Atlético-MG em crise: Hulk revela atrasos salariais e busca por investidoresPor Maria
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O Atlético-MG enfrenta uma crise financeira que resultou em atrasos nos salários de julho e nos direitos de imagem de junho, gerando desconforto no elenco, liderado pelo atacante Hulk. A situação, revelada em 9 de julho de 2025, após uma reunião com a diretoria na Cidade do Galo, em Belo Horizonte, reflete um endividamento estimado em R$ 1,4 bilhão, segundo fontes próximas ao clube. Hulk, que recebe cerca de R$ 1,5 milhão mensais, classificou o momento como “delicado” e cobrou soluções rápidas da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que busca um aporte financeiro de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões para equilibrar as contas. A crise também envolve dívidas com outros clubes, como no caso do atacante Paulinho, vendido ao Palmeiras, e pendências com agentes. Apesar dos problemas, o elenco segue se preparando para o jogo contra o Bahia, em 12 de julho, pela 13ª rodada do Brasileirão.
A SAF do Atlético-MG, liderada pelos investidores conhecidos como “4 R’s” (Rubens Menin, Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador), contratou uma consultoria americana para atrair novos investidores. A situação não é nova, com atrasos recorrentes em 2024, incluindo salários, férias e premiações.
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Hulk, ídolo do clube desde 2021, expressou confiança nos gestores, mas destacou a ansiedade dos jogadores por respostas. A crise financeira ameaça a estabilidade do time, que investiu R$ 600 milhões no futebol em 2024. Alguns pontos centrais da situação incluem:
- Salários de julho, vencidos em 5 de julho, ainda não pagos.
- Direitos de imagem de junho, vencidos em 20 de junho, em aberto.
- Dívida de R$ 1,4 bilhão e busca por aporte de até R$ 700 milhões.
- Pendências com outros clubes, como a venda de Paulinho ao Palmeiras.
A crise financeira do Atlético-MG
O Atlético-MG vive um momento de instabilidade financeira, com uma dívida estimada em R$ 1,4 bilhão em 2025, apesar de uma redução de 35% desde a adoção do modelo SAF em 2023. A SAF, controlada pela Galo Holding com 75% das ações, enfrenta dificuldades para equilibrar as contas, agravadas por altos juros anuais de R$ 200 milhões pagos a instituições financeiras. Rafael Menin, um dos principais investidores, admitiu que o clube opera no limite, com um orçamento anual de R$ 500 milhões no futebol, incluindo salários, direitos de imagem e contratações.
A folha salarial do Atlético, estimada em R$ 210 milhões anuais, é uma das mais altas do futebol brasileiro. Hulk, com vencimentos de R$ 1,5 milhão mensais, lidera o elenco, seguido por jogadores como Dudu (R$ 900 mil) e Gustavo Scarpa. A crise atual não se limita aos salários, mas inclui dívidas com outros clubes e agentes, como no caso do atacante Paulinho, cuja transferência ao Palmeiras ainda tem repasses pendentes.
A diretoria, liderada pelo CEO Bruno Muzzi, trabalha com uma projeção de 60 a 120 dias para estabilizar as finanças, mas novos atrasos são esperados. A contratação de uma consultoria americana visa captar um aporte de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões, essencial para reduzir o endividamento e evitar cortes drásticos, como a redução da folha salarial em 2026.
Reação de Hulk e do elenco
Hulk, capitão e principal referência do Atlético-MG, foi o porta-voz do elenco ao abordar os atrasos salariais. Em entrevista após um treino em 9 de julho, ele descreveu a situação como “delicada” e revelou que os jogadores frequentemente perguntam sobre prazos para pagamento, sem respostas claras. “Chega um atleta ou outro e pergunta se tem alguma solução, se sabe quando vão pagar?”, disse, destacando o desconforto no vestiário.
Uma reunião com o CEO Bruno Muzzi, realizada em 8 de julho, trouxe um panorama da crise, mas não definiu datas para regularização. Hulk expressou confiança nos investidores, chamados de “grandes empresários”, mas pediu agilidade para que o elenco possa focar no futebol. Sua liderança é crucial, já que o atacante, contratado em 2021, nunca havia enfrentado atrasos no clube até esta temporada.
A torcida, ativa nas redes sociais, demonstrou preocupação, com comentários que variam entre apoio a Hulk e críticas à gestão da SAF. Alguns torcedores questionaram a administração dos “4 R’s”, enquanto outros pediram paciência, reconhecendo os esforços para sanar a crise.
Histórico de atrasos em 2024
Os atrasos salariais de julho não são um caso isolado. Em 2024, o Atlético-MG enfrentou problemas semelhantes em abril, maio e junho, com salários, direitos de imagem, férias e premiações do Campeonato Mineiro pagos fora do prazo. As férias dos jogadores, previstas para o período entre a Copa do Mundo de Clubes e o retorno do Brasileirão, também foram adiadas, com o clube prometendo compensação após a competição.
Além disso, o clube acumulou dívidas com outros times e agentes. A transferência de Paulinho para o Palmeiras, por exemplo, envolve pendências financeiras, com parcelas do acordo ainda não quitadas. Outros clubes, como Athletico, Botafogo, Corinthians, Coritiba e Cuiabá, também aguardam pagamentos por negociações de jogadores como Cuello.
Esses atrasos recorrentes geraram insatisfação no elenco, mas a diretoria mantém o assunto internamente, evitando pronunciamentos oficiais. A busca por novos investidores é vista como a principal solução para evitar que a crise se agrave nos próximos meses.
