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Mix Vale

A Arena Castelão fervia na noite desta quarta-feira, 21 de maio de 2025, com o confronto entre Fortaleza e Retrô pela partida de volta da terceira fase da Copa do Brasil. O jogo, que começou às 19h, reuniu torcedores ansiosos para ver quem avançaria após o empate em 1 a 1 no jogo de ida, em Pernambuco. Com a vaga em jogo, as equipes entraram em campo sob pressão, sabendo que um novo empate levaria a decisão para os pênaltis. O embate prometia emoções, e os primeiros minutos já indicavam um duelo equilibrado.

O Fortaleza, comandado por Juan Pablo Vojvoda, buscava recuperar o ritmo após uma derrota recente para o Vasco no Brasileirão. O Retrô, por sua vez, vinha de uma vitória por 1 a 0 contra o Itabaiana na Série C, mas enfrentava desafios com desfalques importantes e ajustes táticos sob o comando do auxiliar Wires Souza. A torcida tricolor lotava as arquibancadas, criando um clima de apoio intenso para o Leão do Pici. A arbitragem, liderada por Flávio Rodrigues de Souza, estava atenta aos detalhes de um jogo que exigia precisão.

No primeiro tempo, as equipes mostraram disposição, mas as chances claras foram escassas. O Retrô assustou cedo, enquanto o Fortaleza tentava impor seu jogo em casa. Alguns lances marcaram o período inicial:

  • Aos 21 minutos, Mascote, do Retrô, chutou por cima do gol, desperdiçando uma boa oportunidade.
  • Aos 22 minutos, Marinho respondeu pelo Fortaleza, girando e chutando para a defesa de Volpi.
  • Aos 37 minutos, Mascote tentou novamente, mas João Ricardo defendeu no reflexo.

Arbitragem enfrenta pressão

Aos 32 minutos do primeiro tempo, um lance polêmico agitou o Castelão. Bruno Pacheco cruzou pela esquerda, e a bola tocou o braço de Rayan, zagueiro do Retrô. Os jogadores do Fortaleza reclamaram de pênalti, mas o árbitro Flávio Rodrigues de Souza não marcou infração, nem mesmo uma falta fora da área. O replay mostrado pelo Premiere indicou que o jogador do Retrô estava fora da área, mas a decisão de não marcar nada gerou protestos da torcida tricolor. O Fortaleza continuou pressionando, mas esbarrou na defesa pernambucana.

O primeiro tempo terminou sem gols, com posse de bola equilibrada: 51% para o Fortaleza e 49% para o Retrô. As finalizações, porém, foram tímidas, com média de sete chutes para o Fortaleza e 5,3 para o Retrô, segundo dados da Copa do Brasil 2025. A torcida do Leão, apesar do empate, seguia confiante, enquanto o Retrô demonstrava organização defensiva, dificultando as investidas do adversário. O intervalo trouxe ajustes táticos para ambas as equipes, com substituições que prometiam mudar o ritmo do jogo.

Substituições movimentam o jogo

O segundo tempo começou com o Fortaleza tentando impor velocidade. Aos 11 minutos, o placar finalmente foi aberto. Marinho cruzou pela direita, Deyverson desviou de cabeça, e Breno Lopes, bem posicionado, chutou forte da marca do pênalti, sem chances para o goleiro Volpi. O gol incendiou o Castelão, e a torcida passou a acreditar em uma classificação tranquila. Vojvoda, buscando manter o ímpeto, promoveu mudanças aos 27 minutos: Kervin Andrade, Lucero e Calebe entraram nos lugares de Breno Lopes, Deyverson e Pochettino, tornando o time mais ofensivo.

O Retrô, no entanto, não se intimidou. Aos 20 minutos, a Fênix mostrou sua força. Eduardo Porto, que havia entrado no lugar de Gedeílson aos 23 minutos, fez um cruzamento preciso pela direita. Mike, sem marcação, apareceu na área e finalizou com categoria, empatando o jogo em 1 a 1. O gol silenciou momentaneamente o Castelão, mas reacendeu a disputa, com o Retrô ganhando confiança para buscar a virada. A substituição de Mike, que entrou aos 22 minutos no lugar de Diego Guerra, provou ser decisiva para o time pernambucano.

Momentos decisivos do confronto

O jogo ganhou em intensidade após o empate. O Fortaleza pressionava, mas o Retrô respondia com contra-ataques perigosos. Alguns lances marcaram o segundo tempo até os 38 minutos:

  • Aos 15 minutos, Rayan Ribeiro, do Retrô, recebeu cartão amarelo por falta dura.
  • Aos 17 minutos, Iba Ly chutou de fora da área, mas João Ricardo defendeu com segurança.
  • Aos 24 minutos, Bruno Marques cabeceou forte, e João Ricardo fez uma defesa espetacular, de mão trocada.
  • Aos 29 minutos, Júnior Fialho saiu na cara do gol, mas João Ricardo, mais uma vez, salvou o Fortaleza.
  • Aos 37 minutos, David Luiz perdeu uma grande chance para o Fortaleza, finalizando mal na cara de Volpi.

