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Larissa Riquelme, conhecida mundialmente como a “Musa da Copa” de 2010, reflete sobre sua trajetória 15 anos após a foto icônica com o celular entre os seios, que a transformou em fenômeno global. Aos 40 anos, a paraguaia vive entre o orgulho de ter sua imagem exposta no Museu del Barro, em Assunção, e as cicatrizes de perdas financeiras e críticas. Em entrevista exclusiva, ela revela ter recusado uma oferta de 200 mil dólares por um vídeo erótico, enfrentado roubo de sua imagem e lidado com comentários agressivos. Hoje, influencer e jornalista, Larissa estará na Neo Química Arena, em São Paulo, para o jogo Brasil x Paraguai, reforçando sua conexão com o futebol.

A fama repentina veio em 2010, durante a Copa do Mundo na África do Sul. Uma única imagem, capturada na Plaza da Democracia, em Assunção, enquanto o Paraguai vencia a Eslováquia, mudou sua vida. Larissa, então com 25 anos, viu seu nome explodir nas buscas do Google, tornando-se o termo mais pesquisado na época. A exposição trouxe contratos milionários, como o ensaio para a primeira edição 3D da Playboy no Brasil, mas também desafios inesperados.

  • Momentos marcantes da trajetória:
    • Foto icônica na Copa de 2010, que a levou à fama global.
    • Capa da Playboy 3D, um marco na história da revista no Brasil.
    • Exposição no Museu del Barro, celebrando sua relevância cultural.
    • Presença em Brasil x Paraguai, reforçando laços com o futebol.

O impacto daquela imagem ainda ressoa. Larissa, que começou vendendo empanadas nas ruas de Assunção para pagar os estudos, transformou-se na modelo mais bem paga do Paraguai. No entanto, a jornada não foi apenas de glórias.

Origens humildes e luta precoce
Larissa cresceu em um ambiente de dificuldades financeiras. Aos 16 anos, ajudava a mãe a produzir massas e pulseiras para venda, enquanto sonhava com uma vida melhor. Inspirada pela novela mexicana Maria do Bairro, que retrata a trajetória de uma jovem humilde, ela acordava às 4h para vender comida em escolas e salões de beleza. Essa realidade contrastava com a imagem glamorosa que o mundo conheceria anos depois.

Aos 14 anos, Larissa já mostrava sua paixão pelo futebol, jogando como atacante no Cerro Porteño, clube pelo qual ainda torce. Essa conexão com o esporte foi essencial para sua identificação com a Copa de 2010. Antes da fama, ela desfilava em discotecas e representava marcas em eventos locais, construindo aos poucos sua carreira como modelo no Paraguai.

O peso da fama instantânea
A viralização da foto na Copa trouxe oportunidades, mas também problemas. Larissa calcula ter recebido mais de 135 ligações nos primeiros dias, com seu celular incapaz de acompanhar a demanda. De 2.500 seguidores no Facebook, saltou para 100 mil durante o torneio, alcançando hoje 1,6 milhão na plataforma. A exposição, porém, teve um custo.

Ela relata ter sido vítima de roubo de imagem, com sua foto usada sem permissão em campanhas publicitárias e portais. Além disso, sofreu com traições financeiras. Pessoas próximas, movidas pela fama e pelo dinheiro, enganaram-na, resultando em perdas significativas. Larissa evita detalhar valores, mas admite ter segurado 100 mil dólares em mãos e recusado uma proposta de 200 mil dólares para um vídeo erótico, decisão que considera acertada.

Críticas e comentários agressivos
A imagem sexualizada de Larissa, amplificada pela mídia, gerou uma onda de comentários depreciativos. Frases como “Você posou de biquíni, merece” eram comuns, especialmente em redes sociais. Ela rebate: a escolha de mostrar o corpo não define seu valor como mulher.

As críticas se intensificaram após a morte de sua avó Guillerma, vítima de câncer, enquanto Larissa estava em São Paulo para campanhas da Playboy. O luto, somado aos ataques sobre sua aparência e escolhas, foi um dos momentos mais difíceis de sua vida. Problemas de tireoide também foram alvo de comentários, com ofensas sobre seu peso ou envelhecimento.

