Lionel Messi lidera salários no Mundial de Clubes 2025 com US$ 135 milhõesPor Thiago Lemos
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No dia 14 de junho de 2025, o Hard Rock Stadium, em Miami, foi palco da abertura da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, com o confronto entre Inter Miami, liderado por Lionel Messi, e o Al Ahly, do Egito. O craque argentino, aos 38 anos, não apenas comandou a equipe americana em campo, mas também se destacou fora dele, liderando o ranking de salários do torneio com impressionantes US$ 135 milhões por ano, equivalente a cerca de R$ 720 milhões. A partida, que terminou em empate sem gols, marcou o início de um campeonato reformulado, com 32 equipes, e trouxe à tona discussões sobre os altos salários no futebol mundial. O evento, transmitido por plataformas como CazéTV e Disney+, atraiu um público de 60.927 torcedores, mas enfrentou desafios com baixa procura por ingressos. A presença de Messi, oito vezes eleito melhor do mundo, reforça o apelo global do torneio, que reúne estrelas como Mbappé, Haaland e Vinicius Jr.
O jogo inaugural foi mais do que uma simples estreia. Representou o pontapé inicial de um formato inédito, com fase de grupos e maior número de participantes, elevando a competição a um novo patamar. Apesar do empate, o Inter Miami, fundado em 2018, mostrou flashes de qualidade com Messi, Suárez e Busquets, enquanto o Al Ahly, maior campeão africano, demonstrou organização tática. A presença de jogadores de alto calibre financeiro no torneio reflete a crescente comercialização do futebol.
A escalada salarial no futebol global, evidenciada pelo ranking divulgado pela Forbes, colocou Messi no centro das atenções. O argentino, que trocou o PSG pelo Inter Miami em 2023, superou nomes como Kylian Mbappé, do Real Madrid, com US$ 90 milhões anuais, e Erling Haaland, do Manchester City, com US$ 62 milhões. Esses valores astronômicos destacam a disparidade financeira entre os principais atletas e levantam debates sobre sustentabilidade no esporte.
Salários astronômicos em destaque
O ranking de salários da Copa do Mundo de Clubes, publicado pela Forbes, revelou números impressionantes. Lionel Messi encabeça a lista com uma remuneração anual de US$ 135 milhões, valor que inclui contratos publicitários e bônus, além do salário base. Em comparação, Mbappé, segundo colocado, recebe US$ 90 milhões, enquanto Haaland e Vinicius Jr., do Real Madrid, aparecem com US$ 62 milhões e US$ 55 milhões, respectivamente.
Esses valores refletem o peso comercial de cada jogador. Messi, com sua trajetória lendária no Barcelona e na seleção argentina, continua sendo uma máquina de atrair patrocinadores. Sua mudança para a MLS trouxe visibilidade sem precedentes à liga americana, com aumento no público e nas vendas de camisas do Inter Miami. Mbappé, por outro lado, enfrenta questionamentos após uma temporada sem títulos expressivos no Real Madrid, mas segue como um dos rostos mais valiosos do futebol.
- Principais salários do Mundial de Clubes:
- Lionel Messi (Inter Miami): US$ 135 milhões
- Kylian Mbappé (Real Madrid): US$ 90 milhões
- Erling Haaland (Manchester City): US$ 62 milhões
- Vinicius Jr. (Real Madrid): US$ 55 milhões
- Harry Kane (Bayern de Munique): US$ 39 milhões
Os números impressionam, mas também geram críticas. Especialistas apontam que os altos salários podem pressionar os clubes financeiramente, especialmente em ligas menos ricas, como a MLS, onde o Inter Miami depende de investidores para bancar seu elenco estelar.
Ladies and gentlemen, @OscarUstari 😮💨🔥 pic.twitter.com/jfomOcGwB9
— Inter Miami CF (@InterMiamiCF) June 16, 2025
Abertura marcada por equilíbrio
A partida entre Inter Miami e Al Ahly foi um reflexo da competitividade do torneio. No primeiro tempo, os egípcios dominaram as ações, com jogadas rápidas e organização defensiva. Um pênalti desperdiçado por Trézéguet, reforço do Al Ahly, manteve o placar zerado. O goleiro Ustari, do Inter Miami, foi eleito o melhor em campo, com defesas cruciais.
Na segunda etapa, Messi assumiu o protagonismo. Um lance emblemático foi sua cobrança de falta que enganou a torcida, batendo na rede pelo lado de fora, em um “gol fantasma”. Apesar de criar chances, o Inter Miami não conseguiu superar a sólida defesa do Al Ahly, liderada pelo goleiro El-Shenawy. O empate deixou as duas equipes com um ponto no Grupo A, que ainda conta com Palmeiras e Porto.
O jogo também destacou a inexperiência do Inter Miami em competições internacionais. Fundado há apenas sete anos, o clube americano enfrenta adversários com longa tradição, como o Al Ahly, que ostenta 12 títulos da Liga dos Campeões da África. A presença de veteranos como Suárez e Busquets, ex-companheiros de Messi no Barcelona, é um trunfo, mas a falta de entrosamento defensivo foi evidente.
Desafios comerciais do torneio
Apesar do brilho de Messi, o Mundial de Clubes enfrentou dificuldades para atrair público. A organização reduziu drasticamente os preços dos ingressos, de US$ 359 para US$ 69, em uma tentativa de lotar o Hard Rock Stadium. Promoções, como descontos para estudantes, também foram implementadas. Ainda assim, cerca de 70% da capacidade do estádio foi ocupada, um contraste com o apelo esperado para um torneio com tantas estrelas.
