Lucas Chumbo surfa maior onda do Brasil na Laje de Jaguaruna após ciclone em SCPor Carolina Costa
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Lucas Chumbo, hexacampeão do Desafio Gigantes de Nazaré, enfrentou ondas de até 12 metros na Laje de Jaguaruna, em Santa Catarina, na quarta-feira, 30 de julho de 2025, durante um swell histórico causado por um ciclone extratropical. Conhecida como Nazaré Brasileira, a laje, localizada a 5 km da costa, atraiu o surfista carioca, que interrompeu uma viagem em família na Bahia para viajar 22 horas até o Rio de Janeiro e depois voar a Santa Catarina. Com apoio do piloto de jet ski Fabiano Tissot, Chumbo surfou paredões de água em condições raras no Brasil, descrevendo o momento como “estratosférico”. O evento reforça a posição de Jaguaruna como epicentro do surfe de ondas grandes no país.
A façanha de Chumbo marcou um momento histórico para o surfe brasileiro, consolidando a Laje da Jagua como um dos principais picos de ondas gigantes do Atlântico Sul. A formação rochosa submersa, que emerge a apenas 2 metros de profundidade, cria condições únicas para ondas colossais.
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- Altura estimada das ondas: Entre 7 e 12 metros, com potencial de até 15 metros.
- Local: Laje da Jagua, a 5 km da costa de Jaguaruna, Santa Catarina.
- Condição: Swell impulsionado por ciclone extratropical, com ventos de até 132 km/h.
- Equipe: Lucas Chumbo e Fabiano Tissot, com apoio de resgate e monitoramento.
O evento atraiu atenção de surfistas e entusiastas, com registros impressionantes viralizando nas redes sociais.
Condições épicas na Laje de Jaguaruna
O swell que atingiu o litoral sul de Santa Catarina transformou a Laje da Jagua em um espetáculo da natureza. A formação rochosa, combinada com a força do ciclone, gerou ondas que desafiaram até os mais experientes big riders. Lucas Chumbo, que já surfou em picos lendários como Nazaré, em Portugal, destacou a singularidade do local. Ele relatou que, embora já tivesse visitado a laje em 2023, as condições naquela ocasião não se comparavam ao swell de 2025, que trouxe ondas de proporções nunca antes registradas com tanta clareza.
A Laje da Jagua é conhecida por sua topografia submarina única, onde a profundidade cai de 40 metros para apenas 2 metros, formando paredões de água que abrem para ambos os lados. Esse fenômeno, aliado à força do ciclone, criou condições ideais para o surfe de tow-in, modalidade em que o surfista é rebocado por um jet ski para alcançar a velocidade necessária.
- Ondas de até 12 metros: Estimativa baseada em observações visuais de Chumbo e equipe.
- Topografia única: Bancada rochosa a 2 metros de profundidade potencializa ondas.
- Ciclone extratropical: Ventos de 132 km/h geraram swell histórico na região.
O surfista Thiago Jacaré, local de Jaguaruna e líder dos Jagua Boys, descreveu o dia como um marco para o surfe nacional, sugerindo que a onda surfada por Chumbo pode ser a maior já registrada no Brasil.
Viagem épica para o swell histórico
A jornada de Lucas Chumbo até a Laje da Jagua foi tão intensa quanto as ondas que ele enfrentou. Enquanto passava férias com a família no sul da Bahia, o surfista recebeu alertas meteorológicos sobre a formação de um ciclone extratropical no sul do Brasil. Sem hesitar, ele decidiu interromper o passeio e dirigiu por 22 horas até o Rio de Janeiro, de onde pegou um voo para Santa Catarina.
Na terça-feira, 29 de julho, Chumbo entrou no mar, mas o vento forte comprometeu a sessão. No dia seguinte, com condições mais favoráveis, ele e Fabiano Tissot aproveitaram o swell para realizar manobras em ondas que, segundo especialistas, podem ter superado os 10 metros. A dedicação de Chumbo reflete sua paixão pelo surfe de ondas grandes e sua busca constante por desafios extremos.
- Viagem: 22 horas de carro da Bahia ao Rio, seguidas de voo para Santa Catarina.
- Tentativa inicial: Vento forte na terça-feira limitou a sessão de surfe.
