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Mix Vale

Em Caxias do Sul, o Grêmio enfrenta o Juventude no estádio Alfredo Jaconi, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo, 1º de junho de 2025, às 16h. Até os 42 minutos do segundo tempo, o Tricolor gaúcho vence por 2 a 0, com gols de Martin Braithwaite, de pênalti, aos 12 minutos do primeiro tempo, e Cristian Olivera, aos 37 minutos do primeiro tempo. A partida, que segue em andamento, tem sido marcada por intensas disputas e chances claras de gol, com o Grêmio dominando as ações ofensivas e o Juventude buscando reagir no contra-ataque. O confronto, válido pela fase única do Brasileirão, reflete a luta do Juventude para sair da zona de rebaixamento e a tentativa do Grêmio de consolidar uma sequência de vitórias. A arbitragem é de Raphael Claus, com VAR comandado por Daiane Muniz.

O jogo começou com o Grêmio impondo seu ritmo desde os primeiros minutos. A equipe de Mano Menezes, que vinha de duas vitórias consecutivas, mostrou organização tática e aproveitou as falhas defensivas do Juventude. O primeiro gol surgiu após uma infração dentro da área, quando o goleiro Marcão atingiu Kannemann, resultando em pênalti confirmado pelo VAR. Braithwaite converteu com precisão, abrindo o placar. O Juventude, por sua vez, tentou responder com jogadas pelas laterais, mas esbarrou na sólida defesa gremista, liderada por Wagner Leonardo e Gustavo Martins.

A partida ganhou intensidade no segundo tempo, com substituições estratégicas de ambos os lados. O Grêmio manteve a pressão, enquanto o Juventude buscava espaços para reduzir a desvantagem. A torcida no Alfredo Jaconi, conhecida por seu apoio fervoroso, tenta impulsionar o time da casa, mas o Tricolor gaúcho segue controlando as principais ações ofensivas. Até o momento, o jogo permanece aberto, com chances de novos lances decisivos.

Principais momentos do confronto

O duelo no Alfredo Jaconi tem sido marcado por momentos de alta emoção. Abaixo, os principais lances até os 42 minutos do segundo tempo:

  • 12’ 1T: Braithwaite converte pênalti após falta de Marcão em Kannemann, abrindo o placar para o Grêmio.
  • 15’ 1T: Kannemann acerta a trave em cabeçada após cobrança de falta de Cristaldo.
  • 37’ 1T: Cristian Olivera aproveita rebote de chute de Cristaldo e marca o segundo gol gremista.
  • 14’ 2T: Marcão faz grande defesa em chute de Cristaldo, evitando o terceiro gol do Grêmio.
  • 33’ 2T: Ênio, do Juventude, obriga Tiago Volpi a fazer defesa difícil em chute potente.

Histórico de confrontos no Jaconi

O estádio Alfredo Jaconi é palco de uma rivalidade histórica entre Juventude e Grêmio. Em 95 jogos disputados no local, o Grêmio soma 46 vitórias, contra 20 do Juventude, além de 29 empates. O Tricolor marcou 146 gols, enquanto o Juventude balançou as redes 94 vezes. No Brasileirão, o confronto também é favorável ao Grêmio, com 13 vitórias em 24 jogos, contra 5 do Juventude e 6 empates. Esses números reforçam a vantagem histórica do time visitante, que busca manter a supremacia no duelo.

O Juventude, no entanto, já demonstrou capacidade de surpreender em casa. Na temporada passada, o time alviverde venceu o Grêmio por 2 a 1 no Jaconi, com destaque para o meia Luis Mandaca, que marcou um dos gols. O jogador, aliás, tem histórico positivo contra o Tricolor, com três gols em nove confrontos na carreira.

