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Mix Vale

Um clássico eletrizante entre Corinthians e Palmeiras, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil, agitou a Neo Química Arena na noite desta quarta-feira, 30 de julho de 2025, às 21h30, com um primeiro tempo repleto de emoções, mas sem gols. O jogo, que segue em andamento, teve como destaques a defesa de um pênalti por Weverton, do Palmeiras, e uma sonora vaia direcionada ao ministro do STF Alexandre de Moraes, presente em um camarote. A partida, comandada pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio, foi marcada por lances intensos, cartões amarelos e um equilíbrio tático entre os times comandados por Dorival Júnior e Abel Ferreira. A torcida corintiana, vibrante, também protagonizou momentos de tensão, como reclamações contra a arbitragem.

O dérbi, que opõe dois gigantes do futebol brasileiro, trouxe à tona a rivalidade histórica em um confronto decisivo pela classificação. A presença de Alexandre de Moraes no estádio gerou reações imediatas da torcida, enquanto o jogo em campo foi dominado por chances claras e defesas cruciais. O Corinthians teve maior posse de bola, mas esbarrou na solidez defensiva palmeirense.

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Yuri Alberto
Yuri Alberto – Foto: Rodrigo Coca / Corinthians
  • Principais momentos do primeiro tempo:
    • Aos 15 minutos, Memphis Depay sofreu pênalti após dividida com Gustavo Gómez.
    • Yuri Alberto desperdiçou a cobrança, com Weverton fazendo grande defesa.
    • Palmeiras respondeu com Vitor Roque, que finalizou por cima aos 33 minutos.
    • André Ramalho salvou gol palmeirense em cima da linha aos 43 minutos.
    • Garro recebeu cartão amarelo por reclamação nos acréscimos.

Reações da torcida e presença de Moraes

A Neo Química Arena pulsava com a energia da Fiel, que preparou uma recepção calorosa ao Corinthians antes do jogo, com fogos e cânticos. No entanto, a presença do ministro Alexandre de Moraes em um camarote roubou parte da atenção. A torcida corintiana, conhecida por sua paixão, direcionou vaias ao magistrado, criando um momento de tensão fora das quatro linhas. O episódio, que ocorreu no intervalo, reflete o clima polarizado que clássicos como esse muitas vezes carregam.

O Corinthians, com 60% de posse de bola, pressionou o Palmeiras, mas não conseguiu converter as chances em gol. A torcida, embora frustrada com o pênalti perdido, manteve o apoio, enquanto o Palmeiras, com jogadas rápidas, buscava explorar contra-ataques. A rivalidade entre as equipes foi intensificada pela atmosfera do estádio, com os torcedores reagindo a cada lance disputado.

Linha do tempo dos principais lances

O primeiro tempo foi um reflexo da intensidade esperada em um dérbi de Copa do Brasil. A seguir, os momentos mais marcantes da etapa inicial, que terminou sem gols, mas com emoção de sobra:

  • 15’ – Pênalti para o Corinthians: Memphis Depay domina na área e é derrubado por Gustavo Gómez. Após revisão do VAR, Wilton Pereira Sampaio confirma a penalidade.
  • 21’ – Weverton defende: Yuri Alberto cobra o pênalti no canto direito, mas Weverton faz uma defesaça, mantendo o placar zerado.
  • 33’ – Vitor Roque desperdiça: Após belo passe de Bruno Fuchs, Vitor Roque limpa a marcação e chuta por cima, perdendo chance clara para o Palmeiras.
  • 43’ – Ramalho salva: Giay chuta após troca de passes do Palmeiras, e André Ramalho evita o gol em cima da linha com uma cabeçada providencial.
  • 49’ – Garro reclama: Após contra-ataque corintiano, Garro é puxado por Facundo, mas a arbitragem não marca falta, gerando cartão amarelo por reclamação.

Duelo tático entre Dorival e Abel

O confronto entre os técnicos Dorival Júnior, do Corinthians, e Abel Ferreira, do Palmeiras, trouxe um embate tático interessante. O Corinthians, escalado no 4-4-2, apostou na pressão alta e na movimentação de Memphis Depay e Yuri Alberto. Já o Palmeiras, no 4-5-1, buscou compactação defensiva e saídas rápidas com Vitor Roque e Ramón Sosa. A estratégia de Abel, que tem um histórico favorável contra o Corinthians, com oito vitórias em 18 jogos, foi neutralizada pela intensidade corintiana no primeiro tempo.

Dorival, por sua vez, trouxe um Corinthians mais agressivo, com 60% de posse de bola e quatro finalizações, duas no alvo. O Palmeiras, com apenas uma finalização, apostou em transições rápidas, mas esbarrou na defesa bem postada de André Ramalho e Gustavo Henrique. A partida, até o momento, mostra equilíbrio, com ambos os times criando chances, mas sem eficácia nas conclusões.

Destaques individuais no clássico

Alguns jogadores se destacaram no primeiro tempo, seja por lances decisivos ou por atuações consistentes:

  • Weverton (Palmeiras): O goleiro foi o grande nome do jogo ao defender o pênalti de Yuri Alberto e fazer outra grande defesa em chute de Matheuzinho.
  • André Ramalho (Corinthians): Seguro na defesa, salvou um gol certo do Palmeiras em cima da linha.
  • Memphis Depay (Corinthians): Sofreu o pênalti e criou perigo com sua movimentação, mas não conseguiu finalizar com precisão.
  • Vitor Roque (Palmeiras): Apesar de perder uma chance clara, foi o mais perigoso no ataque palmeirense, pressionando a defesa adversária.
  • Garro (Corinthians): Organizou as jogadas ofensivas, mas acabou advertido por reclamação nos acréscimos.

Arbitragem e polêmicas

A arbitragem de Wilton Pereira Sampaio foi alvo de atenção no primeiro tempo. A marcação do pênalti para o Corinthians, confirmada pelo VAR, gerou reclamações do Palmeiras, especialmente do técnico Abel Ferreira, que questionou a decisão na beira do campo. Além disso, o lance final, em que Garro pediu falta de Facundo, aumentou a insatisfação da torcida corintiana, que terminou o primeiro tempo vaiando a arbitragem.

Cartões amarelos foram distribuídos para André Ramalho, Gustavo Gómez, Bruno Fuchs e Garro, refletindo a intensidade do jogo. A reclamação de Weverton sobre o uso de laser contra seu rosto também foi um momento de destaque, com o árbitro interrompendo brevemente a partida para advertir o goleiro.

Atmosfera do dérbi

A Neo Química Arena, com sua torcida vibrante, transformou o clássico em um espetáculo à parte. A Fiel, conhecida por sua paixão, fez uma festa antes do jogo, com fogos e cânticos que ecoaram pelo estádio. A presença de Alexandre de Moraes, no entanto, dividiu as atenções, com vaias direcionadas ao ministro reverberando no intervalo. O clima de rivalidade, somado à importância do jogo pela Copa do Brasil, mantém a expectativa alta para o segundo tempo, que está em andamento.

O Corinthians, com maior domínio territorial, busca abrir o placar, enquanto o Palmeiras aposta em sua solidez defensiva e na velocidade de seus atacantes. A partida, que segue equilibrada, promete mais emoções na etapa final, com ambos os times lutando por uma vantagem na busca pela classificação.

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