentes e apreender armas, mas muitas vezes resultam em confrontos que afetam a população.
No caso do Morro do Fubá, a atuação da CORE e do 9º BPM foi elogiada por moradores, que destacaram a rapidez na neutralização do explosivo. No entanto, a necessidade de operações contínuas levanta questões sobre a sustentabilidade dessa estratégia. Especialistas apontam que o reforço no policiamento deve ser acompanhado de investimentos em inteligência para desmantelar as redes criminosas.
A Polícia Civil informou que as investigações sobre o confronto no Morro do Fubá incluem a análise de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas. A identificação dos responsáveis pelo lançamento da granada é uma prioridade, com o objetivo de evitar novos incidentes.
Medidas de segurança pós-incidente
Após a detonação controlada da granada, as autoridades intensificaram o patrulhamento no Morro do Fubá. Equipes do 9º BPM permaneceram na comunidade durante a tarde de quinta-feira, enquanto a Polícia Civil iniciou buscas por suspeitos envolvidos no confronto. Moradores foram orientados a relatar qualquer movimentação suspeita, e um canal de denúncias anônimas foi disponibilizado.
A Secretaria de Educação do Rio anunciou que as aulas na creche afetada serão retomadas na sexta-feira, 16 de maio, após vistorias de segurança. Escolas da região também receberam reforço policial para tranquilizar pais e alunos. O comércio local começou a reabrir, mas muitos moradores ainda evitam circular à noite, temendo novos tiroteios.
- Ações implementadas após o incidente:
- Aumento do efetivo policial na comunidade.
- Vistorias em escolas e creches para garantir segurança.
- Disponibilização de canais para denúncias anônimas.
- Reuniões com líderes comunitários para discutir medidas preventivas.
Colaboração da comunidade
A identificação da granada no Morro do Fubá contou com a colaboração direta dos moradores, que indicaram o local exato do artefato. Essa participação foi essencial para a atuação rápida da polícia, evitando que o explosivo permanecesse como uma ameaça. Líderes comunitários relataram que a população está exausta com a violência, mas disposta a contribuir para a segurança.
Reuniões entre moradores e autoridades têm sido organizadas para discutir estratégias de prevenção. Representantes da comunidade pedem mais diálogo com as forças de segurança e investimentos em infraestrutura, como iluminação pública e pavimentação de ruas. A colaboração entre população e polícia é vista como um passo importante, mas depende de confiança mútua para ser eficaz.
A mobilização dos moradores também se refletiu nas redes sociais, onde grupos locais compartilharam informações sobre a operação e orientaram a comunidade a evitar áreas de risco. Essa rede de apoio tem ajudado a manter a calma em momentos de crise.







