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Uma idosa de 68 anos, identificada como Cleuza Dias Ramos, foi encontrada morta no último domingo, 6 de julho de 2025, em sua residência no bairro Porto Grande, em Marechal Deodoro, região metropolitana de Maceió, Alagoas. O corpo apresentava marcas de estrangulamento, ferimentos na cabeça e escoriações na perna direita, levantando suspeitas de latrocínio, crime que envolve roubo seguido de morte. A Polícia Civil, sob coordenação da delegada Zenilde Pinheiro, já identificou um suspeito por meio de imagens de câmeras de segurança e intensifica as investigações. O crime chocou a comunidade local, e a família da vítima, que não recebia visitas frequentes de estranhos, busca respostas. A residência foi encontrada revirada, com o celular da vítima desaparecido, o que reforça a linha de investigação.

A descoberta do corpo ocorreu após o filho de Cleuza estranhar a falta de resposta da mãe, com quem havia combinado um almoço familiar. Ao chegar à casa, ele deparou-se com a cena trágica: armários revirados, objetos espalhados e a idosa caída no corredor. A Polícia Militar foi acionada imediatamente, e a perícia técnica confirmou sinais de violência.

  • Detalhes iniciais do crime: A vítima apresentava marcas de unhas no pescoço, sugerindo estrangulamento.
  • Cenário da residência: Guarda-roupas e armários foram violados, indicando busca por objetos de valor.
  • Pertences desaparecidos: O celular de Cleuza, que continha dados bancários, não foi localizado.
  • Perfil da vítima: Aposentada, vivia sozinha com renda inferior a um salário-mínimo.

A investigação ganhou força com a identificação de um suspeito em imagens de videomonitoramento, mas a Polícia Civil ainda trabalha para confirmar sua identidade e envolvimento no crime.

Avanço das investigações policiais

As diligências conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concentram-se na análise de imagens de câmeras de segurança da região. A delegada Zenilde Pinheiro, responsável pelo caso, informou que uma câmera capturou um indivíduo deixando a residência da vítima no período próximo ao crime. A polícia agora busca correlacionar essas imagens com outros indícios coletados no local. A Unidade de Atendimento de Local de Crime 2 (UALC 2) realizou levantamentos preliminares, que apontam para um crime motivado por roubo.

Além das imagens, os investigadores coletaram depoimentos de familiares e vizinhos. Segundo relatos, Cleuza Dias Ramos era uma pessoa reservada, com rotina simples e sem histórico de desavenças. A ausência de visitas frequentes de desconhecidos na casa reforça a hipótese de que o criminoso aproveitou a vulnerabilidade da idosa, que vivia sozinha. A Polícia Civil também apura se o suspeito tinha conhecimento prévio da rotina da vítima ou se o crime foi oportunista.

A perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) foi crucial para descartar a possibilidade de morte por causas naturais, como inicialmente cogitado no local. Os legistas confirmaram que as marcas no pescoço e os ferimentos na cabeça indicam uma ação violenta, com sinais de tentativa de defesa por parte da vítima.

Polícia Civil
Polícia Civil – Foto: Divulgação/PCMS

Perfil da vítima e contexto social

Cleuza Dias Ramos, de 68 anos, era aposentada e vivia com uma renda modesta, inferior a um salário-mínimo mensal. Moradora do bairro Porto Grande, ela mantinha uma vida discreta, sem receber visitas frequentes de pessoas fora do círculo familiar. Familiares relataram que a idosa fazia uso de medicamentos para hipertensão, mas não apresentava problemas de saúde graves que justificassem uma morte súbita.

O bairro Porto Grande, localizado em Marechal Deodoro, é uma área residencial na região metropolitana de Maceió, conhecida por sua tranquilidade, mas que, como outras localidades de Alagoas, enfrenta desafios relacionados à segurança pública. Crimes como latrocínio, embora não sejam frequentes na região, geram grande comoção, especialmente quando vitimam pessoas idosas e vulneráveis.

  • Rotina da vítima: Cleuza mantinha hábitos simples, com foco em compromissos familiares.
  • Condições financeiras: A renda limitada a tornava um alvo improvável para crimes planejados.
  • Saúde: O uso de medicamentos era controlado, sem histórico de emergências médicas.

A família, ainda abalada, destacou a importância de esclarecer o caso para evitar que outros moradores da região enfrentem situações semelhantes.

Ação da perícia e do Instituto Médico Legal

O trabalho do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Científica foi essencial para esclarecer as circunstâncias da morte. O corpo de Cleuza foi recolhido para exames detalhados em Maceió, onde os legistas confirmaram que a idosa morreu horas antes da descoberta do corpo. As marcas de unhas no pescoço, associadas a ferimentos na cabeça e na perna direita, indicam que a vítima tentou se defender do agressor.