A estrutura da SAF e os “4 R’s”
A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG, implementada em 2023, foi criada para profissionalizar a gestão e reduzir o endividamento, que já ultrapassava R$ 2 bilhões. A Galo Holding, que detém 75% das ações, aportou R$ 913 milhões iniciais, dos quais R$ 313 milhões quitaram dívidas com os “4 R’s” (Rubens Menin, Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador). O restante, R$ 600 milhões, foi injetado no clube para operações e investimentos.
Os “4 R’s” são figuras centrais na gestão, mas enfrentam críticas de torcedores que questionam a sustentabilidade do modelo. Rafael Menin, em entrevista em dezembro de 2024, destacou que o clube trabalha com “pés no chão” para equilibrar desempenho esportivo e financeiro. A ausência de um investidor estrangeiro, devido à alta dívida, levou os atuais acionistas a manterem o controle, com novos aportes emergenciais em estudo.
A SAF contratou uma empresa americana para buscar investidores, com foco em um aporte de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões. A escolha do novo sócio é feita com cautela, priorizando a preservação da cultura e da relação com a torcida, segundo o CEO Bruno Muzzi.
Pendências além do elenco
Além dos atrasos salariais, o Atlético-MG enfrenta dívidas com outros clubes e agentes. A venda de Paulinho ao Palmeiras, realizada em 2024, ainda tem parcelas pendentes, o que gerou atritos com o clube paulista. Outras negociações, como a de Cuello, envolvem débitos com Athletico, Botafogo, Corinthians, Coritiba e Cuiabá, totalizando milhões em compromissos atrasados.
Essas pendências refletem a dificuldade do clube em gerenciar sua alta folha salarial e os custos de transferências. Em 2024, o Atlético investiu R$ 375 milhões em salários, direitos de imagem, premiações e logística, além de R$ 218 milhões em contratações, como Gustavo Scarpa e Brahian Palacios. A pressão financeira é agravada por juros de R$ 200 milhões pagos a bancos em 2024, com previsão de aumento em 2025.
A diretoria projeta um prazo de 60 a 120 dias para regularizar as finanças, mas a ausência de novos investidores pode levar a cortes drásticos, como a redução da folha salarial em 2026, impactando o elenco e a competitividade.
Preparação para o Brasileirão
Apesar da crise financeira, o Atlético-MG mantém o foco no Brasileirão, com um jogo crucial contra o Bahia em 12 de julho, na Arena Fonte Nova, pela 13ª rodada. O técnico Cuca, que retornou ao clube em 2025, comandou um treino aberto à imprensa em 9 de julho, esboçando a equipe titular. O atacante Cuello, recém-recuperado de lesão, treinou com bola e pode ser opção.
Hulk, apesar das preocupações financeiras, destacou a importância de manter o foco no campo. O elenco, que inclui nomes como Dudu e Scarpa, segue unido, com o capitão reforçando a confiança na diretoria. A torcida, mobilizada nas redes, espera que o desempenho esportivo não seja afetado, especialmente após a derrota na final da Libertadores de 2024 para o Botafogo.
O peso da dívida bilionária
A dívida do Atlético-MG, estimada em R$ 1,4 bilhão, é a terceira maior do futebol brasileiro, atrás de Corinthians (R$ 1,5 bilhão) e Botafogo (R$ 1,3 bilhão). A SAF reduziu o endividamento em 35% desde 2023, mas os altos juros e os custos operacionais da Arena MRV, inaugurada em 2023, continuam pressionando as finanças. A arena, embora moderna, não atingiu o retorno esperado devido a dificuldades com naming rights.
A venda de 49,9% do Diamond Mall, que renderia R$ 340 milhões, foi frustrada em 2022, agravando a crise. A diretoria considera incluir a fatia do shopping na SAF para atrair investidores, mas as negociações estão em fase inicial. A dependência dos “4 R’s” para aportes emergenciais gera críticas de torcedores, que temem a perda de controle do clube associativo.
Busca por novos investidores
A SAF do Atlético-MG contratou uma consultoria americana para captar um aporte de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões, essencial para quitar dívidas e regularizar pagamentos. Bruno Muzzi, CEO do clube, destacou a importância de escolher um investidor alinhado com a cultura atleticana, evitando projetos de curto prazo.
A dificuldade em atrair investidores estrangeiros, devido ao alto endividamento, levou os “4 R’s” a reconsiderarem sua participação na SAF, inicialmente planejada como temporária. Rafael Menin afirmou que novos aportes podem diluir a participação da associação (25%), aumentando o controle da Galo Holding. A busca por investidores é urgente, com projeções de “dias difíceis” até outubro de 2025.
Repercussão entre torcedores
A crise financeira gerou reações mistas entre os torcedores. Nas redes sociais, hashtags como #PaguemOHulk e #CriseNoGalo ganharam força, com críticas à gestão da SAF e pedidos por transparência. Alguns torcedores acusam os “4 R’s” de priorizarem interesses pessoais, enquanto outros defendem os investidores, reconhecendo os aportes de R$ 500 milhões anuais.
A liderança de Hulk foi elogiada, com torcedores destacando sua sinceridade e compromisso com o clube. Postagens nas redes sociais reforçam o apoio ao atacante, com mensagens como “Hulk merece respeito” e “Paguem nosso ídolo”. A mobilização reflete a paixão da torcida atleticana, que cobra soluções rápidas para evitar impactos no desempenho do time.















