A liberação da segunda parcela do 13º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa em 26 de maio de 2025, trazendo alívio financeiro para milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios. O pagamento, que segue um calendário escalonado com base no número do benefício, injeta bilhões na economia brasileira. A antecipação, autorizada por decreto presidencial, mantém a prática adotada nos últimos anos para apoiar a população em meio a desafios econômicos. Este ano, o processo também enfrenta denúncias de cobranças indevidas, levantando alertas sobre a proteção dos idosos.
O abono anual, pago em duas parcelas, beneficia cerca de 34,2 milhões de segurados. A primeira parcela foi depositada entre 24 de abril e 8 de maio, enquanto a segunda segue até 6 de junho. O governo estima que a medida movimente R$ 73,3 bilhões, fortalecendo o comércio e os serviços no segundo trimestre.
- Quem recebe: Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios como doença, acidente e reclusão.
- Quem não recebe: Beneficiários do BPC e da Renda Mensal Vitalícia.
- Consulta prática: Valores podem ser verificados pelo aplicativo Meu INSS, site oficial ou Central 135.
Abaixo, o pagamento da segunda parcela ganha destaque, com detalhes sobre datas, cálculos e medidas contra fraudes.
Abono anual reforça orçamento de milhões
O 13º salário do INSS funciona como um salário extra pago anualmente aos segurados. Diferentemente dos trabalhadores da iniciativa privada, que recebem o benefício no final do ano, os beneficiários do INSS têm o pagamento antecipado desde 2020. A medida, inicialmente adotada para mitigar os efeitos da pandemia, tornou-se uma estratégia recorrente para aquecer a economia. Em 2025, o governo mantém o cronograma adiantado, com a segunda parcela liberada a partir de 26 de maio para quem ganha até um salário mínimo e de 2 de junho para valores acima do piso nacional.
A antecipação beneficia diretamente 28,68 milhões de segurados que recebem até R$ 1.518, equivalente ao salário mínimo em 2025. Outros 11,98 milhões, com benefícios acima desse valor, também aguardam o crédito. A Região Sudeste concentra a maior fatia dos recursos, com R$ 36,2 bilhões, seguida pelo Nordeste (R$ 15,76 bilhões) e Sul (R$ 13,6 bilhões). O pagamento escalonado, baseado no penúltimo dígito do Número do Benefício (NB), organiza o fluxo e evita sobrecarga nos sistemas bancários.
Calendário detalhado da segunda parcela
O cronograma de pagamento da segunda parcela do 13º salário segue a lógica do número final do benefício, sem considerar o dígito verificador após o traço. Abaixo, as datas exatas para cada grupo:
- Final 1: 26 de maio (até um salário mínimo) e 2 de junho (acima do mínimo).
- Final 2: 27 de maio (até um salário mínimo) e 3 de junho (acima do mínimo).
- Final 3: 28 de maio (até um salário mínimo) e 4 de junho (acima do mínimo).
- Final 4: 29 de maio (até um salário mínimo) e 5 de junho (acima do mínimo).
- Final 5: 30 de maio (até um salário mínimo) e 6 de junho (acima do mínimo).
Para beneficiários com finais 6 a 0, as datas continuam na primeira semana de junho, garantindo que todos recebam até o dia 6. A organização por grupos evita filas nas agências e facilita o acesso aos valores.
Os segurados podem consultar o extrato de pagamento a partir de 17 de maio pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135. A consulta antecipada permite verificar descontos, como o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que incide na segunda parcela para quem ultrapassa o limite de isenção.
Como consultar os valores do 13º
Acessar as informações sobre o 13º salário é simples e pode ser feito por canais digitais ou telefônicos. O aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS, é a opção mais prática. Após baixar o app e fazer login com CPF e senha do Gov.br, o beneficiário seleciona “Extrato de Pagamento” para visualizar o valor bruto, descontos e o montante líquido a ser creditado.
O site oficial do INSS, acessado pelo endereço meu.inss.gov.br, oferece o mesmo procedimento. Para quem prefere atendimento humano, a Central 135 opera de segunda a sábado, das 7h às 22h. É necessário informar o CPF e responder a perguntas de segurança para evitar fraudes.
- Passo a passo no Meu INSS:
- Baixe o aplicativo ou acesse o site.
- Faça login com CPF e senha.
- Clique em “Extrato de Pagamento”.
- Selecione o mês de maio para ver a segunda parcela.
- Verifique descontos, como IRRF, se aplicável.
A consulta antecipada é essencial para planejar o uso do benefício, especialmente em lares onde o 13º complementa a renda familiar.
Cálculo do abono: Proporcionalidade e descontos
O valor do 13º salário é calculado com base no tempo de recebimento do benefício em 2025. Segurados que recebem desde janeiro têm direito ao valor integral, equivalente ao benefício mensal. Para quem começou a receber após fevereiro, o cálculo é proporcional, considerando os meses efetivamente pagos. Por exemplo, um beneficiário que começou a receber em julho terá o 13º calculado como 6/12 do valor mensal.
A primeira parcela, paga em abril, corresponde a 50% do total, sem descontos. Já a segunda parcela pode incluir deduções do Imposto de Renda para quem está acima da faixa de isenção, atualmente fixada em R$ 2.259,20 mensais. Benefícios temporários, como auxílio-doença, também seguem regras específicas, com valores proporcionais ao período de concessão.
Para benefícios concedidos após a primeira parcela, como aposentadorias iniciadas em junho, o 13º é pago em parcela única no final do ano, entre novembro e dezembro. Cerca de 2,01 milhões de segurados estão nessa situação em 2025.