- Sucesso na quarta-feira: Condições ideais permitiram manobras em ondas colossais.
A logística envolveu uma equipe de apoio com resgatistas e monitoramento constante das condições do mar, garantindo segurança durante o evento.
Nazaré Brasileira: Um pico de classe mundial
A Laje da Jagua, situada a cerca de 5 km da costa de Jaguaruna, é reconhecida desde 2022 como a Capital Nacional da Maior Onda do Brasil, título oficializado por um projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados. A comparação com Nazaré, em Portugal, vem da capacidade do local de gerar ondas de até 15 metros, um fenômeno raro no Brasil. Surfistas como Thiago Jacaré e Zeca Scheffer, pioneiro do pico, ajudaram a consolidar sua fama entre big riders.
O local atrai surfistas de elite, como Italo Ferreira, que em 2021 experimentou as ondas da laje, e agora Lucas Chumbo, que reforça o potencial do pico para competições internacionais. Em 2024, Jaguaruna sediou uma etapa do Campeonato Brasileiro de Ondas Grandes, atraindo quase 10 mil espectadores em um único dia.
- Título oficial: Capital Nacional da Maior Onda do Brasil, desde 2022.
- Comparação com Nazaré: Ondas de até 15 metros, semelhantes ao pico português.
- Eventos: Campeonato Brasileiro de Ondas Grandes em 2024 movimentou a economia local.
- Surfistas de elite: Italo Ferreira e Lucas Chumbo já desafiaram a Laje da Jagua.
A interação entre a bancada rochosa e as ondulações cria condições desafiadoras, exigindo preparo físico e mental dos atletas.
Impacto no surfe brasileiro
O feito de Lucas Chumbo na Laje da Jagua reforça o Brasil como um destino de destaque no cenário global do surfe de ondas grandes. A visibilidade gerada pelas imagens, captadas por fotógrafos como Gabriel Gomes e Jeferson Gralha, viralizou nas redes sociais, atraindo atenção para o potencial turístico e esportivo de Jaguaruna. O município, com cerca de 20 mil habitantes, vê no surfe uma oportunidade de desenvolvimento econômico e promoção de suas belezas naturais.
A preparação de Chumbo para enfrentar essas condições incluiu anos de treinamento em mergulho livre e uma rotina rigorosa, essenciais para lidar com os perigos de ondas tão grandes. Sua experiência em competições internacionais, como o Nazaré Challenge, onde venceu em 2018 com a maior nota da história do evento, foi fundamental para o sucesso na Laje da Jagua.
- Viralização: Imagens do swell de 2025 alcançaram milhares de visualizações online.
- Preparo: Chumbo treina mergulho livre para suportar longos períodos submerso.
- Histórico: Vencedor do Nazaré Challenge em 2018, com recorde de pontuação.
O evento também destacou a importância de equipes de apoio, com pilotos de jet ski e resgatistas garantindo a segurança dos surfistas.
Futuro promissor para Jaguaruna
A Laje da Jagua está cada vez mais consolidada como um ponto obrigatório para surfistas de ondas grandes. O sucesso do swell de julho de 2025 reforça a possibilidade de Jaguaruna sediar uma etapa do Mundial de Ondas Grandes, prevista para ocorrer entre abril e junho de 2026. O Termo de Cidades Irmãs com Nazaré, em Portugal, fortalece o intercâmbio cultural e turístico, projetando o município no cenário global.
Surfistas locais, como Thiago Jacaré, acreditam que o pico tem potencial para ondas ainda maiores, possivelmente chegando a 20 metros em condições extremas. Estudos científicos, conduzidos por especialistas como o oceanógrafo Douglas Nemes, confirmam a constância de ondulações gigantes na região, o que pode atrair mais competições e investimentos.
- Etapa mundial: Jaguaruna pode sediar evento internacional em 2026.
- Potencial: Estudos sugerem ondas de até 20 metros em condições extremas.
- Intercâmbio: Acordo com Nazaré, Portugal, promove turismo e visibilidade.
O feito de Chumbo não apenas elevou o nome de Jaguaruna, mas também inspirou uma nova geração de surfistas a explorar o potencial da costa brasileira.















