Angelina empata com golaço de pênalti na final da Copa América Feminina contra Colômbia
Na tarde deste sábado, 2 de agosto de 2025, o Estádio Casa Blanca, em Quito, Equador, é palco de um confronto eletrizante entre Colômbia e Brasil pela final da Copa América Feminina. Até os 22 minutos do segundo tempo, as seleções empatam em 1 a 1, com gols de Linda Caicedo, para as colombianas, e Angelina, de pênalti, para as brasileiras. A partida, iniciada às 18h (horário de Brasília), mantém a tensão alta, com lances intensos e chances de ambos os lados. As equipes, que já se enfrentaram na fase de grupos com um empate sem gols, mostram equilíbrio e rivalidade crescente. O jogo segue em aberto, com o Brasil pressionando e a Colômbia resistindo. A decisão promete emoções até o apito final, enquanto as torcidas vibram em busca do título continental.
A final reúne duas potências sul-americanas com histórico de confrontos acirrados. Em 2022, o Brasil venceu a Colômbia por 1 a 0 na mesma competição, mas as colombianas chegam embaladas após uma campanha sólida. O jogo reflete a evolução do futebol feminino na região, com jogadoras como Linda Caicedo e Angelina em destaque.
- Principais momentos até agora:
- Gol de Linda Caicedo aos 24’ do 1º tempo, abrindo o placar para a Colômbia.
- Pênalti convertido por Angelina aos 53’ do 1º tempo, empatando para o Brasil.
- Chances perigosas de ambos os lados, com defesas cruciais das goleiras Tapia e Lorena.
Ataques intensos marcam o início do jogo
O primeiro tempo foi um espetáculo de ofensividade e disputas físicas. Logo aos 9 minutos, a Colômbia assustou com Loboa, que driblou a zaga brasileira e chutou por cima. O Brasil respondeu no lance seguinte, aos 10 minutos, quando Yasmim aproveitou uma falha de Kathe Tapia e quase marcou. A pressão colombiana culminou no gol de Linda Caicedo aos 24 minutos, que finalizou com precisão após jogada coletiva. O Brasil, porém, não se abateu e buscou o empate com jogadas pelas laterais, especialmente com Gabi Portilho e Kerolin.
Aos 45 minutos, um escanteio fechado de Angelina quase surpreendeu Tapia, que se atrapalhou, mas conseguiu evitar o gol. Momentos de tensão surgiram aos 39 minutos, quando Tarciane e Carolina Arias protagonizaram uma discussão, resultando em cartões amarelos para ambas. O equilíbrio tático foi evidente, com a Colômbia explorando contra-ataques e o Brasil controlando a posse de bola.
Pênalti decisivo muda o rumo da partida
O empate brasileiro veio em um momento crucial. Aos 49 minutos do primeiro tempo, a árbitra Dione Rissios revisou um lance no VAR e marcou pênalti após uma cabeçada de Carabalí em Gio Garbelini. Angelina, com categoria, cobrou no canto sem chances para Tapia, aos 53 minutos, levando a torcida ao delírio. O gol reacendeu a confiança da seleção brasileira, que voltou para o segundo tempo com ímpeto renovado.
No início da etapa complementar, o Brasil quase virou o placar. Logo no primeiro minuto, Kerolin chutou forte, e Gio Garbelini acertou a trave no rebote. A Colômbia respondeu aos 6 minutos, com Caracas chutando para fora após girar na área. A partida segue com alternâncias no domínio, e as substituições, como a entrada de Amanda Gutierres no Brasil, sinalizam estratégias ofensivas para buscar a vitória.
- Lances que agitaram a partida:
- Aos 24’ do 1º tempo: Linda Caicedo marca após jogada com Mayra Ramírez.
- Aos 53’ do 1º tempo: Angelina empata de pênalti com precisão.
- Aos 0’ do 2º tempo: Gio Garbelini acerta a trave em rebote.
- Aos 6’ do 2º tempo: Caracas desperdiça chance clara para a Colômbia.
- Aos 12’ do 2º tempo: Yasmim quase marca em chute que passou rente ao travessão.
