Merentiel marca, mas VAR anula gol do Boca em jogo tenso no Mundial de ClubesPor Janderson
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Em um jogo eletrizante no Geodis Park, em Nashville, o Boca Juniors enfrentou o Auckland City pela terceira rodada do Grupo C do Mundial de Clubes 2025, no dia 24 de junho. A partida, marcada por momentos de alta tensão, teve um gol anulado pelo VAR no segundo tempo, quando Miguel Merentiel colocou a bola na rede, mas a decisão arbitral mudou o rumo do confronto. O lance, ocorrido após os 59 minutos, gerou frustração na equipe argentina, que buscava uma vitória expressiva. A anulação veio após revisão que apontou um toque no braço de Kevin Zenón antes do passe para Merentiel. Mesmo com o jogo ainda em andamento, o placar seguia 1 a 1, com os dois times já eliminados. O confronto, interrompido por uma ameaça de tormenta elétrica, continuou com ritmo de amistoso, mas com lances que mantiveram a atenção dos torcedores.
A partida começou com o Boca Juniors pressionando, ciente da necessidade de golear para manter chances de classificação, embora a vitória do Benfica sobre o Bayern Munich já tivesse selado a eliminação dos argentinos. O calor intenso de 38 graus em Nashville exigiu pausas para hidratação, enquanto a torcida xeneize, fiel, transformava o estádio em um caldeirão azul e amarelo.
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- Principais momentos iniciais:
- Boca dominou a posse de bola nos primeiros minutos, buscando espaços na defesa neozelandesa.
- Auckland City surpreendeu com uma tentativa de contra-ataque aos 6 minutos, neutralizada por Marchesín.
- O gol de abertura veio de um erro do goleiro Garrow, que marcou contra após cabeceio de Di Lollo.
O jogo, apesar de sua relevância reduzida, trouxe lances que evidenciaram a garra do Boca Juniors, mesmo diante de um cenário desfavorável.
Primeiro tempo de oportunidades perdidas
O Boca Juniors entrou em campo com uma formação ofensiva, escalando Edinson Cavani e Miguel Merentiel no ataque, apoiados por Zeballos e Palacios nas pontas. Aos 26 minutos, Lautaro Di Lollo abriu o placar após um cabeceio que resultou em um gol contra do goleiro Nathan Garrow. A vantagem, porém, não trouxe tranquilidade. O Auckland City, mesmo sendo um time semiprofissional, mostrou organização e conseguiu equilibrar as ações.
Palacios, um dos destaques do primeiro tempo, quase ampliou com um chute de longa distância que acertou o travessaño. Merentiel também teve chance clara, mas seu cabeceio parou no poste. Apesar das oportunidades, o Boca não conseguiu converter a superioridade em gols, indo para o intervalo com a mínima vantagem de 1 a 0. A torcida, que lotava as arquibancadas, seguia incentivando, mas a notícia da vitória parcial do Benfica sobre o Bayern já começava a desanimar os jogadores.
Auckland surpreende no início do segundo tempo
Logo aos 7 minutos da etapa final, o Auckland City alcançou um feito histórico. Em seu primeiro escanteio da partida, Christian Gray subiu mais alto que a defesa argentina e cabeceou para empatar o jogo em 1 a 1. O gol, celebrado com entusiasmo pelos neozelandeses, marcou o primeiro do clube no Mundial de Clubes. A jogada, iniciada por um cruzamento preciso de Jerson Lagos, pegou a defesa do Boca desprevenida.
O empate trouxe um novo desafio para o time de Miguel Ángel Russo, que precisava retomar o controle do jogo. A entrada de Milton Giménez e Malcom Braida, substituindo Cavani e Velasco, foi uma tentativa de dar mais fôlego ao ataque. No entanto, o ritmo da partida caiu, com os dois times já sem chances de avançar, o que deu ao confronto um tom de amistoso.
O momento decisivo do VAR
Aos 59 minutos, o Boca Juniors viveu seu momento de maior emoção no segundo tempo. Kevin Zenón, que havia entrado no lugar de Zeballos ainda no primeiro tempo, fez um passe preciso para Miguel Merentiel, que finalizou com categoria para marcar o que seria o 2 a 1. A torcida explodiu em Nashville, mas a comemoração durou pouco. O árbitro, após ser chamado pelo VAR, revisou a jogada e identificou um toque no bíceps esquerdo de Zenón antes do passe.
O lance gerou indignação entre os jogadores do Boca, que cercaram o juiz em busca de explicações. A decisão, no entanto, foi mantida, e o placar voltou a 1 a 1. A anulação reacendeu memórias de outros momentos polêmicos envolvendo o VAR em jogos do clube argentino, mas o foco dos jogadores precisou retornar ao campo, onde o jogo seguia aberto.
Linha do tempo dos principais lances
- 26’ do 1º tempo: Lautaro Di Lollo cabeceia, e Nathan Garrow marca gol contra, colocando o Boca na frente (1 a 0).
- 43’ do 1º tempo: Carlos Palacios acerta o travessaño com um chute de fora da área, quase ampliando o placar.
