A seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta o Japão neste sábado (26), às 15h (horário de Brasília), na semifinal da Liga das Nações de Vôlei (VNL) 2025, em Lodz, Polônia, com transmissão ao vivo pelo SporTV 2 e VBTV. Após uma vitória convincente por 3 sets a 0 contra a Alemanha nas quartas de final, o time comandado por José Roberto Guimarães busca revanche contra as japonesas, que eliminaram as brasileiras na mesma fase em 2024, e almeja a primeira final da competição em sua história. Com a capitã Gabi Guimarães liderando o grupo, o Brasil aposta em sua força ofensiva e bloqueio para superar a consistente defesa nipônica.
A equipe verde-amarela chega embalada, mas ciente do desafio. O Japão, que terminou a fase inicial na quarta posição, venceu a Turquia por 3 sets a 2 em um confronto equilibrado nas quartas. A partida promete ser disputada, repetindo o embate acirrado do ano passado.
- Principais destaques do Brasil: Gabi Guimarães, com 24 pontos contra a Polônia, e Rosamaria, protagonista contra a Alemanha.
- Desafio japonês: Sistema defensivo eficiente, com destaque para a líbero Fukudome.
- Histórico recente: Brasil venceu o Japão por 3 a 0 na fase preliminar deste ano.
Confronto histórico entre Brasil e Japão
O embate entre Brasil e Japão na VNL tem raízes em confrontos memoráveis. Nos últimos 10 anos, as equipes se enfrentaram 21 vezes em partidas oficiais, com 17 vitórias brasileiras contra apenas quatro japonesas, além de quatro amistosos. Apesar da vantagem histórica, os duelos recentes mostram equilíbrio, especialmente em jogos decisivos. Em 2024, o Japão surpreendeu o Brasil na semifinal, vencendo por 3 sets a 2 em um tie-break emocionante, com parciais de 26/24, 21/25, 25/22, 22/25 e 12/15.
Na fase preliminar desta edição, disputada em Chiba, Japão, o Brasil levou a melhor com um placar de 3 sets a 0 (25/17, 25/18, 25/20), em uma atuação dominante. Julia Bergmann liderou com 15 pontos, seguida por Gabi Guimarães com 11. A vitória reforçou a confiança da equipe, mas o técnico Zé Roberto alerta para a necessidade de maior consistência contra a defesa japonesa, conhecida por sua agilidade e eficiência.
- Retrospecto na VNL: Brasil venceu o Japão em 2021 por 3 a 1, mas perdeu em 2024.
- Jogos olímpicos: Ambas as seleções são bicampeãs, com Brasil somando três bronzes e uma prata, e Japão com duas pratas e dois bronzes.
- Últimos cinco encontros: Quatro foram decididos no tie-break, evidenciando o equilíbrio.
Preparação e estratégia brasileira
A seleção brasileira manteve a mesma formação que derrotou a Alemanha, com 14 jogadoras relacionadas para o duelo. A lista inclui nomes como as levantadoras Macris e Roberta, as opostas Rosamaria e Tainara, e as centrais Diana e Júlia Kudiess, que se destacaram no bloqueio contra as alemãs. A ausência de Ana Cristina, lesionada no menisco medial do joelho esquerdo, segue sendo um desafio, mas Gabi Guimarães e Julia Bergmann têm compensado no ataque.
José Roberto Guimarães enfatizou a importância de reduzir erros não forçados, que marcaram o jogo contra a Alemanha, especialmente no segundo set, vencido por 26/24. A estratégia contra o Japão deve focar em um saque agressivo para desestabilizar a recepção adversária e em um bloqueio sólido para conter as atacantes japonesas, como Wada, que marcou 21 pontos na semifinal de 2024.
- Foco tático: Saque forçado para quebrar a linha de passe japonesa.
- Bloqueio eficiente: Diana e Carol foram cruciais contra a Alemanha, com 10 pontos de bloqueio.
- Ataque diversificado: Gabi, Rosamaria e Julia Bergmann lideram a pontuação brasileira.
- Substituições estratégicas: Entrada de Tainara e Macris pode mudar o ritmo do jogo.