Minutagem detalhada dos principais lances
A final da Copa América Feminina tem sido marcada por momentos de alta intensidade. Abaixo, os principais lances até os 22 minutos do segundo tempo:
- 9’ (1º tempo): Loboa dribla Fê Palermo e chuta por cima, assustando a defesa brasileira.
- 24’ (1º tempo): Linda Caicedo abre o placar com chute rasteiro, após passe de Mayra Ramírez.
- 45’ (1º tempo): Angelina cobra escanteio fechado, e Tapia se atrapalha, mas evita o gol.
- 53’ (1º tempo): Angelina converte pênalti após falta de Carabalí em Gio Garbelini.
- 0’ (2º tempo): Gio Garbelini acerta a trave após rebote de chute de Kerolin.
Rivalidade histórica ganha novo capítulo
Brasil e Colômbia já protagonizaram duelos memoráveis nos últimos anos. Além da final de 2022, vencida pelo Brasil, as equipes se enfrentaram na fase de grupos desta edição, em um empate sem gols que evidenciou o equilíbrio tático. A Colômbia, impulsionada por Linda Caicedo, busca sua primeira conquista na competição, enquanto o Brasil, liderado por jogadoras experientes como Angelina, almeja manter a hegemonia sul-americana.
O jogo também reflete o crescimento do futebol feminino na região. A Colômbia, que chegou às quartas de final da Copa do Mundo de 2023, demonstra evolução técnica e tática. O Brasil, por sua vez, aposta em um elenco renovado, com nomes como Kerolin e Gio Garbelini, para recuperar o protagonismo continental.
Goleiras em destaque na decisão
As goleiras Kathe Tapia, da Colômbia, e Lorena, do Brasil, têm sido peças-chave na final. Tapia fez defesas cruciais, como no chute de Yasmim aos 10 minutos do primeiro tempo, mas também enfrentou momentos de instabilidade, como no escanteio de Angelina aos 45 minutos. Lorena, por outro lado, evitou um placar mais elástico ao cortar um lance perigoso de Linda Caicedo aos 15 minutos do primeiro tempo, apesar de sentir o tornozelo em uma dividida.
Aos 2 minutos do segundo tempo, um atendimento triplo à Tapia e outras jogadoras colombianas interrompeu brevemente o jogo, mas a goleira se recuperou e segue firme. A atuação das duas é um reflexo do nível elevado da partida, com ambas as equipes exigindo intervenções precisas.
- Defesas decisivas:
- Tapia espalma chute de Yasmim aos 10’ do 1º tempo.
- Lorena corta jogada de Caicedo aos 15’ do 1º tempo.
- Tapia evita gol em escanteio de Angelina aos 45’ do 1º tempo.
Jogo aberto e estratégias em evolução
Com o placar empatado, as equipes ajustam suas táticas no segundo tempo. O Brasil intensifica a pressão pelas laterais, com Yasmim e Gabi Portilho explorando cruzamentos. A Colômbia, por sua vez, aposta na velocidade de Caicedo e Ramírez para contra-ataques. Substituições como Isa Haas e Amanda Gutierres, no primeiro tempo, mostram a intenção brasileira de reforçar a defesa e o ataque.
A arbitragem também tem papel destacado, com decisões polêmicas como o pênalti revisado pelo VAR e cartões amarelos distribuídos para jogadoras de ambos os lados. A intensidade física, marcada por faltas e discussões, como a de Tarciane e Arias aos 39 minutos, adiciona tempero à final.
Números que explicam o equilíbrio
As estatísticas da partida reforçam a competitividade. Até o momento, o Brasil tem média de 8,3 finalizações por jogo na competição, contra 3,8 da Colômbia. Escanteios também favorecem as brasileiras (3,5 contra 2,5), mas a Colômbia leva vantagem em disciplina, com menos cartões amarelos (0,8 contra 1,7). Esses números mostram um Brasil mais ofensivo, mas uma Colômbia eficiente na defesa e nos contra-ataques.
O jogo segue em ritmo acelerado, com chances claras para ambos os lados. A torcida no Estádio Casa Blanca e os espectadores em casa aguardam ansiosamente pelo desfecho dessa batalha, que promete entrar para a história do futebol feminino sul-americano.
Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.








