Botafogo domina e abre 2 a 0 contra o Bragantino na Copa do Brasil com gols de Montoro e Barboza no Nilton SantosPor Janderson
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Botafogo domina e abre 2 a 0 contra o Bragantino na Copa do Brasil com gols de Montoro e Barboza no Nilton Santos (142 caracteres)
O Botafogo abriu vantagem no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil ao vencer o Red Bull Bragantino por 2 a 0, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, às 19h. Com gols de Álvaro Montoro e Alexander Barboza no primeiro tempo, o time carioca, comandado pelo técnico Davide Ancelotti, mostrou eficiência ofensiva e solidez defensiva. A partida, marcada por lances intensos e disputas acirradas, teve transmissão ao vivo pelo SporTV e Premiere. A torcida alvinegra lotou o estádio, criando um mosaico em 3D antes do apito inicial, enquanto o Bragantino, sob o comando de Fernando Seabra, buscava superar desfalques e um jejum histórico na competição. O jogo de volta está marcado para 6 de agosto, em Bragança Paulista.
A atmosfera no Nilton Santos era eletrizante, com a torcida alvinegra empurrando o time desde os minutos iniciais. O Botafogo, embalado pela liderança no Brasileirão e pela recente conquista da Libertadores, entrou em campo com uma postura ofensiva, aproveitando a velocidade de seus jogadores de frente. Por outro lado, o Bragantino, que vive um momento de instabilidade com três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, tentou impor seu jogo vertical, mas esbarrou na forte marcação adversária.
- Destaques iniciais do jogo:
- Mosaico em 3D da torcida do Botafogo antes do jogo.
- Pressão alta do Bragantino nos primeiros minutos.
- Botafogo explorando as laterais com Vitinho e Cuiabano.
- Arbitragem de Anderson Daronco sob os holofotes após decisões polêmicas.
O confronto prometia equilíbrio, já que as equipes apresentam campanhas semelhantes no Brasileirão, com o Botafogo em sexto lugar, com 26 pontos, e o Bragantino em quinto, com 27.
Ataque alvinegro em alta
O Botafogo começou a partida controlando a posse de bola, mas enfrentou dificuldades para furar o bloqueio defensivo do Bragantino nos primeiros minutos. A equipe paulista, mesmo com desfalques importantes, como Matheus Fernandes e Juninho Capixaba, mostrava organização tática, apostando em contra-ataques rápidos liderados por Eduardo Sasha e Isidro Pitta. No entanto, a eficiência do time carioca prevaleceu, com jogadas bem trabalhadas pelas laterais e no meio-campo.
Aos 16 minutos, o placar foi aberto com um gol de Álvaro Montoro. O meia, bem posicionado, aproveitou um cruzamento rasteiro de Vitinho para finalizar de primeira, sem chances para o goleiro Cleiton. O lance demonstrou a capacidade do Botafogo de envolver a defesa adversária com toques rápidos e movimentação. A torcida explodiu no Nilton Santos, impulsionando o time a manter a pressão.
Minutos depois, aos 31, Alexander Barboza ampliou a vantagem. O zagueiro, que iniciou a jogada desarmando Pitta, apareceu como elemento surpresa na área adversária para cabecear um cruzamento preciso de Cuiabano. O gol consolidou a superioridade alvinegra no primeiro tempo, com uma atuação marcada por intensidade e precisão nas finalizações.

Momentos decisivos do primeiro tempo
A partida foi repleta de lances que evidenciaram a competitividade entre as equipes. O Botafogo buscava explorar os espaços deixados pelo Bragantino, enquanto o time paulista tentava reagir com jogadas pelas pontas. Abaixo, os principais momentos dos primeiros 33 minutos:
- 5’: Eduardo Sasha recebe passe de Jhon Jhon na área e finaliza cruzado, mas o goleiro John faz uma defesa difícil.
- 11’: Cuiabano recebe cartão amarelo por falta em Lucas Barbosa, interrompendo um contra-ataque do Bragantino.
- 16’: Gol do Botafogo! Montoro finaliza de primeira após cruzamento de Vitinho, abrindo o placar.
- 25’: Savarino chuta de fora da área, exigindo grande defesa de Cleiton, que evita o segundo gol.
- 31’: Gol do Botafogo! Barboza cabeceia após cruzamento de Cuiabano, consolidando a vantagem alvinegra.
Esses lances mostram a dinâmica do jogo, com o Botafogo aproveitando melhor as oportunidades criadas, enquanto o Bragantino encontrava dificuldades para converter suas chances em gol.
Pressão inicial do Bragantino
Nos primeiros minutos, o Red Bull Bragantino tentou impor seu ritmo, pressionando a saída de bola do Botafogo. Aos 5 minutos, Eduardo Sasha quase abriu o placar em uma jogada trabalhada com Jhon Jhon, mas o goleiro John, seguro, evitou o gol. A equipe paulista, mesmo desfalcada, mostrava disposição, com Lucas Barbosa e Isidro Pitta buscando espaços na defesa adversária. No entanto, a falta de precisão nas finalizações e a forte marcação alvinegra limitaram as ações ofensivas do Massa Bruta.
Aos 12 minutos, Pitta teve outra chance ao cabecear uma bola levantada na área, mas a finalização saiu sem direção. A defesa do Botafogo, liderada por Kaio Pantaleão e Alexander Barboza, se mostrava atenta, neutralizando as investidas do adversário. A arbitragem de Anderson Daronco também esteve em foco, com decisões rápidas, como o cartão amarelo aplicado a Cuiabano aos 11 minutos, que gerou reclamações do lado carioca.
