O Peugeot 208 GT 2025, hatch compacto da segunda geração no Brasil, chegou ao mercado com preços entre R$ 81.490 e R$ 124.990, competindo com rivais como Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Volkswagen Polo. Lançado oficialmente em 2025, o modelo topo de linha GT, testado por especialistas, destaca-se pelo motor turbo de 130 cv, teto panorâmico de série e acabamento refinado, mas peca no espaço interno apertado e no porta-malas de apenas 265 litros. Produzido pela Stellantis, o veículo combina design moderno e dinâmica acertada, mas enfrenta críticas por recursos de assistência limitados e ergonomia controversa. A notícia explora os pontos fortes e fracos do modelo, detalhando por que ele atrai e onde deixa a desejar.
O modelo 208 GT, fabricado na planta da Stellantis em Porto Real (RJ), reflete a aposta da Peugeot em oferecer um hatch com pegada esportiva. A versão topo de linha, avaliada em testes recentes, apresenta um conjunto mecânico que eleva o padrão do segmento, mas não escapa de limitações típicas de hatches compactos. A seguir, os principais aspectos que definem o veículo no mercado brasileiro.

- Destaques do Peugeot 208 GT:
- Motor 1.0 Turbo 200 com 130 cv e 20,4 kgfm de torque.
- Teto panorâmico de série, diferencial frente aos rivais.
- Design interno com acabamento acima da média do segmento.
O mercado de hatches compactos no Brasil é altamente competitivo, e o Peugeot 208 GT tenta se diferenciar com atributos premium. No entanto, alguns pontos podem fazer o consumidor hesitar antes de fechar a compra.
Motor turbo eleva o padrão
O coração do Peugeot 208 GT é o motor 1.0 Turbo 200 flex, de 12 válvulas, que entrega 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque. Acoplado a um câmbio CVT que simula sete marchas, o conjunto garante aceleração de 0 a 100 km/h em 9 segundos, número competitivo para o segmento. A resposta ágil nas retomadas e a condução fluida em rodovias são pontos altos, especialmente para quem busca um hatch com pegada esportiva.
Em comparação, o motor 1.0 Firefly aspirado, presente nas versões de entrada, rende 75 cv e 10 kgfm, com câmbio manual de cinco marchas. Embora suficiente para uso urbano, não oferece a mesma vivacidade do turbo. Testes apontam que o GT se destaca em ultrapassagens e mantém fôlego em subidas, mesmo com o peso de 1.180 kg do veículo.
Consumo equilibrado para a categoria
O consumo do 208 GT é outro atrativo. Dados do Inmetro mostram que, com etanol, o hatch alcança 8,8 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada. Com gasolina, as médias sobem para 12,6 km/l e 14,3 km/l, respectivamente. Motoristas que controlam o acelerador podem superar essas marcas no ciclo urbano, especialmente em trajetos com menos paradas.
- Médias de consumo (Inmetro):
- Cidade (etanol): 8,8 km/l
- Estrada (etanol): 10,1 km/l
- Cidade (gasolina): 12,6 km/l
- Estrada (gasolina): 14,3 km/l
Embora não lidere o segmento em eficiência, o 208 GT entrega números próximos aos de rivais como o Volkswagen Polo TSI, que faz 12,9 km/l na cidade com gasolina. A tecnologia do motor turbo, combinada com o câmbio CVT, contribui para o equilíbrio entre desempenho e economia.
Dinâmica e suspensão bem acertadas
A dinâmica do Peugeot 208 GT é um dos seus pontos fortes. A suspensão dianteira McPherson e traseira por eixo de torção garante estabilidade em curvas e conforto em rodovias. Durante testes, o modelo demonstrou boa aderência em velocidades mais altas, com direção precisa e respostas rápidas. No entanto, em vias urbanas, buracos e irregularidades são mais perceptíveis, o que pode incomodar em cidades com pavimentação precária.
O peso bem distribuído e o centro de gravidade baixo ajudam o 208 GT a se destacar em trechos sinuosos, rivalizando com o Volkswagen Polo TSI, conhecido pela dirigibilidade. As rodas de 17 polegadas, exclusivas da versão GT, reforçam a proposta esportiva, mas exigem cuidado extra em lombadas e valetas.
Teto panorâmico como diferencial
Um dos maiores trunfos do Peugeot 208 GT é o teto panorâmico, item raro no segmento de hatches compactos. Disponível de série na versão topo de linha, ele agrega sofisticação e sensação de amplitude na cabine. Na versão Allure, o teto é oferecido no pacote opcional “Pack Advance”, que custa R$ 7 mil e inclui bancos com costura especial e volante em couro.
