Fluminense alcança R$ 329 milhões com vaga na semifinal do Mundial de Clubes da FIFAPor Carolina Costa
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Fluminense faz história na Copa do Mundo de Clubes 2025 ao garantir R$ 329,4 milhões em premiações com a vaga na semifinal, após vencer o Al-Hilal por 2 a 1, em Orlando, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira, 4 de julho. A classificação, marcada por gols de Martinelli e Hércules, superou os R$ 194 milhões acumulados em 2023, ano do título da Libertadores. O jogo, disputado no Camping World Stadium, consolidou o Tricolor como o clube brasileiro de maior arrecadação no torneio, destacando-se entre os 32 participantes. A conquista reflete o desempenho sólido do time de Renato Gaúcho, que agora enfrenta desafios com desfalques importantes.
A trajetória do Fluminense no torneio começou com a participação garantida pela conquista da Libertadores 2023. Desde então, o clube acumulou vitórias e empates que engordaram os cofres tricolores. A vitória sobre o Al-Hilal, clube saudita reforçado por investimentos pesados, foi um marco, não apenas financeiro, mas também esportivo, colocando o Fluminense entre os quatro melhores do mundo.
- Fases superadas: Fase de grupos, oitavas, quartas e agora a semifinal.
- Premiação acumulada: R$ 329,4 milhões, recorde histórico do clube.
- Próximo passo: Enfrentar o vencedor de PSG x Bayern na semifinal.
O feito foi celebrado pela torcida, que lotou as arquibancadas em Orlando, e repercutiu globalmente, com a imprensa internacional destacando a campanha tricolor como um momento histórico para o futebol sul-americano.
Premiação por etapa no Mundial
Cada fase do torneio trouxe valores significativos ao Fluminense. A simples participação na fase de grupos rendeu US$ 15,2 milhões, equivalente a R$ 82,4 milhões na cotação atual. A vitória contra o Ulsan, da Coreia do Sul, adicionou US$ 2 milhões, enquanto os empates com Borussia Dortmund e Mamelodi Sundowns contribuíram com mais US$ 2 milhões. A classificação para as oitavas de final, confirmada após o empate sem gols contra o Mamelodi, garantiu US$ 7,5 milhões. Já a vitória por 2 a 0 sobre a Inter de Milão, nas oitavas, rendeu US$ 13,1 milhões, e a vaga na semifinal, após o triunfo contra o Al-Hilal, trouxe mais US$ 21 milhões.
Se avançar à final, o clube pode garantir US$ 30 milhões como vice-campeão ou US$ 40 milhões como campeão, valores que podem elevar a premiação total a patamares nunca antes alcançados por um clube brasileiro em uma única competição. A cotação do dólar, atualizada em 4 de julho, reforça a relevância financeira desses números para o Fluminense.
Desafios na semifinal
A classificação para a semifinal trouxe não apenas benefícios financeiros, mas também obstáculos. Dois jogadores fundamentais, Freytes e Martinelli, estão suspensos para o próximo jogo devido a cartões acumulados. Martinelli, autor de um dos gols contra o Al-Hilal, é peça-chave no meio-campo, e sua ausência exigirá ajustes táticos do técnico Renato Gaúcho. Freytes, por sua vez, vinha sendo titular na defesa, que já conta com a experiência de Thiago Silva.
O Fluminense agora aguarda o vencedor do confronto entre PSG e Bayern de Munique, marcado para 5 de julho. Ambos os adversários são considerados favoritos ao título, com elencos recheados de estrelas e investimentos financeiros robustos. O PSG, campeão da Champions League 2025, chega embalado, enquanto o Bayern mantém sua tradição de competitividade em torneios internacionais.
Caminho até a semifinal
O Fluminense começou sua campanha no Grupo F, ao lado de Borussia Dortmund, Ulsan Hyundai e Mamelodi Sundowns. A estreia contra o Borussia, em 17 de junho, terminou em empate sem gols, mas mostrou a solidez defensiva do Tricolor. Contra o Ulsan, no dia 20, o time venceu por 2 a 1, com destaque para o atacante Germán Cano, que marcou um dos gols. O empate com o Mamelodi, em 25 de junho, garantiu a classificação para as oitavas, onde o Fluminense enfrentou a Inter de Milão.
A vitória por 2 a 0 sobre os italianos, com gols de Cano e Hércules, foi um dos momentos mais celebrados da campanha. O jogo, disputado em Charlotte, marcou a superação do Tricolor contra um adversário que havia sido vice-campeão da Champions League. Na quartas, o confronto com o Al-Hilal testou a capacidade do Fluminense de lidar com a pressão de um clube apoiado por um fundo soberano saudita.