- 7’ do 2º tempo: Christian Gray empata para o Auckland City com um cabeceio após escanteio (1 a 1).
- 9’ do 2º tempo: Substituições no Boca: Milton Giménez e Malcom Braida entram no lugar de Cavani e Velasco.
- 59’ do 2º tempo: Merentiel marca, mas o gol é anulado pelo VAR por toque no braço de Zenón.
Interrupção por questões climáticas
Aos 9 minutos do segundo tempo, o jogo foi interrompido por uma ameaça de tormenta elétrica em Nashville. O árbitro, seguindo o protocolo de segurança, determinou que os jogadores deixassem o campo, e os torcedores foram orientados a buscar abrigo. A paralisação, que durou cerca de 50 minutos, trouxe um desafio adicional para as equipes, que precisaram manter a concentração em meio à pausa forçada.

A organização do Mundial de Clubes anunciou a retomada do jogo às 18h10, horário da Argentina, após garantir que as condições climáticas eram seguras. A volta ao campo viu um Boca Juniors tentando retomar o ímpeto ofensivo, mas o ritmo da partida permaneceu mais lento, com as duas equipes cientes de que o resultado não alteraria suas situações no torneio.
Desempenho individual em destaque
Carlos Palacios foi um dos nomes mais ativos do Boca Juniors, criando jogadas e arriscando chutes de longa distância. Sua atuação, embora não tenha resultado em gols, mostrou a importância do chileno no esquema de Russo. Pelo lado do Auckland, Christian Gray, além de marcar o gol de empate, foi sólido na defesa, dificultando as investidas de Merentiel e Giménez.
O goleiro Nathan Garrow, apesar do erro no gol contra, fez defesas importantes, como no chute de Advíncula e na tentativa de Cavani no primeiro tempo. A equipe neozelandesa, composta por jogadores semiprofissionais, demonstrou organização tática e aproveitou as poucas chances que teve, especialmente em jogadas de bola parada.
Cenário do grupo C
O Grupo C do Mundial de Clubes 2025 já estava definido antes mesmo do término da partida entre Boca Juniors e Auckland City. A vitória do Benfica por 1 a 0 sobre o Bayern Munich, com gol de Andreas Schjelderup, garantiu a classificação dos portugueses como líderes da chave, seguidos pelos alemães. O Boca, com apenas um ponto conquistado no empate contra o Benfica na primeira rodada, não conseguiu repetir o desempenho inicial e viu suas chances de avançar se dissiparem.
O Auckland City, por sua vez, chegou à última rodada sem pontos, após derrotas expressivas para Bayern (10 a 0) e Benfica (6 a 0). O empate momentâneo contra o Boca, no entanto, foi um marco para o clube, que celebrou o primeiro gol na competição.
Foco na continuidade do jogo
Com o placar em 1 a 1 e o jogo ainda em andamento após os 59 minutos, o Boca Juniors seguia buscando o ataque, embora sem a mesma intensidade do início. A equipe de Russo, mesmo eliminada, tentava encerrar sua participação no Mundial com dignidade. O Auckland, por outro lado, jogava com leveza, aproveitando a oportunidade de enfrentar um gigante do futebol sul-americano.
A partida, que ainda reservava minutos de emoção, mantinha a expectativa dos torcedores, especialmente pela possibilidade de novos lances decisivos. O VAR, que já havia protagonizado um momento crucial, seguia como um elemento de atenção, enquanto os jogadores lidavam com o desgaste físico causado pelo calor e pela interrupção climática.
Detalhes táticos e estratégias
Miguel Ángel Russo optou por uma formação 4-1-3-2, com Battaglia como volante de contenção e Palacios, Zeballos e Velasco na criação. A escolha por dois atacantes de área, Cavani e Merentiel, visava explorar a fragilidade defensiva do Auckland, que sofreu 16 gols nos dois primeiros jogos. No entanto, a falta de precisão nas finalizações e a solidez de Gray na zaga neozelandesa dificultaram a tarefa.
O Auckland, treinado por Paul Posa, apostou em uma postura defensiva, com linhas compactas e saídas rápidas em contra-ataques liderados por Dylan Manickum e Myer Bevan. O gol de empate, em uma jogada ensaiada de escanteio, evidenciou a preparação do time para aproveitar as poucas oportunidades.
A torcida como protagonista
A presença massiva da torcida do Boca Juniors em Nashville transformou o Geodis Park em uma extensão da Bombonera. Mesmo com a eliminação confirmada, os cânticos e a energia dos torcedores mantiveram o ambiente vibrante. A interação entre a equipe e a arquibancada foi um dos pontos altos da partida, com os jogadores reconhecendo o apoio após cada lance de perigo.
O Mundial de Clubes, que reuniu clubes de todos os continentes, viu na torcida xeneize um exemplo de paixão pelo futebol. A festa nas arquibancadas, com bandeiras e batuques, contrastava com o clima de desânimo em campo, mas reforçava a identidade do clube argentino.