A torcida do Fortaleza vibrava a cada defesa de João Ricardo, que se destacava como um dos melhores em campo. O goleiro tricolor acumulava defesas difíceis, incluindo chutes de Iba Ly e cabeceios de Bruno Marques. O Retrô, por sua vez, contava com a solidez de Volpi, que segurava as investidas do Leão. A troca de ataques mantinha o jogo aberto, com ambas as equipes criando oportunidades, mas sem conseguir desempatar até o momento.

Goleiros brilham no Castelão

João Ricardo e Fabian Volpi eram os pilares de suas equipes. Aos 24 minutos, Bruno Marques, que havia entrado no lugar de Mascote aos 22 minutos, testou João Ricardo com um cabeceio perigoso, mas o goleiro do Fortaleza voou para fazer uma defesa de mão trocada, arrancando aplausos da torcida. Volpi, por sua vez, neutralizou chutes de Marinho e Breno Lopes no primeiro tempo, além de segurar a pressão do Fortaleza após o gol de Mike. A segurança dos goleiros garantia que o placar seguisse empatado.

O Fortaleza tentava explorar as laterais, com Marinho e Bruno Pacheco criando jogadas pela esquerda e direita. O Retrô, mais retraído, apostava em lançamentos longos para Mike e Júnior Fialho, que entraram para dar velocidade ao ataque. A posse de bola no segundo tempo seguia equilibrada, mas o Fortaleza tinha ligeira vantagem nos escanteios, com seis contra dois do Retrô até os 38 minutos. A arbitragem, embora criticada pelo lance do possível pênalti, mantinha o controle do jogo, aplicando cartões quando necessário.

Cartões refletem intensidade

A partida era disputada com muita garra, e os cartões amarelos começaram a aparecer. No primeiro tempo, Pol Fernández, do Fortaleza, e Mike, do Retrô, foram advertidos aos 40 e 41 minutos, respectivamente. No segundo tempo, Rayan Ribeiro, do Retrô, recebeu amarelo aos 15 minutos, seguido por Mendonça, aos 32 minutos, por uma falta tática. A intensidade do jogo exigia atenção dos jogadores, já que uma expulsão poderia desequilibrar o confronto. Até os 38 minutos, o Retrô acumulava três cartões amarelos, contra um do Fortaleza.

O Fortaleza, mesmo com o apoio da torcida, enfrentava dificuldades para furar o bloqueio defensivo do Retrô. As substituições de Vojvoda, como a entrada de Kervin Andrade, buscavam dar mais criatividade ao meio-campo, mas a defesa pernambucana se mantinha firme. O Retrô, por sua vez, aproveitava os espaços deixados pelo Fortaleza para contra-atacar, com Mike se destacando após o gol de empate. O jogo seguia pegado, com faltas táticas e disputas físicas em todos os setores do campo.

Ataques testam defesas

Aos 37 minutos, o Fortaleza esteve perto de retomar a liderança. David Luiz recebeu um passe na área, saiu na cara de Volpi, mas finalizou mal, desperdiçando uma chance clara. A torcida tricolor, que lotava o Castelão, incentivava sem parar, mas o Retrô respondia com organização. Aos 29 minutos, Júnior Fialho, em um contra-ataque rápido, finalizou na cara de João Ricardo, que fez mais uma defesa crucial. O jogo permanecia aberto, com os dois times buscando o gol que poderia definir a classificação.

O Fortaleza explorava as jogadas aéreas, com Deyverson e Pochettino tentando cabeceios, mas a defesa do Retrô, liderada por Mendonça, afastava o perigo. O Retrô, por sua vez, usava a velocidade de Mike e a experiência de Bruno Marques para criar problemas à defesa tricolor. A troca de ataques mantinha os torcedores grudados nas cadeiras, com cada lance levando emoção às arquibancadas. A partida, até os 38 minutos, mostrava um equilíbrio impressionante, com ambos os times merecendo a vaga.