Estreia de Ancelotti no Nilton Santos
Davide Ancelotti, técnico do Botafogo, fazia sua primeira partida oficial no Estádio Nilton Santos pela Copa do Brasil. Após dois empates em casa pelo Brasileirão, contra Vitória e Corinthians, a pressão por uma vitória era evidente. A escalação alvinegra contava com retornos importantes, como o volante Marlon Freitas, que voltou após cumprir suspensão, e o atacante Artur, recuperado de um quadro gripal. A equipe demonstrou entrosamento, com destaque para a movimentação de Savarino e Montoro no meio-campo.
O treinador optou por uma formação que privilegiava a posse de bola e a exploração das laterais, com Vitinho e Cuiabano subindo constantemente ao ataque. A estratégia deu resultado, com os dois gols no primeiro tempo sendo construídos a partir de jogadas pelas pontas. Ancelotti, que busca seu primeiro título no comando do Botafogo, pareceu satisfeito com a intensidade apresentada pela equipe nos minutos iniciais.
Desafios do Bragantino
O Red Bull Bragantino entrou em campo com desfalques significativos, como Matheus Fernandes, Juninho Capixaba, Eduardo e Henry Mosquera, todos lesionados. Apesar disso, o retorno do goleiro Cleiton e do zagueiro Pedro Henrique trouxe alguma segurança à equipe. O técnico Fernando Seabra apostava na velocidade de Vinicinho e Lucas Barbosa para surpreender o Botafogo, mas a falta de consistência no ataque dificultava a criação de jogadas perigosas.
Aos 19 minutos, Gustavo Marques quase marcou de cabeça em um escanteio cobrado por Jhon Jhon, mas a bola desviada resultou em outro corner. O Bragantino, que nunca avançou às quartas de final da Copa do Brasil, enfrentava o desafio de superar um adversário em boa fase e um tabu histórico. A equipe paulista precisava de maior eficiência para reverter a desvantagem no segundo tempo.
Arbitragem sob os holofotes
A arbitragem, comandada por Anderson Daronco, foi um ponto de atenção na partida. Conhecido por sua rigidez, o árbitro aplicou cartões amarelos a Cuiabano, do Botafogo, e a Eduardo Sasha, do Bragantino, por reclamação, ambos no primeiro tempo. Aos 20 minutos, Daronco corrigiu uma marcação de escanteio para tiro de meta após consulta com o assistente, gerando debates entre os jogadores. A presença do VAR, operado por Daniel Nobre Bins, garantia maior precisão nas decisões, mas a tensão em campo era evidente, especialmente após a discussão entre Marlon Freitas e Pedro Henrique aos 26 minutos.
Torcida como diferencial
A torcida do Botafogo desempenhou um papel crucial no jogo, transformando o Nilton Santos em um caldeirão. Antes do apito inicial, os alvinegros prepararam um mosaico em 3D, que impressionou pela criatividade e reforçou o apoio ao time. A energia das arquibancadas pareceu impulsionar os jogadores, que mantiveram a intensidade mesmo após abrir o placar. A presença maciça de torcedores, com ingressos esgotados para sócios-torcedores desde o dia 18 de julho, reforçava a importância do jogo para o clube carioca.
Números e retrospecto
O confronto entre Botafogo e Red Bull Bragantino é marcado por equilíbrio histórico. Em 28 jogos, o Botafogo venceu 12, o Bragantino 8, e houve 8 empates. Na Copa do Brasil, as equipes se enfrentaram em 2016, com o Botafogo levando a melhor na terceira fase, com uma vitória por 1 a 0 em casa e um empate por 2 a 2 fora. No Nilton Santos, o domínio alvinegro é ainda maior, com 8 vitórias em 13 partidas contra o Bragantino.
- Retrospecto recente:
- Botafogo: 6 vitórias, 3 empates e 1 derrota nos últimos 10 jogos.
- Bragantino: 4 vitórias em 13 jogos como visitante.
- Último confronto direto: Botafogo 2 x 1 Bragantino (pré-Libertadores 2025).
- Artilheiros em campo: Arthur Cabral (Botafogo) e Vinicinho (Bragantino).
O jogo de ida demonstrou a força do Botafogo em casa, mas o Bragantino ainda tem a chance de reverter o placar na partida de volta.
Segundo tempo em aberto
Com o placar de 2 a 0 ao fim do primeiro tempo, o Botafogo entra na segunda etapa com a vantagem, mas o jogo segue aberto. O Bragantino, conhecido por sua capacidade de reação, como na goleada por 6 a 0 contra o Criciúma na fase anterior, deve buscar maior agressividade no ataque. A equipe carioca, por sua vez, tenta manter o ritmo intenso para ampliar a vantagem e encaminhar a classificação às quartas de final.
Clima e condições do jogo
A noite de 29 de julho no Rio de Janeiro apresentava condições ideais para o futebol, com céu claro e temperaturas entre 20°C e 25°C. A ausência de chuva favoreceu um jogo dinâmico, com transições rápidas e poucas interrupções. O gramado do Nilton Santos, bem preparado, também contribuiu para a qualidade das jogadas, especialmente nas investidas pelas laterais.
Expectativa para a volta
O jogo de volta, marcado para 6 de agosto no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, será decisivo para as pretensões de ambas as equipes. O Botafogo, com a vantagem construída, pode jogar com mais tranquilidade, mas precisará manter a concentração para evitar surpresas. O Bragantino, por sua vez, aposta no fator casa e na recuperação de jogadores lesionados para buscar a virada e quebrar o tabu de nunca ter chegado às quartas de final da Copa do Brasil.







