Bahia domina, mas decisão do VAR impede pênalti em duelo com América de Cali na Copa Sul-AmericanaPor Luís Henrique Costa
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Bahia e América de Cali empatam sem gols na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, nesta terça-feira, 15 de julho de 2025, às 21h30, pelo jogo de ida dos playoffs da Copa Sul-Americana. A partida, marcada por uma polêmica envolvendo o VAR, teve o Bahia dominando as ações ofensivas, mas sem conseguir abrir o placar. Um possível pênalti a favor do Tricolor, após a bola tocar o braço de Castillo, foi analisado e não marcado pelo árbitro uruguaio Andrés Matonte, gerando reclamações da torcida baiana. Com mais de 25 mil torcedores lotando o estádio, o jogo foi intenso, mas o equilíbrio defensivo do time colombiano segurou a pressão. O confronto de volta, decisivo para a vaga nas oitavas de final contra o Fluminense, está marcado para 22 de julho, em Cali. O Bahia, embalado por cinco vitórias consecutivas, busca manter o ímpeto, enquanto o América de Cali aposta na invencibilidade na competição para avançar.
O jogo começou com o Bahia tomando a iniciativa, explorando as laterais com Erick Pulga e Luciano Juba. A equipe de Rogério Ceni, sem o artilheiro Willian José, lesionado, apostou na velocidade de Lucho Rodríguez no ataque. Já o América de Cali, sob o comando do novo técnico Gabriel Raimondi, adotou uma postura cautelosa, priorizando a solidez defensiva. A torcida tricolor, conhecida por transformar a Fonte Nova em um caldeirão, criou uma atmosfera vibrante, mas o placar não saiu do zero nos primeiros minutos.
- Principais momentos do jogo até agora:
- 00′: Bola rola na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, com o Bahia iniciando com posse.
- 02′: Erick Pulga recebe passe de Lucho Rodríguez, mas é desarmado por Castillo.
- 03′: VAR analisa possível pênalti após chute de Juba desviar no braço de Castillo.
- 06′: Árbitro revisa lance no monitor e decide não marcar o pênalti, gerando protestos.
- 07′: Acevedo e Lucho arriscam chutes de longe, mas a defesa colombiana bloqueia.
Polêmica com o VAR
A decisão do árbitro Andrés Matonte de não marcar o pênalti aos 6 minutos do primeiro tempo foi o principal assunto em Salvador. O lance ocorreu quando Luciano Juba chutou, a bola desviou no pé de Castillo e tocou o braço do defensor colombiano dentro da área. Após consulta ao VAR, comandado por Andrés Cunha, o juiz optou por anular a penalidade, apontando que o toque foi acidental. A torcida baiana, que já vibrava com a possibilidade de abrir o placar, reagiu com vaias e cânticos de protesto. O técnico Rogério Ceni, visivelmente irritado na beira do campo, cobrou explicações da arbitragem.
O Bahia, mesmo com a frustração, não diminuiu o ritmo. A equipe continuou pressionando, com Cauly e Michel Araújo articulando jogadas no meio-campo. No entanto, a defesa do América de Cali, liderada por Pestaña e Tovar, mostrou eficiência, neutralizando as investidas tricolores. O jogo seguiu truncado, com o time colombiano apostando em contra-ataques rápidos, mas sem ameaçar diretamente o gol de Marcos Felipe.
Desfalques e estratégias
A ausência de Willian José, lesionado no tornozelo durante o jogo contra o Atlético-MG, obrigou Rogério Ceni a escalar Lucho Rodríguez como referência no ataque. O uruguaio, que retornou ao time titular após cinco jogos, teve atuação esforçada, mas sentiu a falta de entrosamento em alguns momentos. O Bahia manteve o esquema 4-4-2, com ênfase nas jogadas pelas pontas, onde Erick Pulga se destacou pela velocidade, embora sem sucesso nas finalizações.
- Escolhas táticas do Bahia:
- Posse de bola: O Tricolor dominou a posse, com 62% nos primeiros 12 minutos.
- Laterais ofensivas: Luciano Juba e Santiago Arias foram fundamentais nas subidas.
- Meio-campo criativo: Cauly e Michel Araújo buscaram passes decisivos.
- Substituição forçada: Lucho Rodríguez no lugar de Willian José no ataque.
O América de Cali, por outro lado, jogou no 4-3-3, com Navarro e Kener González reforçando o meio-campo defensivo. A equipe colombiana, invicta na competição com uma vitória e seis empates, mostrou organização, mas pouca ousadia ofensiva. O técnico Gabriel Raimondi, em sua estreia, priorizou a compactação defensiva para segurar o ímpeto baiano e levar um resultado positivo para o jogo de volta.