Linha do tempo dos principais lances

O confronto entre Fortaleza e Retrô foi marcado por momentos que agitaram o Castelão. Abaixo, os principais lances até os 38 minutos do segundo tempo:

  • 21 minutos, 1º tempo: Mascote, do Retrô, chuta por cima do gol, na melhor chance do jogo até então.
  • 22 minutos, 1º tempo: Marinho gira e chuta, mas Volpi defende pelo Fortaleza.
  • 11 minutos, 2º tempo: Breno Lopes abre o placar para o Fortaleza após cruzamento de Marinho e desvio de Deyverson.
  • 20 minutos, 2º tempo: Mike empata para o Retrô com um gol de dentro da área, após cruzamento de Eduardo Porto.
  • 24 minutos, 2º tempo: João Ricardo faz defesa espetacular em cabeceio de Bruno Marques, salvando o Fortaleza.

Torcida mantém o apoio

A torcida do Fortaleza, conhecida por sua paixão, transformava o Castelão em um caldeirão. Mesmo após o gol de empate do Retrô, os cânticos não paravam, incentivando o Leão a buscar a virada. Faixas e bandeiras tricolores coloriam as arquibancadas, enquanto os torcedores do Retrô, em menor número, também marcavam presença, apoiando a Fênix. O clima era de decisão, com cada ataque levantando gritos e aplausos. A energia da torcida parecia impulsionar o Fortaleza, que seguia pressionando.

O Retrô, apesar de jogar fora de casa, mostrava personalidade. A equipe pernambucana, que vive uma temporada de ajustes após a saída do técnico Milton Mendes, contava com o apoio de Wires Souza no comando interino. A vitória recente na Série C dava moral ao time, que enfrentava o Fortaleza sem medo. A Copa do Brasil, com sua importância financeira e esportiva, motivava ambas as equipes a darem o máximo, e o jogo refletia esse empenho.

Equilíbrio tático no confronto

O Fortaleza apostava em um esquema ofensivo, com Marinho e Pochettino articulando as jogadas pelas pontas. Vojvoda ajustava o time para explorar os espaços deixados pelo Retrô, mas a defesa pernambucana, bem postada, dificultava a penetração. O Retrô, por sua vez, usava um 4-4-2 compacto, com Mike e Júnior Fialho como referências no ataque. A entrada de Bruno Marques no segundo tempo deu mais presença física ao time visitante, que passou a incomodar nas bolas aéreas.

Aos 33 minutos, Kervin Andrade tentou uma cobrança frontal, mas chutou para fora, desperdiçando uma chance de colocar o Fortaleza novamente à frente. O Retrô respondeu com um contra-ataque aos 37 minutos, quando David Luiz, do Fortaleza, perdeu uma oportunidade clara na cara do gol. O jogo seguia intenso, com as duas equipes alternando momentos de domínio. A arbitragem, sob pressão, mantinha o jogo sob controle, mas os ânimos estavam exaltados.

Números mostram equilíbrio

Os dados da partida até os 38 minutos do segundo tempo reforçavam o equilíbrio. O Fortaleza tinha 54% de posse de bola, contra 46% do Retrô. Em finalizações, o Leão somava oito chutes, contra seis do Retrô. Os escanteios favoreciam o Fortaleza, com sete contra três do adversário. Os cartões amarelos, no entanto, pendiam para o Retrô, que acumulava quatro advertências contra uma do Fortaleza. A média de faltas era semelhante, com 12 para cada lado, indicando um jogo físico, mas dentro dos limites.

O Fortaleza tentava acelerar o jogo, enquanto o Retrô se defendia com inteligência, esperando por erros do adversário. A entrada de Diogo Barbosa, aos 37 minutos, no lugar de Bruno Pacheco, reforçava o lado esquerdo do Leão, que buscava mais profundidade. O Retrô, com Gedeílson e Eduardo Porto nas laterais, mantinha a solidez defensiva, mas sofria com a pressão crescente do Fortaleza. O empate persistia, e a vaga para a próxima fase seguia indefinida.

Pressão aumenta nos minutos finais

Aos 38 minutos, o Fortaleza partia para o ataque com tudo. Kervin Andrade e Lucero, que entraram no segundo tempo, tentavam criar jogadas pelo meio, enquanto Marinho seguia ativo pela direita. O Retrô, por sua vez, apostava em contra-ataques rápidos, com Mike e Júnior Fialho levando perigo. A defesa tricolor, liderada por David Luiz, precisava estar atenta para evitar surpresas. O Castelão pulsava, com a torcida empurrando o Fortaleza em busca do gol da classificação.

O jogo permanecia aberto, com chances para os dois lados. A Copa do Brasil, conhecida por suas emoções e surpresas, mostrava mais uma vez por que é uma das competições mais disputadas do país. Fortaleza e Retrô, cada um com suas armas, lutavam por um lugar na próxima fase, e o desfecho do confronto ainda era incerto. A partida, até aquele momento, era um reflexo da garra e da qualidade de ambas as equipes, que honravam suas torcidas no Castelão.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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