PIS/Pasep 2025: pagamento de até R$ 1.518 começa para nascidos em maio e junho

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Marcello Casal JrAgência Brasil

Iniciam nesta quinta-feira, 15 de maio de 2025, os pagamentos do quinto lote do abono salarial PIS/Pasep, direcionados a trabalhadores com carteira assinada nascidos em maio e junho. Cerca de 3,8 milhões de pessoas estão aptas a receber até R$ 1.518, conforme os critérios estabelecidos pelo governo federal. O valor varia de acordo com o tempo trabalhado no ano-base de 2023, proporcionando um reforço financeiro para muitos brasileiros. Os depósitos serão realizados pela Caixa Econômica Federal, para o PIS, e pelo Banco do Brasil, para o Pasep, seguindo um calendário escalonado.

O programa PIS/Pasep é uma política consolidada no Brasil, oferecendo suporte financeiro a trabalhadores formais de baixa renda. Para 2025, o governo anunciou ajustes no cronograma e nos valores, mantendo a estrutura de pagamento proporcional. A seguir, alguns pontos-chave sobre o quinto lote:

PIS PASEP Caixa – Foto: rafapress/Shutterstock.com
  • Público-alvo: Trabalhadores nascidos em maio e junho (PIS) ou com final de inscrição 4 e 5 (Pasep).
  • Valor máximo: Até R$ 1.518, equivalente a um salário mínimo.
  • Consulta: Disponível via aplicativos da Caixa e Banco do Brasil.
  • Prazo: Saques podem ser realizados até 30 de dezembro de 2025.

Esses pagamentos chegam em um momento de alta expectativa, especialmente para trabalhadores que contam com o recurso para equilibrar o orçamento. A liberação do quinto lote reforça a importância do abono como instrumento de apoio econômico.

Detalhes do pagamento do quinto lote

O quinto lote do PIS/Pasep 2025 beneficia aproximadamente 3,8 milhões de trabalhadores, com um montante total estimado em R$ 5,7 bilhões. Os valores são depositados diretamente nas contas dos beneficiários, com prioridade para quem possui conta na Caixa ou no Banco do Brasil. Para os demais, o saque pode ser feito em agências, caixas eletrônicos ou lotéricas, dependendo da modalidade do benefício.

A estrutura do pagamento segue o modelo tradicional, com o PIS organizado por mês de nascimento e o Pasep pelo número final da inscrição. Para trabalhadores nascidos em maio e junho, os depósitos começaram no dia 15 de maio, enquanto servidores públicos com finais de inscrição 4 e 5 também recebem na mesma data. O governo destaca que o abono é um direito assegurado a quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023, recebendo até dois salários mínimos mensais.

Além disso, o valor do benefício é calculado com base no número de meses trabalhados no ano-base. Cada mês trabalhado equivale a 1/12 do salário mínimo vigente, que em 2025 é de R$ 1.518. Assim, quem trabalhou o ano inteiro tem direito ao valor máximo, enquanto quem trabalhou apenas um mês recebe cerca de R$ 126.

Elegibilidade para o abono salarial

Para receber o PIS/Pasep, os trabalhadores precisam atender a requisitos específicos. O programa é voltado para empregados do setor privado (PIS) e servidores públicos (Pasep) que cumpram as condições estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A seguir, os principais critérios:

  • Registro: Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
  • Renda: Ter recebido, em média, até dois salários mínimos por mês em 2023.
  • Tempo de trabalho: Ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias no ano-base.
  • Declaração: Ter os dados corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Esses critérios garantem que o benefício alcance trabalhadores de baixa renda, funcionando como um complemento financeiro. O governo reforça a importância de os empregadores enviarem informações precisas para evitar atrasos ou bloqueios no pagamento.

Como consultar o benefício

A consulta ao PIS/Pasep 2025 está disponível desde o início de fevereiro, quando o governo liberou o acesso aos sistemas oficiais. Trabalhadores podem verificar se têm direito ao abono por meio de plataformas digitais, que facilitam o processo e reduzem a necessidade de deslocamento a agências.

Para o PIS, a Caixa Econômica Federal disponibiliza o aplicativo Caixa Trabalhador e o site oficial, onde é possível informar o número do CPF ou do PIS. No caso do Pasep, o Banco do Brasil oferece consulta pelo aplicativo BB Pasep ou pelo internet banking, utilizando o número de inscrição. Call centers também estão disponíveis para esclarecimentos, com linhas específicas para cada programa.

O Ministério do Trabalho recomenda que os trabalhadores atualizem seus dados cadastrais para evitar problemas no acesso ao benefício. Em caso de divergências, como informações incorretas na Rais, é necessário entrar em contato com o empregador ou com os canais oficiais para regularização.

Cronologia dos lotes anteriores

O calendário do PIS/Pasep 2025 foi divulgado em dezembro de 2024, trazendo clareza sobre as datas de pagamento. O quinto lote é parte de uma sequência de sete lotes, organizados para atender cerca de 25,8 milhões de trabalhadores ao longo do ano. Os lotes anteriores contemplaram os seguintes grupos:

  • Primeiro lote: Nascidos em janeiro, pagos a partir de 17 de fevereiro.
  • Segundo lote: Nascidos em fevereiro, pagos a partir de 17 de março.
  • Terceiro lote: Nascidos em março e abril, pagos a partir de 15 de abril.
  • Quarto lote: Final de inscrição 2 e 3 (Pasep), pagos junto ao terceiro lote.