Esse diferencial coloca o 208 à frente de concorrentes como Hyundai HB20 e Chevrolet Onix, que não oferecem teto panorâmico nem como opcional. Para famílias ou motoristas que valorizam itens de conforto, o recurso é um atrativo significativo, especialmente em viagens longas.
Acabamento interno sofisticado
O interior do Peugeot 208 GT impressiona pelo cuidado nos detalhes. Os bancos esportivos com costuras verdes neón, o volante compacto e os plásticos de boa qualidade elevam o padrão da cabine. O design segue a proposta i-Cockpit, com painel de instrumentos elevado e central multimídia de 10 polegadas. Embora o uso de plásticos rígidos seja comum no segmento, a Peugeot capricha na textura e na montagem, transmitindo sensação de robustez.
Comparado ao Hyundai HB20, que aposta em linhas mais simples, o 208 GT entrega uma experiência visual mais premium. A iluminação ambiente e os detalhes em preto brilhante reforçam a identidade esportiva da versão.
Espaço interno é ponto fraco
Apesar dos pontos positivos, o Peugeot 208 GT decepciona no espaço interno. Com 4,05 metros de comprimento e entre-eixos de 2,54 metros, o hatch é compacto demais para acomodar confortavelmente cinco ocupantes. Na segunda fileira, o espaço para os joelhos é limitado, especialmente para passageiros acima de 1,70 m. O assento central, elevado e com túnel proeminente, é adequado apenas para crianças.
- Dimensões do Peugeot 208 GT:
- Comprimento: 4,05 m
- Largura: 1,74 m
- Altura: 1,45 m
- Entre-eixos: 2,54 m
Rivais como o Volkswagen Polo, com 2,56 m de entre-eixos, oferecem mais conforto para os ocupantes traseiros. A ausência de saídas de ar ou portas USB na segunda fileira também é uma desvantagem frente a concorrentes mais equipados.
Porta-malas abaixo da média
O porta-malas do Peugeot 208 GT, com apenas 265 litros, é outro ponto crítico. O volume é inferior ao de rivais diretos: o Hyundai HB20 tem 300 litros, o Volkswagen Polo também 300 litros, e até o Chevrolet Onix, com 275 litros, supera o modelo da Peugeot. Para famílias ou motoristas que precisam de espaço para bagagens, o 208 GT exige planejamento extra.
Testes práticos mostram que o porta-malas comporta cerca de duas malas médias ou algumas sacolas de compras, mas não é ideal para viagens longas com mais ocupantes. A tampa traseira, com abertura ampla, facilita o acesso, mas não compensa a capacidade reduzida.
Recursos de assistência limitados
O pacote de segurança ativa do Peugeot 208 GT é básico para um modelo topo de linha. Embora inclua frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa, recursos como piloto automático adaptativo e alerta de ponto cego estão ausentes. Esses itens, presentes em rivais como o Volkswagen Polo Highline, elevam o padrão de segurança e conforto.
A câmera de ré com visão 360°, apesar de útil, tem resolução baixa e demora para carregar, o que compromete a experiência em manobras. A Peugeot poderia investir em atualizações para equiparar o 208 GT aos concorrentes mais tecnológicos.
Ergonomia divide opiniões
A proposta i-Cockpit, com volante menor e painel de instrumentos elevado, é uma marca registrada da Peugeot, mas não agrada a todos. Alguns motoristas elogiam a posição de dirigir, que facilita a visualização do cluster 3D, enquanto outros relatam dificuldade em encontrar uma postura confortável. A regulagem de altura do volante e do banco ajuda, mas não elimina o problema para todos os perfis de condutores.
O painel digital 3D, embora moderno, exibe informações limitadas e tem personalização restrita. Comparado ao cluster do Volkswagen Polo, que oferece mais dados e ajustes, o do 208 GT fica aquém das expectativas para um modelo de R$ 124.990.
Preparação para o futuro híbrido
A Peugeot já planeja o próximo passo para o 208 no Brasil. Testes recentes flagraram uma versão híbrida do hatch, que deve combinar o motor 1.0 turbo com um sistema elétrico, similar ao usado nos modelos Pulse e Fastback da Fiat. A novidade, prevista para chegar ao mercado em 2026, promete melhorar o consumo e reduzir emissões, mantendo o desempenho do GT.
A eletrificação é uma resposta às tendências do mercado automotivo, que exige opções mais sustentáveis. A Peugeot também oferece o e-208 GTi, um modelo elétrico com 280 cv, mas sua disponibilidade no Brasil ainda é incerta devido ao preço elevado e à infraestrutura limitada para recarga.