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Novo SUV elétrico da Volkswagen é registrado no Brasil para 2028

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Foto: Volkswagen - Foto: deepblue4you/iStock.com

A Volkswagen surpreendeu o mercado automotivo ao registrar o nome “Tivian” no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) no Brasil, sinalizando a possível chegada de um SUV elétrico que pode incorporar tecnologia da americana Rivian. O registro, realizado em 2025, indica que a montadora alemã planeja expandir sua linha de veículos elétricos no país, com produção prevista para até 2028 na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. A escolha do nome, que remete foneticamente à Rivian, parceira da Volkswagen em um acordo bilionário, levanta especulações sobre a integração de soluções tecnológicas da marca americana. Este movimento reforça a estratégia da Volkswagen de eletrificação no Brasil, onde os SUVs dominam as preferências do consumidor. O projeto do Tivian pode marcar a estreia de um modelo elétrico nacional, alinhado ao plano global Way to Zero, que visa neutralidade de carbono até 2050.

O nome Tivian, embora inusitado, gerou debates entre especialistas e consumidores. Diferentemente do recém-lançado Tera, SUV compacto de entrada que substituirá o Polo, o Tivian parece destinado a um segmento de maior porte, possivelmente com variantes de cinco e sete lugares. A Volkswagen já confirmou investimentos em eletrificação no Brasil, mas o foco imediato está nos híbridos flex, com modelos como Tayron e Tayron Coupé previstos para a fábrica da Anchieta. O Tivian, no entanto, surge como uma aposta futura para competir no crescente mercado de SUVs elétricos.

  • Possíveis características do Tivian:
    • Porte compacto a médio, com comprimento entre 4,20 m e 4,50 m.
    • Variantes com cinco ou sete assentos, atendendo famílias e frotistas.
    • Produção planejada para São José dos Pinhais, centro de SUVs da VW.
    • Possível integração de tecnologias Rivian, como software avançado.

Contexto da parceria com a Rivian

A colaboração entre Volkswagen e Rivian, anunciada em 2024, envolve um investimento de US$ 5 bilhões para compartilhamento de tecnologias de eletrificação e software. A Rivian, conhecida por seus veículos elétricos robustos como a picape R1T e o SUV R1S, traz expertise em plataformas elétricas e sistemas digitais avançados. No Brasil, a Volkswagen pode adaptar essas soluções para criar um Tivian competitivo, embora fontes indiquem que o modelo não deve incorporar diretamente hardware ou software da Rivian, mas sim inspirações tecnológicas. O nome “Tivian” pode ser uma estratégia de marketing para associar o modelo à imagem inovadora da marca americana.

A parceria já rendeu especulações globais. Nos Estados Unidos, o site CarBuzz sugere que o Tivian poderia ser um SUV de sete lugares, preenchendo a lacuna deixada pelo Tiguan Allspace, que será substituído por um modelo mexicano. No Brasil, a ausência de um SUV elétrico de maior porte na linha da Volkswagen reforça essa possibilidade. A fábrica de São José dos Pinhais, que já produz o T-Cross, é a candidata mais provável para a produção do Tivian, com adaptações previstas para suportar a nova plataforma elétrica MEB+.

Estratégia de eletrificação da Volkswagen no Brasil

A Volkswagen tem intensificado seus esforços para eletrificar sua gama no Brasil, onde já comercializa o ID.4 e o ID.Buzz por assinatura via Sign&Drive. O Tivian seria o primeiro elétrico produzido localmente, um marco para a montadora que, segundo o CEO Thomas Schäfer, planeja iniciar a produção de elétricos no país após 2026. A escolha por um SUV reflete a preferência do mercado brasileiro, onde os SUVs representaram 52% das vendas de veículos leves em 2024, segundo a Fenabrave.

O plano estratégico da Volkswagen inclui:

  • Produção de híbridos flex na fábrica da Anchieta até 2026.
  • Lançamento de 15 modelos elétricos globalmente até 2025.
  • Adaptação da plataforma MEB+ para o mercado brasileiro.
  • Meta de neutralidade de carbono até 2050 (Way to Zero).
  • Expansão da rede de eletropostos, com 500 pontos até 2028.