Cada lote tem um prazo de saque que se estende até o final de dezembro, garantindo flexibilidade para os beneficiários. O governo estima que os pagamentos de 2025 injetarão mais de R$ 30 bilhões na economia, beneficiando diretamente trabalhadores formais.

Diferenças entre PIS e Pasep

O PIS e o Pasep têm finalidades semelhantes, mas atendem públicos distintos. O PIS é destinado a trabalhadores do setor privado, enquanto o Pasep beneficia servidores públicos. A administração também varia, com a Caixa Econômica Federal responsável pelo PIS e o Banco do Brasil pelo Pasep.

Os valores e critérios de elegibilidade são idênticos, mas o calendário de pagamento diverge. Para o PIS, as datas são definidas pelo mês de nascimento do trabalhador, enquanto o Pasep segue o número final da inscrição. Essa diferenciação facilita a organização dos depósitos e evita sobrecarga nos sistemas bancários.

Outro ponto relevante é a forma de recebimento. Trabalhadores com conta na Caixa ou no Banco do Brasil recebem o crédito automaticamente, enquanto os demais precisam sacar o valor em canais autorizados. A digitalização dos serviços tem ampliado o acesso, com mais trabalhadores utilizando aplicativos para gerenciar o benefício.

Importância econômica do abono

O abono salarial desempenha um papel relevante na economia brasileira, especialmente para trabalhadores de baixa renda. Com valores que podem chegar a R$ 1.518, o benefício ajuda a cobrir despesas essenciais, como alimentação, transporte e contas domésticas. Em 2025, a expectativa é que os pagamentos movimentem o comércio local, especialmente em regiões com alta concentração de trabalhadores formais.

Os depósitos do quinto lote, por exemplo, devem beneficiar diretamente cerca de 3,8 milhões de pessoas, com um impacto significativo em setores como varejo e serviços. O governo destaca que o programa também contribui para a redução da desigualdade, ao direcionar recursos para quem ganha até dois salários mínimos.

Procedimentos para saque

O saque do PIS/Pasep pode ser realizado de forma prática, com opções que variam conforme o perfil do beneficiário. Para o PIS, os trabalhadores podem usar o Cartão Cidadão em caixas eletrônicos, lotéricas ou agências da Caixa. Já o Pasep é pago preferencialmente por crédito em conta ou transferência bancária, com saques disponíveis nas agências do Banco do Brasil.

Para quem não possui conta nos bancos administradores, o governo recomenda verificar os canais oficiais para orientações. O prazo para retirada do benefício é 30 de dezembro de 2025, e valores não sacados são devolvidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Ajustes no programa para 2025

O governo federal anunciou algumas atualizações no PIS/Pasep para 2025, com foco na eficiência e na digitalização. Uma das mudanças é a ampliação do uso de aplicativos para consulta e acompanhamento, reduzindo a dependência de atendimento presencial. Além disso, o calendário foi ajustado para evitar sobreposições com outros benefícios sociais, como o Bolsa Família.

Outra novidade é a campanha de conscientização sobre a importância de atualizar dados cadastrais. O Ministério do Trabalho estima que milhares de trabalhadores deixam de receber o abono anualmente por inconsistências na Rais, o que reforça a necessidade de colaboração entre empregadores e empregados.

Benefícios para diferentes setores

O impacto do PIS/Pasep vai além dos trabalhadores, alcançando diversos setores da economia. Em cidades menores, o abono salarial costuma impulsionar o comércio local, com aumento nas vendas de bens de consumo. Já em áreas urbanas, os recursos ajudam a sustentar serviços como transporte e alimentação.

Para trabalhadores do setor privado, o PIS é especialmente relevante em indústrias como construção civil e varejo, onde os salários médios são mais baixos. No caso do Pasep, servidores públicos de áreas como educação e saúde também se beneficiam, utilizando o abono para despesas pessoais ou investimentos.

Canais de atendimento e suporte

O governo disponibiliza diversos canais para esclarecer dúvidas sobre o PIS/Pasep. Além dos aplicativos e sites oficiais, os trabalhadores podem entrar em contato por telefone ou comparecer a agências bancárias. A Caixa oferece o número 0800-726-0207 para o PIS, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza o 4004-0001 para o Pasep.

Para situações mais complexas, como bloqueios ou divergências cadastrais, o Ministério do Trabalho recomenda procurar as Superintendências Regionais do Trabalho. Esses serviços são gratuitos e visam garantir que todos os beneficiários tenham acesso ao abono.

Dados históricos do programa

O PIS/Pasep foi criado na década de 1970, com o objetivo de integrar trabalhadores ao desenvolvimento econômico do país. Inicialmente, os programas funcionavam como fundos de participação, mas evoluíram para o formato atual de abono salarial. Desde então, milhões de brasileiros têm sido beneficiados anualmente, com valores ajustados ao salário mínimo.

Em 2024, o programa pagou cerca de R$ 28 bilhões a 24,5 milhões de trabalhadores, números que devem crescer em 2025 devido ao aumento do salário mínimo. A continuidade do PIS/Pasep reflete sua relevância como política de redistribuição de renda, especialmente em períodos de instabilidade econômica.

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