Terra acelera rotação e terá dia mais curto de 2025 nesta terça-feira

Planeta Terra

Planeta Terra - Foto: dima_zel/ Istockphoto.com

Nesta terça-feira, 22 de julho de 2025, a Terra registrará o dia mais curto do ano, com uma duração reduzida em 1,34 milissegundo devido a uma aceleração na sua rotação em torno do próprio eixo. O fenômeno, que ocorre em São Paulo e no mundo todo, é resultado de variações naturais no movimento do planeta, conforme explicam cientistas do Observatório Nacional e de instituições internacionais. A alteração, embora imperceptível no cotidiano, reflete dinâmicas complexas envolvendo o núcleo terrestre, os oceanos e a atmosfera. Este evento já ocorreu em 9 de julho, quando o dia foi alguns milissegundos mais curto, e outra ocorrência está prevista para 5 de agosto. A aceleração, que não representa riscos, desperta curiosidade sobre os mecanismos que regulam o tempo do planeta.

O fenômeno não é novo, mas tem chamado atenção por sua frequência recente. Em 2020, a Terra registrou 28 dias mais curtos desde a década de 1960, quando os relógios atômicos começaram a medir o tempo com precisão. O recorde atual de dia mais curto foi em 29 de junho de 2022, com 1,59 milissegundos a menos.

  • Fatores como o movimento do núcleo fundido contribuem para essas variações.
  • Interações entre oceanos e atmosfera também influenciam a rotação.
  • A aceleração é medida por relógios atômicos de alta precisão.
  • O impacto no cotidiano é nulo, mas ajustes em sistemas podem ser necessários.

A rotação terrestre, que normalmente leva 86.400 segundos para completar um dia, será ligeiramente mais rápida, mas sem efeitos perceptíveis. Um piscar de olhos, por exemplo, dura cerca de 300 milissegundos, muito mais que a diferença registrada.

Como a Terra regula seu tempo

A rotação da Terra não é constante e varia ao longo do tempo. Há bilhões de anos, um dia durava cerca de cinco horas, e a desaceleração gradual é um processo natural. No entanto, episódios de aceleração, como o de 22 de julho, intrigam cientistas. Fernando Roig, do Observatório Nacional, explica que essas mudanças resultam de interações complexas no interior do planeta e em sua superfície.

O núcleo líquido da Terra, composto por ferro e níquel, gera movimentos que afetam a rotação. A atmosfera, com seus ventos e mudanças climáticas, também desempenha um papel. Além disso, os oceanos, com suas correntes e marés, influenciam o ritmo do planeta.

  • O núcleo fundido é um dos principais motores dessas variações.
  • Ventos atmosféricos podem acelerar ou desacelerar a rotação.
  • Marés oceânicas redistribuem massa, afetando o movimento terrestre.
  • Relógios atômicos detectam mudanças mínimas com precisão.

Embora a causa exata dessas acelerações momentâneas permaneça incerta, os cientistas descartam qualquer risco imediato. A Terra já passou por períodos semelhantes ao longo de sua história.

Histórico de dias mais curtos

A medição precisa do tempo começou a mudar com a introdução dos relógios atômicos na década de 1960. Desde então, os cientistas monitoram variações na rotação terrestre com detalhes. Em 2005, o dia 5 de julho foi registrado como o mais curto até aquele momento, com 1,0516 milissegundos a menos. Esse recorde foi superado em 2020, com 28 dias mais curtos, culminando no recorde de 29 de junho de 2022, com 1,59 milissegundos a menos.

Esses eventos mostram que a Terra passa por ciclos de aceleração e desaceleração. Em 2025, os dias 9 de julho e 22 de julho destacam essa tendência, com outro evento previsto para 5 de agosto.

  • 2005: Primeiro registro notável de dia curto, com 1,0516 milissegundo a menos.
  • 2020: 28 dias mais curtos registrados, um marco na medição.
  • 2022: Recorde de dia mais curto, com 1,59 milissegundos a menos.
  • 2025: Dias 9 e 22 de julho e 5 de agosto com acelerações.

A frequência desses eventos levanta questões sobre o comportamento da Terra em escalas de tempo maiores, mas os cientistas garantem que são variações normais.

Terra – Foto: gt29/Shutterstock.com

O papel do segundo bissexto

Para manter os relógios humanos alinhados com a rotação da Terra, os cientistas utilizam o segundo bissexto, um ajuste aplicado desde 1973 pelo Serviço Internacional de Rotação da Terra (IERS). Esse mecanismo adiciona ou subtrai um segundo quando necessário. Desde sua implementação, 27 segundos bissextos foram adicionados, mas a aceleração recente pode exigir um segundo bissexto negativo.

Um segundo bissexto negativo seria inédito e significaria a retirada de um segundo dos relógios para compensar a rotação mais rápida. No entanto, os especialistas ainda não sabem se isso será necessário, já que a duração dessa tendência é incerta.

  • O segundo bissexto corrige desalinhamentos entre relógios e rotação.
  • Desde 1973, 27 segundos foram adicionados globalmente.
  • Um segundo negativo pode ser necessário se a aceleração persistir.
  • Sistemas de GPS e telecomunicações dependem dessa sincronia.

A possibilidade de um ajuste negativo desperta interesse, pois afetaria sistemas tecnológicos que dependem de precisão, como satélites e redes de comunicação.

Por que a aceleração acontece

As causas exatas das acelerações permanecem em estudo, mas os cientistas apontam fatores combinados. O núcleo terrestre, com seus movimentos internos, é um dos principais responsáveis. Além disso, mudanças climáticas, como o derretimento de geleiras, redistribuem a massa do planeta, influenciando a rotação.

Outro fator é a interação entre a Terra e a Lua, que gera marés e afeta o movimento rotacional. Fenômenos atmosféricos, como ventos fortes, também podem acelerar o planeta temporariamente.

  • Derretimento de geleiras altera a distribuição de massa terrestre.
  • A Lua influencia a rotação por meio das marés.
  • Ventos globais podem acelerar o movimento do planeta.
  • Interações internas do núcleo são difíceis de prever.
  • A combinação desses fatores cria variações imprevisíveis.

Embora essas mudanças sejam pequenas, sua medição reflete o avanço da tecnologia, com relógios atômicos capazes de detectar diferenças mínimas.

Impacto no cotidiano e na ciência

A redução de 1,34 milissegundo no dia 22 de julho não afeta a vida diária, mas tem implicações para áreas que exigem precisão extrema, como astronomia e navegação por satélite. Sistemas de GPS, por exemplo, dependem de sincronia perfeita com a rotação terrestre. Ajustes como o segundo bissexto garantem que essas tecnologias permaneçam confiáveis.

Os cientistas também veem esses eventos como oportunidades para estudar o comportamento da Terra. Cada aceleração oferece dados sobre o núcleo, a atmosfera e os oceanos, ajudando a refinar modelos geofísicos.

  • Sistemas de GPS exigem sincronia com a rotação terrestre.
  • Astrônomos usam esses dados para estudar o interior do planeta.
  • A navegação por satélite depende de ajustes precisos.
  • Dados coletados ajudam a entender o clima e a geofísica.

A aceleração da Terra, embora sutil, é um lembrete da complexidade do planeta e de como ele continua a surpreender os cientistas com suas dinâmicas.

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