A produção local do Tivian pode reduzir custos e torná-lo mais acessível, especialmente em um mercado onde os elétricos ainda enfrentam barreiras como preço elevado e infraestrutura limitada. O ID.4, por exemplo, tem autonomia de 522 km e preço inicial de R$ 257 mil na conversão direta, o que o torna pouco competitivo frente a rivais como o BYD Song Plus.

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Volkswagen – Foto: irestock/iStock

Especulações sobre o Tivian no mercado

O registro do nome Tivian no INPI, e não no USPTO americano, sugere que o modelo é projetado com foco no mercado brasileiro. Especialistas apontam que o Tivian pode ser um sucessor elétrico do T-Cross, utilizando a plataforma MEB Entry, uma versão simplificada da MEB usada no ID.4. Com comprimento estimado entre 4,20 m e 4,50 m, o modelo poderia competir com o BYD Yuan Plus e o Renault Mégane E-Tech, ambos com preços abaixo de R$ 200 mil em algumas versões.

No entanto, a Volkswagen enfrenta desafios logísticos, como o transporte de baterias de São Bernardo do Campo para o Paraná, conforme apurado pelo Jornal do Carro. A produção local de baterias ainda é limitada, o que pode encarecer o projeto. Além disso, o nome “Tivian” gerou críticas por sua semelhança com “Rivian”, o que pode confundir consumidores ou sugerir uma dependência tecnológica que talvez não exista.

Impacto esperado no mercado brasileiro

A chegada do Tivian pode reposicionar a Volkswagen no segmento de elétricos no Brasil, onde marcas chinesas como BYD e GWM têm ganhado espaço. Em 2024, a BYD vendeu 70 mil veículos eletrificados no país, enquanto a Volkswagen emplacou apenas 2 mil unidades do ID.4. Um SUV elétrico acessível, com produção local, poderia mudar esse cenário, especialmente se oferecer tecnologias como o IQ.Drive, presente no ID.4, com assistência de condução nível 2.

O mercado de SUVs no Brasil é dominado por modelos como o T-Cross, que vendeu 65 mil unidades em 2024, e o Jeep Compass, com 60 mil emplacamentos. Um Tivian com preço competitivo e autonomia superior a 400 km pode atrair consumidores que buscam sustentabilidade sem abrir mão da praticidade. A Volkswagen também planeja expandir sua rede de concessionárias com foco em elétricos, oferecendo serviços como o WallBox da Greenv para recarga doméstica.

Cronograma previsto para o Tivian

O projeto do Tivian está em fase inicial, mas algumas etapas já são conhecidas:

  • 2025: Registro do nome e estudos de viabilidade.
  • 2026-2027: Adaptação da fábrica de São José dos Pinhais.
  • 2028: Início da produção local do Tivian.
  • 2029: Expansão para exportação na América Latina.

A Volkswagen ainda não confirmou detalhes técnicos, como potência, autonomia ou preço. No entanto, o ID.4, com motor de 204 cv e bateria de 77 kWh, serve como referência. O Tivian pode adotar uma configuração mais simples, com motor de 170 cv e bateria de 60 kWh, para reduzir custos.

Reações do mercado e consumidores

O anúncio do Tivian gerou curiosidade, mas também ceticismo. Em fóruns automotivos, consumidores questionam se o nome será bem aceito, dado o contraste com a sonoridade de outros modelos da Volkswagen, como Tera e Nivus. A associação com a Rivian é vista como uma estratégia ousada, mas arriscada, já que a marca americana ainda não tem presença consolidada no Brasil. Por outro lado, a promessa de um SUV elétrico nacional é bem-vinda, especialmente entre consumidores preocupados com sustentabilidade.

A Volkswagen planeja campanhas de marketing para promover o Tivian, possivelmente destacando sua conexão com a Rivian como um diferencial. A montadora também pode aproveitar eventos como o Salão do Automóvel de São Paulo, previsto para 2026, para apresentar um conceito do modelo.