Atmosfera na Fonte Nova
A Casa de Apostas Arena Fonte Nova viveu uma noite de grande expectativa, com mais de 25 mil ingressos vendidos, segundo o clube. A torcida tricolor, conhecida por sua paixão, criou um ambiente de pressão, com cânticos ininterruptos e apoio constante ao time. Os ingressos, que variavam de R$ 30 (arquibancada) a R$ 150 (cadeiras), esgotaram rapidamente, reforçando o peso do fator casa para o Bahia. Um setor foi reservado para a torcida do América de Cali, que compareceu em menor número, mas marcou presença com bandeiras e gritos de incentivo.
A noite amena em Salvador, com temperatura de 24°C e céu claro, proporcionou condições ideais para o futebol. O acesso ao estádio foi liberado às 19h, com reforço na segurança para garantir a tranquilidade dos torcedores. A biometria facial, implementada desde junho de 2025, agilizou a entrada, mas gerou filas em alguns setores devido à adaptação dos torcedores ao novo sistema.
Números e destaques do confronto
O Bahia entrou em campo com a confiança de uma sequência de cinco vitórias consecutivas, incluindo triunfos sobre Fortaleza e Atlético-MG. Na Libertadores, o Tricolor marcou cinco gols em seis jogos, mas a eliminação na fase de grupos trouxe a oportunidade de buscar o título inédito na Sul-Americana. Já o América de Cali, com média de 1,14 gols por jogo na competição, mostrou consistência defensiva, mas pouca eficiência no ataque, com apenas uma vitória em sete partidas.
- Estatísticas iniciais do jogo:
- Finalizações: Bahia 3 x 0 América de Cali (até os 12 minutos).
- Escanteios: Bahia 1 x 0 América de Cali.
- Posse de bola: Bahia 62% x 38% América de Cali.
- Faltas cometidas: Bahia 2 x 3 América de Cali.
- Cartões amarelos: Nenhum até o momento.
O desempenho do Bahia como mandante é um dos trunfos do time. Em 2025, o Tricolor venceu 75% dos jogos na Fonte Nova, com média de público superior a 30 mil torcedores em partidas decisivas. A força da torcida será crucial para o time buscar a classificação no jogo de volta, em Cali.
O que esperar do jogo de volta
O empate sem gols deixa a disputa aberta para o confronto decisivo no Estádio Olímpico Pascual Guerrero, em Cali, no dia 22 de julho. O Bahia precisará superar o desafio de jogar fora de casa, onde o América de Cali costuma ser forte com o apoio de sua torcida. A equipe colombiana, liderada por jogadores como Navarro e Pestaña, aposta na solidez defensiva para segurar o Tricolor e buscar a vaga nas oitavas de final.
Rogério Ceni, conhecido por sua experiência em competições mata-mata, deve ajustar a estratégia para explorar os espaços na defesa adversária. A possível volta de Willian José, caso se recupere da lesão, pode ser um diferencial para o Bahia. Enquanto isso, o América de Cali confia na estreia de reforços como Dylan Borrero para surpreender e avançar na competição.
Curiosidades do confronto
O duelo entre Bahia e América de Cali é inédito, mas os clubes têm histórias marcantes em competições continentais. O Bahia busca seu primeiro título internacional, enquanto o América de Cali, tetracampeão colombiano, já chegou a quatro finais da Libertadores, mas nunca venceu a Sul-Americana.
- Fatos históricos:
- Bahia na Sul-Americana: O Tricolor retorna à competição após quatro anos, com a melhor campanha em 2018, quando chegou às quartas de final.
- América de Cali na competição: O clube colombiano é invicto em 2025, mas com apenas uma vitória em sete jogos.
- Rivalidade com brasileiros: O América eliminou o Corinthians na fase de grupos, aumentando a expectativa para o confronto com o Bahia.
- Casa cheia: A Fonte Nova teve média de 30 mil torcedores em jogos decisivos do Bahia em 2025.
- Arbitragem uruguaia: Andrés Matonte apitou jogos da Libertadores 2025, com histórico de decisões polêmicas em mata-matas.
O jogo segue em andamento, com o Bahia pressionando em busca do gol que pode mudar o cenário do confronto. A torcida tricolor mantém a energia nas arquibancadas, enquanto o América de Cali se fecha para garantir o empate. A partida promete mais emoções até o apito final, com o Tricolor determinado a abrir vantagem antes do duelo decisivo na Colômbia.