A baixa procura reflete incertezas sobre o interesse global no novo formato. Clubes europeus, como PSG e Manchester City, são apontados como favoritos, mas há dúvidas sobre o comprometimento de seus jogadores, já que o torneio ocorre no meio da temporada europeia. A Fifa, presidida por Gianni Infantino, aposta na presença de astros como Messi para alavancar a audiência e os patrocínios.
Messi e o impacto na MLS
A chegada de Lionel Messi ao Inter Miami, em 2023, transformou a Major League Soccer. O argentino não apenas elevou o nível técnico da liga, mas também atraiu outros craques, como Suárez, Busquets e Jordi Alba. Em 2025, Messi soma 15 gols e seis assistências em 20 jogos, números que reforçam sua capacidade de atuar em alto nível mesmo aos 38 anos.
O impacto vai além do campo. A MLS registrou aumento de 30% na audiência televisiva desde a chegada de Messi, e o Inter Miami quebrou recordes de venda de ingressos e produtos licenciados. A conquista da Supporters’ Shield em 2024, título dado ao melhor time da temporada regular, garantiu a vaga no Mundial, mas também gerou críticas. Alguns analistas questionaram a escolha do Inter Miami como representante do país-sede, alegando favorecimento comercial pela presença de Messi.
Al Ahly: tradição africana em foco
O Al Ahly, adversário do Inter Miami na estreia, é um gigante do futebol africano. Com 45 títulos nacionais e 12 continentais, o clube egípcio chegou ao Mundial credenciado por sua campanha na Liga dos Campeões da CAF em 2024. Sob o comando do técnico espanhol José Riveiro, contratado semanas antes do torneio, o time mostrou solidez defensiva e velocidade nos contra-ataques.
Jogadores como Emam Ashour, meio-campista da seleção egípcia, e o reforço Zizo, ex-Zamalek, foram peças-chave na estreia. Zizo, inclusive, causou furor no mercado egípcio ao trocar o maior rival pelo Al Ahly, com seu vídeo de apresentação alcançando 27 milhões de visualizações em 24 horas. A experiência do clube em competições internacionais, com quatro terceiros lugares no antigo formato do Mundial, dá confiança para enfrentar adversários de peso.
- Destaques do Al Ahly no Mundial:
- Emam Ashour: Meio-campista com 28 participações em gols na última temporada.
- Zizo: Reforço vindo do rival Zamalek, eleito melhor jogador do clube por três anos.
- Mohamed El-Shenawy: Goleiro e capitão, símbolo da solidez defensiva.
Formato inovador do Mundial
A Copa do Mundo de Clubes de 2025 introduziu um formato com 32 equipes, divididas em oito grupos de quatro, seguido de mata-mata. A competição, que acontece entre 14 de junho e 13 de julho, é a maior da história do torneio. Além de Inter Miami e Al Ahly, clubes como Palmeiras, Flamengo, Real Madrid e PSG estão na disputa, com um prêmio estimado em US$ 100 milhões para o campeão.
A Fifa busca consolidar o torneio como um evento global, comparável à Copa do Mundo de seleções. A cerimônia de abertura, com shows musicais e apresentações no estilo NBA, reforçou a aposta em um espetáculo grandioso. No entanto, a resistência de clubes europeus, preocupados com o calendário apertado, e a ação judicial da FIFPRO contra a sobrecarga de jogos são obstáculos a serem superados.
Outros astros em campo
Além de Messi, o Mundial reúne jogadores de elite. Kylian Mbappé, apesar de uma temporada irregular no Real Madrid, é uma das grandes atrações. Erling Haaland, artilheiro do Manchester City, e Vinicius Jr., destaque do Real Madrid, também estão na disputa. Cole Palmer, do Chelsea, e Ousmane Dembélé, do PSG, completam a lista de talentos que prometem brilhar nos Estados Unidos.
Cada jogador traz sua própria narrativa. Haaland, por exemplo, busca seu primeiro título mundial, enquanto Vinicius Jr. visa consolidar seu status como um dos melhores do mundo. A presença de jovens promissores, como Franco Mastantuono, do River Plate, adiciona frescor ao torneio, que mescla experiência e juventude.
Preparação do Inter Miami
Sob o comando de Javier Mascherano, o Inter Miami chegou ao Mundial com uma temporada sólida na MLS, mas sem amistosos recentes. A estratégia foi focada na recuperação física de Messi e na integração de jovens talentos, como o venezuelano Alejandro Bran, de 22 anos, comparado a Busquets por sua visão de jogo. A equipe, no entanto, enfrenta críticas por sua fragilidade defensiva, um ponto explorado pelo Al Ahly na estreia.
Mascherano, ex-companheiro de Messi no Barcelona, destacou a importância de criar um ambiente favorável para o craque. A química entre os veteranos do Inter Miami é um diferencial, mas a falta de experiência em torneios globais pode pesar contra adversários mais rodados, como Palmeiras e Porto, próximos rivais no Grupo A.
Expectativas para o Grupo A
O Grupo A, que inclui Inter Miami, Al Ahly, Palmeiras e Porto, promete ser um dos mais equilibrados do Mundial. O Palmeiras, campeão da Libertadores em 2021, estreia contra o Porto, enquanto o Inter Miami enfrenta os portugueses na próxima rodada. O Al Ahly, por sua vez, terá o Palmeiras como adversário no dia 23 de junho.
A combinação de estilos distintos – a técnica sul-americana, a organização europeia, a velocidade africana e o pragmatismo americano – torna o grupo imprevisível. Messi, com sua capacidade de decidir jogos, é a principal arma do Inter Miami, mas o coletivo será testado contra equipes mais experientes.