A análise pericial também revelou que a residência apresentava sinais claros de violação. A carteira de Cleuza foi encontrada aberta, com objetos pessoais espalhados, e a ausência do celular levantou a suspeita de que o criminoso buscava itens de valor ou informações financeiras. O IML descartou qualquer possibilidade de morte por causas naturais, reforçando a linha de investigação de latrocínio.

Latrocínio: um crime em foco

O latrocínio, definido como roubo seguido de morte, é um crime que preocupa as autoridades de Alagoas, especialmente em casos envolvendo vítimas idosas. A Polícia Civil trata o caso de Cleuza como um exemplo dessa modalidade criminosa, já que a residência foi revirada e o celular da vítima, que poderia conter dados bancários, foi levado.

Embora as estatísticas específicas de latrocínio em Marechal Deodoro não sejam amplamente divulgadas, casos semelhantes em Alagoas mostram que idosos são alvos frequentes devido à percepção de vulnerabilidade. A ausência de um sistema robusto de segurança residencial, como câmeras ou alarmes, pode facilitar a ação de criminosos em áreas menos monitoradas.

  • Características do latrocínio: Combinação de roubo com violência letal.
  • Alvos comuns: Idosos e moradores de áreas com pouca vigilância.
  • Prevenção: Investimento em segurança residencial e denúncias anônimas.

A Polícia Civil reforça a importância de denúncias pelo Disque-Denúncia 181, garantindo o sigilo das informações.

Esforços para identificação do suspeito

A identificação de um suspeito por meio de câmeras de segurança é um avanço significativo na investigação. As imagens, capturadas nas proximidades da residência de Cleuza, mostram um indivíduo deixando o local em um horário compatível com o crime. A Polícia Civil agora trabalha para cruzar essas informações com outros dados, como registros criminais e testemunhos de moradores.

A delegada Zenilde Pinheiro destacou que as diligências estão em andamento, com foco na localização do suspeito e na coleta de provas que confirmem seu envolvimento. A polícia também analisa se o criminoso agiu sozinho ou com cúmplices, considerando a complexidade do crime e a violação da residência.

Repercussão na comunidade local

O assassinato de Cleuza Dias Ramos gerou revolta entre os moradores de Porto Grande. Vizinhos, que descreveram a idosa como uma pessoa amigável e reservada, expressaram preocupação com a segurança na região. A falta de policiamento ostensivo e a vulnerabilidade de idosos que vivem sozinhos foram temas recorrentes nas conversas entre a comunidade.

Organizações locais e lideranças comunitárias começaram a discutir medidas para reforçar a segurança, como a instalação de câmeras de monitoramento em pontos estratégicos e a criação de grupos de apoio para idosos. A prefeitura de Marechal Deodoro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas a pressão por ações preventivas cresce.

Importância das denúncias anônimas

A Polícia Civil enfatiza que a colaboração da população é fundamental para o avanço das investigações. O Disque-Denúncia 181 permite que informações sejam repassadas de forma anônima, garantindo a segurança de quem colabora. No caso de Cleuza, qualquer detalhe sobre movimentações suspeitas no bairro Porto Grande pode ser decisivo para a identificação do responsável.

A delegada Luci Mônica, titular do 2º Distrito Policial, reforçou que a polícia está comprometida em esclarecer o crime e levar o culpado à justiça. A expectativa é que as imagens de câmeras e os depoimentos coletados resultem em uma resolução rápida do caso.

Medidas de segurança em debate

O crime reacendeu o debate sobre a segurança de idosos que vivem sozinhos em áreas urbanas e periféricas. Especialistas em segurança pública apontam que medidas simples, como o reforço de portas e janelas, a instalação de câmeras de baixo custo e a comunicação regular com familiares, podem reduzir os riscos de crimes oportunistas.

Em Alagoas, programas de apoio a idosos, como os oferecidos por centros comunitários, também são vistos como uma forma de integrar essas pessoas à comunidade, diminuindo o isolamento. A morte de Cleuza serve como um alerta para a necessidade de políticas públicas que combinem prevenção e repressão ao crime.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil segue com as diligências para localizar o suspeito identificado nas câmeras. Além disso, a análise de possíveis impressões digitais e outros vestígios coletados na residência pode trazer novos elementos ao caso. A família de Cleuza, que ainda processa a perda, acompanha de perto os desdobramentos, na esperança de que a justiça seja feita.

O caso continua sob investigação, e a polícia mantém sigilo sobre detalhes adicionais para não comprometer o andamento do trabalho. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas nos próximos dias, à medida que as diligências avançam.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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