Impacto financeiro histórico
A premiação acumulada de R$ 329,4 milhões é um marco para o Fluminense. Em 2023, o clube havia alcançado R$ 194 milhões com a conquista da Libertadores, a sétima colocação no Brasileirão, a eliminação nas oitavas da Copa do Brasil e o vice-campeonato no Mundial de Clubes. A campanha atual, porém, já superou esse valor em mais de R$ 135 milhões, consolidando a temporada 2025 como a mais lucrativa da história do clube.
Os recursos financeiros podem ser fundamentais para o planejamento do Fluminense em 2026. O clube enfrenta dificuldades para contratar reforços devido às limitações do mercado, mas a injeção de verba pode permitir investimentos em infraestrutura, pagamento de dívidas e contratações estratégicas para a próxima temporada.
Destaques do elenco tricolor
O desempenho do Fluminense no Mundial reflete a qualidade de seu elenco. Germán Cano, artilheiro e ídolo da torcida, tem sido decisivo, marcando gols em momentos cruciais. Thiago Silva, com sua experiência em clubes europeus, trouxe liderança à defesa. Hércules, jovem revelação, ganhou destaque com o gol que selou a vitória contra a Inter de Milão.
- Cano: Artilheiro do time no torneio, com três gols.
- Thiago Silva: Líder defensivo, com atuações sólidas.
- Hércules: Promessa que brilhou nas oitavas e quartas.
- Renato Gaúcho: Técnico que ajustou o time em jogos decisivos.
A ausência de Soteldo, lesionado, foi compensada pelo bom desempenho de outros jogadores, como Arias e Serna, que têm dado velocidade ao ataque. A suspensão de Martinelli e Freytes, porém, será um teste para a profundidade do elenco.
Repercussão global da campanha
A imprensa internacional destacou a campanha do Fluminense como um feito notável. Jornais europeus e sul-americanos publicaram matérias exaltando a vitória sobre o Al-Hilal, um clube que gastou 12 vezes mais que o Tricolor em contratações nos últimos dois anos. A expressão “um Fluminense para a história” foi usada por um veículo argentino, enquanto a mídia espanhola apontou o Tricolor como a principal surpresa do torneio.
A torcida tricolor, presente em peso nos estádios americanos, também ganhou destaque. Mais de 60 mil torcedores compareceram ao jogo contra a Inter de Milão, e a expectativa é de casa cheia na semifinal, reforçando o apoio ao time em solo estrangeiro.
Próximos passos no torneio
O Fluminense enfrenta a semifinal em 9 de julho, em um dos 12 estádios que sediam o Mundial nos Estados Unidos. A competição, que começou em 14 de junho e termina em 13 de julho, reúne 32 clubes de todos os continentes. Apenas Palmeiras, entre os brasileiros, também chegou às quartas, mas o Fluminense é o único do país na semifinal.
O adversário, seja PSG ou Bayern, exigirá uma estratégia diferente. O PSG, com sua tríplice coroa europeia, é liderado por jogadores como Kylian Mbappé, enquanto o Bayern conta com a experiência de Harry Kane e Thomas Müller. Renato Gaúcho já sinalizou que o time manterá a postura ofensiva, mas com ajustes para compensar os desfalques.
Estrutura do Mundial de Clubes
O torneio, organizado pela FIFA, adotou um formato inspirado na Copa do Mundo, com oito grupos de quatro equipes. Os dois melhores de cada grupo avançaram às oitavas, e os mata-matas decidem os classificados até a final. O Fluminense terminou a fase de grupos na segunda posição do Grupo F, atrás do Borussia Dortmund, mas superou as expectativas ao eliminar gigantes como Inter de Milão e Al-Hilal.
A premiação total do torneio é a maior da história do futebol, com valores que podem ultrapassar US$ 100 milhões para o campeão. A FIFA estima que o Mundial gere receita recorde, impulsionada pela presença de clubes como Real Madrid, Manchester City e Chelsea, além dos brasileiros.
Torcida e logística nos EUA
A campanha do Fluminense mobilizou milhares de torcedores, que viajaram aos Estados Unidos para acompanhar os jogos. A escolha dos estádios, como o Camping World Stadium e o Hard Rock Stadium, foi elogiada pela infraestrutura, mas a distância entre as sedes gerou desafios logísticos para os fãs. A FIFA garantiu transporte e hospedagem facilitados, mas os custos elevados limitaram a presença de alguns torcedores.
Os jogos do Fluminense foram transmitidos no Brasil pela CazéTV, Globo, sportv e DAZN, com audiência recorde. A partida contra o Al-Hilal registrou picos de 20 milhões de telespectadores, refletindo o interesse nacional na campanha tricolor.