Denúncias de cobranças indevidas preocupam idosos
Recentemente, denúncias de descontos não autorizados nos benefícios do INSS ganharam destaque. Uma auditoria realizada entre 2019 e 2024 revelou R$ 6,3 bilhões em cobranças, legais e ilegais, relacionadas a sindicatos e associações. Muitos idosos, principal grupo afetado, relataram descontos sem consentimento, especialmente em mensalidades de entidades desconhecidas.
O INSS intensificou medidas para combater fraudes. Desde maio de 2025, beneficiários podem contestar descontos indevidos diretamente pelo Meu INSS ou pela Central 135. A autarquia suspendeu convênios com entidades que realizavam cobranças sem autorização expressa e registrou boletins de ocorrência contra responsáveis.
- Ações contra fraudes:
- Exige autorização registrada para descontos.
- Suspende convênios com entidades irregulares.
- Realiza campanhas educativas para idosos.
- Oferece canais para denúncias e reembolsos.
Os segurados são orientados a nunca compartilhar dados pessoais por telefone ou mensagens e a verificar extratos regularmente. Casos de cobranças indevidas podem ser reportados com agendamento em agências do INSS.
Quem tem direito ao 13º salário
O abono anual é garantido a segurados que recebem aposentadorias, pensões por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Beneficiárias de salário-maternidade também recebem valores proporcionais, pagos na última parcela do benefício. No total, 34,2 milhões de pessoas são contempladas em 2025.
Por outro lado, beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado para idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, não têm direito ao 13º. A Renda Mensal Vitalícia, outro programa assistencial, também não inclui o abono. Essa exclusão afeta cerca de 4,8 milhões de pessoas, que dependem de outras formas de assistência financeira.
Distribuição regional dos recursos
A antecipação do 13º salário impacta diretamente a economia de diferentes regiões do país. O Sudeste, com maior número de beneficiários, recebe R$ 36,2 bilhões, dos quais São Paulo concentra R$ 20,1 bilhões. O Nordeste, segundo maior destinatário, conta com R$ 15,76 bilhões, destacando-se estados como Bahia e Pernambuco. A Região Sul, com R$ 13,6 bilhões, tem Rio Grande do Sul como principal receptor.
No Norte, R$ 4,5 bilhões são distribuídos, enquanto o Centro-Oeste recebe R$ 3,2 bilhões. A distribuição reflete a densidade populacional e o número de segurados em cada estado, com impacto significativo em municípios onde o INSS é a principal fonte de renda.
Planejamento financeiro com o 13º
O 13º salário é uma oportunidade para organizar o orçamento familiar. Especialistas recomendam priorizar o pagamento de dívidas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial. A compra de medicamentos, itens de primeira necessidade e a formação de uma reserva de emergência também são sugeridas.
Muitos beneficiários utilizam o abono para apoiar filhos e netos, especialmente em regiões onde a renda familiar depende dos aposentados. A segunda parcela, embora menor devido a descontos, exige planejamento para evitar gastos impulsivos. Ferramentas digitais, como aplicativos de controle financeiro, ajudam a gerenciar os valores recebidos.
Alerta contra golpes e desinformação
Além das cobranças indevidas, o INSS alerta para golpes que se intensificam durante o pagamento do 13º. Mensagens falsas sobre um suposto “14º salário” circulam em redes sociais, enganando beneficiários. O instituto esclarece que não há previsão legal para esse pagamento e recomenda desconfiar de links ou contatos não oficiais.
- Como se proteger:
- Acesse apenas o site oficial ou o app Meu INSS.
- Não clique em links recebidos por WhatsApp ou e-mail.
- Denuncie mensagens suspeitas à Central 135.
- Consulte extratos regularmente para identificar irregularidades.
A transformação digital do INSS facilita o acesso a serviços, mas exige cuidado redobrado com a segurança de dados. Campanhas educativas reforçam a importância de proteger informações pessoais.
Impacto na economia local
O pagamento do 13º salário movimenta o comércio, especialmente em cidades menores, onde os benefícios do INSS sustentam cerca de 70% dos municípios. Lojas de eletrodomésticos, farmácias e supermercados registram aumento nas vendas durante o período. Em 2025, a injeção de R$ 73,3 bilhões deve estimular o mercado interno, apoiando a recuperação econômica.
Setores de serviços, como restaurantes e turismo local, também se beneficiam. A antecipação no primeiro semestre permite que os segurados planejem gastos com antecedência, diferentemente do pagamento tradicional de final de ano.
Histórico da antecipação
A prática de antecipar o 13º salário começou em 2020, durante a pandemia de Covid-19, como forma de apoiar famílias em um cenário de crise. Desde então, o governo federal manteve a política, formalizada por decretos anuais. Em 2025, a medida completa seis anos consecutivos, consolidando-se como uma ferramenta de estímulo econômico.
O decreto de 2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 3 de abril, atende a um pedido do Ministério da Previdência Social. A pasta destaca que a antecipação beneficia não apenas os segurados, mas também a economia como um todo, ao aumentar o poder de compra no início do ano.
Benefícios temporários e cálculos especiais
Benefícios temporários, como auxílio-doença e auxílio-reclusão, seguem regras específicas para o 13º. O valor é proporcional ao período de recebimento, e, em caso de cessação antes de 31 de dezembro, há um ajuste de contas. Aproximadamente 1,2 milhão de segurados com benefícios temporários recebem o abono em 2025.
Para novas aposentadorias concedidas após maio, o pagamento ocorre em parcela única no final do ano. Esse grupo, estimado em 2,01 milhões, inclui segurados que tiveram o benefício aprovado recentemente.