Desempenho das equipes no Brasileirão

O Grêmio chegou ao confronto em 12ª posição no Brasileirão, com 12 pontos, após vitórias contra Bahia e Sportivo Luqueño, esta última pela Sul-Americana. A equipe de Mano Menezes busca a terceira vitória consecutiva, feito alcançado apenas no início do Gauchão 2025, sob comando de Gustavo Quinteros. O treinador, que promoveu mudanças táticas, aposta em um jogo compacto, com transições rápidas e solidez defensiva. O time, no entanto, sofre com desfalques importantes, como Pavon, suspenso, e João Pedro, lesionado.

O Juventude, por outro lado, vive momento delicado. Na 19ª posição, com 8 pontos, o time acumula sete jogos sem vitória, sendo o último revés contra o RB Bragantino, por 1 a 0. Apesar do cenário adverso, o fator casa é um trunfo, já que todos os pontos conquistados no campeonato foram no Alfredo Jaconi. A equipe, comandada por seu treinador, tenta se reerguer com apoio da torcida e ajustes táticos, como as entradas de Jean Carlos e Peixoto no segundo tempo.

Goleiros em destaque

Os goleiros Marcão, do Juventude, e Tiago Volpi, do Grêmio, têm sido figuras centrais no confronto. Marcão, apesar da falha no pênalti que resultou no primeiro gol, fez defesas cruciais, como no chute de Cristaldo aos 14 minutos do segundo tempo e na cabeçada de Gustavo Martins no primeiro tempo. Suas intervenções mantêm o Juventude vivo na partida, evitando uma desvantagem maior.

Tiago Volpi, por sua vez, mostrou segurança nas poucas chances criadas pelo Juventude. Aos 33 minutos do segundo tempo, defendeu chute forte de Ênio, garantindo a vantagem gremista. Ambos os goleiros, com médias de defesas superiores a 3 por jogo no Brasileirão, são peças-chave para suas equipes.

Substituições alteram dinâmica

As substituições realizadas no segundo tempo trouxeram nova energia ao jogo. Pelo Grêmio, Mano Menezes promoveu as entradas de André, Aravena, Riquelme e Ronald, buscando manter o controle e explorar contra-ataques. A saída de Braithwaite, lesionado, foi um revés, mas André Henrique tentou suprir a ausência com movimentação. No Juventude, as entradas de Ênio, Jean Carlos, Peixoto, Gilberto e Matheus Babi visaram aumentar a agressividade ofensiva, com Ênio criando a melhor chance do time no segundo tempo.

As mudanças refletem estratégias distintas. O Grêmio reforça o meio-campo para segurar a posse de bola, enquanto o Juventude aposta em velocidade pelas pontas e maior presença na área adversária. Essas alterações intensificaram as disputas, com o jogo ganhando em dinamismo.

Arbitragem e uso do VAR

A arbitragem de Raphael Claus tem sido marcada por decisões revisadas pelo VAR. No primeiro tempo, dois momentos foram cruciais: aos 9 minutos, Claus confirmou o pênalti para o Grêmio após checagem do lance entre Marcão e Kannemann. Aos 35 minutos, um pênalti marcado a favor do Juventude, por falta de Kike Oliveira em Mandaca, foi anulado após revisão, que identificou impedimento no início da jogada. As intervenções do VAR, comandado por Daiane Muniz, garantiram precisão nas marcações, mas geraram protestos da torcida alviverde.

Chances desperdiçadas

Ambas as equipes criaram oportunidades, mas falharam na finalização em momentos decisivos. Pelo Grêmio, André Henrique desperdiçou cabeçada aos 27 minutos do segundo tempo, após cruzamento preciso de Aravena. Villasanti, aos 32 minutos, também finalizou para fora de fora da área. No Juventude, Batalla, aos 52 minutos do primeiro tempo, e Caíque, aos 48 minutos, tiveram chutes sem direção, frustrando tentativas de reação.

Essas chances refletem a dificuldade do Juventude em converter suas jogadas em gol, com média de apenas 4,8 finalizações por jogo no Brasileirão. O Grêmio, com 5,1 finalizações por partida, também precisa melhorar a eficiência para ampliar a vantagem.

