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Em um jogo marcado por uma falha decisiva do goleiro Lucas Arcanjo, o Vitória perdeu por 1 a 0 para o Universidad de Quito, no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, na noite de quarta-feira, 28 de maio de 2025, e foi eliminado na fase de grupos da Copa Sul-Americana. A partida, válida pela sexta rodada do Grupo B, deixou o Rubro-Negro na terceira posição, com seis pontos, sendo ultrapassado pelo Cerro Largo, que venceu o Defensa y Justicia e garantiu a vaga nos playoffs. Mesmo com um jogador a mais desde os 14 minutos do primeiro tempo, o time baiano não conseguiu converter a vantagem numérica em gols, sofrendo com a altitude de 2.850 metros da capital equatoriana. A derrota ampliou a crise do Vitória, que agora volta suas atenções ao Campeonato Brasileiro, onde enfrenta o Corinthians no domingo, em busca de sair da zona de rebaixamento. O lance crucial ocorreu quando Arcanjo tentou repor a bola após recuo de Baralhas, mas deixou a bola passar entre as pernas, resultando em um gol contra que definiu o placar. A eliminação frustra os torcedores, que esperavam um retorno vitorioso do clube à competição continental após nove anos.

A atuação do Vitória em Quito expôs dificuldades em lidar com a pressão da altitude e a necessidade de maior eficiência ofensiva. Apesar de chances criadas, como uma finalização de Lucas Braga defendida por Johan Lara e um rebote desperdiçado por Erick, o time não conseguiu superar a defesa equatoriana. A partida também marcou o fim de uma campanha irregular na Sul-Americana, com apenas uma vitória, três empates e duas derrotas em seis jogos.

O Universidad de Quito, já classificado como líder do grupo com 14 pontos, aproveitou a falha adversária para manter a invencibilidade como mandante na temporada. A equipe equatoriana, que vinha de uma vitória por 3 a 1 sobre a LDU no Campeonato Equatoriano, demonstrou solidez defensiva mesmo com um jogador a menos.

  • Desfalques do Vitória: Renato Kayzer, não inscrito na competição, e jogadores como Willian Oliveira, Hugo, Raúl Cáceres e Neris, fora por questões físicas ou lesões.
  • Altitude como fator: Os 2.850 metros de Quito dificultaram a movimentação e o ritmo do time baiano.
  • Próximo desafio: O confronto contra o Corinthians, no domingo, pela Série A, é crucial para a recuperação do Vitória.

Cenário da eliminação

O Vitória entrou em campo com a possibilidade de garantir a segunda posição do Grupo B, que daria vaga nos playoffs contra equipes eliminadas da Libertadores. Com seis pontos, o Rubro-Negro precisava de uma vitória para não depender do resultado entre Defensa y Justicia e Cerro Largo. A derrota por 1 a 0, combinada com a vitória uruguaia por 2 a 1, deixou o time baiano com a terceira colocação, encerrando a participação na competição.

A campanha do Vitória na Sul-Americana começou com um empate em 1 a 1 contra o Universidad de Quito, no Barradão, onde Matheuzinho marcou de pênalti. Ao longo da fase de grupos, o time enfrentou dificuldades para impor seu jogo, especialmente fora de casa, onde não venceu nenhuma partida. A única vitória foi contra o Cerro Largo, por 2 a 0, em Salvador.

O Universidad de Quito, por outro lado, teve uma trajetória sólida, com quatro vitórias e dois empates, garantindo a liderança do grupo com antecedência. A equipe equatoriana, conhecida pela força em casa, aproveitou a altitude e a organização tática para neutralizar as investidas do Vitória.

Falha de Lucas Arcanjo

Lucas Arcanjo, um dos destaques do Vitória na temporada, viveu uma noite para esquecer em Quito. O goleiro, formado nas categorias de base do clube, cometeu uma falha rara ao tentar dominar um recuo de Baralhas, deixando a bola passar entre as pernas e entrar lentamente no gol. O lance, ocorrido no segundo tempo, mudou o rumo da partida, abalando a confiança do time baiano.

Apesar do erro, Arcanjo é reconhecido como um dos principais goleiros do Brasil em 2025, com 81 defesas na temporada, segundo dados do Sofascore, o que o coloca como o sétimo melhor do mundo no quesito. A falha, no entanto, foi decisiva para o resultado e gerou críticas entre torcedores e analistas.

  • Histórico de Arcanjo: Formado no Vitória, o goleiro subiu com o clube da Série C em 2019 e é titular absoluto desde então.
  • Números na temporada: Além das 81 defesas, Arcanjo tem 12 jogos sem sofrer gols em 2025.
  • Reação em campo: Após o gol contra, o Vitória tentou pressionar, mas esbarrou na defesa equatoriana.

Desempenho do Vitória

O Vitória teve momentos de domínio na partida, especialmente após a expulsão de um jogador do Universidad de Quito aos 14 minutos do primeiro tempo. Com superioridade numérica, o time baiano criou oportunidades, mas pecou na finalização. Jogadores como Lucas Braga e Erick tiveram chances claras, mas não conseguiram superar o goleiro Johan Lara.