Apesar disso, Larissa encontrou força na família. “Quando sinto que vou desabar, eles me dizem: ‘Não pode baixar a cabeça'”, conta. Essa resiliência a mantém ativa, mesmo diante do que chama de “julgadores da verdade” nas redes sociais.

Legado cultural no Paraguai
A foto que marcou a Copa de 2010 hoje faz parte do acervo do Museu del Barro, em Assunção, ao lado de quatro mil peças que contam a história do Paraguai. Para Larissa, a exposição é motivo de orgulho. “Para alguém que veio de baixo, ter uma foto que marcou um antes e um depois no futebol é histórico”, afirma.

A imagem, capturada durante a vitória do Paraguai sobre a Eslováquia, transcendeu o contexto esportivo, tornando-se um símbolo cultural. Larissa destaca que, além da sensualidade, o registro representa a paixão paraguaia pelo futebol e sua própria trajetória de superação.

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Uma publicação compartilhada por Lari Riquelme (@larissariquelme)

Carreira atual e novos caminhos
Aos 40 anos, Larissa diversificou sua atuação. Como influencer, mantém uma conta no OnlyFans com conteúdo sensual, mas reforça que isso não a define. Ela também é apresentadora do KaruShow, programa de culinária no Paraguai, e está no último ano da graduação em jornalismo, após concluir um curso técnico em jornalismo esportivo.

  • Atividades atuais de Larissa:
    • Influencer com 1,6 milhão de seguidores no Facebook.
    • Apresentadora do programa KaruShow.
    • Estudante de jornalismo, com foco em comunicação.
    • Apoiadora de ações sociais, como doação de chocolates para crianças com câncer.

Sua presença no jogo Brasil x Paraguai, na Neo Química Arena, é mais um capítulo de sua relação com o futebol. Larissa planeja continuar na comunicação, usando sua experiência para inspirar outras mulheres.

Resiliência diante de arrependimentos
Olhando para o passado, Larissa admite que poderia ter sido mais seletiva em suas escolhas. A confiança excessiva em pessoas próximas levou a perdas financeiras e emocionais. “Famílias foram destruídas por dinheiro”, lamenta. Ainda assim, ela vê esses episódios como aprendizado, que a tornaram mais cautelosa e focada em seus objetivos.

A modelo também reflete sobre o impacto da fama em sua vida pessoal. A exposição constante a críticas e a pressão por manter uma imagem pública foram desafios que exigiram equilíbrio emocional. Hoje, ela busca viver de forma autêntica, sem se prender às expectativas alheias.

Paixão pelo futebol e conexão com o público
A relação de Larissa com o futebol vai além da Copa de 2010. Como torcedora do Cerro Porteño, ela acompanha de perto os jogos do Paraguai, como as vitórias recentes contra Uruguai (2 x 0) e Chile (1 x 0). Sua presença em estádios, como na Copa América de 2011 e agora em São Paulo, reforça sua ligação com o esporte.

  • Momentos de Larissa no futebol:
    • Torcedora do Cerro Porteño desde os 14 anos.
    • Presença marcante na Copa América de 2011.
    • Acompanhamento de jogos recentes do Paraguai.
    • Visita à Neo Química Arena para Brasil x Paraguai.

Essa paixão a mantém conectada com o público, que ainda a reconhece como um ícone do futebol paraguaio. Sua história, marcada por altos e baixos, é um reflexo da resiliência de uma mulher que transformou uma única foto em um legado cultural.

Apoio social e compromisso com a comunidade
Além da carreira, Larissa dedica tempo a ações sociais. Todo mês, ela distribui chocolates para crianças com câncer, uma iniciativa que reflete sua vontade de retribuir à comunidade. Essa faceta menos conhecida mostra seu compromisso em usar sua visibilidade para causas positivas.

A paraguaia também planeja concluir sua graduação em jornalismo, com o objetivo de se consolidar na área da comunicação. “Quero continuar contando histórias”, diz, demonstrando entusiasmo por novos projetos.

Um marco na história do Paraguai
A trajetória de Larissa Riquelme é um exemplo de como uma imagem pode transcender seu contexto original. De uma jovem vendendo empanadas nas ruas de Assunção a uma figura exposta em um museu, ela construiu uma carreira marcada por conquistas e desafios. Sua presença em Brasil x Paraguai, na noite desta terça-feira, é mais um momento para celebrar sua história, que continua a inspirar milhares de pessoas.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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