Torcida empurra o Juventude

A torcida do Juventude, conhecida como “jaconera”, compareceu em peso ao Alfredo Jaconi, criando um ambiente vibrante. Apesar do placar adverso, os torcedores seguem incentivando o time, especialmente após as substituições que trouxeram maior ímpeto ofensivo. Cânticos e bandeiras animam as arquibancadas, enquanto os gremistas, em menor número, também marcam presença, celebrando os gols de Braithwaite e Olivera.

O apoio da torcida é um fator relevante, já que o Juventude conquistou todos os seus pontos no Brasileirão jogando em casa. A energia das arquibancadas pode ser decisiva para uma possível reação nos minutos finais.

Ataques dependem de artilheiros

Os artilheiros de ambas as equipes têm papel central no confronto. Pelo Grêmio, Braithwaite e Kike Oliveira, com dois gols cada no Brasileirão, são as principais armas ofensivas. Braithwaite, autor do primeiro gol, mostrou precisão em cobranças de pênalti, enquanto Olivera, com o segundo gol, destacou-se pela velocidade e oportunismo. No Juventude, Batalla, com três gols na competição, é a esperança de reação, mas ainda não encontrou espaços para finalizar com eficiência neste jogo.

A dependência desses jogadores reflete as estratégias ofensivas. O Grêmio aposta em jogadas trabalhadas pelo meio, com Cristaldo como articulador, enquanto o Juventude busca transições rápidas, com Batalla e Ênio pelas pontas.

Linha do tempo detalhada

A partida tem sido rica em lances que definem seu ritmo. Além dos gols, outros momentos merecem destaque:

  • 3’ 1T: Mandaca, do Juventude, chuta de primeira, mas Volpi defende com segurança.
  • 6’ 1T: Alysson, pelo Grêmio, finaliza dentro da área, mas a defesa do Juventude afasta.
  • 25’ 1T: Gabriel Taliari, do Juventude, chuta de fora da área, mas Volpi faz defesa tranquila.
  • 16’ 2T: Alysson tenta chute de longe, e Marcão faz mais uma defesa importante.
  • 21’ 2T: Jean Carlos, do Juventude, cobra falta direta, mas a bola bate em Volpi e sai para escanteio.

Cartões influenciam estratégias

Os cartões amarelos aplicados no segundo tempo alteraram o comportamento das equipes. Pelo Juventude, Marcos Paulo, aos 3 minutos, e Alan Ruschel, aos 23 minutos, receberam advertências por faltas em Braithwaite e outros lances. No Grêmio, Wagner Leonardo foi amarelado aos 20 minutos, após falta em Ênio. Esses cartões obrigam os jogadores a adotarem maior cautela, especialmente os pendurados, como Batalla e Ewerthon, do Juventude, e Marlon, do Grêmio.

A disciplina tática é essencial, já que ambas as equipes têm médias altas de cartões no Brasileirão: 2,5 por jogo para o Juventude e 3,2 para o Grêmio. A arbitragem rigorosa de Raphael Claus mantém o jogo sob controle, mas aumenta a tensão em campo.

Fator Mano Menezes

A chegada de Mano Menezes ao Grêmio trouxe mudanças táticas perceptíveis. Em 11 jogos sob seu comando, o time nunca marcou mais de dois gols, mas conquistou solidez defensiva, com média de apenas 1 gol sofrido por partida. Contra o Juventude, o treinador optou por poupar titulares na Sul-Americana, priorizando o Brasileirão. A estratégia tem dado resultado, com o time dominando a posse de bola e criando mais chances no Alfredo Jaconi.

O Juventude, por sua vez, tenta superar a má fase com ajustes táticos, mas a falta de consistência ofensiva limita suas ações. A equipe precisa de maior precisão para reverter o placar nos minutos finais.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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