A escalação do técnico Thiago Carpini contou com Claudinho na lateral direita, Lucas Halter e Zé Marcos na zaga, e Janderson no comando de ataque, já que Renato Kayzer não estava inscrito na competição. O meio-campo, com Ronald, Ricardo Ryller e Matheuzinho, tentou controlar o jogo, mas a altitude e a falta de precisão nas jogadas ofensivas limitaram o desempenho.

O Universidad de Quito, mesmo com um a menos, manteve a organização defensiva, com destaque para os zagueiros Luis Cangá e Jhon Chancellor. O atacante Ismael Díaz, principal nome do time equatoriano, criou perigo em contra-ataques, mas não conseguiu ampliar o placar.

Altitude e desafios táticos

Os 2.850 metros de altitude do Estádio Olímpico Atahualpa foram um obstáculo significativo para o Vitória. A menor quantidade de oxigênio afetou o ritmo dos jogadores, que demonstraram cansaço em momentos cruciais do jogo. Equipes brasileiras frequentemente enfrentam dificuldades em jogos na altitude, e o Vitória não foi exceção.

O técnico Thiago Carpini optou por uma estratégia de posse de bola e pressão alta, mas a execução foi prejudicada pela falta de adaptação ao ambiente. O Universidad de Quito, acostumado às condições, usou a velocidade nos contra-ataques para explorar os espaços deixados pelo adversário.

  • Efeito da altitude: Jogadores relataram dificuldade para respirar e manter a intensidade por 90 minutos.
  • Adaptação tática: O Vitória tentou acelerar o jogo no primeiro tempo, mas perdeu fôlego na etapa final.
  • Histórico em Quito: Equipes brasileiras têm apenas 25% de aproveitamento em jogos na capital equatoriana.

Campanha na Sul-Americana

A participação do Vitória na Copa Sul-Americana 2025 foi a sexta do clube na competição, mas a equipe não conseguiu repetir o desempenho de 2014, quando chegou às oitavas de final. A campanha de 2025 teve momentos de esperança, como a vitória sobre o Cerro Largo, mas a falta de consistência fora de casa foi determinante para a eliminação.

O Grupo B, composto por Defensa y Justicia, Universidad de Quito, Cerro Largo e Vitória, foi equilibrado, com os equatorianos dominando a liderança. O Defensa y Justicia, campeão em 2020, também não avançou, ficando com quatro pontos. O Cerro Largo, com sete pontos, garantiu a vaga nos playoffs.

Próximos passos do Vitória

Com a eliminação na Sul-Americana, o Vitória agora foca no Campeonato Brasileiro, onde ocupa a 17ª posição, na zona de rebaixamento, com apenas nove pontos. O jogo contra o Corinthians, no domingo, às 18h30, na Neo Química Arena, é visto como uma oportunidade para iniciar uma recuperação na temporada.

O técnico Thiago Carpini deve ajustar a equipe, que enfrenta desfalques importantes, como Raúl Cáceres e Neris, lesionados. A volta de jogadores como Willian Oliveira e Hugo, em transição física, pode reforçar o elenco para o confronto em São Paulo.

  • Jogo contra o Corinthians: A partida é válida pela 11ª rodada da Série A.
  • Desfalques confirmados: Cáceres e Neris seguem no departamento médico.
  • Pressão no Brasileirão: O Vitória não vence há três jogos na competição nacional.

Histórico do Universidad de Quito

O Universidad de Quito, também conhecido como Universidad Católica, é uma das equipes mais tradicionais do Equador. O clube tem duas participações em finais de Sul-Americana, com destaque para o título de 2009. Em 2025, a equipe equatoriana mostrou força na fase de grupos, com uma campanha invicta em casa.

O atacante Ismael Díaz, com quatro gols na temporada, é o principal destaque do time. O jogador panamenho, que já passou pelo Porto, tem sido peça-chave no ataque equatoriano. O goleiro Johan Lara também teve atuação sólida contra o Vitória, com pelo menos três defesas importantes.

Números da partida

A partida em Quito teve momentos de equilíbrio, mas o Vitória dominou as estatísticas ofensivas. O time baiano finalizou 12 vezes, contra sete do Universidad de Quito, mas apenas três chutes foram na direção do gol. A posse de bola foi de 58% para o Vitória, que também teve mais escanteios (6 a 3).

O Universidad de Quito, por sua vez, foi mais eficiente nos contra-ataques, com 65% de precisão nos passes no campo de ataque. A expulsão de um jogador equatoriano no início do jogo forçou o time a adotar uma postura mais defensiva, o que foi suficiente para segurar o resultado.

  • Finalizações: Vitória (12), Universidad de Quito (7).
  • Posse de bola: Vitória (58%), Universidad de Quito (42%).
  • Faltas cometidas: Vitória (14), Universidad de Quito (10).

Repercussão entre torcedores

A eliminação do Vitória gerou frustração entre os torcedores, que lotaram as redes sociais com críticas à falha de Lucas Arcanjo e à falta de efetividade do ataque. Apesar do erro, alguns fãs defenderam o goleiro, destacando sua importância para o clube ao longo da temporada.

O jogo também foi marcado pela dificuldade de adaptação à altitude, com torcedores apontando a necessidade de melhor preparação para jogos em condições adversas. A pressão agora recai sobre Thiago Carpini, que precisa encontrar soluções para tirar o time da zona de rebaixamento no Brasileirão.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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