Desempenho do Japão na VNL 2025
O Japão chega à semifinal com uma campanha sólida, apesar de três derrotas na fase preliminar (Polônia, Itália e China). A equipe asiática é reconhecida por sua defesa quase impenetrável, liderada pela líbero Fukudome, e por uma organização tática que dificulta ataques adversários. Na vitória contra a Turquia, o Japão demonstrou resiliência, vencendo no tie-break com parciais de 25/21, 16/25, 25/20, 22/25 e 15/9.
A oposta Wada e a ponteira Hayashi são as principais armas ofensivas, enquanto a levantadora Tamaki conduz o jogo com precisão. A força do Japão está na capacidade de prolongar rallies, forçando erros adversários, o que exige paciência e consistência do Brasil para pontuar.
- Pontos fortes: Defesa ágil e contra-ataques rápidos.
- Vulnerabilidade: Recepção sob pressão pode desestabilizar o sistema ofensivo.
- Destaque individual: Wada, com 21 pontos contra a Turquia, é a principal ameaça.
Chaveamento e expectativas para a final
A semifinal entre Brasil e Japão é uma reedição do confronto de 2024, mas as brasileiras chegam com a confiança de uma campanha quase perfeita, com 11 vitórias em 12 jogos na fase preliminar. A única derrota foi para a Itália, atual campeã, que enfrenta a Polônia na outra semifinal, às 11h deste sábado. A final está marcada para domingo (27), às 15h, com a disputa do terceiro lugar no mesmo dia, às 11h.
O Brasil busca seu primeiro título na VNL, após três vice-campeonatos (2019, 2021 e 2022). O Japão, vice-campeão em 2024, também almeja a conquista inédita. O vencedor do duelo enfrentará Itália ou Polônia, em um confronto que promete ser igualmente equilibrado, já que as italianas lideraram a fase inicial invictas, enquanto as polonesas contam com o apoio da torcida local.
- Chaveamento da semifinal: Itália x Polônia às 11h; Brasil x Japão às 15h.
- Final e terceiro lugar: Domingo, 27 de julho, com transmissão no SporTV 2 e VBTV.
- Histórico de títulos: EUA lideram com três conquistas, seguidos por Itália (duas) e Turquia (uma).
Jogadoras em destaque e clima do confronto
Gabi Guimarães, capitã brasileira, é a líder emocional e técnica da equipe. Contra a Polônia, na fase preliminar, ela marcou 24 pontos, mostrando sua importância no ataque e na recepção. Rosamaria, com 13 pontos contra a Alemanha, também se destaca pela versatilidade. Do lado japonês, Wada e Hayashi formam uma dupla ofensiva perigosa, enquanto a líbero Fukudome é peça-chave na defesa.
A rivalidade entre Brasil e Japão ganhou força nos últimos anos, com jogos decididos em detalhes. A torcida brasileira espera que a seleção repita a atuação dominante da fase preliminar, mas o Japão, embalado pela vitória contra a Turquia, promete resistência. O clima em Lodz é de expectativa, com a Arena Atlas lotada para os duelos decisivos.
- Gabi Guimarães: 73% de recepções positivas e 50% de aproveitamento ofensivo contra o Japão na fase preliminar.
- Rosamaria: 13 pontos contra a Alemanha, com destaque nas viradas de bola.
- Wada: Principal pontuadora japonesa, com média de 20 pontos por jogo.
- Fukudome: Líbero japonesa é referência na defesa, com média de 15 defesas por partida.
Importância do confronto para o Brasil
O duelo contra o Japão é mais do que uma semifinal. Para o Brasil, representa a chance de superar o trauma da derrota em 2024 e alcançar a tão sonhada final da VNL. A seleção de José Roberto Guimarães, que conquistou o bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, vê na competição uma oportunidade de consolidar sua força antes do Mundial de 2026.
A ausência de Ana Cristina exige maior esforço coletivo, mas a equipe demonstrou adaptação, com Julia Bergmann assumindo a responsabilidade no ataque. A torcida brasileira, que acompanha o jogo pelo SporTV 2 e VBTV, espera uma atuação agressiva e consistente para garantir a vaga na decisão.
- Objetivo brasileiro: Primeiro título da VNL, após três vices.
- Impacto emocional: Revanche contra o Japão após derrota em 2024.
- Preparação para o futuro: VNL como teste para o Mundial de 2026.
